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O técnico e o executivo

Doc Rivers deixará de ser ‘presidente das operações de basquete’ do Los Angeles Clippers para se dedicar única e exclusivamente à função de técnico da equipe. Há algumas semanas, o mesmo aconteceu com Mike Budenholzer no Atlanta Hawks. As decisões são acertadas: não acho saudável que uma pessoa concentre tanto poder para decidir os rumos de uma franquia.

O acumulo de funções faz sentido até um ponto. É verdade que não há sinergia maior entre comissão e front office se o chefe de ambos é a mesma pessoa. Incontestável que a situação também não deixa margem para dúvidas sobre quem é o responsável real pelo sucesso ou fracasso da montagem e execução do elenco. Mas, ao meu ver, as vantagens param por aí. De resto, o clube só tem a ganhar quando são duas pessoas em cada um dos postos.

Vou usar um exemplo bem oportunista, mas que é o mais didático possível. Quem está mais errado: o executivo Doc Rivers que contrata o filho, com histórico duvidoso na liga, ou o técnico Doc Rivers, que o coloca para jogar mais do que o próprio elenco acha saudável (a ponto de, dizem, ser um dos motivos pelos quais Chris Paul se encheu da franquia)?

Sempre odiei Austin Rivers e, admito, me surpreendi com sua evolução nas últimas duas temporadas, mas considerando que sua qualidade ainda é questionável, imagino fossem presidente e técnico do time pessoas diferentes, a escolha por assinar com o jogador e colocá-lo em quadra não seria tão contestada (para dizer o mínimo) – afinal, teria passado pelo crivo de duas pessoas e pelo menos uma delas não seria o pai do cara. Ou, caso contrário, nem aconteceria: Austin não seria contratado ou seria ignorado pelo técnico.

(Jerome Miron-USA TODAY)

Dá para falar o mesmo dos milhares de ‘role players’ veteranos que em determinado momento assinaram com o time. Glen Davis, Paul Pierce, Josh Smith, Lance Stephenson… chegaram, cada qual em seu momento, como ‘a peça que faltava’ para o time deslanchar e na melhor dos cenários não conseguiram ajudar em quase nada a equipe – boa parte deles chegou a atrapalhar, na real.

No Atlanta, a situação de Budenholzer tem suas coincidências com a de Rivers: como executivo, ele não foi capaz de capitalizar com as saídades de Jeff Teague, Paul Millsap e Al Horford, apostou mal em Dwight Howard e só conseguiu um trocado muito baixo…

Tanto Doc, quanto Mike fizeram trabalhos interessantes, mas falharam na hora na tarefa de fazer com que Hawks e Clippers se tornassem ameaças reais aos seus principais concorrentes. O time da Georgia se confirmou como freguês fácil do Cleveland Cavaliers e a equipe californiana nunca conseguiu passar da segunda rodada dos playoffs. Agora, enfrentarão reformulações nos seus elencos e suas pretensões – e só uma parte disso continuará nas mãos de Rivers e Budenholzer.

No fundo, eu não acho que um cara seja tão pica a ponto do time precisar tanto dos seus serviços nas duas funções. A única exceção que eu posso aceitar é para Gregg Popovich, que vem conduzindo as duas funções com sucesso há quinhentos anos no San Antonio Spurs e é possivelmente o cara que mais entende de basquete na face da Terra – mas, mesmo neste caso, acho conceitualmente errado.

Não me parece certo nem eficiente que o cara que avalia o trabalho do treinador seja o próprio treinador, por exemplo. Que ele seja chefe dele mesmo. Este é um tipo de papel que pode funcionar numa atividade em que, sei lá, o cara só depende dele para mostrar seu talento, produzir seu trabalho. Mas numa função em que você gerencia um monte de gente, media vários egos complicados e tudo mais? Uma atividade que é essencialmente conjunta? Não rola.

Acho que os donos de times – que não são caras que entendem da coisa, mas enfim – se tocaram disso e estão, aos poucos, se livrando das figuras super-controladoras. Phil Jackson passou no RH do Knicks mês passado (era presidente do time e queria impor suas convicções à comissão técnica) e Pat Riley cada vez apita menos nas decisões de dentro de quadra diante de um Erik Spoelstra com cada vez mais moral. Stan Van Gundy, que ainda acumula as funções no Detroit Pistons, não está com essa bola toda depois que o time ficou de fora dos playoffs e viu seus dois principais jogadores – e duas maiores apostas – terem temporadas decepcionantes. O técnico ou o executivo, não sei qual dos dois, está em estado de alerta. Logo, logo pinta alguém para dividir o trabalho com Stan.

E é assim que tem que ser: cada um com sua função, com sua cabeça, colaborando e cobrando o sucesso do outro.

