Category: Fantasy

Fantasy: toda a paciência com seu craque será recompensada

É decepcionante mesmo. Começa a temporada, os times entram em quadra uma, duas, três vezes e alguns dos melhores jogadores, bem aqueles que você escolheu no draft, estão numa draga tremenda, com estatísticas bem abaixo do que você esperava. Não se desespere: é normal.

Todo ano é assim, tem gente que começa o ano muito acima da média e outros que começam muito mal. Além do mais, ao longo da temporada também é comum que mesmo os melhores jogadores tenham sequências de dois ou três jogos em baixa. Não é porque esta sequência aconteceu justamente nos primeiros jogos que você deve se assustar com isso, oras.

Os números abaixo da média acontecem também por conta da amostra minúscula de jogos que temos até então. Logo elas serão puxadas para cima com boas atuações. É só esperar.

Por enquanto, ainda é válido das um voto de confiança para:

Karl Anthony Towns (F/C – Minnesota Timberwolves)

Nas duas primeiras partidas Towns ficou com médias de apenas 5 rebotes, rigorosamente metade do MÍNIMO que ele deve fazer noite após noite ao longo da temporada. Os 18 pontos de média registrados nos dois jogos também deve ser o mínimo que ele vai fazer daqui em diante. Vale destacar que o Timberwolvers como um todo começou a temporada com um rendimento meio estranho. Mesmo que o time não decole como o esperado, não há motivos para imaginar que Towns não será um dos dez melhores jogadores de fantasy da temporada.

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Stephen Curry (G – Golden State Warriors)

Era esperado que a chegada de Kevin Durant ao Golden State Warriors abalasse alguns números de arremessos do atual MVP (são dois chutes e cinco pontos a menos de média, por enquanto), mas o problema é que a participação de Curry no ataque do time diminuiu em todos os fundamentos. A queda de duas assistências e quatro rebotes por jogo não deve se manter nestes patamares.

Carmelo Anthony (F – New York Knicks)

Não vai ser nesta temporada, ainda, que Carmelo terá menos de 20 pontos por jogo de média. O ala está com pífios 22% de aproveitamento nos chutes de fora que com certeza não devem se manter tão baixos. Ainda que seja provável que não consiga repetir a performance nos rebotes que teve na temporada passada, quando teve 7,7 de média por jogo, os números totais de Carmelo devem melhorar nas próximas partidas.

Deandre Jordan (C – Los Angeles Clippers)

Quem joga fantasy por categorias, deve estar estranhando muito que Jordan esteja com ‘apenas’ 48% de aproveitamento nos seus arremessos – o número não é ruim em linhas gerais, mas está muito abaixo do seu padrão de mais de 70% nas últimas duas temporadas. A média de rebotes defensivos também pode aumentar com o passar dos jogos e retomar o patamar habitual.

Brook Lopez (C – Brooklyn Nets)

Aqui o problema é basicamente tempo de jogo. Com uma limitação de minutos em quadra neste começo de temporada, Brook está com uma média de 5 pontos, 3 rebotes, 2 assistências e um toco a menos do que na temporada passada. É até possível que ele não repita os números anteriores, mas a queda não deve ser tão brutal.

Enfim, trocar um craque em baixa é confirmar a queda de rendimento. O ideal é esperar umas duas semanas antes de mexer drasticamente na equipe – isso, claro, vale só para os jogadores das primeiras escolhas que ainda, provavelmente, voltarão aos seus patamares normais de rendimento.

Fantasy: quem pegar e quem não pegar no draft da sua liga

O draft é o momento mais importante para uma liga de fantasy. É ali que os times escolhem o elenco base para o restante da temporada. Mesmo que as trocas e os free agents possam dar uma nova cara para a equipe, um bom trabalho no draft facilita muito as coisas. Pegar um ‘steal’ (um jogador que vai produzir muitos ‘fantasy points’ tarde no draft) pode dar o título para um time. Pegar um trambolho que cai de produção é fatal.

Não é fácil projetar as estatísticas do jogador de um ano para o outro – na real este é o maior desafio das ligas de fantasy -, mas existem algumas pistas que podem ajudar a ‘prever’ como será o desempenho de alguns jogadores.

Vou separar então dois grupos de jogadores. Aqueles que você deve tentar garantir para seu time e aqueles que você deve evitar.

Fique de olho!

 Giannis Antetokounmpo (GF / Milwaukee Bucks)

O ‘greak freak’ é a menina dos olhos desta temporada. Ele tem apenas 21 anos e já vai para sua quarta temporada na liga. Já mostrou que tem potencial para ser uma estrela na segunda metade do campeonato passado, quando passou a jogar como armador do time e seus números explodiram – teve médias de 18,8 pontos, 8,6 rebotes e 7,2 assistências nos 28 jogos finais da temporada.

Médias por mês na temp 15/16

Giannis: médias por mês na temporada 2015/2016

É o tipo do cara que preenche todo o box score, com boas médias em todos os atributos. Não é exagero pegá-lo no top20.

