Author: Pedro Brodbeck (@pbrodbeck) (Page 1 of 36)

“SOU O CARA QUE MAIS ENTENDE DE NBA NESSA P****”: uma defesa dos fantasy games

Eu não lembro ao certo o ano e nem a discussão, só sei que não faz muito tempo e que eu e um grupo de amigos mais próximos discordávamos de alguma coisa sobre basquete. Só lembro que o ~debate era quase uma sabatina, com uns cinco caras defendendo um ponto e um outro discordando solitariamente. A parada foi esquentando, ironias, ofensas pessoais, xingamentos comendo solto, até que o cara que defendia seu ponto sozinho argumentou “EU SOU O CARA QUE MAIS ENTENDE DE NBA NESSA PORRA!”. E mesmo errado (não lembro qual era o ponto dele, mas estava errado!), ele tinha seu trunfo: era o atual campeão da nossa liga de fantasy.

Todos que são viciados em fantasy concordam comigo que é mais do que um jogo.  É a solução documentada das discussões infinitas sobre um determinado esporte que todos se sentem no direito de opinar. É, em última instância, a prova definitiva de quem entende mais do assunto do que os demais – já que naquele ano, o campeão do fantasy é o cara que melhor sabe ler as tendências do jogo e que prevê melhor como iria cada jogador na liga.

Eu fiz uma breve introdução para os não iniciados tentarem entender melhor o que é o jogo. Mas, além de determinar a supremacia moral entre um grupo de amigos, o fantasy é também uma forma bacana de entender melhor o papel de cada jogador no seu time, conhecer os atletas mais obscuros e acompanhar seu desempenho no esporte.

É também uma forma de saborear, de um modo muito peculiar, como é ‘comandar um time de verdade’ (com todas as aspas possíveis). Há treze anos jogo uma liga com um grupo de amigos no Sports.ws, que pra mim é a melhor ferramenta de fantasy de basquete. Já fui campeão sem ter o melhor time ganhando do maior rival na final, já perdi tendo o time mais vitorioso da temporada regular, já comecei uma campanha com 3 vitórias e 30 derrotas, já tive a primeira escolha do draft lesionada antes de começar o campeonato… enfim, de algum modo, vivendo na pele aquilo que a gente acompanha na NBA real – e, naquele universo da minha liga, acaba sendo a coisa mais importante do mundo.

A relação é tão intensa que o fantasy é o grande elo de um grupo de amigos de muitos anos. Atualmente nós fazemos um churrasco de cerimônia anual do draft (NERD PRA CARALHO), os times têm rivalidades, temos um banco de dados das estatísticas históricas das franquias no fantasy e etc. Mas, na prática, é a só a materialização do vício pela NBA.

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CERIMÔNIA DO DRAFT: me fodi e peguei uma escolha ruim

Eu entendo que muita gente tenha preconceito com isso, já que resume todo o jogo a um punhado de stats. O grande lance é saber diferenciar as coisas. O jogo jogado é um. O jogo do fantasy é outro. Só uma diversão. Só uma forma de dizer pros seus amigos que é “o cara que mais entende de NBA naquela porra”.

[Previsão 16/17] Kings: o caótico reino de Cousins e mais ninguém

De longe, o time mais zoenado da NBA é o Sacramento Kings. Pior do que o Nets (que o grande mal é não ter qualquer perspectiva), o Sixers (que perdia tudo que podia, mas pelo menos era de propósito) ou qualquer outro time da liga. As pataquadas do front office são várias: demitiu nove técnicos em nove anos, não ganha uma série de playoffs desde a década passada, manteve por um ano inteiro um técnico odiado pelo melhor jogador do time (e não fez nada com o jogador) e uma série de outras coisas. É uma franquia totalmente desgovernada que orbita ao redor do melhor e mais polêmico pivô da NBA.

Ainda que tenha um ou outro talento, esta temporada será, apenas, o último ato deste drama todo com DeMarcus Cousins como protagonista – a temporada seguinte será a última do jogador sob contrato com o time e, diante da falta de perspectiva, o mais natural seria trocá-lo ao final do ano.