Muitos egos para um só time

O pedido de Kyrie Irving para ser trocado surpreendeu a quase todo mundo. Eu, por exemplo, escrevi aqui que não conseguia entender a cabeça do jogador. Muita gente, assim como eu, ficou sem compreender nada. Mas, no fundo, não deveria ser assim. O fim traumático do relacionamento de estrelas que dividem o mesmo time é frequênte. Na verdade, é mais comum que supertimes terminem com cada um indo para um canto em uns três ou quatro anos do que eles irem se desmanchando naturalmente, sem ressentimentos.

O roteiro quase sempre segue a mesma linha: dois ou três jogadores se reúnem para tentar ganhar, os egos inflam, alguém fica decepcionado com a repercussão das coisas e os caras brigam. As principais histórias parecem uma versão realmente interessante daquela poesia: Penny Hardaway tretou com Shaquille O’Neal (no Magic) que tretou com Kobe Bryant (no Lakers) que tretou com Dwight Howard (também no Lakers) que tretou com James Harden (no Rockets) que agora se juntou a Chris Paul e sabe lá até quando estarão ‘de bem’.

Mas é bem isso mesmo. Shaq e Penny Hardaway formavam a dupla mais empolgante da NBA. Um era o jogador mais dominante do esporte, o outro era o principal candidato a substituir Michael Jordan – que tinha se aposentado pela primeira vez. Em três temporadas, o casamento acabou com O’neal forçando a barra para fugir do companheiro.

No time seguinte, foi a vez de Kobe Bryant, uma estrela emergente, dar o ultimato. Os dois venceram três campeonatos seguidos, mas no último deles a situação já estava insustentável. A dupla ainda se manteve junta por mais duas temporadas, mas não resistiu à derrota para o Detroit Pistons – quando estavam acompanhados de Karl Malone e Gary Payton numa parceria que deu errado para todos os envolvidos.

Anos mais tarde, Kobe também não aguentou a união com Dwight Howard. Mesmo machucado, o jogador infernizou o pivô – que não tem a melhor cabeça do mundo – até o final da temporada. Resultado, na temporada seguinte Dwight saiu praticamente fugido de Los Angeles para Houston, encerrando uma parceria que foi anunciada como a ‘nova dinastia do Lakers’.

No Rockets, Howard também passou perrengue. Na última temporada, com o time implodindo, Harden e o pivô não conseguiam mais conviver. Parecia que nenhum dos dois mais queria jogar, só queriam, em quadra, mostrar que o motivo do insucesso do time era a presença do outro no elenco.

Mas os casos vão além dessa ciranda: Stephon Marbury não quis mais jogar com Kevin Garnett no Timberwolves, Ray Allen se desentendeu com o restante da turma em Boston, Sottie Pippen e Charles Barkley não se aguentavam mais em Houston… Todas as parcerias começaram muito bem, se diziam muito promissoras (algumas até de fato deram resultados excelentes), mas em algumas temporadas simplesmente evaporaram em meio à guerra de egos.

Levando em conta o principal motivo que faz com que estes caras se reúnam – ganhar um título -, a dissolução do Cleveland Cavaliers atual deveria ser ainda menos impressionante. O time já foi campeão em condições bem desfavoráveis, valorizando a conquista de cada um – Kyrie Irving especialmente, já que foi o autor da cesta do título.

Uma vez que a missão tenha sido cumprida, nada mais segura o jogador junto aos outros. No máximo, a sede por outros títulos – que pode ser menor do que a vontade de ser o melhor jogador em outro time, tomando outros ares. Em um cenário em que o roubo do título do Golden State Warriors parece uma tarefa cada vez mais difícil, é bem plausível que estes caras precisem de outras motivações para jogar.

Pela frequência tão intensa de desavenças entre estrelas é de se louvar supertimes que duraram mais do que a média. Não é comum times ficarem quase uma década juntos, como Los Angeles Lakers e Boston Celtics dos anos 80. Ainda que ambos tenham enfrentados alguns problemas de relacionamentos (Magic foi fritado pelos colegas no começo da sua carreira e Cedric Maxwell chegou a fazer a coisa desandar no Celtics em determinado momento), os núcleos principais de cada time conseguiram resistir ao tempo.

O mesmo dá para dizer do Chicago Bulls dos anos 90, que era uma bomba relógio ambulante, mas que conseguiu conter os ânimos dos jogadores por um bom período – talvez a grande virtude de Phil Jackson, técnico do time na época.

No momento, o Golden State Warriors é o grande exemplo. A exceção que confirma a regra. Não só Klay Thompson, Draymond Green, Andre Iguodala e companhia toparam manter os papéis de coadjuvantes de Stephen Curry em nome de uma sequência de temporadas vitoriosas, como Kevin Durant, uma estrela ainda maior, se juntou ao time – e sempre que pode, enaltece o clima entre os jogadores.

O quanto essa lua de mel vai durar é uma incógnita, mas ao que tudo indica a relação está saudável o suficiente para que não seja possível imaginar um desmanche no time, como é o que parece que vai acontecer com o Cleveland Cavaliers e que tantas vezes já rolou ao longo da história.

