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Raspa do tacho: veja os Free Agents ainda disponíveis no mercado

A um mês e meio do início da temporada, ainda tem gente com o futuro indefinido na liga. Claro que não é nenhum Kevin Durant, mas tem uma turma que pode ser útil para seus times e, se até o Dion Waiters descolou um contrato bom, para ser titular no Miami Heat, todos devem ter esperanças de se encaixar em algum elenco.

De todos os jogadores que tiveram contrato com algum time no último ano, 63 ainda não renovaram ou não acertaram com uma nova franquia. Três deles nem vão fazer isso: Kobe Bryant, Tim Duncan e Amare Stoudemire se aposentaram. De resto, todos esperam uma boquinha.

Tem muita merda, mas vou aqui me prender aos jogadores que podem somar alguma coisa em algum time. Saca só a lista:

JR Smith
O grande ídolo das massas ainda não definiu seu futuro, em mais um sinal de que ele é gente como a gente – gosta de uma festa, fanfarrão e, claro, PROCRASTINADOR. Como é de se esperar, os reports dão conta que ele não está com muita pressa. Tranquilão, de boa, está confiante nas conversas que rolaram com o Cavs. O único empecilho é a duração do contrato. Nessa fase da vida, JR quer um vínculo mais longo, enquanto o Cleveland está disposto a acertar por mais uma temporada – precaução compreensível dado o histórico do jogador, já que nunca se sabe se Smith virá para o campeonato querendo jogar ou não.

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Se assinar com o Cavs, deve ser titular. Não venho nenhuma possibilidade de assumir um papel de igual importância em um dos postulantes ao título. A outra possibilidade seria SUGAR em alguma franquia sem grandes pretensões.

Josh Smith
É a displicência de JR Smith em um corpo superatlético e com uma personalidade menos interessante. Josh é uma das decadências mais impressionantes da história recente da NBA. De franchise player do Detroit (ainda recebe 14 milhões este ano remanescente deste contrato) a um role player caricato. Não vejo nenhuma notícia recente de que vai renovar com o Houston (que seria a opção mais plausível no momento) ou que tenha sido sondado por algum outro time, mas ainda confio que poderia vingar em condições ultra favoráveis de temperatura e pressão. Como recebe uma bolada pra não jogar pelo Pistons, poderia ser uma barganha para um time já afogado em salários.

Mario Chalmers
O armador do Heat bicampeão com Lebron James, Dwyane Wade e Chris Bosh se recuperou da lesão no tendão de aquiles e está dando sopa no mercado. É um armador decente com um bom chute de três – perfil padrão dos point guards reservas. Único problema é que muitos times estão saturados na posição. Foi cogitado em Miami, mas o front office já descartou uma volta. Seria uma bela adição em um time tipo Cleveland Cavaliers, com a saída de Matthew Dellavedova, por exemplo – só não sei se Lebron e ele iriam se aturar por mais um ano.

Thomas Robinson
As últimas notícias dão conta que o ala-pivô estaria sendo disputado por Suns, Pacers e Hawks. Bem, talvez ‘disputado’ não seja a palavra correta, já que até agora ninguém se esforçou muito para contratar o rapaz. Robinson é aquele ‘leão de garbage time’, consegue bons números quando a partida já está definida, mas ainda acho que poderia ser um reserva interessante em um time jovem e despretensioso. O próprio Suns não seria uma pedida ruim.

Lance Stephenson
A triste trajetória de Lance continua. Um veterano prestes a se aposentar com meia temporada brilhante na carreira e 25 anos de idade. Seu nome foi ventilado no Nets, franquia mais bucha da atualidade, mas nem lá deu boa para ele. A última notícia é que estava treinando no Pelicans tentando descolar um contratinho. Com a confirmação de que Jrue Holiday ficará um tempo fora, pode ser que a oportunidade para Lance se concretize.

Antes de xingar, entenda como são definidos os ‘ratings’ do NBA2K

Neste período completamente morto para o calendário da NBA, o assunto que mais domina as discussões sobre a liga são as especulações e opiniões sobre o NBA2K, principal jogo de videogame de basquete da atualidade. Sempre que sai uma nova versão – o que vai acontecer no dia 20 de setembro – a turma fica alvoroçada com as forças que cada time e jogador tem no game. É quase como uma previsão da temporada na ótica dos desenvolvedores do jogo.