Se por um lado o time foi bem na contratação de Arron Afflalo para ala-armador titular e ao assinar com Dave Joerger, a sina caótica do Kings persiste na possível suspensão do armador Darren Collison por 24 jogos por violência doméstica, na manutenção do decadente buraco negro Rudy Gay e na contratação do vertiginoso Ty Lawson.

Offseason
Times ruins têm a chance de renovarem suas chances via draft. O problema do Sacramento é o fascínio por pivôs. Os dois jogadores mais talentosos do elenco são da mesma posição e, não satisfeitos, os dirigentes do Kings escolheram mais dois atletas de garrafão (Georgios Papagiannis e Skal Labissiere). A decisão rendeu um puxão de orelha público de Cousins em seu twitter:

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Time Provável
PG – Darren Collison / Ty Lawson / Garrett Temple
SG – Arron Afflalo / Ben McLemore
SF – Rudy Gay / Omri Casspi / Matt Barnes
PF – Willie Cauley-Stein / Skal Labissiere
C – DeMarcus Cousins / Kosta Koufos

Expectativa
A única coisa boa vai ser curtir as tretas, o talento e a intensidade de Cousins, um dos jogadores mais divertidos de se assistir na NBA. Fora isso, não há muita chance do Kings ser melhor do que alguém no Oeste além de Lakers e Suns.

[Previsão 16/17] Bucks: a primavera grega

Parece impossível adiar em mais um ano a explosão deste time do Milwaukee Bucks. A decepção do ano passado só foi aliviada por dois aspectos: o Bucks foi o time que tirou a invencibilidade inicial do Golden State Warriors e fez desencantar o sobrenatural Giannis Antetokounmpo.

O núcleo do time, com Kris Middleton (que infelizmente começa a temporada machucado) e Jabari Parker, é bem jovem e promissor. O técnico, Jason Kidd, é criativo e não tem medo de testar. Agora, o momento é de fazer o grego liderar a escalada do time na briga pelos playoffs. O jogador fechou a temporada com atuações e números impressionantes jogando de armador da equipe.

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No final das contas, ele é um point guard que parece ter sido construído em laboratório: grande, esguio, rápido, com boa visão de jogo e fundamentos suficientes para apavorar a marcação. Se tudo der certo, a revolução promovida por Giannis pode mudar o Bucks de patamar.

Offseason
Como de costume, foi um verão tranquilo em Milwaukee – a maior contratação da história via free agent do Bucks foi o mediano Greg Monroe, no ano passado, então já era de se esperar que as coisas seriam calmas por lá. No draft, o principal nome é o polêmico Thon Maker, que muita gente achava que não teria qualidade técnica sequer para ser escolhido no primeiro round. De resto, a aposta é pela evolução dos caras que já estavam na franquia.

Time Provável
PG – Giannis Antetokounmpo / Michael Carter Williams
SG – Matthew Dellavedova / Rashad Vaughn
SF – Kris Middleton / Michael Beasley
PF – Jabari Parker / Mirza Teletovic
C – Greg Monroe / Miles Plumlee / John Henson

Expectativa
O equilíbrio entre o 13º e o 5º lugar no Leste é insano. Certamente o Bucks ficará nesse grupo que briga pelas quatro últimas vagas dos playoffs. Em todo caso, é um time em evolução que deve focar mais em encontrar um grupo forte e entrosado para o futuro do que tentar algo agora. Uma classificação aos playoffs viriam a calhar para dar experiência ao time.

[Previsão 16/17] Knicks: a soma de todos os fracassos

Um supertime com um MVP, 14 seleções para o All Star Game, um melhor jogador de defesa da liga, um diretor com 11 títulos e um técnico promissor. Pode dar errado? Com certeza pode, afinal, este é o New York Knicks.