Tentem se controlar, é só Summer League

Eu sei que é difícil se segurar ao ver um jogador tão anunciado como Lonzo Ball meter dois triple-doubles seguidos quando seu time, o Los Angeles Lakers, vem de algumas temporadas que variam entre o completo desperdício de tempo e a mediocridade. Entendo que o torcedor do Boston Celtics fica empolgadíssimo ao ter as primeiras provas de que o time não fez besteira ao trocar a primeira escolha do draft pela terceira. Da mesma forma, compreendo que os torcedores do Sacramento Kings finalmente possam ter esperança de que as coisas vão mudar vendo D’Aaron Fox em quadra por alguns minutos. Mas é sempre preciso fazer a ressalva ranzinza de que tudo isso está acontecendo em uma mera Summer League.

Para começo de conversa, é um torneio amistoso, que não vale nada. Os times estão ali testando seus jogadores jovens e vendo se conseguem pescar alguém sem contrato. As equipes não estão treinadas e basicamente os jogadores estão ali para tentar cavar algumas vagas finais nos elencos dos times principais. É praticamente uma peneira transmitida pela televisão.

Aí que a Summer League deixa de ser uma comparação boa para se tornar uma pelada ingrata: se o cara quer minimamente fazer parte de um time, ele precisa sobrar no torneio. Quem vai mal, então, podem esquecer. Vai precisar rodar muito, ter um empresário muito bom, jogar muita D-League e, eventualmente, outras Summer Leagues para poder ter uma nova chance.

E mesmo ir bem não é garantia de nada. Bryn Forbes, do San Antonio, e Donovan Mitchell, do Utah Jazz,  fizeram jogos com mais de 36 pontos nos torneios deste ano, por exemplo. Para os padrões das ligas de verão, são performances lendárias.

As dez maiores apresentações individuais da história das Summer Leagues de Las Vegas (a principal delas) pertencem a Von Wafer, Marcus Banks, Keith Bogans, Ike Diogu, Anthony Morrow e Anthony Randolph. O mais relevante deles foi Bogans, que não conseguiu ser titular em nem metade das suas partidas na NBA – e mesmo assim, sempre com bastante discrição.

Há o argumento de que mais do que os números, alguns jogadores estão se destacando pela postura, pelo arsenal de movimentos e tudo mais. É um ponto. Eu discordo – óbvio que todo mundo ali sabe jogar muito, mas será o suficiente? A vida no basquete profissional que vai responder.

Também entendo que a turma deste draft é considerada uma das mais talentosas dos últimos anos, as expectativas estão altas e o período de abstinência de jogos mais relevantes faz com que estes jogos chamem mais a atenção do que deveriam.

Outro exemplo é o draft de 2003, de Lebron James, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e companhia. Os medianos John Salmons, Mike Dunleavy e Tayshaun Prince saíram das SL daquele ano parecendo que eram tão bons quanto os melhores jogadores daquela turma. Quando a NBA começou de verdade, todo mundo notou que não era bem assim. Melhor do que eles, até, foram os quase desconhecidos Qyntell Woods, Maciej Lampe e Zarko Cabarkapa.

Por tudo isso, a Summer League vale para matar a saudade do jogo e a curiosidade com os novatos. No mais, é uma empolgação perigosa.

O anúncio mais sem sal possível

Os recordes de James Harden ou de Russell Westbrook? O impacto defensivo de Rudy Gobert dentro do garrafão, de Kawhi Leonard no perímetro ou a versatilidade de Draymond Green? A capacidade de Erik Spoelstra ou o ressurgimento de Mike D’Antoni? O fenômeno Joel Embiid ou a regularidade de Malcolm Brodgon e Dario Saric? As discussões sobre quem são os merecedores dos prêmios individuais da NBA neste ano foram das mais acirradas de todos os tempos, mas a escolha por fazer a divulgação dos awards em um show semanas depois das finais da temporada foi uma péssima decisão.

Tudo isso porque o anúncio vai ser justamente no momento em que ninguém mais se importa com os resultados. A poeira da temporada regular já baixou, a falta de competitividade dos playoffs deu um banho de água fria em todos, o draft abriu a nova temporada e a loucura da offseason já tomou o noticiário.

Não sei se é só impressão minha, mas parece que a briga jogo a jogo de Harden e Westbrook aconteceu há muito tempo. Nem lembro mais quantos mil triple doubles cada um fez, quantas partidas com mais de 30, 40 ou 50 pontos os dois emplacaram. O que é recorde de um e o que é de outro – coisa que há dois meses estava na ponta da língua dos torcedores nos seus argumentos para eleger o merecedor do MVP.

Sinceramente, nunca fui muito simpático à ideia – zzzzzz show apresentado pelo Drake zzzzz -, mas mesmo quem achou interessante concentrar o anúncio em um único dia, em um evento grandioso e tal, tem que admitir que o timming foi péssimo.