E como todo preview desse tipo, os fãs costumam cair de pau em algumas coisas que pintam – o principal alvo é o ‘rating’ dos jogadores, que é uma classificação, tipo uma nota, que determina quão bom o atleta é no jogo. Ano passado muita gente quase infartou quando Kobe saiu com ‘míseros’ 85 de rating. Neste ano, o povo está indignado com Towns (88) e Irving (89).

Só que, antes de sair vomitando ~cocozinho pela timeline, é importante entender como os desenvolvedores do jogo criam essa classificação. Ano passado o produtor do jogo, Mike Stauffer, explicou para o Grantland as diretrizes atuais para tentar passar o máximo de realismo pros jogadores.

É bom deixar claro que é um processo com uma boa parcela de subjetividade. Ninguém sabe ao certo como cada jogador vai ~perfomar. Mais difícil ainda é atribuir uma nota a ele. Ainda assim, existe um critério.

Basicamente, a força total de cada jogador é moldada por uma soma de fundamentos (arremesso de média distância + arremesso de longa distância + habilidade na bandeja + etc) e cada um destes tem um peso ponderado dependendo do papel do jogador em quadra. Bom, isso não é segredo pra ninguém. O lance é como eles determinam esta nota em cada um dos atributos.

Atualmente, o critério é o seguinte: só recebe 99 em uma habilidade o jogador que é o MELHOR DA HISTÓRIA naquele fundamento. É uma ‘escala Hall da Fama’, em que só o melhor cara naquele quesito recebe a nota máxima. Mesmo que você seja excelente, um dos melhores, mas não for O MELHOR em determinado atributo, seu rating naquela habilidade será inferior a 99.

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79 é bom ou ruim?

Este critério aplicado a centenas de jogadores medianos em vários fundamentos cria um exército de jogadores medianos e relativiza jogadores muito bons da atualidade – o que gera a ira da rapaziada quando vê um craque como Kobe com meros 85.

‘Shot IQ’ no máximo, só Larry Bird da temporada de 1986. 99 em ‘Steal’, só Gary Payton de 1996, quando foi o melhor jogador de defesa. E assim por diante (veja aqui os jogadores com algum atributo no máximo na versão do ano passado do jogo)…

Nas edições passadas, vários jogadores tinham a nota máxima em vários atributos para evidenciar quem era bom em determinado fundamento. Acontece que, além de virar uma apelação, alguns jogadores medíocres viravam verdadeiras máquinas a partir do momento que você dominava a mecânica do jogo. E, que graça tem se Stephen Curry e Kawhi Leonard, por exemplo, que são exímios chutadores de fora, ficarem com a pontuação máxima no fundamento se o primeiro é ainda melhor do que o segundo. É bem abstrato, mas um número só faz sentido se comparado com outro.

Dito isso, TÁ LIBERADO XINGAR!

Fiel da balança

Em mais um jogo equilibradíssimo, como tem sido a tônica das partidas do Grupo B do torneio olímpico de basquete, o Brasil perdeu para a Croácia por 80 a 76. Desta vez, o que fez a diferença foi o time croata ter um cara para chamar a responsabilidade e meter todas as bolas possíveis. Bojan Bogdanovic, que na NBA é mais um reserva, anotou 33 pontos e deu a vitória para a sua seleção.

Apesar da dificuldade previsível que seria encontrada, este era um confronto que eu contava com a vitória brasileira. O time croata é muito novo e concentra sua marcação no miolo do garrafão, sem muita cobertura nos cortes fora da bola e no perímetro. Em tese, em um dia mais ou menos calibrado, o Brasil deveria vencer o time do leste europeu. Não conseguiu.

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Mesmo sem ter um aproveitamento muito ruim nos chutes, o time brasileiro não teve sucesso e ficou atrás praticamente o jogo inteiro, variando apenas a diferença da desvantagem. A juventude da Croácia em quadra se transformou em energia: a equipe jogou um basquete moderno, sem posições fixas e com muita movimentação no ataque, confundindo a defesa brasileira. Não era raro ver o ala-armador Bogdanovic caindo no pivô dentro do garrafão ou os pivôs Babic e Saric distribuindo bolas no perímetro.

Apesar do banho tático que o Brasil levou, a partida se manteve equilibrada por uma série de desperdícios bobos cometidos pelos rivais – natural para um time jovem, mas que por pouco não custou a vitória.

