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#Fera: Vale a pena perder de propósito para montar um time bom no futuro?


Ver Joel Embiid, de 23 anos, e Ben Simmons, de 21, voando em quadra pelo Philadelphia 76ers levanta algumas questões sobre a estratégia mais sórdida de reconstrução de elenco na NBA. Perder de propósito anos a fio em busca do maior número possível de boas escolhas de draft é uma tática que vale a pena? Por mais que o exemplo do Sixers ainda seja muito embrionário no seu resultado – é o primeiro ano que o time tem mais vitórias do que derrotas – a impressão é que sim, vale a pena. O time da Pennsylvania tem dois jogadores que dão toda a pinta de serem projetos muito bem encaminhados de superestrelas, já joga de um modo vistoso, conta com um elenco decente e, por ter muitos jogadores em contrato de calouro, ainda não tem a folha salarial comprometida pela eternidade, o que chama a atenção de uma série de jogadores veteranos – há quem aposte que Lebron James já cogita uma mudança para a Philadelphia ao final desta temporada.

No entanto, eu não acho que o plano seja dos melhores, não. Aliás, acho absolutamente desaconselhável fazer isso que o Sixers fez com seus fãs. O passado e o presente provam como existem táticas mais eficientes e muito menos sofridas do que o ‘tank’.

LEIA NA ÍNTEGRA: http://esportefera.com.br/blogs/dois-dribles/vale-a-pena-perder-de-proposito-para-montar-um-time-bom-no-futuro/

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[Previsão 17/18] 76ers: o confronto da expectativa com a realidade

Adiado por um ano e com a adição de mais um provável super talento, o projeto de renovação do Philadelphia 76ers finalmente chegou ao seu ponto alto: aquele momento em que todos os calouros que o time queria foram reunidos e que agora precisam começar a jogar juntos para ver se formam um time realmente bom.

Individualmente falando, a equipe é muito empolgante. Markelle Fultz é considerado o melhor jogador do melhor draft dos últimos anos. Espera-se que Ben Simmons seja uma miniatura de Lebron James. Joel Embiid, no pouco tempo que jogou, mostrou ser um cara com excelentes recursos. Mas e juntos? Difícil saber o que vai sair dali.

A filosofia do time neste processo convicto de renovação sempre foi de buscar o maior talento disponível no draft na altura em que estiveram. Não condeno. Acho que, de maneira geral, é assim que tem que se fazer. O problema é que essa tática usada em exaustão talvez não resulte em um time tão bom, tão coeso a ponto de ter valido tanto tempo de ruindade.

Fultz é um armador no estilo combo guard que, em essência, joga com a bola na mão boa parte do tempo. Ben Simmons é um projeto de point-forward que também precisa dominar a bola. Embiid, quando jogou, se mostrou um buraco-negro (dos melhores que existem), em que todas as jogadas acabam nele prendendo a bola e arremessando. Até Dario Saric, mais discreto de todos, apareceu bem de fato quando teve mais ação no comando do ataque. Vai ter bola pra todo esse povo, super inexperiente, talvez sem toda a calma que ainda vão acumular ao longo da carreira, aparecer? E quando um deles não ‘performar’ tudo aquilo que se espera?Afinal só existe uma laranja no jogo…

Sem falar que o time já teve que se desfazer de Nerlens Noel e escancaradamente tentou despachar Jahlil Okafor pelo simples fato de ter selecionado muitos jogadores da mesma posição em drafts recentes – só aí, já dá pra ver que teve pelo menos uma temporada se esforçando para perder ‘desperdiçada’.

No papel, o time é empolgante, mas na prática ainda há muito a se trabalhar. A formação de um elenco talentoso é só parte do processo. Colocar esse povo para jogar, amadurecer e dividir méritos e responsabilidades é uma tarefa dura.

Offseason
O time fez certo. Conseguiu quem queria no draft e fez uma contratação cirúrgica de um veterano. JJ Redick é experiente, joga na posição mais carente da liga hoje e é um cara que sabe ser um excelente coadjuvante – mesmo que, para isso, tenha dado um caminhão de dinheiro ao jogador.