Não que a decisão sobre isso deveria ser tomada com este critério apenas, mas imagine que sensacional seria se o vencedor do MVP fosse anunciado durante a série de playoffs entre Houston e Thunder? Ou o Coach of the Year durante Rockets e Spurs? O melhor jogador de defesa justamente no encontro entre Kawhi Leonard e Draymond Green nos playoffs? Sempre foi assim e com certeza seriam fatores que fariam das disputas ainda melhores – no caso dos jogos contra o Warriors, poderiam dar alguma graça a série.

Ao longo de toda a história da liga, a forma como os prêmios eram divulgados (ao longo dos playoffs) mudou a narrativa das disputas do mata-mata. Michael Jordan querendo tirar o sangue do Utah Jazz na final após Karl Malone ser eleito o melhor jogador de 1997 numa eleição apertadíssima, Hakeem Olajuwon usando a perda do prêmio para David Robinson para aniquilar o Spurs na final de conferência e muitos outros casos que entraram para a história do basquete.

Há, ainda, outras desvantagens brutais deste modelo: com muito mais tempo entre a entrega dos votos (que acontece ao final da temporada regular) e a divulgação dos ganhadores, há muito mais chances do resultado vazar (aparentemente muita gente já sondou quem são os vencedores), além de, no futuro, permitir que o MVP, COY e etc sejam reconhecidos quando já nem estiver mais defendendo a equipe pela qual ele foi eleito (em 2010, por exemplo, se o show jé existisse, Lebron James seria anunciado como MVP DEPOIS de ter feito toda aquela cena para ir para o Miami Heat). Anticlímax total.

Que o vexame deste ano sirva de exemplo para os próximos.

Durant não fugiu da história, só a escreveu à sua maneira

No dia em que Kevin Durant anunciou que se juntaria ao Golden State Warriors, eu fiz um texto aqui revoltado com a decisão. Naquele momento, eu estava triste que meu jogador preferido tinha escolhido se reunir com o time que tinha o derrotado. Que ele preferia o título a uma história que parecia ser mais fascinante.

Mas seria fascinante para quem? Para mim, sem dúvidas, seria muito mais legal ver uma dupla tipo Batman e Robin enfrentando os times superpoderosos da NBA e os derrubando um a um. Ver uma caminhada heróica de dois jogadores, dois amigos, que cresceram juntos como atletas e logo estariam prontos para conquistar a glória máxima. Mas para ele talvez fosse mais uma história digna de filme de heróis do que propriamente uma possibilidade real.

Por mais que o Oklahoma City Thunder tenha verdadeiramente ameaçado o Golden State Warriors no campeonato do ano passado, a quase vitória parece mais um ponto fora da curva, um evento circunstancial, do que uma tendência. Curry e companhia já formavam um time absurdamente bom que dificilmente seria batido por uma equipe com um basquete tão simples como aquele Thunder.

Por mais que eu ainda ache que um título não é (ou pelo menos não deveria ser) determinante para nós, torcedores, reconhecermos definitivamente se um jogador teve sucesso na sua carreira ou não, é preciso, para começo de conversa, considerar que para ele isso pode ser, sim, a coisa mais importante da sua vida. Portanto, se Durant achava tão necessário para sua carreira ser campeão e não via uma maneira disso acontecer em Oklahoma, é legítimo – por mais que eu ou você discordemos – que ele tenha ido para o Warriors.

Mas eu vou mais além nesse processo de empatia. A gente não sabe o que rola no dia a dia de um time, como são as relações dos jogadores, como eles se sentem nas organizações em que trabalham e tudo mais. Se há um ano parecia que Westbrook e Durant eram uma dupla inseparável, os relatos que sucederam a saída de Kevin do Thunder mostraram um cenário bem diferente, em que Russell era próximo de todos os jogadores do time e Durant não passava de uma referência técnica, mas com pouca afinidade com os caras na vida extra-quadra.

A sua trajetória no Warriors também mostra que seu talento pode ser muito melhor aproveitado se usado em um esquema coletivo, de muitos passes, muita movimentação sem a bola – algo que não acontecia no ex-time. Não difícil imaginar que, independente de título, Durant era um cara mais ‘realizado’ profissionalmente, que tinha mais prazer em jogar com seus colegas de Golden State do que com Westbrook.

Por mais que ele ganhe milhões e que seu trabalho seja jogar bola, existem situações que podem fazer disso uma tarefa não muito prazerosa – ou melhor, uma mudança de ares pode fazer desse trabalho muito melhor. Não digo que ser jogador de basquete deva ser encarado como um trabalho qualquer, como o meu ou o seu, mas que existem fatores muito mais corriqueiros do que nós imaginamos. E que eles influenciam a tomada de decisões.