Não sou do tipo que acredita em tabus, mas essa é uma franquia que ainda precisa provar que pode dar certo quando cria grandes expectativas. Até hoje, sempre que o Knicks ensaiou fazer algo grande para a temporada, a decepção foi ainda maior – e, para confirmar esta tese, seus dois únicos títulos foram com elencos recheados de bons coadjuvantes.

O enredo fica ainda mais dramático por se tratar de uma série de jogadores desacreditados unidos. Rose tem o peso do rótulo de ‘pior MVP de todos os tempos’, Carmelo é a superestrela mais desacreditada da liga e as inúmeras lesões transformaram Noah em um jogador mais folclórico do que eficiente nas últimas temporadas. Tudo isso, sob uma das camisas mais pesadas e menos vitoriosas da NBA.

Mas sabe aquela lei da matemática que ‘menos com menos dá mais’? É a grande esperança do Knicks.

Offseason
À sua maneira, o time caprichou nas contratações. Além de Derrick Rose e Joakim Noah, Courtney Lee chegou para ser o titular na posição número 2 e Brandon Jennings para ser o armador reserva (ou titular, caso Rose tenha algum dos seus típicos problemas de lesão). Sem dúvidas é o time mais renomado da Era Phil Jackson em Nova York.

Time Provável
PG – Derrick Rose / Brandon Jennings
SG – Courtney Lee / Sasha Vujacic
SF – Carmelo Anthony / Lance Thomas
PF – Kristaps Porzingis / Kyle OQuinn
C – Joakim Noah / Guillermo Hernangomez

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Em 2010 esse time seria imbatível

 

Expectativa
Todo aquele preâmbulo serve para ficar no muro. Eu não sei se eu quero acreditar e, ao mesmo tempo, me prevenir além da conta, mas eu acho que pode dar certo, apesar dos riscos de fiasco serem imensos. Há dois motivos para esperança de playoffs: Kristaps Porzingis ainda melhor e uma conferência Leste com oito times lutando pelas últimas quatro vagas do mata-mata.

[Previsão 16/17] Pelicans: a franquia do Mais Médicos

Não é de hoje que o New Orleans Pelicans é aquele time com razoável talento mas que sempre é atrapalhado por problemas de lesão. Previsível. Com Jrue Holiday, Tyreke Evans, Omer Asik e Anthony Davis é de se esperar que o time entregue ao Departamento Médico seja na maior parte das vezes melhor do que aquele que está em quadra. Nos últimos três anos, este quarteto esteve lesionado em 29% das partidas, uma proporção devastadora para qualquer franquia.

Para este ano, as coisas continuam na mesma toada: Jrue Holiday está fora por tempo indeterminado por um problema de saúde da sua esposa e Tyreke Evans certamente não se recupera da sua última lesão até o início da temporada. Para piorar, o time foi ao mercado e contratou Terrence Jones, que jogou apenas METADE das partidas das últimas duas temporadas.

Offseason
O único ponto positivo foi draftar um talento provável na posição mais carente da NBA na atualidade. Se der certo, Hield, Holiday e Davis é um trio interessante para uma franquia em ascensão. Também fez bem em se livrar de outros ‘injury prones’ como Eric Gordon e Ryan Anderson. De resto, nada muito significativo.

Time Provável
PG – Jrue Holiday / Tim Frazier / Langston Galloway
SG – Buddy Hield / Tyreke Evans
SF – Solomon Hill / Quincy Pondexter
PF – Anthony Davis / Terrence Jones
C – Omer Asik / Alexis Ajinça

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Expectativas
Com um time tão bichado assim em uma conferência tão congestionada de talento, não dá para esperar playoffs. As atrações ficam pela curiosidade do quanto vai jogar Buddy Hield, shooting guard que foi estrela na universidade e vai ter tempo de sobra para atuar no seu ano de calouro. Além disso, fica a expectativa de Anthony Davis fazer uma temporada com stats de MVP – se esperava isso dele no ano passado, mas o ala-pivô ficou ligeiramente aquém do seu potencial.

