Author: Pedro Brodbeck (Page 2 of 26)

Um problema na armação do Cavs

Não deveria ser nenhuma surpresa: quando o Cleveland Cavaliers contratou Isaiah Thomas e Derrick Rose, era de se esperar que a armação do time pudesse, eventualmente, ficar seriamente desfalcada. Thomas já estava lesionado quando chegou ao time – a ponto do Cavs fazer doce para concluir a troca, pedindo compensações maiores ao Boston Celtics – e Rose é um jogador de histórico complicadíssimo. Acho que a franquia apostou em ambos por saber que, no final das contas, Lebron James é o principal organizador do time em quadra.

O que eu nem o Cleveland imaginava é que James teria que assumir oficialmente o papel de point guard da equipe tão cedo. Isaiah ainda está há um bom tempo do seu retorno e Derrick Rose virou o pé logo na sua segunda partida com o time.

Ter Lebron nesta posição não chega a ser um problema em si. Na verdade, pensando estritamente nos matchups com os rivais, é até uma vantagem: por ser imenso e ainda assim ágil, sua presença representa um obstáculo quase que sobrenatural para os armadores adversários.

(Divulgação/Cleveland Cavaliers)

Como geralmente os alas adversários continuam marcando Lebron, o point guard rival acaba caindo para marcar Jae Crowder, Dwyane Wade, JR Smith ou Iman Shumpert, em um mismatch que eventualmente pode favorecer os jogadores do Cleveland.

Isso em um, dois jogos é bacana. Em vários, é um problema. Aliás, um problema conhecido do Cavs. Nos anos passados, Lebron James reclamava da falta de reposição de Kyrie Irving na armação, que acabava o sobrecarregando.

Sem organizadores reservas, Lebron tinha que passar muito tempo em quadra na maratona de 82 jogos, de desgastando para uma eventual batalha nos playoffs. Não acho que uma coisa tenha uma relação direta com a outra, mas ano passado James foi o líder em minutos em quadra da NBA e o Cleveland Cavaliers foi atropelado nas finais.

O time até buscou um armador para desafogar a criação do time. Deron Williams chegou mas não ajudou muito. Para este ano, a ideia era dar profundidade à formação. Além de Thomas e Rose, o time buscou Jose Calderson e Dwyane Wade, que pode fazer às vezes de point guard puxando o ataque – ainda que não dê mais conta disso na defesa hoje em dia.

O problema aqui fica nos detalhes. O Cavs não quer desgastar Lebron, mas ao mesmo tempo vê como mais eficiente jogar Wade para rotação reserva, Calderson parece que não dá conta de jogar mais do que 15 minutos por partida, Rose não é do tipo de cara que vá voltar antes de estar 100% e Thomas tem uma lesão séria a ponto de não ser inteligente apressar as coisas. Assim, Lebron é que tem que se virar como armador do time mesmo, por mais que a maior preocupação dele e do front office fosse povoar a posição.

Não seria de se espantar que, caso Rose continue com algum problema físico e Thomas tenha sua recuperação atrasada por algum motivo, pelo terceiro ano consecutivo o Cavs tenha que ir ao mercado buscar mais um jogador para completar a rotação na criação de jogadas.

Até lá, Lebron terá que se ver em um papel que ele não contava que fosse desempenhar tão cedo e por tanto tempo. Que essa conta não seja cobrada no final do campeonato.

Sinais do caos

Nem uma semana de temporada e o Phoneix Suns já arde em caos. Em uma diferença de mais ou menos duas horas, um dos principais jogadores do time escreveu nas suas redes sociais uma mensagem que sugere um pedido de troca para qualquer lugar fora do Arizona e o técnico da equipe foi demitido do seu posto.

Mas o que diabos acontece em Phoenix para, agora, o time desandar deste jeito? Não teria sido mais fácil negociar Eric Bledsoe durante a offseason, quando meio mundo trocou de time? Não teria sido mais inteligente ter mandado Earl Watson embora antes do início do campeonato, para que o novo comandante pudesse planejar o time desde o começo?

Com certeza seria. Olhando daqui, à distância, parece que essa zona toda com apenas três partidas jogadas na temporada só deflagra o quão caótico é o cenário do Suns – e o tamanho da falta de convicção que vive a franquia.

É verdade que o time, pelo que dizem, bem que tentou se desfazer de Bledsoe. Quando Kyrie Irving pediu para sair de Cleveland, o Phoenix aparecia como um dos maiores interessados. Mas não conseguiu – o que eu entendo perfeitamente, já que o armador tem uma dificuldade tremenda de se manter saudável e isso apavora qualquer equipe que se interesse pelo seu basquete.

Também é fato que os primeiros resultados do time foram desastrosos, mais do que se esperava. O Suns perdeu duas partidas por mais de 40 pontos de diferença (antes disso, só tinha perdido uma vez com uma desvantagem tão grande em toda a sua história) e os 92 pontos de saldo negativo nestas partidas são a pior diferença de pontos que um time, qualquer time, sofreu nas três primeiras partidas em uma temporada em todos os tempos.