Tudo isso para dizer que eu na época fiquei muito frustrado com a escolha, como vejo que a maioria esmagadora das pessoas ficou, mas que a gente não pode tomar como base apenas a parte da história que nós achamos que conhecemos. Mais do que isso, não podemos minimizar o feito absurdo realizado por Durant – com um super time ‘apelão’, mas contra outro super time ‘apelão’ com Lebron James, Kevin Love e Kyrie Irving. Hoje, Kevin Durant é o melhor jogador do melhor time da NBA – e um daqueles que entram na discussão para ser um dos maiores da história!

Ao ir para a Bay Area, Durant não ‘escolheu se escondeu da história’, como eu mesmo disse há quase um ano. Ele só resolveu marcar seu nome na história de outra forma – como MVP das Finais, como campeão da NBA… -, talvez diferente da que muita gente queria. E aparentemente ele está mais feliz com o desfecho do que com a nossa opinião sobre tudo isso.

Ainda vai dar jogo. Eu acho

O resultado do jogo de ontem, com o Golden State Warriors vencendo o Cleveland Cavaliers por 113 a 91 não foi dos mais animadores para quem esperava (ou torcia por) uma série equilibrada, com os times buscando a vitória ponto a ponto. Depois da lavada, a sensação é que há mais chances de acontecer o que todos temiam – uma varrida do Golden State.

Um alento para que ainda tenhamos uma série competitiva, no entanto, é a série final do ano passado: nos sete jogos entre os dois times, apenas o último teve uma diferença menor do que 11 pontos. Em dois deles, inclusive, a diferença foi igual ou superior a 30 pontos.

Isso acontece por que as duas equipes tem ataques muito fortes, baseados, principalmente nos arremessos de longa distância – e nestes casos, é comum que o ritmo e a cadência do jogo levem a uma sequência de vários acertos ou erros seguidos, decidindo a partida em poucos minutos bons ou ruins dos times.

Ontem foi mais ou menos isso que aconteceu. Especialmente na primeira metade do terceiro quarto de partida. Foram dois minutos em que o Warriors meteu 13 pontos seguidos sem resposta do Cavs, acabando com o jogo mesmo com mais de 20 minutos por jogar.

De resto, enquanto os titulares estiveram em quadra, o jogo teve um relativo equilíbrio. No primeiro quarto os dois ataques começaram mal, muito nervosos, e as duas defesas estavam muito fortes e físicas. No segundo quarto, o Warriors começou a se soltar mais e o Cavs, mais lentamente, começou a acertar suas bolas de sempre. O time do Oeste abriu dez pontos, mas o Cleveland ainda estava na partida.

Além destes dois minutos em que tudo deu certo pra um e errado para o outro, o Cleveland não cuidou bem da bola (foram 20 turnovers cometidos contra apenas 4 forçados do rival) . Isso fez com que o Warriors pudesse fazer 20 arremessos a mais do que o Cavaliers – é quase como se um time tivesse um período a mais de partida disponível para pontuar. Nestas condições, fica quase impossível vencer.

Além das condições casuais de jogo, isso também é um sintoma de um confronto entre um time que tem uma defesa muito forte e aplicada e outro que vive de lampejos defensivos. O Warriors conseguiu atrapalhar o ataque do Cavs, enquanto a defesa do Cleveland não conseguiu sequer incomodar o rival.

Mesmo assim, acho que ainda podemos ter bons jogos e uma série disputada. O ataque do Cleveland é excelente e pode muito bem emplacar sequências tão massacrantes quanto o Warriors fez no jogo 1 – fez isso no ano passado várias vezes contra o próprio Warriors, fez inúmeras vezes neste ano contra todos os rivais possíveis.

Ainda teremos uma série disputada. Eu acho.

Ninguém é insuperável

Eu não me incomodo com a discussão sobre o quão próximo – ou distante – Lebron James está de Michael Jordan na lista de melhor jogador da história da NBA. Não acho absurdo que pensem que já seja possível fazer tal comparação, bem como compreendo quem acha que ainda existe uma distância considerável entre os dois. Cada um vê o basquete com os próprios olhos e as próprias referências – é legal que pensem diferente e, principalmente, discutam.

Mas tem uma frase frequentemente repetida por algumas pessoas que faz o debate ficar pobre e burro: “nunca terá alguém melhor do que Michael Jordan”.

Parece óbvio pra mim que falar uma coisa dessas é uma barbaridade. Pelo simples fato que não temos nenhuma informação do que vai vir pela frente e porque ninguém é insuperável – e isso vale para tudo, não só para o basquete.

Se em algum momento da história do jogo um cara chegou, venceu, se destacou e sobrou perante os demais a ponto de virar um consenso, é perfeitamente possível – provável até – que isso venha a acontecer novamente.

Mas vamos ao exemplo de Jordan e o basquete. Michael é o melhor de todos por ter sido um dos mais vencedores, um dos mais revolucionários jogadores de todos os tempos. Foi, possivelmente, o melhor naquilo que fazia. Na época que fez.