[Previsão 16/17] Timberwolves: é hora de confirmar o hype

É raro que a reconstrução de um time se encaminhe tão perfeitamente a ponto de parecer impossível dar errado. Sixers e Lakers são bons exemplos: mesmo depois de uns anos com times completamente deprimentes, não dá para cravar que as coisas vão começar a melhorar logo. Já este elenco do Wolves segue o roteiro mais incomum: é quase unanimidade que rolou uma reunião de jovens promessas que vai dar certo.

O time tem os dois últimos calouros da temporada (Wiggins e Towns), um armador que é eterna promessa há décadas e mesmo assim só tem 25 anos (Rúbio) e um shooting guard que tem se mostrado uma grata surpresa desde que largou mão de tentar ser armador (Lavine). Todo esse talento chamou a atenção do técnico mais badalado do mercado, Tom Thibodeau, que assinou com a equipe e tem condições de elevar o Minnesota a um novo patamar pelos próximos anos.

A pergunta que fica é: será que todo esse hype vai ser confirmado já nesta temporada?

Karl-Anthony Towns, Gorgui Dieng, Ricky Rubio, Andrew Wiggins


Offseason

O verão foi bom para o Timberwolves. ‘Thibs’ foi a principal contratação do time e, com Rubio, Lavine, Towns e Wiggins, deve fazer do Minnesota uma das equipes mais bem armadas na defesa. Ainda pescou no draft um dos melhores jogadores à disposição, Kris Dunn.

O grande pecado foi ter tentado muito se livrar de Rúbio e não ter conseguido. Pegou mal para o jogador.

Time Provável
PG – Ricky Rúbio / Kris Dunn / Tyuss Jones
SG – Zach Lavine / Shabazz Muhammad
SF – Andrew Wiggins / Nemanja Bjelica
PF – Karl-Anthony Towns / Kevin Garnett
C – Gorgui Dieng / Nikola Pekovic / Cole Aldrich

Expectativa
Ir aos playoffs neste ano já seria um belo salto de desempenho, tendo em vista a concorrência absurda no Oeste. Acho que o time vai brigar pela oitava vaga com uma porrada de gente, mas acho difícil conseguir. Um mau resultado seria ficar atrás de Denver ou Sacramento de volta.

[Previsão 16/17] Suns: só Booker interessa

Eis aqui o time mais desinteressante da próxima temporada. Dificilmente vamos ver no Suns de 16/17 algo muito diferente do que aconteceu no ano passado. A mesma dinâmica de jogar com uma dupla de combo guards na armação, PJ Tucker e Tyson Chandler continuam sendo bons coadjuvantes na rotação titular (que acrescentariam muito mais como reservas em times bons) e, exceto pela presença de Leandrinho, o banco do time continua sendo um amontoado de moleques.

Não acho o time propriamente ruim – pelo contrário, acho que tem bons talentos para o futuro -, mas simplesmente não há qualquer perspectiva de ir bem já nesta temporada. A única atração do time para este ano é o jovem mais hypado do momento: Devin Booker. Ele teve um final de temporada muito bom, foi selecionado para o campeonato de três pontos no meio de um monte de figurões e agora ele é a principal aposta para se tornar um dos melhores shooters do jogo. Até Drake, maior paga pau das estrelas da NBA (mas só das estrelas) usou uma camisa dele num show esses dias.

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Drake pagando pau pro segundo-anista Devi Booker

Resta saber se o técnico Earl Watson vai dar a titularidade merecida ao garoto e empurrar Brandon Knight para a reserva ou se vai dar uma de Byron Scott e atrasar o desenvolvimento do jogador.

Offseason
O time fez um bom draft e pegou Dragan Bender e Marquese Chris, dois alas de força. Especulam que o primeiro é uma versão melhorada de Kristaps Porzingis (!!!) e o segundo é uma baita aposta de apenas 19 anos. Bons ‘moves’, mas com resultados possíveis só para os próximos anos. No mercado, o time foi atrás de dois veteranos conhecidos da torcida: Dudley e Leandrinho. Vão chegar, jogar bastante e vencer pouco.