Nestas horas, quando as coisas estão desandando para os dois times e o jogo está em aberto, faz falta um pontuador nato. Foi o que deu a vitória para os EUA com a atuação de Carmelo Anthony ontem e o que garantiu o jogo para a Croácia hoje.

Sempre que o Brasil esboçava alguma reação ou colava no placar, Bojan aparecia para chutar uma bola e esfriar a reação brasileira. Fosse uma bola de três, uma cavada de falta para bater lance-livre: o croata tinha uma resposta imediata para não transformar a atitude brasileira em um apagão da sua própria equipe.

O Brasil até tem jogadores decisivos e com os chamados COJONES – Huertas e Nene, principalmente -, mas falta aquele cara consistente para pontuar sempre e carregar o time nas costas quando for necessário. Leandrinho é o mais próximo disso neste elenco, mas infelizmente ele não tem se mostrado confiável para assumir este papel dia após dia.

Para não depender de um jogador que não existe no grupo de atletas, é preciso ser mais eficiente ao longo do jogo. Voltar a ser firme na defesa e buscar variações no ataque, coisas que não fez em alguns momentos desta partida.

Susto americano

Quase aconteceu. Por pouco que o time norte-americano de basquete não perdeu uma partida no torneio olímpico ontem. Na terceira rodada da competição, os EUA passaram um sufoco contra os até então também invictos da Austrália e venceram por 98 a 88, depois de ter virado a metade do jogo cinco pontos atrás no placar.

Eu até esperava que a equipe americana pudesse encontrar algumas pedreiras ao longo do caminho para o ouro, mas, antes do início do torneio, jamais imaginaria que a Austrália seria um deles. A verdade é que os Boomers estão jogando um basquete de excelência na defesa e com ataque muito bem azeitado. Contrariando um final de temporada muito ruim, Dellavedova, pasmem, tem sido o melhor jogador do torneio. Bogut está um monstro na defesa e Patty Mills está endiabrado no ataque

Ficou claro no jogo de ontem que era um time muito bem armado e treinado tentando derrotar um grupo de talento puro, mas que só joga no contra-ataque e que nem sempre é tão dedicado na defesa. Quase deu certo.

Os EUA só conseguiram virar a partida quando o ataque encaixou de vez e as bolas de fora começaram a cair. Daí, meu amigo, não tem muito o que fazer. Carmelo Anthony anotou nove bolas de três – faltou uma para igualar o recorde em uma partida de Jogos Olímpicos que é dele mesmo, contra a Nigéria em 2012.

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No final das contas, a maneira como o jogo se desenrolou serviu como lição para os dois times envolvidos. Os australianos entenderam que, jogando dessa forma, têm chances de encarar qualquer um. É a defesa mais organizada e enérgica até o momento e é a equipe que parece ter o entrosamento mais próximo de um clube que joga junto o ano inteiro. Aliás, eu me enganei quando, nas análises pré-torneio, falei que a Australia era o time mais fraco entre os possíveis oito classificados. O time é tão bom quanto seus concorrentes diretos.

Para os americanos, o susto também foi saudável. O time é muito bom, mas precisa jogar de verdade para ser campeão. Não que eles não estejam focados, mas claramente o time se deslumbrou com os amistosos preparatórios e com os dois primeiros jogos do campeonato – ainda que tenha achado engraçado, penso que não é o maior símbolo de seriedade jogar ‘pedra, papel e tesoura’ dentro de quadra para decidir quem vai cobrar um lance-livre, por exemplo.

O quase acidente de percurso também nos dá alguma esperança de que o torneio será competitivo na fase de mata-mata, sem a garantia de que o time americano já passar o trator por cima dos adversários. Ainda acho que eles serão campeões, mas torço para que tenham mais jogos assim pela frente.

Varejão rejeita anel de campeão do Cavs

O pivô brasileiro Anderson Varejão não quer o anel campeão do Cleveland Cavaliers. O jogador tem direito ao prêmio de campeão por ter feito parte da campanha do time – jogou pelo Cavs até fevereiro, quando foi trocado -, mas ele declarou que não vai aceitar caso o anel lhe seja oferecido.