É fundamental pontuar isso porque dizer ele é o grande da história é muito subjetivo. É uma avaliação intangível. Se fôssemos levar em conta os números individuais e conquistas coletivas, Bill Russell e Kareem Abdul Jabbar, por exemplo, tem um histórico mais vistoso. Mas Jordan foi a unanimidade em uma época que a NBA atingiu o seu auge de popularidade, plasticidade e qualidade.

Foi com Jordan que a NBA se consolidou como um negócio mundial e como um espetáculo de referência. Ele era o principal businessman e artista. Foi o melhor do melhor momento do basquete.

Mas isso não quer dizer que ele é insuperável. No máximo significa que será muito difícil não só que alguém seja melhor do que ele, mas que alguém consiga ser considerado melhor do que ele – são duas coisas diferentes. Para superar Jordan, o próximo melhor de todos os tempos terá que superar um mito.

Essa propaganda toda do jogo de Jordan é merecida. Foi um jogador completo, que só não bateu mais recordes individuais porque em determinados momentos da carreira se encheu o saco de ganhar – se aposentou três vezes! E quando jogou, foi insuperável. Transformou uma equipe em imbatível. E, principalmente, em comparação com seus pares, com o jogo da sua época, foi perfeito.

Mas quando alguém repete que ele ‘nunca será superado’, ‘que não tem discussão’, ‘que sempre será o maior’, a base da argumentação deixa de ser o basquete e passa a ser apenas o discurso. A retórica por ela mesma.

Lebron, por sua vez, tem o baita mérito de parecer ser o mais próximo de tudo isso: sobra no seu tempo, faz do seu time uma máquina, é o exemplo máximo da evolução física, técnica e tática do jogo. Tem a seu favor o volume de jogos, a regularidade. Ainda precisa provar que pode superar mais vezes os rivais mais fortes do seu tempo, o que naturalmente daria mais títulos a ele. É, ao meu ver, o ser humano que já chegou mais próximo da comparação com Jordan. E, quem sabe, é quem tem mais condições de superá-lo algum dia.

Jordan já foi ultrapassado por alguém? Não. Mas levando em conta a evolução do jogo, dos métodos de treinamento, da superação física e aperfeiçoamento da técnica, é muito provável que um dia alguém seja, sim, melhor, mais vitorioso e impactante do que ele foi. Da mesma forma que ele superou seu antecessores.

Porque ninguém é insuperável.

[Previsão dos Playoffs] Final da NBA: Warriors x Cavaliers

Jogo 1 – Qui.  1 de junho,  Cleveland @ Golden State, 22h (ESPN)
Jogo 2 – Dom.  4 de junho,  Cleveland @ Golden State, 21h (ESPN)
Jogo 3 – Qua. 7 de junho,  Golden State @ Cleveland, 22h (ESPN)
Jogo 4 – Sex.  9 de junho,  Golden State @ Cleveland, 22h (ESPN)
Jogo 5 * Seg. 12 de junho,  Cleveland @ Golden State, 22h (ESPN)
Jogo 6 * Qui. 15 de junho, Golden State @ Cleveland, 22h (ESPN)
Jogo 7 * Dom. 18 de junho,  Cleveland @ Golden State, 21h (ESPN)

Temporada regular: 1×1

Palpite: Golden State em 7

O cameponato deste ano foi muito bacana, uma série de histórias legais, feitos históricos e tudo mais. Mesmo assim, parece que foram meses de espera por um tira-teima histórico: a terceira final consecutiva entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors.

O ponto alto do confronto é que aparentemente as duas equipes se enfrentarão em no auge da técnica e sem contratempos de lesão – nos últimos dois anos, cada vez uma equipe foi prejudicada por ausência de alguns dos seus principais jogadores. Agora, o Golden State chega mais experiente, tranquilo e com o reforço incomparável de Kevin Durant. O Cleveland também está bem, com Lebron James jogando o melhor basquete da sua carreira, Kevin Love finalmente à vontade e Kyrie Irving sendo decisivo como sempre.

Acredito que nestas condições, o pico do Warriors é ligeiramente superior ao do Cavaliers, o que faz pender a balança do favoritismo para o time californiano. É verdade que na decisão do ano passado o potencial do Golden State já era superior ao do Cleveland, mas acho que a pressão por fazer uma temporada épica, com o maior número de vitórias da história não ajudou na hora do mata-mata decisivo. Neste ano, o time veio em ritmo de cruzeiro  – e mesmo assim não perde há meses.

Kevin Durant é um reforço que não pode ser menosprezado. Até se machucar, o ala estava jogando um basquete digno de MVP, com a maior precisão e eficiência ofensiva e maior impacto defensivo da sua carreira.