A situação é feia, o time está um lixo e notoriamente Bledsoe não faz parte dos planos. Mas uma babel dessa eclodir assim, do nada, tão cedo, não parece fazer sentido, apesar dos pesares.

DIVULGAÇÃO (Christian Petersen/Getty Images)

Não imagino que a direção do time não estivesse pronta para perder de todo mundo por mais um ano, pelo menos. Praticamente todos os times do Oeste melhoraram consideravelmente da temporada passada para esta. Aqueles que não se reforçaram, já estavam a uma boa distância de vantagem do Suns. Era natural que o time, muito jovem, muito inexperiente, fosse o saco de pancadas.

E se não foram os resultados que fizeram o time desandar desse jeito, a execução do projeto é que foi questionada. Mas isso não poderia ser diagnosticado antes?

Eu até concordo que o time talvez esteja um estágio abaixo do que deveria estar neste momento. O Los Angeles Lakers, por exemplo, que foi igualmente ruim nos últimos anos, já dá sinais de que pode formar um bom time no futuro. Os melhores jogadores escolhidos pelo time nos últimos anos já começaram a desencantar. No Suns, isso não tem acontecido da maneira e velocidade esperadas.

Fora Devin Booker, que dá indícios que pode estourar como uma estrela na liga, as demais apostas do time ainda não vingaram. Alex Len não desencantou e quase foi descartado pelo time, apesar de estar na liga há quatro anos. TJ Warren tem se mostrado um jogador bem mediano. Apesar de estarem só na segunda temporada, Marquese Chris começou o ano com menos tempo de quadra em comparação com o ano passado e Dragan Bender, apesar da insistência, tem mais desperdícios de bola do que cestas.

Mesmo assim, só o tempo dirá o teto de cada um deles e o quanto vale a pena insistir. Especialmente para os mais novos, perder, mesmo que seja feio e de muitos pontos, faz parte do processo de amadurecimento – e de potencialmente conseguir mais talentos via draft.

Watson até não deve ser o cara mais indicado para fazer este time evoluir, talvez seja uma boa ideia se desfazer de Bledsoe, mesmo que por algo de valor muito menor, mas o prolema aqui parece ser maior. As decisões tem sido erradas.

É bom lembrar que há poucas temporadas, o Phoenix Suns era um time que flertava com os playoffs e, quando decidiu ir ao mercado se reforçar, fez um festival de lambanças. Contratou três armadores titulares (Goran Dragic, Eric Bledsoe e Isaiah Thomas) para, naturalmente, jogar no máximo dois simultaneamente. No meio da temporada, do nada, resolveu se desfazer de dois deles, Dragic e Thomas, justamente os melhores.

Depois, assinou uma extensão considerável conjuntamente com Marcus e Markieff Morris, apostando na dupla para os quatro anos seguintes. Menos de um ano depois, trocou Marcus para o Detroit Pistons por um cacho de bananas e arranjou briga com Markieff – que teve que ser negociado meses mais tarde. Aqui, se os gêmeos não são santos, o time pelo menos falhou em não diagnosticar o problema que estava por vir.

Por fim, também renovou com Tyson Chandler por uma bolada que não faz sentido para um time que está assumidamente em reconstrução.

Para os mais atentos, todos são sinais de que as coisas já não vinham muito bem em Phoenix. A demissão repentina de Watson e o pedido público de Bledsoe para ser negociado só confirmam, de maneira dramática, tudo isso. Um verdadeiro caos.

Os dois calouros de Los Angeles

A primeira rodada da NBA mostrou porque essa turma de calouros chegou tão badalada no draft. Seis dos jovens mais falados que estrearam entre terça e ontem já chegaram na liga profissional anotando mais de 10 pontos, três deles fizeram duplo-duplo. Não lembro de uma classe de draft que tenha começado tão bem.

Isso que ainda faltam dois dos calouros que, de maneiras completamente opostas, despertam as maiores das expectativas. Lonzo Ball, do Los Angeles Lakers, e Milos Teodosic, do Los Angeles Clippers, se enfrentam hoje de madrugada para darem a primeira de muitas respostas se vão conseguir corresponder tudo que se espera deles.

O calouro do Lakers parece um predestinado. Jogou em UCLA, a universidade local, e tem a pinta de estrela que qualquer jogador que pretende fazer sucesso no maior time do Oeste da NBA tem que ter. Tudo isso reforçado pela lingua solta do seu pai, Lavar Ball, que faz questão de dizer que, sim, Lonzo ser armador do Lakers já estava desenhado como seu destino quando os deuses do esporte o tocaram em outra encarnação.

Mas não é só a ladainha de Lavar que faz da chegada de Lonzo ao Lakers uma coisa quase que mística. O jogador surgiu no ápice do processo de reconstrução do time, justamente durante um hiato de estrelato do time que mais viveu de estrelas em toda a história da liga. Calhou do Lakers ter a segunda escolha, o Boston e o Philadelphia trocarem a primeira e a terceira posição e Ball se garantir como o armador que, se todo o plano der certo, vai carregar a franquia angelina pela próxima década.

Inegavelmente, parece o cara certo na hora certa. E até por isso todos os holofotes possíveis estão sobre ele. O antigo projeto de franchise players do Lakers, D’Angelo Russell, foi trocado justamente pela direção da franquia entender que ele não tinha o cacife para assumir este papel – algo que apostam que Ball tem. Uma responsabilidade que cai como uma bigorna nas costas de um garoto que nunca jogou uma partida profissional.

Do outro lado da quadra, onze anos mais velho, há treze jogando como profissional e com a banca de ter sido melhor jogador do mundo fora da NBA até poucos meses atrás, Milos Teodosic chega do outro lado do Atlântico para estrear pelo Los Angeles Clippers.

O sérvio não vai chegar com a mesma pressão de público e mídia de Lonzo, já que chega em um Clippers reformulado, mais discreto e já com dono (Blake Griffin) mas enfrentará a necessidade de defender a sua reputação.

Por mais que seja conhecida a dificuldade de jogadores escolados no basquete europeu se adaptarem de imediato nos Estados Unidos, Teodosic chega com a fama de ser o melhor de todos há alguns anos.

Ele também encontra um cenário divido no Clippers. Um exímio passador como ele é a peça chave para um time com tantos finalizadores, como Danilo Gallinari, Blake Griffin e Deandre Jordan. Ao mesmo tempo, Gallo, Blake, Austin Rivers, Patrick Beverley e Lou Williams adoram carregar a bola, criar seus próprios arremessos e organizar o jogo cada um à sua maneira, algo que aniquila o potencial de um organizador nato como Milos.

Além de tudo isso, chega com a responsabilidade de substituir o melhor armador nato da NBA na última década, Chris Paul. Mais até, foi o jogador que conseguiu, por um breve momento, mudar o status da franquia. Deixou de ser o pior time da história da liga para ser uma presença constante nos playoffs.

Dois jogadores com responsabilidades diferentes, mas com tamanhos parecidos, que hoje começam a ser colocadas à prova.

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Anticlímax de abertura

As altas expectativas para o começo da temporada não tinham como ser frustradas de maneira mais acachapante. Por mais que os dois jogos tenham sido disputados até a última posse de bola, com um equilíbrio surpreendentemente positivo – especialmente no caso de Golden State Warriors e Houston Rockets – a imagem da lesão de Gordon Hayward foi o que marcou a noite de abertura da temporada.

Se você ainda não viu o que aconteceu, recomendo que nem veja o lance, mas saiba que o ala do Boston Celtics, maior contratação via free agency da temporada, se lesionou feio ainda no primeiro quarto de partida, quando tentava pegar a bola em uma ponte aérea lançada por Kyrie Irving. A imagem foi chocante. O jogador caiu de um jeito estranho e, ao tentar se levantar, viu seu pé virado para o sentido contrário do que deveria. Horrível!

Foi tão pesado que a transmissão oficial nem mostrou direito Hayward sendo atendido e retirado de quadra – ao contrário do Sportv, que repetiu algumas vezes o lance, reexibiu várias vezes a lesão de Paul George de três anos atrás, até que todos os telespectadores ficassem de estômago embrulhado.

Toda a animação pela partida de estreia, pela formação de uma nova rivalidade, pelo campeonato que se iniciava se derreteu com a lesão. O clima de aflição e preocupação que tomou a quadra, as arquibancadas e depois reverberou por todo o universo da NBA foi dominante.

(divulgação/Boston Celtics)

Por alguns segundos, jogadores do Boston Celtics se abraçaram, como quem tentava recuperar forças para voltar à quadra e continuar jogando com a mesma intensidade – o que só conseguiram fazer a partir do terceiro quarto, quase meia hora depois, mas com garra suficiente para tirar uma vantagem de 18 pontos, virar a partida e levar o jogo ponto a ponto até o minuto final, quando Lebron James decidiu a parada.

O foda da situação não é só a lesão em si, terrível, mas todo o contexto. O Boston se reformulou por completo para tentar se transformar na próxima potência da NBA e Gordon foi a grande aposta do time para este projeto – Kyrie, a grande estrela, chegou por um acaso do destino.

O casamento entre Celtics e Hayward também foi uma aposta para as duas partes. Uma aposta com concessões de ambos. O ala abriu mão de ser a estrela do Utah Jazz, time onde jogou sua carreira inteira, para ser parte da engrenagem do novo time. O Boston se desfez de Avery Bradley, condenou sua folha salarial, trocou o elenco inteiro também para acomodar Gordon. O jogo de ontem era o primeiro passo de tudo isso que estava planejado.