Time Provável
PG – Markelle Fultz / TJ McConnel / Jerryd Bayless
SG – JJ Redick / Nik Stauskas / Timothe Luwawu
SF – Ben Simmons / Robert Covington / Justin Anderson
PF – Dario Saric / Amir Johnson / James Michael McAdoo
C – Joel Embiid / Richaun Holmes / Jahlil Okafor

Expectativa
Há quem acredite que este time possa já brigar pelos playoffs. Acho muito otimismo com um time que dois dos principais caras sequer pisaram em uma quadra da NBA para um jogo oficial. Fazer este time jogar junto o ano inteiro e encontrar um padrão é um objetivo real e honesto, ao meu ver. Se conseguir isso agora, ano que vem dá para pensar seriamente em playoffs.

Ruído anunciado no ‘processo’

Depois de anos com times medonhos e derrotas propositais, o Philadelphia 76ers voltou a ter algo parecido com um time de basquete. Uma boa parte disso se deve ao fato de que Joel Embiid é um ser humano maravilhoso com um talento ainda maior do que se imaginava dele (ou até imaginávamos, mas tínhamos esquecido depois de dois anos afastado por lesões) e outra parte porque o front office finalmente resolveu montar uma equipe com as mínimas características de um time de basquete.

Diferente dos anos anteriores, houve uma preocupação mínima com a formação titular, banco e o equilíbrio entre as posições. Exemplo disso foi a assinatura com o armador espanhol Sergio Rodriguez, um trintão, e a troca pelo ala turco Ersan Ilyasova, que também é um veterano já. Fosse nos anos anteriores, a franquia teria privilegiado o potencial talento em detrimento de uma formação mais fluída.

No entanto, o ‘processo’ enfrentou seu primeiro problema desde que esta curva ascendente se deu. Como já era de se esperar, não há lugar para todos os jogadores draftados recentemente na formação do Sixers. Com a política de sempre pegar o jogador de maior potencial, independente da posição, o jovem garrafão do time se congestionou.

Isso não era um grande problema diante da falta de saúde de boa parte de seus jogadores, que faziam um rodízio natural na formação titular diante das baixas. Agora, com quase todos saudáveis, não há minutos para todo mundo.

No momento, o preterido é Nerlens Noel. Voltando de lesão, o jogador jogou 10 e 8 minutos em duas partidas. Em outras duas, nem entrou em quadra. Depois de jogar tão pouco tempo, Noel reclamou que ele era ‘muito bom para jogar só 8 minutos por jogo’. Mesmo com a reclamação, o técnico Brett Brown disse que ele só terá minutos quando ‘Embiid ou Okafor estiverem fora de ação’ e que ‘se sente mal mesmo por Richaun Holmes‘, que é o quarto pivô do time.

Um dos dois jogadores está com seus dias contados em Philadelphia

Em outros momentos, no entanto, o ‘excluído’ foi Jahlil Okafor, calouro-problema da temporada passada, que foi deliberadamente colocado na vitrine nesta offseason. Sem ofertas decentes e na dúvida se Embiid iria aguentar o tranco, o time recuou.

O congestionamento todo nem leva em conta a presença de Ben Simmons na rotação – apesar da vontade de usá-lo como armador, sua posição de ofício, por enquanto, ainda é ala – e considerando Dario Saric como um ala menor – ainda que seu lugar no mundo ideal seja como ala-pivô.

Os problemas dessa tática – de pegar o melhor jogador independente da posição – são vários. Primeiro que compromete a evolução dos atletas. O ideal é colocar esse povo para jogar o máximo de tempo possível enquanto os resultados não são tão importantes. Brown até passou a colocar Okafor e Embiid juntos na formação titular – ainda que maior parte do tempo não dividam tempo de quadra -, mas a escalação com um de pivô e outro improvisado como ala tem sido a campeã de turnovers por minuto do time e piora consideravelmente a defesa do time.

Segundo, que diante das reclamações e da flagrante impossibilidade de satisfazer todos, o valor dos jogadores despenca. Se mostrar desesperado para se desfazer de um jogador é fatal no mercado da bola. Então mesmo que consiga passar Noel ou Okafor para frente, é muito possível que a moeda de troca não seja lá tão valiosa. E, daí, vai ter valido a pena ter perdido um ano inteiro lá atrás por um punhado de jogadores não muito bons? Afinal, uma temporada ruim rendeu a escolha de Noel e outra se transformou em Okafor.

O ideal seria trocar um dos dois por um jogador de perímetro, um ala-armador de preferência – justamente a posição mais escassa de talento na NBA atualmente – e convencer o atleta que ficasse a integrar a segunda unidade da formação. No ‘trade machine’ e na teoria a solução é fácil. Na prática, um abacaxi complicado.

Não há uma saída 100% satisfatória para este problema. Agir rápido para minimizar os danos, acalmar os ânimos, mostrar confiança para quem ficar e montar um time azeitado para o futuro é emergencial para manter o tal ‘processo’ na rota.

Confie em Joel Embiid, o verdadeiro processo do Sixers

Mesmo que o Philadelphia 76ers esteja com uma campanha ainda sem vitórias no campeonato e com o pior saldo de pontos de toda a liga, nenhum torcedor do time diria que a temporada atual se compara com os últimos anos do time, quando entrou em um processo sinistro de reconstrução que parecia não ter fim. O clima, a vontade e competitividade é outra. Mas tem um fator ainda mais determinante para que o Sixers deste ano esteja irreconhecível se comparado com os demais: a presença do pivô camaronês Joel Embiid.

Na sua estreia, depois de dois anos de espera, a sólida atuação de Embiid foi comemorada com um irônico grito de “MVP! MVP!”. Mais do que uma brincadeira com seu jogador, era um grito aliviado de que todo aquele sofrimento, todas aquelas derrotas propositais, renderam um fruto sequer.

Os torcedores já entraram na temporada desesperançosos quando Ben Simmons fraturou o pé e anunciou que poderia ficar o ano todo de molho. Dos jovens escolhidos no draft como futuras promessas, Noel também vai perder o início da temporada machucado e Jahlil Okafor se mostrou problemático o suficiente para a franquia já procurar trocá-lo assim que surgir uma oportunidade. O bom desempenho de Embiid era a última cartada para que esta não fosse mais uma temporada jogada no lixo.

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Além de mostrar um talento acima da média e solidez nos fundamentos, Joel é uma das figuras mais carismáticas da liga. Enquanto esteve se recuperando de lesões nos dois últimos anos, Embiid desenvolveu um senso de humor peculiar de autodepreciação que faz os fãs da NBA torcerem por ele e os torcedores do Phila idolatrarem o cara.

Depois de ter fingido namorar com a Rihanna nas redes sociais e praticar bullying desenfreado com seus colegas de time, Joel conseguiu recuperar a credibilidade ao slogan da franquia, Trust the Process (confie no processo), usado para acalmar os torcedores enquanto era sucessivamente um dos piores times da NBA: agora, ele se autodenomina o “Process” em pessoa, como quem assume, meio que brincando, meio que não, toda a responsabilidade por dar um novo gás ao time.

Acho que mais gente sentiu isso. Mesmo perdendo de lavada, o Sixers parece finalmente que joga para tentar ganhar. Aguentou bem até o terceiro quarto contra o Oklahoma City Thunder na estreia e jogou pau a pau o primeiro tempo contra o Atlanta Hawks, num ímpeto improvável de se encontrar nas últimas três temporadas.

Neste clima, Embiid vestiu tão bem a fantasia de dono do time que nem se fala mais em quando Ben Simmons vai voltar, se vai ser este ano ainda ou não. Tudo que querem é ver o pivô jogar mais vezes e confirmar que está saudável mesmo.

Com esta desconfiança superada, Embiid já poderá ser considerado uma das grandes estrelas emergentes da liga – tudo que o Sixers procurou ao longo destes anos.

 

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