No ano passado, a inoperância de Harrison Barnes foi um dos fatores que levou o Cleveland à virada – a tática de deixar o jogador descaradamente livre na intenção de anular outras ameaças mais perigosas do Warriors funcionou e, mais do que isso, perturbou o time do Golden State. Na troca de Barnes por Durant, saiu o poste para entrar o gatilho.

Curry e Durant, ao invés de dividirem a bola, estão multiplicando as oportunidades de pontuação. Os dois se encaixaram mais rápido do que se imaginava. Juntos, o time cria mais oportunidades de arremessos livres e equilibrados, o que aumenta consideravelmente as chances de acerto dos chutes.

O entrosamento tem sido benéfico até para Draymond Green, que já era decisivo na defesa, mas vem tendo um desempenho ofensivo impecável nas últimas séries.

Para que o time emplaque seu esquema com primazia, falta apenas que Klay Thompson apareça um jogo ou outro. O jogador não tem passado pelo seu melhor momento, mas é uma ameaça constante no perímetro – especialmente diante uma defesa não muito dedicada do Cleveland Cavaliers.

Esta, inclusive, é a deficiência que faz com que o time de Ohio esteja um passo atrás na disputa. O ataque não tem muitos problemas. Por mais que a defesa do Warriors seja excepcional, Kyrie Irving, Kevin Love, Lebron James são os jogadores com mais recursos técnicos para vencer a barreira adversária. Channing Frye, Kyle Korver e os demais reservas do time também são letais. Mas, no saldo, é mais difícil que a defesa do Cavs atrapalhe o ataque rival do que o contrário.

Um caminho para o Cavaliers é desacelerar o jogo com a bola na mão. Diminuir o número de posses de bola e levar as partidas em um ritmo que não favorece tanto o rival. Fechado, com posses de bola longas e marcações ‘on ball’, a ineficiência pontual da defesa do Cavs fica muito menos evidente – e chega a favorecer Tristan Thompson, Lebron James e JR Smith.

E, por fim, o que torna a disputa ainda mais imprevisível, apesar da vantagem coletiva do Warriors, é a presença de Lebron James com a camisa 23 do Cavs. Mesmo que Curry, Kyrie, Durant ou seja lá mais quem sejam excelentes, Lebron é de outro mundo. Nestes momentos, então, ele faz ainda mais diferença.

Eu acho que teremos pelo menos seis jogos. Torço muito por sete. Acho que dá Warriors.

[Previsão dos Playoffs] Final do Oeste: Warriors x Spurs

Jogo 1 – Dom.  14 de maio,  San Antonio @ Golden State, 16h30 (ESPN)
Jogo 2 – Ter.  16 de maio,  San Antonio @ Golden State, 22h (ESPN)
Jogo 3 – Sab. 20 de maio,  Golden State @ San Antonio, 22h (ESPN)
Jogo 4 – Seg.  22 de maio,  Golden State @ San Antonio, 22h (ESPN)
Jogo 5 * Qua. 24 de maio,  San Antonio @ Golden State, 22h (ESPN)
Jogo 6 * Sex. 26 de maio, Golden State @ San Antonio, 22h (ESPN)
Jogo 7 * Dom. 28 de maio,  San Antonio @ Golden State, 22h (ESPN)

Temporada regular: Spurs 2 x 1 Warriors

Palpite: Warriors em 6

O tão aguardado confronto de playoffs entre o sempre competitivo San Antonio Spurs e o recentemente dominante Golden State Warriors finalmente vai acontecer. Nos últimos dois anos, quando o time californiano despontou efetivamente como a maior força da NBA atual, os mais de 150 jogos de temporada regular funcionaram como um período de espera para quando, já no mata-mata, o GSW teria fatalmente sua real prova de fogo ao enfrentar o time texano.

Nos dois anos, o Spurs caiu no meio do caminho. Em 2015, perdeu numa série épica contra o Los Angeles Clippers. No ano passado, quando Spurs e Warriors registravam duas das melhores performances em temporadas regulares de toda a história, foi o Oklahoma City Thunder que se meteu na história. Tardou, mas aconteceu: Spurs conseguiu superar Grizzlies e Rockets para cruzar com o Warriors nos playoffs.

O contexto das coisas sugere que, infelizmente, o embate deste ano tem boas chances de ser menos equilibrado do que os hipotéticos confrontos aguardados nos anos passados. Em 2015, o Warriors não tinha alcançado seu auge ainda. Em 2016, apesar do rival estar voando, o Spurs parecia estar quase no mesmo nível. Neste ano, o Golden State se reforçou com Kevin Durant e amadureceu – deixou de lado a pira pelos recordes e passou a fazer o básico para vencer todo mundo com certa tranquilidade. Na contramão, o San Antonio perdeu Tim Duncan para o INSS e remontou seu esquema de jogo ao redor de Kawhi Leonard, que entra na série baleado com uma lesão no tornozelo.