Não sei o quanto isso pode ser adiado. A equipe se mostrou muito aguerrida e as principais apostas de Danny Ainge (Jaylen Brown, Jayson Tatum e Terry Rozier) se saíram muito bem. O time pareceu muito encaixado, apesar de estar jogando uma partida de verdade pela primeira vez juntos.

A preocupação maior fica em relação à saúde de Hayward. O primeiro report é de que ele quebrou o tornozelo, mas a imagem dá a entender que ele teve lesões nos ligamentos (atualização: não teve). É possível que não volte a jogar nesta temporada. Espero que, quando voltar, seja lá quando for, esteja bem e renovado.

Espero, também, que a segunda noite de basquete seja mais tranquila.

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O dia que eu fui a um opening night da NBA

A temporada da NBA começa hoje e, como de costume, grandes clássicos foram programados pelo iluminado rapaz que faz o calendário da liga. O Cleveland Cavaliers recebe o Boston Celtics, no encontro que reúne os dois melhores times do Leste e já coloca, logo de cara, Kyrie Irving contra seu ex-time. Mais tarde, o Houston Rockets, badalado desde a chegada de Chris Paul, vai a California enfrentar o atual campeão Golden State Warriors.

Há quatro anos, eu fui a uma noite de abertura da temporada da NBA também. Não tinha todo o tempero das centenas de trocas de jogadores deste ano, mas também estava carregada de expectativas – e tinha alguns dos personagens dos jogos de hoje.

O jogo que fui era um Miami Heat e Chicago Bulls, na Florida. Lembro que paguei caro pra cacete em um ingresso e fiquei lá na quinta da American Airlines Arena. Nada que prejudicasse o espetáculo ou visibilidade, mas já dá uma boa dimensão de como o jogo era badalado.

O Heat tinha acabado de se consagrar bicampeão da NBA. A campanha anterior do time tinha sido espetacular. Lebron James, Dwyane Wade e Chris Bosh levaram o time a uma série de 27 vitórias consecutivas durante a temporada regular – a segunda mais sequência da história da NBA – e venceram o San Antonio Spurs naquela série dramática, em que Ray Allen meteu um chute salvador para levar o sexto jogo para a prorrogação depois do Miami estar perdendo por uma diferença de 13 pontos.

O jogo, mais do que a abertura da temporada, foi uma celebração em homenagem à campanha passada, a mais espetacular da história da franquia. Eu lembro que ainda era uma novidade aquela projeção em 3D no piso da quadra e fizeram uma contagem regressiva lembrando as 27 vitórias seguidas. Alucinante!

Eu fiquei meio em transe naquele momento, encantado com tudo que passaram ali e turbinado pela cerveja – era o último dia das férias, tinha como objetivo gastar os últimos dólares da viagem em bebida e estava deslumbrado por poder, novamente, ver um jogo tomando cerveja – prazer do qual somos privados aqui em boa parte dos estados nos jogos de futebol.

O jogo era contra o Chicago Bulls, o único rival à altura para uma rodada de abertura. A maior expectativa rondava Derrick Rose. O jogador tinha sofrido a lesão mais séria da sua carreira até então, que o tinha tirado de ação por uma temporada inteira. Antes da catástrofe, o Chicago tinha sido a equipe de melhor campanha na conferência.

Os times também tinham se enfrentado na semifinal de conferência da temporada anterior. Desfalcado, o Bulls perdeu para o Heat por 4 a 1.

Eu pessoalmente também estava empolgadaço por estar no meu primeiro jogo in loco da NBA e por poder torcer para um dos principais jogadores do meu time no fantasy daquele ano, o ídolo Joakim Noah.

Eu pendurado no teto da American Airlines Arena

O negócio é que tudo foi sensacional, excitante e vibrante até que, de fato, começasse. Depois de um primeiro quarto morno, o Miami Heat ativou o modo apelão e atropelou o Bulls. No meio do segundo período, o time de Lebron engatou 15 pontos seguidos e abriu o placar em 39 a 20. Pronto, mal tinha começado e o jogo já tinha acabado.

O desenrolar da temporada também foi frustrante para os envolvidos: Heat perdeu o título para o Spurs, Lebron saiu do time, Rose teve mais um ano complicado com apenas 10 partidas jogadas e o Bulls cambaleou até que Tom Thibodeau caísse duas temporadas mais tarde.

Não sei se eu sou o pé frio ou se essa é uma lição de que a expectativa da estreia pode não ser nada mais do que uma boa dose de adrenalina represada, às vezes um pouco distante do que pode acontecer de fato.

Em todo caso, foi legal – apesar do Noah ter sido um lixo, ter terminado com ridículos dois pontos e me ferrado no jogo de estreia do fantasy.

Que a temporada, essa de agora, termine tão bem quanto promete começar.