Hassan Whiteside (C / Miami Heat)

Rolou uma debandada geral entre os caras que concentravam boa parte dos fantasy points do Miami Heat. Praticamente só sobrou Whiteside. Ano passado sua “Usage %” (proporção de ações na quadra que tem participação do jogador) cresceu muito quando jogou sem Chris Bosh ao seu lado, de 17% para 23%. Suas médias também saltaram para 18 pontos e 13 rebotes. Sem Wade, então, não é difícil imaginar Hassan com médias de 20 pontos por jogo.

Nikola Jokic (FC / Denver Nuggets)

O pivô do Denver já era um excelente jogador para se ter no time, com médias excelentes de pontos e rebotes por minuto. O problema era que ele ainda não tinha muitos minutos de quadra. Agora, é de se esperar que ele fique perto de 30 minutos por jogo em quadra. No ano passado, quando teve esse tempo de ação, teve as excelentes médias de 16,5 pontos, 11,5 rebotes e 3,5 assistências. Recomendável pegar entre os 30 primeiros do draft.

Dennis Schroder (G / Atlanta Hawks)

Ser armador do Atlanta Hawks nos últimos anos, desde que a atual comissão técnica chegou, é garantia de boas médias. Jeff Teague, titular absoluto da posição até temporada passada, tinha garantidos 13 arremessos por jogo e ainda conseguia produzir mais 7 assistências e 2,5 rebotes. Isso dividindo tempo de quadra e posse de bola com o jovem Schroder. Agora, a armação do time ficou toda a cargo do alemão.

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Temporada passada, Dennis já era o nono jogador mais acionado da liga nos minutos em que estava em quadra. Mesmo que não consiga manter este ritmo, deve aumentar consideravelmente suas médias de pontos e assistências para patamares, no mínimo, similares aos de Teague nos anos passados.

D’Angelo Russell (G / Los Angeles Lakers)

Nenhum esporte pode ser tratado como uma ciência exata – a observação puramente estatística emburrece a análise. Mesmo assim, existem constatações naturais. Um time arremessa, em média, 85 bolas por jogo. Kobe Bryant, sozinho, concentrava 17 destes chutes no Lakers do ano passado. Sem o veterano, é de se esperar que Clarkson e Russell ganhem mais oportunidades para pontuar ao longo das partidas, especialmente o segundo, que é mais talentoso.

Além disso, a tendência é o time jogar em ritmo mais acelerado com o novo treinador, Luke Walton, aumentando a produção estatística dos jogadores por partida. Se conseguir se manter consistente, grande desafio dos armadores jovens, Russell se torna uma excelente opção para o meio do draft.

Myles Turner (C / Indiana Pacers)

Não tem muito segredo: o jogador se tornou o titular do Indiana e é a aposta de segundo atleta mais importante da franquia. Teve técnico demitido por lá por causa disso até. Turner teve as melhores médias de tocos dos playoffs, quando assumiu um certo protagonismo na rotação do Pacers. A expectativa é que tenha boas médias de bloqueios e rebotes.

Fuja deles!

Dwyane Wade e Rajon Rondo (G / Chicago Bulls)

Se você não quer dor de cabeça ou arriscar se decepcionar, é bom não apostar em um dos dois jogadores. Basicamente os dois precisam da bola nas suas mãos para produzir fantasy points. Acontece que o jogo só tem uma bola, RISOS. Com Jimmy Butler completando o trio, é de se esperar que o rendimento de todos caia um pouco, já que o Bulls não deve jogar muito espaçado na quadra e ainda tem uma molecada no backcourt reserva pedindo passagem.

Pau Gasol (C / San Antonio Spurs)

É arriscado apostar contra Gasol, que mesmo velho e em diferentes esquemas, sempre conseguiu se mostrar um excelente jogador de fantasy. Acontece que agora ele é jogador do Spurs e sua média de minutos deve cair. Também vai jogar ao lado de Lamarcus Aldridge, a principal referência do garrafão do Spurs.

Em uma liga que a pontuação por minutos é relevante, Gasol ainda é uma boa peça. Nas demais, perde valor para esta temporada.

Nikola Vucevic (C / Orlando Magic)

O pivô tem sido uma boa opção nas últimas temporada em um Orlando esvaziado de talento ofensivo. Agora, no entanto, deve ter concorrência na produção de FPs. Fournier e Ibaka devem ter um volume significativo de chutes por jogo. Gordon e Hezonjia podem despontar como focos no ataque em algum momento também. Além disso, terá mais concorrência no garrafão com a sombra de Biyombo.

Brandon Knight (G / Phoenix Suns)

O combo guard do Phoenix vem de altos e baixos. Ainda que tenha se firmado como um armador com médias bacanas de rebotes e pontos, Knight não é a prioridade do Suns. Bledsoe é dominante quando está em quadra e o papel de Knight deve ser preenchido pelo jovem talento Devin Booker.

Kenneth Faried (F / Denver Nuggets)

Faried sempre foi um jogador de eficiência questionável na NBA, mas sua produção em fantasy era incontestável. Ainda que seja possível ver um jogo ou outro com 20 pontos e 20 rebotes, as médias de Faried devem ser sensivelmente afetadas por uma temporada saudável de Danilo Gallinari e pela ascensão de Jokic e Nurkic.

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