O Warriors, mais do que nunca, tem uma defesa móvel e versátil. Tem a vantagem de poder colocar Andre Iguodala, Draymond Green, Klay Thompson ou Kevin Durant na marcação do melhor jogador rival sem medo de torrar um deles com faltas. Do outro lado, Kawhi, Jonathon Simmons e Danny Green terão que se desdobrar para parar um ataque ainda mais frenético, rápido e letal que o do Rockets, que em alguns momentos da série passada acabou com o SAS.

Os últimos 20 anos de basquete nos ensinaram que Gregg Popovich é capaz de qualquer coisa e que Manu Ginobili pode acabar com uma partida de playoff. Também não acho que o fato do Golden State ter sobrado nos playoffs até aqui e o Spurs ter sofrido bem mais seja vantagem para um ou para o outro – os rivais de cada um tinham níveis bem diferentes e nem sempre ficar uma semana descansando faz tanta diferença assim, já que o Spurs chega com mais ‘sangue no olho’ pra partida.

Mas, sem dúvida, o Warriors está em um momento melhor. Diferente dos anos anteriores, em que o nível dos dois times eram muito próximo, agora o Spurs teria que superar suas limitações e as certezas do rival para igualar a série. E essa é uma tarefa muito difícil.

Camisas irreconhecíveis

Eu aposto que quem tem mais ou menos a mesma idade que eu, na faixa dos 30 anos, vai reconhecer esta passagem: era início da década de 90, eu estava começando a acompanhar futebol com alguma consciência. Torcendo pelo humilde Coritiba, que iria enfrentar uma fila sem títulos de uma década e que só voltaria à Primeira Divisão dali alguns anos, o que mais via na tevê era um imbatível Palmeiras dominando o futebol nacional. Campeão Brasileiro, Paulista, cheio dos maiores craques da época. Tudo isso vestido com uma camisa listrada de verde e branco.

Passaram algumas temporadas, o time ainda era bom, continuou na tevê, mas mudou o uniforme para uma camisa toda verde (com algumas variações infelizes na época), que na minha cabeça de criança, que não conhecia a história do time alheio, era estranha. Isso me marcou. Mesmo hoje, sabendo que a verdadeira camisa palmeirense seja toda verde e que as listras brancas sejam só uma exceção na história do time, inconscientemente ainda me pego estranhando o time jogar com a camiseta do uniforme só com uma cor.

Acho que por isso eu fico tão incomodado quando vejo os times da NBA jogando com uniformes alternativos nos playoffs. Que porra é essa de Houston Rockets jogando mais vezes de regata preta ou camisetas cinzas com manga ao invés das tradicionais ‘jersyes’ vermelhas e brancas? Ou do Washington Wizards abrir mão por completo dos seus uniformes principais para jogar todas as partidas do mata-mata com uma camisa alternativa que homenageia o exército americano? Sem falar nos pijamas que Spurs usou vez ou outra na pós-temporada e no uniforme preto de D-League que o Milwaukee Bucks entrou em quadra na série contra o Toronto Raptors.

Com toda a visibilidade que a liga ganha quando os playoffs chegam, acho triste que os times abram mão das suas identidades por alguma jogada de marketing. Certamente, é neste período que o maior número de pessoas passam a se interessar pelo jogo, começar a acompanhar as transmissões e conhecer os times. Não consigo engolir que valha a pena promover um determinado uniforme negando toda a história de uma franquia – ainda que muitos times mudem radicalmente suas identidades visuais ao longo dos anos, infelizmente.

É provável que uma porção considerável de pessoas estejam conhecendo o Houston Rockets agora com uma camisa que não tem nada a ver com nada, enquanto há dois anos o time lotava a sua arena na final de conferência com uma camiseta escrita RED NATION – exemplo do quanto a cor vermelha é importante para o time.

Entendo que os times façam isso por dois motivos e que eles não estão ligando muito para quem não gosta. O primeiro deles é comercial, dar uma super exposição para um conjunto de uniformes e “obrigar” o torcedor mais fanático comprar umas cinco camisas por ano – ainda que o próprio Wizards tenha falhado miseravelmente nessa estratégia, já que fez um lote muito pequeno de unidades deste modelo do mata-mata, as regatas se esgotaram e agora acha que não vale a pena confeccionar novas por causa da mudança de fornecedor de materiais da Adidas para Nike daqui dois meses.

O outro é a superstição. O time usa uma vez uma camisa diferente, ganha um jogo e cai na tentação de usá-la mais vezes já que “deu sorte”. Foi por isso que o Cleveland Cavaliers foi campeão com a praticamente irreconhecível camiseta preta com mangas no ano passado.

Não há nada que possa ser feito contra isso. A grana e essa suposta forcinha extra para ganhar são maiores do que a opinião de um punhado de torcedores resistentes às mudanças. Que joguem uma vez ou outra durante a temporada regular, que inventem histórinhas para justificar isso ao longo do ano. Tudo bem, até vai. Mas nos playoffs? Não é pra mim.

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