Palpites fundamentais para a temporada 2017/2018

Já virou tradição aqui no blog eu fazer este post de palpites para a temporada. Não são previsões tão sérias (como as que fiz, time a time) e nem todas elas têm a ver com o basquete jogado na quadra. É mais uma série de chutes sobre o que eu acho que pode rolar ao longo do ano, o que eu gostaria que acontecesse e o que possivelmente não vai rolar, mas que eu quero ser o primeiro a dizer que pode acontecer. Já fiz isso nas últimas duas temporadas e tive até que um aproveitamento bom nos acertos – e você pode conferir a prestação de contas de 2016 e 2017 para comprovar o que eu falei de besteira também.

Enfim, vamos aos chutes:

  • Isaiah Thomas só vai voltar a jogar perto do All Star Game, em fevereiro do ano que vem.
  • Mas o backcourt com Derrick Rose e Dwyane Wade vai encaixar tão bem que o torcedor do Cavs não vai ter pressa para que Thomas volte.
  • Houston Rockets e Oklahoma City Thunder ficarão na frente do San Antonio Spurs na temporada regular.
  • Chicago Bulls não vai ficar nem em último, nem em penúltimo no Leste.
  • New Orleans Pelicans vai se classificar para os playoffs.
  • Los Angeles Lakers não vai nem ameaçar se classificar.
  • Lonzo Ball será o Calouro do Ano em uma votação apertada.
  • Milos Teodosic vai empolgar mais do que Markelle Fultz e Jayson Tatum.
  • Marc Gasol será trocado no meio da temporada. Demarcus Cousins não.
  • Joel Embiid jogará mais do que 70 jogos.
  • Orlando Magic e Detroit Pistons terminam a temporada na frente do Philadelphia 76ers, que não irá aos playoffs.
  • New York Knicks será a piada da NBA. Vai acabar a lua de mel entre a torcida do time e Kristaps Porzingis.
  • James Harden será o cestinha da temporada. Kyrie Irving e Demar Derozan ficarão no top 5.
  • O título de MVP da temporada será disputado cabeça a cabeça entre Kevin Durant e Lebron James.
  • E o título da NBA, mais uma vez, será decidido entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers.
  • Desta vez, em sete jogos.

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[Previsão 17/18] Brasileiros na NBA: cada vez mais discretos

Alguns leitores me questionaram por não ter falado dos brasileiros nas análises dos times em que cada um deles joga. Não foi desatenção, não. Foi proposital. Os motivos são dois. Primeiro que, via de regra, eles são irrelevantes para suas equipes. Segundo que preferi fazer um post só deles. Da forma como os posts sobre os times foram feitos, eu teria que dar uma importância desproporcional para eles se fosse citá-los.

É duro admitir que esta deve ser a temporada em que os jogadores do Brasil terão a participação mais discreta desde que Nene foi draftado, em 2002, e reabriu a porteira da liga para os compatriotas.

A temporada passada já foi nessa linha. Ainda que 9 jogadores daqui tenham entrado em quadra (o maior número), nunca eles jogaram tão pouco. Na média, cada um deles jogou 564 minutos. Nene, o que mais jogou e, ficou 1198 minutos em quadra. Caboclo, o que menos jogou, teve 40 minutos.

Acho que esse cálculo é uma boa medida pois mostra que, mesmo que vários times tivessem brasileiros, eles eram totalmente irrelevantes em sua maioria. No máximo eram reservas úteis.

O número é mais baixo do que de anos em que o Brasil teve vários jogadores que assinaram contratos temporários – e acabaram jogando pouquíssimos minutos. O que contrabalanceava era que outros jogadores eram bem participativos em suas equipes (Leandrinho no Suns, Nene em Denver, Splitter no Spurs, Varejão no Cavs).

Essa geração está já no final de carreira e os seus substitutos não vingaram. Tiago já cogita se aposentar, Varejão e Leandrinho não conseguiram contrato, Huertas fez as malas para voltar à Espanha.

Na outra ponta, a coisa parece pior agora do que era há uma ou duas temporadas. No Raptors, Lucas Nogueira saiu do time titular no meio do campeonato para esquentar o fundo do banco canadense. Desde que Serge Ibaka chegou ao time, o pivô brasileiro foi praticamente descartado. Entrou em quadra em dez jogos apenas. Jogou 6 minutos por partida desde então.

O problema ali é a falta de confiança que o jogador desperta na comissão técnica. A defesa não é inteligente o suficiente para um jogador com seu físico e o ataque é limitado. Bebê também tem um sério problema de perder a bola uma vez a cada cinco posses em que ele é envolvido – uma média absurdamente alta.

Para este ano, seu envolvimento com o time deve ser quase nulo, já que a concorrência só tem crescido. Os jovens Jakob Poeltl e Pascal Siakam estão com mais moral que ele no time, por exemplo.

Mesmo time, mesmo problema com Bruno Caboclo. O jogador mal entrou em quadra pelo time desde que foi draftado, apesar das altas expectativas que o time tem (ou tinha) com o “Brazilian Kevin Durant”. Quando jogou, foi péssimo – o que até tem que ser ponderado, já que não há sequência.