Varejão está totalmente certo. Faria algum sentido em outras situações que não fossem a dele: o brasileiro estava na equipe do Golden State Warriors derrotada na final. O título do Cleveland foi a derrota de Anderson e seus companheiros, que sentido faria ostentar o título agora?


Existia a dúvida se Varejão iria tomar esta decisão, já que jogou por 12 anos pelos Cavaliers e tem uma relação íntima com a franquia.

Apesar disso, Varejão é o tipo do cara ‘fan favorite’: não faria uma desfeita destas à sua torcida atual.

Além do mais, o Golden State nada de braçadas na frente dos rivais na busca pelo título da próxima temporada desde a chegada de Kevin Durant. Melhor é ganhar um anel vencendo a final, mesmo, e isso o brasileiro tem todas as chances de fazer neste ano.

Zaza e seu destino

A próxima temporada de Zaza Pachulia seria apenas mais uma como qualquer outra na carreira do jogador – em 13 temporadas sempre foi um mero coadjuvante- não fosse por um golpe de sorte, estar no lugar certo na hora certa. O pivô georgiano (do país Geórgia, não do estado americano, risos) estava prestes a fechar um contrato de dois anos com o Washington Wizards quando no começo de tarde do dia 4 de julho, uma segunda-feira banal na vida da maioria das pessoas, Kevin Durant anunciou que assinaria contrato com o Golden State Warriors. A partir disso, a vida de Zaza mudou completamente.

O jogador se tornou uma peça chave para que a ida de Durant para a Califórnia fosse possível. Assinando o ala pelo salário máximo, o Warriors teria que se desfazer de alguns jogadores para poder abrigar o seu contrato. O time despachou Andrew Bogut para o Dalls Mavericks e abriu mão de renovar com Harrison Barnes e, mais tarde, com o pivô reserva Festus Ezeli. Solucionado isso, contudo, o time precisava de um pivô para fechar a rotação titular mais mas que aceitasse receber uma mixaria.

Aí que entra Zaza, que estava negociando um salário de 10 milhões por dois anos mas topou baixar a pedida para fazer parte do time mais badalado dos últimos anos (décadas?) – não por causa dele, mas ainda assim com ele.

Entre todos os jogadores do mercado, praticamente só ele tinha a possibilidade de completar o quebra cabeça salarial do Warriors: os demais estavam presos a contratos maiores que não caberiam nas possibilidades financeiras do Golden State (caso de Bogut, que toparia ficar mas tem contrato mais longo que não pode ser quebrado) ou são jovens demais para se exigir que abram mão dos contratos super inflacionados que estão sendo firmados nesta offseason (no começo da carreira o objetivo é garantir uma aposentadoria tranquila com um contrato longo e com muitos dígitos.


Zaza já ganhou 50 milhões na carreira, já está com seu pé de meia garantido. Que diferença faria ser mais um em um Washington Wizards que não vai lutar por nada além de playoffs na próxima temporada? No GSW tem tudo pra ser campeão em um dos times mais fortes já montados em todos os tempos – e mesmo que perca, a responsabilidade definitivamente não cairá sobre ele.

 Isso que é sorte. Se Durant demorasse mais um ou dois dias para anunciar sua decisão, poderia acontecer de Pachulia já ter se comprometido com o Wizards e, mais uma vez, ter confirmado que era só mais um “Silva cuja estrela não brilha” na NBA. Mas diferente de mim e de você, Zaza nasceu com a bunda virada pra lua e tem tudo pra ser titular em um time campeão.

NBA muda regra das faltas intencionais para coibir Hack-A-Shaq

Adam Silver estava matutando há algum tempo para tentar coibir as faltas intencionais nos jogadores ruins em lances-livres. O presidente da NBA já tinha anunciado que pretendia fazer algo para que os jogos não ficassem tão desinteressantes quando os times resolvessem fazer falta em todas as posses de bola forçando jogadores como Andre Drummond, Dwight Howard e DeAndre Jordan a baterem a falta – normalmente errar – e fazer a bola voltar para o time adversário.

A tática, conhecida como Hack-A-Shaq  (ficou famosa quando os adversários forçavam Shaquille Oneall a bater lance-livre), apesar de inteligente, pois quase garante que o time do péssimo batedor de faltas tenha uma posse de poucos ou nenhum ponto, é um saco para quem assiste o jogo. Ninguém quer pagar caro num ingresso para assistir uma partida que se arrasta meia hora além do normal porque um grandalhão erra dezenas de arremessos.