Time Provável
PG – Eric Bledsoe / Brandon Knight
SG – Devin Booker / Leandro Barbosa / Archie Goodwin
SF – PJ Tucker / TJ Warren / Chase BudingerPF – Jared Dudley / Dragan Bender / Marquese Chriss
C – Tyson Chandler / Alex Len

Expectativa
O time vai brigar com o Lakers para ver quem é que carrega a lanterna no Oeste. Assim como foi no final do ano passado, a temporada vai valer mais para testar os jogadores e descobrir qual o papel que cada um pode assumir no futuro – na última temporada já descobrimos que Alex Len não pode, de maneira alguma, ser ala pivô, por exemplo. Mais experimentos como esses devem rolar, mas vencer vai ser raro.

[Previsão 16/17] Nets: os últimos serão os últimos

A soma das piores trocas possíveis, um elenco deprimente e o menor poder de barganha para atrair jogadores sem contrato tem como resultado o Brooklyn Nets desta temporada. Com a provável melhora, ainda que sutil, de Lakers e Sixers, o Nets passa a ser o franco favorito para lamber o assoalho da tábua de classificação ao longo de toda a temporada. A franquia não tinha um time de verdade no ano passado, dispensou uma carrada de gente, contratou no atacado e continuou na mesma merda.

O mais deprimente de tudo isso, é que não existe a menor chance do Nets tentar uma estratégia de retomada parecida com a do Philadelphia – ficar em último para aumentar as chances de pegar a primeira escolha do draft -, já que suas escolhas de primeiro round dos próximos dois anos pertencem ao Boston Celtics. Assim, ser o pior time da classificação só beneficia um rival seu. Que lixo…

Offseason
Sabe aquele ditado “é de onde você menos espera que não vem porra nenhuma”? Pois então, isso resume o período de draft e free agency do Nets. O time não tinha uma escolha decente no primeiro round, trocou Thaddeus Young por uma pick e draftou um jogador lesionado.

Nas contratações de jogadores sem contrato, o time adquiriu dois jogadores dignos de nota: Jeremy Lin, um jogador folclórico ideal para times que não querem ganhar nada – e querem tentar surfar na onda da Linsanity alguns anos atrasado – e Anthony Bennet, a pior primeira escolha do draft de todos os tempos. Acho que você entendeu, né?

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OS GALÁTICOS DO NETS

Time Provável
PG – Jeremy Lin / Greivis Vasquez
SG – Bojan Bogdanovic / Randy Foye
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Sean Kilpatrick
PF – Trevor Booker / Luis Scola / Anthony Bennet
C – Brook Lopez / Justin Hamilton / Henry Sims

Expectativa
Certamente o Brooklyn Nets terá a pior campanha da NBA nesta temporada. No equilíbrio de forças que será o Leste, a única certeza que temos é esta. Ah, e que se Brook Lopez se mantiver saudável o ano todo (difícil apostar nisso…), vai dar pena de vê-lo jogar neste catadão que vai ser o time nova-iorquino.

[Previsão 16/17] Lakers: há vida pós-Kobe?

Vai ser estranho, mas pela primeira vez em 20 anos o Los Angeles Lakers vai entrar começar uma temporada sem Kobe Bryant. Mesmo que o time já tivesse se acostumado a não brigar por nada, ainda assim contava com um dos jogadores mais emblemáticos da história da liga. O desafio é fazer a franquia mais tradicional, com maior número de dinastias e eras vitoriosas da NBA – e segundo maior número de títulos – a retomar o seu posto.

O time agora se encontra em uma situação muito incomum: tenta partir do zero para se transformar em alguma coisa. Historicamente, a franquia se escorou em grandes estrelas para moldar times campeões e pela primeira vez em décadas – exceto por um hiato nos anos 90 – os torcedores do Lakers terão que torcer por um time jovem em processo de reformulação, sem um daqueles craques incontestáveis.

Ainda que este trabalho esteja sendo feito com uma competência bastante questionável, o time tem um núcleo jovem e talentoso. Só é difícil medir o real potencial destes caras jogando juntos em alguns anos – se vai ser um time para brigar por playoffs em alguns anos ou se pode se tornar de fato uma nova dinastia.