Quando foi escolhido, um jornalista de Toronto brincou que ele estava “a dois anos de estar a dois anos de estar pronto para a NBA”. No caso, o tempo tem passado e Bruno parece que não está tão perto do amadurecimento que estava previsto – por mais que o horizonte fosse confusamente distante.

Os últimos meses pioraram a condição do jogador. Teve um surto jogando pela Seleção Brasileira e abandonou o time por ter sido colocado no banco de reservas durante um jogo. O caso deflagrou alguns problemas comportamentais do atleta, que parece que já vinham acontecendo pela franquia do Raptors na G-League.

Pela pré-temporada, justamente quando até os piores jogadores que existem vão bem, Caboclo foi tenebroso. Ao longo de quatro jogos, fez três cestas em 17 arremessos. Cometeu sete turnovers.

Por mais que, em tese, as negociações da offseason tenham favorecido sua posição no plantel, seu desempenho recente não é animador o suficiente para cavar um lugar cativo na rotação. A menos que o staff do Toronto insista muito nele até pegar ritmo e mostrar algo de bom, é provável que não tempo significativo de jogo na temporada.

Raulzinho está em uma situação um pouco melhor. Ele seria, mais uma vez, o terceiro armador do Utah Jazz apenas, assim como na temporada passada. Mas a lesão de Dante Exum, que deve tirá-lo de ação por vários meses, alçou o brasileiro a reserva imediato de Ricky Rubio. Deve, então, ter uma minutagem parecida com a da temporada de estreia, que conseguiu ser titular em vários jogos.

A única coisa que preocupa aqui é que Raulzinho vive uma curva descendente no Jazz – quando o normal seria o contrário. Começou bem, era titular e, pouco a pouco, foi perdendo espaço. No primeiro ano, o técnico Quin Snyder chegou a buscar um armador no mercado no meio da temporada, tamanha a desconfiança em relação ao brasileiro. Ano passado, jogou metade dos minutos da primeira temporada. Não fosse a lesão do australiano Exum, Raulzinho teria dificuldades para cavar espaço na rotação.

Os outros dois brasileiros que estão na liga são os únicos que devem ter algum destaque, ainda que cada qual tenha suas ressalvas. Cristiano Felicio renovou contrato com o Bulls e é o reserva imediato de Robin Lopez. Mesmo que ainda esteja no banco, Felicio está aos poucos ganhando espaço. Triplicou seu tempo de jogo ano passado e tem tudo para jogar ainda mais agora.

O triste é que o Bulls é um dos piores times da liga atualmente. Por mais que vá muito bem, se destaque e tudo mais, dificilmente alguma coisa decente sairá dali. E como seu vínculo com o time é de quatro anos, a perspectiva é sofrer em Chicago por um bom tempo.

O lado bom disso é que o time tem boas chances de promovê-lo a titular com o passar o tempo. Como o time não vai disputar nada mesmo, seria sensato colocar os caras mais jovens para rodar em quadra ao invés de insistir em um veterano como Lopez. Meu palpite é que ele passará a começar as partidas na segunda metade do campeonato.

Nene também tem sua importância no Houston Rockets. É reserva de Clint Capela, mas é um dos jogadores mais seguros da segunda unidade da equipe – aliás, a formação reserva do Rockets é uma das melhores e mais eficientes da NBA toda. Ao mesmo tempo que é um jogador importante em um dos melhores times da liga, é possível que ele seja poupado, tenha seus minutos reduzidor durante a temporada regular, já que sempre teve problemas de lesão, já tem 35 anos e se machucou na reta final dos playoffs passados.

Georginho, garoto jovem e promissor que chegou a assinar com o Houston para a temporada, foi dispensado pelo time na data limite para que os jogadores desprotegidos fossem descartados sem ônus para as franquias. Pode até pintar em algum time ao longo do ano, mas vai ter que mendigar poucos e preciosos minutos de jogo.

No final das contas, o retrato dos brasileiros na NBA não é animadora. A maioria dos veteranos não tem mais espaço em nenhum time e os mais novos ainda não conseguiram mostrar que podem jogar la liga. Salvo raras exceções.

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[Previsão 17/18] Confira a análise de todos os times para a temporada!

Foi um mês com posts todos os dias sobre como cada time entra para a temporada que se inicia. Se perdeu algum, vale a pena ler. Se já leu, guarda aí para jogar na minha cara quando a previsão se confirmar completamente errada.

Na briga pelo título

Golden State Warriors: para confirmar seu lugar na história

Cleveland Cavaliers: mais um ano, a mesma missão

Houston Rockets: o objetivo é coexistir

Boston Celtics: supertime em formação

Lutam por finais de conferência

San Antonio Spurs: a cultura é suficiente?

Washington Wizards: o intruso mais provável do Leste

Toronto Raptors: a oportunidade já passou?