Pior: é muito fácil trocar de canal quando o jogo entra nessa de parar a cada dez segundos com uma falta intencional – e as emissoras que pagaram BILHÕES pelos direitos de transmissão também não gostam nada disso.

Vale a pena forçar jogadores com menos de 50% de aproveitamente nos FTs batam lances-livres, mas é um saco para quem assiste

A ideia mais recente era que faltas intencionais nos últimos dois minutos de jogo teriam um desfecho diferente das infrações em outros momentos das partidas. Ao invés de mandar o jogador para bater dois lances-livres, o time ganhava um arremesso livre e mais a posse de bola. Agora, a “grande ideia” de Silver é aplicar esta mesma regra para os dois minutos finais de todos os quartos do jogo.

De verdade, não é uma mudança que me agrada. Eu não curto que uma mesma falta tenha “punições” diferentes só por causa do momento em que ela é feita. Também não acho justo que uma regra seja mudada pela incompetência de uns caras em um fundamento tão básico.

No mundo ideal, claro, eu gostaria que os pivôs com baixo aproveitamento treinassem, melhorassem e tornassem esse tipo de tática ineficaz.

Em todo caso, eu entendo que algo tinha que ser feito para que os jogos de alguns times não ficassem tão insuportáveis nos seus minutos finais. Talvez mudar a regra para que os times tenham direito de escolha entre posse de bola e arremesso livre nas faltas fora da bola – mas, daí, em todos os momentos do jogo e não só nos minutos finais. Sei lá. Só não gosto da decisão que foi tomada. Tomara que não atrapalhe ainda mais o jogo.

Gasol e Spurs nasceram um para o outro

Pau Gasol é um dos jogadores mais injustiçados desta geração. Em algum momento alguém o viu jogar mais com a cabeça do que com os bíceps, não gostou e botou um carimbo de ‘soft’ na sua testa – que colou mesmo no jogador especialmente pelo apelido realmente muito bom de GaSOFT e por ter tomado algumas enterradas lendárias na cara mesmo e ter reagido de forma meio ‘blase’.


Mas a real é que Pau Gasol nunca foi exatamente frouxo (numa tradução livre e ainda mais pejorativa de ‘soft’). Gasol só foi sempre um cara que soube que é mais esperto fazer a bola rodar sozinha enquanto os jogadores se movimentam discretamente sem ela do que carregar a pelota para os quatro cantos da quadra. Ou então aquele cara que sabia que uma largadinha precisa vale os mesmos pontos que a enterrada na cara do adversário.

Em resumo: Gasol sempre jogou o ‘Spurs ball’, esquema de muitos passes, movimentação sem a bola e basquete coletivo, mesmo jogando a sua carreira toda somente no Grizzlies, Lakers e Bulls. Apesar de nunca ter jogado no time multicampeão do Texas, parece que a carreira inteira entrou em quadra sendo orientado por Gregg Popovich.

Agora já no final da carreira, Gasol vai finalmente vestir a camisa do Spurs. Achei a contratação mais interessante entre as negociações não muito badaladas desta offseason. Além de parecer um casamento perfeito, Gasol não só preenche a lacuna deixada por Tim Duncan, como é um excelente complemento para o jogo de Lamarcus Aldridge, que é um ala-pivo que gosta de chutar de meia distância e que vai saber aproveitar muito bem os espaços abertos por Gasol no ataque.

Mesmo que o time a ser batido ainda seja o Golden State Warriors, o San Antonio Spurs vai continuar na cola.

Encaixe quase perfeito para um time quase imbatível

Eu já falei aqui que me decepcionei com a escolha de Kevin Durant de se juntar ao Golden State Warriors. Fosse eu, faria diferente. Mas, sei lá também, ele sabe o que faz da vida e agora a escolha já foi tomada. Resta aos torcedores dos outros 29 times secarem o time de São Francisco porque, ao meu ver, Durant leva ao Golden State exatamente o que o time precisava para se tornar quase imbatível. Para a tristeza de muitos e alegria de alguns, a equipe vira uma máquina.

É difícil fazer um prognóstico mais detalhado sem saber o desfecho da negociação de Andre Bogut, que deve ser trocado, e, principalmente, como o time vai encontrar um pivô para recompor seu quinteto titular. Mas independente disso, já dá para imaginar que a death lineup do Warriors será ainda mais filhadaputamente mortal com Kevin no lugar do CRAQUE INCOMPREENDIDO Harrison Barnes.