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A molecada parece ter talento, mas ainda é cedo para meter medo no Oeste

Offseason
O draft angelino foi perfeito: Brandon Ingram era a segunda escolha obrigatória. Seu biotipo esguio e seu bom aproveitamento nos arremessos de três fazem dele uma excelente aposta para o futuro, especialmente pelo tipo de basquete que é jogado hoje e pelo que esperamos que Luke Walton, novo técnico do time, vá aplicar em Los Angeles.

A aquisição de Timofey Mozgov, Luol Deng e Yi Jianlian, por outro lado, eu achei bem questionáveis. Não só pelos valores, mas pela duração de cada contrato. Ainda que a classe de free agents deste ano não fosse das melhores – e os principais jamais topariam se juntar ao Lakers -, o time poderia beliscar algo mais útil a curto prazo e se comprometer menos para o futuro mais distante.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jose Calderon / Marcelinho Huertas
SG – Jordan Clarkson / Lou Williams / Nick Young
SF – Luol Deng / Brandon Ingram / Larry Nance Jr
PF – Julius Randle / Yi Jianlian
C – Timofey Mozgov / Ivica Zubac / Tarik Black

Expectativa
Independente de qualquer coisa, o time já terá uma evolução brutal só por trocar Byron Scott por qualquer outro ser humano para comandar a comissão técnica. Não faço ideia como será Luke Walton (ser técnico do Golden State Warriors era moleza, convenhamos…), mas já será infinitamente melhor do que Scott.

Diante das incertezas e da inexperiência dos jogadores mais promissores, é bem possível que o Lakers continue sendo um dos piores time do Oeste.

[Previsão 16/17] Sixers: chega de tank

Inauguro aqui com o Philadelphia 76ers a série de posts sobre como chegam os times para a temporada de 2016/2017. Não tenho a pretensão de cravar a campanha de cada franquia ou coisa do gênero, mas ~pincelar sobre como foi a offseason, como se saiu nas trocas e renovações e como o time chega para a próxima edição do campeonato.

A ordem que adotei para fazer vai ser da pior para a melhor campanha na temporada regular do ano passado. Deste modo, boa parte dos favoritos ficam para o final – ainda que a dinâmica mude um pouco de um ano para o outro.

Começando então pelo Philadelphia: é um time que eu acho que vai ser bacana de assistir e que finalmente vai entrar para não perder – nos últimos três anos ‘o processo’ do Sixers se baseou, no ‘tank’, que é perder de propósito para ficar com a pior colocação possível na tentativa de angariar o maior número de talentos via draft.

Se de certa forma o lance todo valeu a pena para escolher Ben Simmons, um jogador que pode ser capaz de transformar uma franquia, por outro lado o método pode ser bastante questionado, já que o time conta com uma overdose de pivôs e o segundo jogador mais talentoso do grupo, de acordo com as expectativas, não jogou uma partida sequer em dois anos de liga.

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Todos em Philadelphia apostam em Simmons para ser o franchise player

Offseason
O principal objetivo do time foi alcançado, que era pescar Simmons no draft. Nas metas secundárias, o time não teve tanto êxito assim: na busca por um armador de calibre, a franquia conseguiu no máximo duas apostas interessantes (Jerryd Bayless e Sergio Rodriguez); e na tentativa de cercar os jovens talentos de jogadores experientes, o front office do Phila falhou completamente.

Também não conseguiu despachar o garoto-problema Jahlil Okafor, que tem talento, mas vai ter uma competição muito feroz na posição e a indisciplina preocupa a comissão técnica do time.

Time provável
PG – Bayless / Rodriguez
SG – Henderson / Thompson
SF – Covington / Saric
PF – Simmons / Okafor
C – Noel / Embiid

Expectativa
Certamente não será o pior time da liga como no ano passado, mas ainda não é o momento para desfrutar dos resultados do processo de reconstrução do time. Vai ser divertido assistir, mas não vai incomodar.

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