Oklahoma City Thunder: antes bem acompanhado do que só

Devem se garantir nos playoffs

Milwaukee Bucks: à espera do auge de Giannis

Los Angeles Clippers: a esperança de ser um time bom mesmo sem Chris Paul

Miami Heat: nas mãos de Spoelstra

Minnesota Timberwolves: não há mais desculpas para não deslanchar

Brigam pelos playoffs

Utah Jazz: pela tradição do pick and roll

Denver Nuggets: discretamente, um time de playoffs

Portland Trail Blazers: a fuga da inércia

New Orleans Pelicans: o teste da contracultura do basquete

Memphis Grizzlies: por uma nova identidade

Charlotte Hornets: a insistência vale a pena?

Detroit Pistons: a soma de vários erros de avaliação

Philadelphia 76ers: o confronto da expectativa com a realidade

Orlando Magic: é devagar que se vai a lugar nenhum

Sem chances de playoffs

Dallas Mavericks: filosofia colocada à prova

Los Angeles Lakers: a esperança (e a pressão) chamada Lonzo Ball

Indiana Pacers: quando a ressaca pós-Paul George vai passar?

Sacramento Kings: choque de gerações

New York Knicks: os dois últimos dramas

Brooklyn Nets: o novo sentido da curva

Phoenix Suns: garotos em uma liga de adultos

Chicago Bulls: em busca da pior campanha possível

Atlanta Hawks: o pior time que você não vai ver jogar

 

[Previsão 17/18] Warriors: para confirmar seu lugar na história

Se você leu os outros trinta previews daqui do blog, você já deve estar meio cansado de ler que é quase impossível que algum time consiga bater o Golden State Warriors. Todos os times que se reforçaram e todos aqueles que já eram muito bons sempre foram analisados com a ressalva de que nada era o bastante para bater o atual campeão. E a verdade é essa: em condições normais de saúde, caso não aconteça uma ebulição inesperada no elenco, é muito difícil que o Golden State Warriors não termine o ano como o campeão da NBA.

Tudo que os outros times estão tentando fazer é correr atrás do GSW, que já era excelente nos outros anos e melhorou ainda mais com a chegada de Kevin Durant, um dos jogadores mais espetaculares da NBA atual. O encaixe foi perfeito, melhor do que era possível se imaginar, e as finais do campeonato passado mostraram como os outros times estavam a anos-luz do time do técnico Steve Kerr.

Nestas condições, claro, só a vitória interessa à franquia. E ela será fundamental para sedimentar melhor que lugar este time do Warriors ocupará no rol dos maiores times de todos os tempos.

Depois da campanha de 73 vitórias em uma temporada regular, o recorde histórico, muita gente se precipitou em dizer que aquele Warriors era a melhor equipe de todos os tempos. Outros também erraram a mão ao menosprezar o time depois da derrota para o Cleveland Cavaliers nas finais do mesmo ano.

No fundo, tudo isso só provou o quão é errado é tentar avaliar definitivamente qualquer coisa enquanto ela ainda acontece. Hoje é óbvio ver que o time não era o melhor de todos os tempos, visto que, tecnicamente, melhorou bastante com a chegada de Kevin Durant. É também evidente que não era qualquer porcaria e só perdeu para o Cleveland Cavaliers porque o time de Lebron James também é excelente.

Que a formação de Stephen Curry, Klay Thompson, Draymond Green e companhia sobra no jogo de hoje em dia é fácil dizer, mas fica difícil convencer alguém que este time pode ser tão bom quanto foi o Los Angelers Lakers cinco vezes campeão nos anos 80. Ou que seria páreo para o Bulls duas vezes tricampeão dos anos 90. Só não coloco o Boston dos anos 60 aqui porque o jogo era muito diferente, mas só aí dá para ter uma ideia de quantos times já foram realmente muito dominantes nas suas respectivas épocas – algo que o Warriors parece ser, mas ainda precisa confirmar, visto os outros exemplos históricos.

Agora, o que falta ao Warriors é registrar tudo que tem feito em quadra, jogo após jogo, em marcos históricos. Vitórias e mais vitórias. Títulos atrás de títulos. E, assim que tudo isso acabar, a gente contabiliza os feitos.

Claro que pode dar alguma merda nesse meio tempo. Um ou mais jogadores lesionados na reta final do campeonato seria arrebatador. Alguém se revoltar, tipo Kyrie Irving, e a química do grupo se abalar é algo possível, apesar de bem improvável. Mas o time tem elenco suficiente para amenizar qualquer evento sinistro deste tipo.

Em um exercício de abstração total, imagino também que o time ainda se sinta motivado o suficiente para manter a pegada dos últimos anos. Alguma desatenção, distração por achar as coisas ‘fáceis demais’ – como em algum momento aconteceu com o Bulls há vinte anos – pode vir, sim, mas acho que seria um problema mais provável para os próximos anos, não agora.