Bom, para resumir tudo, só relembro aqui que o Warriors perdeu por um jogo e Barnes chutou 9 de 29 nos arremessos de três – a maioria esmagadora deles livres. Tivesse só um braço de Kevin Durant no lugar, eu garanto que o dobro de bolas cairiam nas mesmas condições.

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Fodeu pra todo mundo galera, corram enquanto ainda há tempo

Mas é isso, eu não vejo um time mais forte na história do que esse quinteto do Warriors. Fãs do Bulls dos anos 90, Lakers e Boston dos anos 80 que me perdoem, mas o GSW do ano passado já estava na conversa para ser tão bom quanto esses e agora adicionou o maior pontuador nato que o basquete tem nesta geração (e tão bom quanto Jordan e Chamberlain nisso, tanto é que tem a terceira média na história em pontos por partida na carreira).

Para se ter uma ideia do poder de fogo, o GSW da próxima temporada reúne os jogadores que ganharam os últimos três títulos de MVP e cinco dos últimos sete títulos de cestinha da temporada.

Não vejo como a combinação possa dar errado. Durant tem as características do time, tanto no ataque quanto na defesa. É a alternativa para carregar a bola que foi Draymond Green nas últimas duas temporadas, mas com mais talento. É um chutador sensacional como os colegas Stephen  Curry e Klay Thompson. Longilíneo o suficiente para desafogar Green e Iguodala na defesa.

Também não imagino que vá faltar bola para este time, pois imagino que Klay Thompson é um jogador que pode se dar muito bem como spot up shooter (aquele jogador que se movimenta sem a bola em busca do melhor espaço para arremessar) e não é um cara que precisa segurar a bola para aparecer no jogo. O mesmo eu penso de Draymond Green, que é ainda melhor fazendo o trabalho sujo no weak side (lado da quadra em que a bola não está), com bloqueios fora da bola justamente para Thompson ou para a dupla Durant/Curry.

Seja lá quem o time for usar como pivô titular, imagino um encaixe perfeito de Durant neste time e, veja só, é um dos melhores jogadores se encaixando perfeitamente na melhor equipe da atualidade (aquela que bateu o recorde histórico de vitórias em uma temporada…).

Mesmo assim, o time não é imbatível. Spurs acabou de assinar com Pau Gasol, um jogador que parece que deveria ter ido para San Antonio há dez mil anos pelo seu estilo de jogo, e Cleveland Cavaliers mostrou que é um time que pode se superar num embate de playoff contra uma equipe mais forte.

Resta esperar. Mas a próxima temporada vai ser Golden State Warriors contra a rapa.

O que Tom Brady foi fazer na reunião do Celtics com Durant?

Os seis times que Kevin Durant seu a chance de se reunir para definir seu futuro estão fazendo de tudo. Golden State Warriors promete uma formação imbatível e Draymond Green e Stephen Curry estiveram na reunião com Durant para garantir isso. Kevin saiu do encontro com o Clippers impressionado com o ‘pitch’ feito por Blake Griffin e DeAndre Jordan. Lamarcus Aldridge foi o porta-voz do San Antonio Spurs ‘way of life’. Tudo muito bem feito, cada qual mostrando seus principais trunfos para conquistar o jogador mais importante da offseason.

Eis que ontem foi a vez do Boston Celtics mostrar todos seus trunfos para atrair Durant. E o time levou Tom Brady para conversar com o jogador. Sim, um jogador de outro esporte é a principal cartada do Celtics para mostrar a Durant que assinar com eles é a escolha correta. Ninguém entendeu.

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O que será que Brady tem a dizer? Como é ser uma estrela em uma cidade pacata, coisa que Durant já sabe perfeitamente como é morando em Oklahoma City? Talvez dizer que é perfeitamente possível morar num lugar em que as temperaturas chegam a -20 ºC sem congelar – se Brady joga um esporte ao ar livre e sobrevive, KD pode fazer o mesmo dentro de um ginásio. Ou então que dá pra não se matar numa cidade que basicamente só tem o pior tipo de gente no mundo: estudantes universitários que se acham gênios.

É, acho que a presença de Tom Brady era imprescindível.

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