Tag: Bucks (Page 2 of 2)

Grizzlies, Bucks e Mavs não vão mais se hospedar em hotéis de Donald Trump

Uma porrada de jogadores e técnicos se manifestaram negativamente sobre a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos, na semana passada. No entanto, não passavam de manifestações públicas que, na prática, não tem grandes desdobramentos. Agora a coisa está um pouco mais objetiva: os times do Dallas Mavericks, Milwaukee Bucks e Memphis Grizzlies não ficarão mais hospedados em hotéis que sejam batizados com o nome do futuro presidente americanos em suas viagens para Nova York e Chicago. A decisão se baseia no fato de que as franquias não querem ter suas marcas associadas a Trump.

Os dirigentes estudam também que seus times deixem de se hospedar em hotéis dele em Washington, Miami e Toronto (estes não tem “Trump” nos seus nomes).

Os times geralmente fazem suas reservas em agosto, quando a NBA divulga o calendário para toda a temporada. Desde que o Nets mudou oficialmente sua sede de New Jersey para Brooklyn, o Trump SoHo se tornou o hotel mais usado pelas franquias da liga. Com o boicote anunciado por alguns times, o hotel pode perder seu posto.

mark-cuban

Além de um movimento de insatisfação bem dominante no meio do basquete, o ato é também político. Marc Lasry, dono do Bucks, foi um dos maiores doadores das campanhas de Obama e Hillary. Mark Cuban, dono do Mavs, se manifestou dezenas de vezes contra Trump ao longo da campanha e chegou a ir a um debate entre os candidatos como convidado do Partido Democrata.

Em todo caso, há um choque na relação da comunidade do basquete com o presidente americano. Há um claro movimento de afastamento com a troca de Obama para Trump, seja pelo perfil das figuras, seja pelas opiniões de cada um.

 

[Previsão 16/17] Bucks: a primavera grega

Parece impossível adiar em mais um ano a explosão deste time do Milwaukee Bucks. A decepção do ano passado só foi aliviada por dois aspectos: o Bucks foi o time que tirou a invencibilidade inicial do Golden State Warriors e fez desencantar o sobrenatural Giannis Antetokounmpo.

O núcleo do time, com Kris Middleton (que infelizmente começa a temporada machucado) e Jabari Parker, é bem jovem e promissor. O técnico, Jason Kidd, é criativo e não tem medo de testar. Agora, o momento é de fazer o grego liderar a escalada do time na briga pelos playoffs. O jogador fechou a temporada com atuações e números impressionantes jogando de armador da equipe.

giannis

No final das contas, ele é um point guard que parece ter sido construído em laboratório: grande, esguio, rápido, com boa visão de jogo e fundamentos suficientes para apavorar a marcação. Se tudo der certo, a revolução promovida por Giannis pode mudar o Bucks de patamar.

Offseason
Como de costume, foi um verão tranquilo em Milwaukee – a maior contratação da história via free agent do Bucks foi o mediano Greg Monroe, no ano passado, então já era de se esperar que as coisas seriam calmas por lá. No draft, o principal nome é o polêmico Thon Maker, que muita gente achava que não teria qualidade técnica sequer para ser escolhido no primeiro round. De resto, a aposta é pela evolução dos caras que já estavam na franquia.

Time Provável
PG – Giannis Antetokounmpo / Michael Carter Williams
SG – Matthew Dellavedova / Rashad Vaughn
SF – Kris Middleton / Michael Beasley
PF – Jabari Parker / Mirza Teletovic
C – Greg Monroe / Miles Plumlee / John Henson

Expectativa
O equilíbrio entre o 13º e o 5º lugar no Leste é insano. Certamente o Bucks ficará nesse grupo que briga pelas quatro últimas vagas dos playoffs. Em todo caso, é um time em evolução que deve focar mais em encontrar um grupo forte e entrosado para o futuro do que tentar algo agora. Uma classificação aos playoffs viriam a calhar para dar experiência ao time.

OJ Mayo é banido da NBA por uso de drogas

O ala armador OJ Mayo foi banido da NBA por violar a política anti-drogas da liga. O jogador, que tinha jogado pelo Milwaukee Bucks nas últimas temporadas mas agora tinha acabado de virar free agent, só pode se reintegrar a algum time daqui duas temporadas, de acordo com as regras da liga.

A liga não divulgou qual substância foi encontrada no seu teste surpresa, mas para que a punição seja esta, só pode ter sido uma das drogas do grupo “Drugs of Abuse” (cocaína, heroína, MDMA, LSD e afins).