Offseason
Moderada mas precisa. O time foi atrás de jogadores que, de acordo com os números, encaixam perfeitamente no esquema de Kerr. Nick Young e Ormi Casspi são especialistas no chute e tem seus melhores aproveitamentos, nos maiores patamares da liga, nas situações de arremesso que o Warriors mais cria (chute de fora, aberto após o passe). O Warriors também draftou um jogador que dá a pinta de ser muito útil e voluntarioso, pronto para colaborar desde já, que é Jordan Bell.

Time Provável
PG – Stephen Curry / Shaun Livingston
SG – Klay Thompson / Patrick McCaw / Nick Young
SF – Kevin Durant / Andre Iguodala /Omri Casspi
PF – Draymond Green / David West / Jordan Bell / Kevon Looney
C – Zaza Pachulia / Javale McGee

Expectativa
Mais um ano sendo o melhor time da temporada, mais uma final da NBA. É, disparado, o time com mais chances de título. São todos contra o Golden State Warriors.

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[Previsão 17/18] Spurs: a cultura é suficiente?

Dos times mais fortes da NBA, daqueles seis ou sete que têm alguma chance de ganhar uma final de conferência e chegar a uma final da NBA, apenas dois não se reforçaram nada com all stars: o atual campeão da liga, Golden State Warriors, que já reúne o maior número de bons jogadores que é possível, e o San Antonio Spurs.

Não é por isso que imagino que o time vá, pela primeira primeira vez em 20 anos, com uma campanha com menos de 50 vitórias. Com a cultura mais vencedora e bem estabelecida de toda a NBA, o time de Gregg Popovich não precisa de grandes nomes para se manter no topo. Mas ficar entre os três primeiros do Oeste, chegar a uma final de conferência é suficiente para este time?

Eu entendo que as coisas devem ser relativizadas quando se joga na mesma época que o Golden State Warriors, um time dominante e praticamente imbatível quando saudável, mas talvez fosse o time que menos precisasse se esforçar para equiparar forças com o time de Stephen Curry e Kevin Durant. Algum reforço de peso bem encaixado no time mais bem montado da NBA, com talvez o melhor técnico da história, teria boas chances de formar uma equipe capaz de bater de ser tão ameaçadora quando o Warriors.

Alguns boatos até seguiram essa linha. Kyrie Irving teria dito que o Spurs era um de seus destinos favoritos quando pediu para ser trocado. Dwyane Wade teria pensado no time quando rescindiu com o Bulls. Chris Paul sempre foi um nome ventilado por lá. Mas a franquia conseguiu, no máximo, assinar com Rudy Gay, um cara que sempre teve todas as habilidades para ser um bom jogador de basquete, mas que tem a fama de piorar todos os times pelos quais passa.

Qualquer um destes nomes com certeza daria esperanças maiores para que a franquia conseguisse chegar mais longe desta vez – por mais que a última grande contratação do Spurs, Lamarcus Aldridge, tenha sua passagem questionada.

Ainda que seja uma amostra pequena, o time texano aniquilou o Warriors nos playoffs nos minutos em que teve Kawhi Leonard jogando com saúde. Ter algum outro jogador para carregar o piano com ele poderia ser letal.

As opções existentes no elenco estão fazendo hora extra na liga já e podem pifar a qualquer momento. Tony Parker já bateu os pinos na temporada passada. Gasol e Ginóbili rondam os 40 anos, idade limite para boa parte dos atletas.

A única chance que existe do time superar as expectativas é se seu pacote de apostas finalmente desencantar. Dejounte Murray, Kyle Anderson e companhia têm evoluído bem, mas não parecem prontos para assumir essa responsabilidade e responder tão bem logo nesta temporada – se é que um dia se transformarão nisso tudo.

Por mais que o time ainda seja excelente, tenha um dos melhores jogadores do jogo, seja muito bem montado, me parece que existem outros postulantes mais perigosos ao papel de carrascos do Warriors.

Offseason
Muito se falou no time como destino de alguns dos principais nomes do período, mas acabou que perdeu mais do que ganhou. Deixou Jonathon Simmons ir para Orlando tentar a vida, não renovou com David Lee e abriu mão de renovar com Dewayne Dedmon. Joffrey Lauvergne e Rudy Gay chegaram e vão precisar do toque de Midas de Popovich para que possam contribuir de verdade.

Time Provável
PG – Tony Parker / Patty Mills / Dejounte Murray / Derrick White
SG – Danny Green / Manu Ginobili / Bryn Forbes / Brandon Paul
SF – Kawhi Leonard / Rudy Gay / Kyle Anderson / Jaron Blossongame
PF – Lamarcus Aldridge / Davis Bertans
C – Pau Gasol / Joffrey Lauvergne

Expectativa
Spurs deve ser top 3 no Oeste. Talvez fique em segundo, talvez em quarto, mas vai rondar o topo da conferência por toda a temporada regular. Vai sobreviver bem nas primeiras fases dos playoffs, mas não vejo com bala na agulha para surpreender além de uma eventual final de conferência.

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