8309002-590x900

Jogador poderá voltar a liga somente em 2018

O jogador já teve outros problemas com drogas, ainda que menos graves. Em 2011, ele foi suspenso por 10 dias por uso de esteroides proibidos e em 2014 Mayo fretou um jatinho de Los Angeles para Houston, mas não tinha toda a grana disponível no ato da contratação e acabou combinando de pagar no dia seguinte. Não pagou. A empresa que levou o calote cobrou a dívida publicamente e ainda soltou que o jogador tinha usado “drogas ilícitas” durante o voo.

Ele foi o primeiro jogador suspenso em dez anos de liga. O último caso parecido foi o de Chris Andersen, que foi banido em 2006 e reintegrado em 2008.

 

 

A experiência Antetokounmpo

Ao que parece, finalmente deu certo. A experiência de fazer o até então ala Giannis Antetokounmpo se transformar no único point-guard da liga com mais de 2,10m tem sido bem sucedida. Se ele se confirmar como um excelente playmaker, o grego deixa de ser apenas um mito para se transformar em uma peça dentro do jogo diferente de tudo que já vimos em quadra nos últimos 20 anos.

Desde que Magic Johnson apareceu no basquete, todos os técnicos e donos de times buscam um armador com características físicas parecidas com as dele: jogador com porte físico para defender e atacar em todas as posições, com agilidade e rapidez para chamar o comando do time quando está com a bola.

Nunca mais qualquer jogador parecido apareceu. Não digo nem em qualidade técnica, por Johnson foi um gênio da bola, mas nem um armador mediano alto pintou por aí. Especialmente porque era difícil conciliar o tamanho com a explosão física e agilidade dos ‘pequenos’ – como colocar um grandalhão para marcar jogadores lisos como Steve Nash no passado e Stephen Curry hoje? Impossível.

Com a coqueluche dos adolescentes na NBA vindos direto da high school, muitos treinadores acharam que era possível doutrinar jogadores para que se tornassem gigantes na armação. Lamar Odom, Darius Miles, Anthony Randolph se perderam no meio do caminho entre suas limitações técnicas, apesar de um punhado de tentativas e oportunidades.

Até que surgiu a experiência de Jason Kidd com Giannis Antetokounmpo. O jogador chegou na NBA tão jovem que cresceu cinco centímetros entre o começo e o final da sua primeira temporada, em 2014. O Greek Freak era um conjunto bruto de tamanho e leveza. Giannis tem uma envergadura suficiente para abraçar a linha do Equador e pernas compridas para atravessar a quadra em uns cinco passos. Ainda assim, se manteve esguio e ágil, com um controle de bola aceitável. Restava saber se o jovem tinha aptidão e visão de jogo para se tornar um armador.

Nos primeiros anos, existiram algumas tentativas tímidas de colocá-lo na armação, mas foram frustradas pela inconsistência do jogador. Nesta temporada, com a lesão de Michael Carter-Williams, titular da posição, e o fracasso do Bucks, Kidd tratou de experimentar novamente Antetokounmpo no comando do ataque. Deu certo e desde então o time mudou completamente.

Com um gigante na cabeça do perímetro, o time é uma ameaça constante de infiltração. Um rebote defensivo de Giannis, por exemplo, é suficiente para iniciar uma posse de bola que vai durar menos de cinco segundos. Em meia dúzia de passos o armador já está no garrafão adversário pronto para atacar a cesta ou distribuir a bola para os arremessadores do time.

Contra adversários menores, o grego só precisa virar o corpo e se direcionar ao garrafão, em um post indefensável para qualquer outro armador com 20 centímetros a menos.

NBA: FEB 02 Bucks at Trail Blazers

Foram quatro triple-doubles desde que Giannis assumiu a armação do Bucks

A mudança de posição fez o time do Bucks, que decepcionava até então, começar a ganhar. Mais do que isso, seus colegas começaram a jogar bem, finalmente. O número de vezes que Jabari Parker recebe a bola em boas condições para chutar saltou de 12 para 18, segundo as estatísticas avançadas do site da NBA.

O time deslanchou e ganhou nove dos últimos 15 confrontos. Em quatro deles Giannis Antetokounmpo anotou um triple-double, confirmando todas as vantagens de se ter um armador com altura de pivô.

Pode ser que seja apenas um experimento de um final de temporada perdido, mas a tentativa vem dando certo. Com Giannis de armador, o Milwaukee Bucks pode finalmente corresponder ao hype criado ao seu redor. Que venha a próxima temporada.

Page 2 of 2

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén