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Nike confirma tendências em anúncio sobre novos uniformes

Depois de muita especulação, muitos boatos e inúmeros protótipos fakes rodando por aí, a Nike resolveu saciar, mesmo que timidamente, a curiosidade dos fãs de NBA a respeito dos uniformes que a empresa produzirá para a próxima temporada. Além de soltar como será o layout da camisa do atual campeão da NBA, o Golden State Warriors, a Nike também divulgou os conceitos dos uniformes, que contam com algumas novidades.

Duas tendências esperadas se confirmam: o abandono das camisas com mangas e o fim da tradição de uniformes ‘home’ e ‘away’.

A marca, que sempre privilegiou o desempenho (às vezes em detrimento ao design), abraçou a tradição das regatas. Nas artes conceituais divulgadas pela Nike, nenhuma menção às mangas.

Este tipo de modelo era uma aposta da Adidas para fazer cortes mais ‘afáveis’ para o público em geral – que nem sempre tem o ‘shape’ e a oportunidade para usar uma regata.

No anúncio, a fabricante americana também explica que não vai se prender ao rótulo de camisas número 1, para se usar em casa, e número 2, para usar fora. Cada time mandante que defina qual modelo quer usar (agora divididos entre The Association Edition, que será a camisa branca, e The Icon Edition, que será a colorida) e o time visitante que use a outra.

Era uma tendência também. Na temporada passada acabou sendo mais comum que os times mandantes usassem suas ‘away jerseys’, contrariando a convenção de que os times da casa deveriam usar branco. Agora, essa ‘regra’ não existe mais.

Como acontecia antes também, os times poderão ter camisas alternativas. Segundo a Nike, existem dois modelos que podem ser inspirados no que a empresa chama de “mentalidade dos atletas” e outra que homenageie as cidades e comunidades em que os times estão inseridos.

Especulava-se que a divulgação dos modelos oficiais só seria feita na iminência do início da temporada, na virada de setembro para outubro, mas imagino que a Nike quis acalmar o público consumidor que vinha aterrorizada com a série de modelos desastrosos que estavam surgindo nas redes – maior parte deles alimentados por prints do Ali Express e pela criatividade e mal gosto dos falsificadores chineses.

Os demais modelos serão divulgados até o metade de setembro.

Camisas irreconhecíveis

Eu aposto que quem tem mais ou menos a mesma idade que eu, na faixa dos 30 anos, vai reconhecer esta passagem: era início da década de 90, eu estava começando a acompanhar futebol com alguma consciência. Torcendo pelo humilde Coritiba, que iria enfrentar uma fila sem títulos de uma década e que só voltaria à Primeira Divisão dali alguns anos, o que mais via na tevê era um imbatível Palmeiras dominando o futebol nacional. Campeão Brasileiro, Paulista, cheio dos maiores craques da época. Tudo isso vestido com uma camisa listrada de verde e branco.

Passaram algumas temporadas, o time ainda era bom, continuou na tevê, mas mudou o uniforme para uma camisa toda verde (com algumas variações infelizes na época), que na minha cabeça de criança, que não conhecia a história do time alheio, era estranha. Isso me marcou. Mesmo hoje, sabendo que a verdadeira camisa palmeirense seja toda verde e que as listras brancas sejam só uma exceção na história do time, inconscientemente ainda me pego estranhando o time jogar com a camiseta do uniforme só com uma cor.

Acho que por isso eu fico tão incomodado quando vejo os times da NBA jogando com uniformes alternativos nos playoffs. Que porra é essa de Houston Rockets jogando mais vezes de regata preta ou camisetas cinzas com manga ao invés das tradicionais ‘jersyes’ vermelhas e brancas? Ou do Washington Wizards abrir mão por completo dos seus uniformes principais para jogar todas as partidas do mata-mata com uma camisa alternativa que homenageia o exército americano? Sem falar nos pijamas que Spurs usou vez ou outra na pós-temporada e no uniforme preto de D-League que o Milwaukee Bucks entrou em quadra na série contra o Toronto Raptors.

Com toda a visibilidade que a liga ganha quando os playoffs chegam, acho triste que os times abram mão das suas identidades por alguma jogada de marketing. Certamente, é neste período que o maior número de pessoas passam a se interessar pelo jogo, começar a acompanhar as transmissões e conhecer os times. Não consigo engolir que valha a pena promover um determinado uniforme negando toda a história de uma franquia – ainda que muitos times mudem radicalmente suas identidades visuais ao longo dos anos, infelizmente.

É provável que uma porção considerável de pessoas estejam conhecendo o Houston Rockets agora com uma camisa que não tem nada a ver com nada, enquanto há dois anos o time lotava a sua arena na final de conferência com uma camiseta escrita RED NATION – exemplo do quanto a cor vermelha é importante para o time.

Entendo que os times façam isso por dois motivos e que eles não estão ligando muito para quem não gosta. O primeiro deles é comercial, dar uma super exposição para um conjunto de uniformes e “obrigar” o torcedor mais fanático comprar umas cinco camisas por ano – ainda que o próprio Wizards tenha falhado miseravelmente nessa estratégia, já que fez um lote muito pequeno de unidades deste modelo do mata-mata, as regatas se esgotaram e agora acha que não vale a pena confeccionar novas por causa da mudança de fornecedor de materiais da Adidas para Nike daqui dois meses.

O outro é a superstição. O time usa uma vez uma camisa diferente, ganha um jogo e cai na tentação de usá-la mais vezes já que “deu sorte”. Foi por isso que o Cleveland Cavaliers foi campeão com a praticamente irreconhecível camiseta preta com mangas no ano passado.

Não há nada que possa ser feito contra isso. A grana e essa suposta forcinha extra para ganhar são maiores do que a opinião de um punhado de torcedores resistentes às mudanças. Que joguem uma vez ou outra durante a temporada regular, que inventem histórinhas para justificar isso ao longo do ano. Tudo bem, até vai. Mas nos playoffs? Não é pra mim.

Adeus às mangas

Para o bem do basquete, as camisas de jogo com mangas estão com os dias contados. A Nike, que assume a produção dos uniformes da NBA a partir da próxima temporada, pretende se concentrar nas tradicionais regatas, de acordo com o Wall Street Journal.

Dá para entender. As camisas com mangas são uma marca da passagem da Adidas, maior concorrente da Nike, como fornecedora de materiais esportivos. É natural que a nova empresa queira deixar seu selo e fazer evaporar qualquer legado da rival.

Além disso, e os modelos nunca caíram no gosto popular. Nem de jogadores, que frequentemente reclamavam de uma suposta limitação nos movimentos que as mangas causavam, nem de torcedores, que preferiam comprar as regatas e usá-las com uma camiseta branca por baixo. O fracasso comercial foi tamanho, que o povo começou a comprar as chamadas SHIRSEYs (shirt com jersey), que são camisetas de algodão mais baratas que as de jogo com número nas costas como se fossem regatas.

O único ponto alto destes uniformes foi no jogo 7 da final do ano passado, quando o Cleveland usou sua camiseta preta e ganhou o título virando a série. A camisa virou um amuleto. De resto, salvo raras exceções, as camisas com mangas colecionaram fiascos – como a infeliz versão “White Pride (Orgulho Branco)” do Denver Nuggets, que teve o pior nome do mundo ou a camisa de ~soccer do Utah Jazz que nasceu nesta temporada e graças a deus vai morrer ao final dela.

Na semana que vem, a Nike deve apresentar internamente as primeiras versões de modelos de uniformes para a liga. Espero, ÓBVIO, que vazem alguns para que a gente já possa ter ideia do que vem por aí.

NBA Store do Brasil está no padrão das melhores lojas da marca no mundo

Abriu hoje para o público NBA Store brasileira, primeira loja oficial da liga no país. O ponto segue os mesmos moldes das lojas da marca ao redor do mundo. Isso é muito bacana, porque não se resume a uma loja de camisas dos times – coisa que você pode comprar com uma variedade muito maior na internet e nos AliExpress da vida -, mas oferece uma experiência bacana na cultura do jogo.

É uma imersão: tem um telão no centro da loja imitando aqueles que ficam pendurados nos ginásios dos EUA, tem aquelas bolas com o tamanho das mãos dos gigantes lendários da liga (Dikembe Mutombo, Shaquille Oneal e Tim Duncan) e um canto dedicado ao NBA 2K, para a galera jogar dentro do ponto de venda. Neste aspecto, a loja brasileira não deixa nada a desejar para a loja da NBA de Nova York, principal da marca no mundo.

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Do que foi divulgado na estreia, o que deixa um pouco a desejar é a variedade de camisas. Ainda que seja numa proporção nunca antes vista, não parece ter nada muito raro – ainda que seja possível personalizar as jerseys de todos os times. Se nos consola, nas lojas dos EUA acontece o mesmo (quando eu fui pra NY, queria uma camisa do Joe Johnson no Brooklyn, mas só tinha do Deron Williams e Kevin Garnet na época, por exemplo…).

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Tomara que abram mais pontos como este em outras cidades do Brasil. Acho que tem mercado para pelo menos uma loja destas em São Paulo – na divulgação, o escritório brasileiro da liga afirmou estudar a possibilidade de filiais em breve. Em todo caso, já é um excelente primeiro passo.

Para quem é do Rio, fica a dica: a loja fica localizada no BarraShopping (Piso Lagoa, loja 181), na Barra da Tijuca (zona Oeste do Rio de Janeiro).

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Parceria entre C&A e NBA é uma boa para os fãs

Chega nesta quinta (22) às lojas da C&A a nova linha popular de produtos da NBA, fruto de uma parceira entre as duas marcas. A princípio são alguns modelos de camisetas, regatas e bermudas temáticas que estarão à venda por preços bem mais baixos do que as tradicionais camisas dos times.

Os modelos são nessa linha (da pra ver todos no site da C&A):

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Aparentemente, as bermudas variam de R$ 70 a R$80, as regatas saem por R$ 70 e as t-shirts ficam por R$ 40. Uma boa alternativa às camisas vendidas por R$ 200 e cacetada.

Há peças do Miami Heat, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls, Brooklyn Nets e New York Knicks, que são algumas das franquias mais populares por aqui.

Independente de você gostar ou não dos modelos (particularmente achei as camisetas legais, as bermudas mais ou menos e as regatas meio amadores demais), só de ter estes produtos originais à disposição e a um bom preço já é um grande avanço. É mais uma prova (além dos Global Games, loja da NBA no Rio e etc) de que a liga americana está de olho no tamanho e na assiduidade do mercado brasileiro.

Se o resultado comercial for bom, certamente NBA e outras marcas pensarão em novas ações e parcerias para o público brasileiro – além da mesma parceria entre C&A e liga render peças de outros times. Bacana, não?

Dicas para garimpar camisas da NBA no AliExpress

Mais cedo postei uma foto de uma camisa que acabou de chegar do AliExpress e muita gente veio tirar dúvidas sobre como funciona comprar pelo site, qual a melhor loja, qual o tamanho das camisas e etc. Como acho que muita gente tem interesse, mas ainda tem medo de comprar lá, vou compartilhar um pouco da minha experiência em compras no site e, quem sabe, ajudar a rapaziada a perder o cabacinho com a chinesada.

Vou colocar em tópicos porque este tipo de ‘guia’ funciona melhor assim, especialmente quando quem quer tirar a dúvida está mais interessado em uma ‘leitura dinâmica’.

Qualidade e preço

Bom, começar do básico. AliExpress é um site chinês que reúne vários vendedores e lojas de lá. Tem de tudo. Tem gente que compra vestido de casamento, CARRO e tudo mais. Também tem várias lojas que vendem camisas de times.

Por que comprar no AliExpress se tem loja da Adidas (online, com entrega rápida), se tem Centauro, Netshoes e o diabo que vende aqui no Brasil? Porque uma camisa no site chinês sai por 20 dólares e aqui sai por 200 reais.

Na teoria, é neste preço porque a camisa sai direto da fábrica. Claro que possivelmente isso não é verdade e na real eles fazem réplicas das originais. Com uma pesquisa rápida e um pouco de atenção, você consegue camisas que são idênticas às originais (elas vêm com etiqueta da Adidas e tudo mais, o que alimenta a lenda que são produtos originais direto da fábrica, vai saber…).

Eu já comprei mais de 30 camisas no AliExpress e só tive uma experiência ruim. Era para ser do Bogut, no Golden State Warriors, mas veio uma regata muito zoada com número e nome silkado todo cagado. De resto, todas perfeitas – já comprei na NBA Store, em loja oficial de time nos EUA, loja da adidas aqui e etc, então tenho uma boa base de comparação. Para isso, é preciso se ligar na hora de escolher a loja.

Escolhendo a loja e as camisas

Este é o ponto chave. Para minimizar as chances de vir uma camisa toda cagada, você tem que escolher bem o vendedor. O ideal seria encontrar um fornecedor bom e comprar sempre dele. O problema é que as fabricantes denunciam estes vendedores para o AliExpress que fecha estas contas. Os caras voltam depois de um tempo com outro nome, mas aquele link da loja original se perde.

A dica básica é ir atrás dos vendedores bem avaliados. Ao lado do nome das lojas, eles tem ‘selos’ que indicam se suas vendas são reclamadas com frequência e etc. Se o cara tem um selo que é uma medalha de ouro ou um diamante, pode confiar que é muito difícil dar merda.

Devem existir formas diferentes de busca, mas como é um site chinês traduzido para o português, a busca é meio zoada. Eu indico que você deva buscar o nome do jogador que você que a camisa e colocar ‘jersey’ junto, senão vai aparecer um monte de bugiganga que você não está interessado. Achando a camisa, vale ver a avaliação da loja no canto da página. Se for bem avaliada, dá pra clicar no nome do vendedor e garimpar se ele não tem outros modelos legais e fechar uma compra de umas duas ou três camisas – que vêm pelo mesmo frete e você economiza ainda mais.

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No print acima fiz um exemplo de busca. Você também deve notar as opções de frete. Algumas lojas só mandam por DHL, o que torna a compra inviável (a menos que você tope pagar 400 reais pela entrega, RISOS). O ideal é pegar vendedores que mandem pelo correio chinês (10 a 15 reais de frete) ou de graça.

Ao clicar na camisa, dá para abrir a página do vendedor e navegar pelos outros modelos que ele vende. Geralmente eles colocam por jogador e, dentro do produto por atleta, os vários modelos disponíveis.

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O bom do AliExpress é a gama enorme de camisas que eles têm à disposição. Eu já comprei de tudo quanto é tipo. Eu recomendo as camisas mais atuais. Já comprei umas retrôs que, pelo design da camisa, não ficaram tão boas. As mais novas, de 2000 pra cá, são muito melhores. O material não é mais aquela redinha e nomes e números são costurados em material leve e não mais aquele silk grosseiro ou uma costura pesada.

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Todas do Ali: na foto não parece, mas a camisa do Barkey é meio zoada. As outras são perfeitas!

Importante: tamanhos das camisas

Uma coisa muito importante para se ligar na hora de comprar as camisas é na escolha do tamanho. É uma coisa básica: o chinês médio é bem menor do que o brasileiro médio. O tamanho G deles não é o mesmo G que o nosso. Eu me ferrei algumas vezes por estar acima do peso (RISOSSSSS) e querer comprar do mesmo tamanho que eu comprava aqui no Brasil. Resultado: ficaram muito justas e eu nunca pude usar (uma delas é a do Anthony Bennett que eu comprei e nunca serviu, hahaha).

Eu aqui uso XG (tenho 1,94 e 115 quilos). No Ali, só posso comprar XXG (e mesmo assim elas não ficam muuuito largas. Ficam no tamanho certo para usar para jogar, mas ficariam apertadas para usar por cima de uma camiseta, por exemplo).

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Camisa do Lebron no colégio e do Carmelo na universidade

Na dúvida, acho que é recomendável comprar sempre um tamanho maior do que o tradicional, mas talvez seja um TRAUMA DE GORDO que eu tenho.

Ah, outra coisa: como as descrições das camisas são meio estranhas (traduzidas do chinês), tem que ficar muito ligado no que você está comprando. Digo isso porque uma vez um amigo meu foi pegar uma camisa do Magic Johnson e não se ligou que estava comprando uma versão INFANTIL. Era pra ser G, mas chegou e a jersey não servia nem na perna dele, hahaha.

Entrega e taxa

Um problema que o Ali tinha antigamente era que demorava uma eternidade para entregar. Já teve pedido meu que demorou mais de 90 dias pra chegar. Atualmente, elas estão demorando no máximo 40 dias – um prazo bem razoável para cruzar o globo inteiro e chegar na sua casa.

O site tem um sistema que garante que a entrega será feita. Eles têm um prazo correndo ali que é um tempo máximo que o produto tem que chegar no destino. Se esse tempo está se esgotando, você manda uma mensagem para o vendedor perguntando porque ainda não chegou e ele te diz se teve algum problema ou não. Qualquer coisa, você contesta a negociação e o Ali devolve a grana. De qualquer forma, eles sempre fornecem rastreamento e boa parte dos atrasos acontecem porque a mercadoria fica parada nos correiros do Brasil.

Tem que sempre ter em mente que 90% destas compras serão taxadas ao chegarem no Brasil. São 12 reais mais uma estimativa do imposto. Nas minhas ultimas entregas, comprei sempre duas camisas juntas e deu 30 reais de taxa. Mesmo com entrega e imposto, ainda vale bastante a pena – somando tudo, dá uns 80 reais por camisas que você nunca encontraria por aqui.

Conclusão: vale a pena

No final das contas, vale a pena. Em algum momento, pode vir uma camisa zoada ou em um tamanho menor do que o imaginado, mas com atenção e prática, você minimiza muito estes problemas. Como infelizmente as camisas chegam muito caras por aqui e em uma oferta de times e jogadores bem reduzida, o AliExpress é uma opção mais barata e variada para os fãs – onde, aqui no Brasil, eu ia conseguir comprar camisa do Bennett no Cavs, do Julius Randle ou do Dante Exum?

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Eu te amo, Ali

Camisa de Durant é vendida a 48 centavos em Oklahoma

As camisas de Kevin Durant com o número 35 no uniforme do Oklahoma City Thunder parecem ser as menos desejadas de todos os uniformes da atualidade. Os modelos estavam tão encalhados nas araras das lojas de artigos esportivos, em especial na cidade do antigo time do jogador, que as camisas chegaram ao cúmulo de serem colocadas à venda por 48 centavos.


O flagra é da loja Academy Sports+Outdoors, que só conseguiu esgotar seu estoque colocando as jerseys para vender a 1% do preço original.

Outras lojas também estão tentando se livrar dos artigos do novo inimigo número 1 de Oklahoma City. Uma outra rede de artigos esportivos entrega de graça qualquer camisa de Kevin Durant encalhada no estoque aos clientes que gastarem 35 dólares na loja.


Agora é a hora de aumentar a coleção…

Pano pra manga

A superstição é presença constante no esporte. É meio que aquela coisa: não custa nada apelar para os poderes sobrenaturais de qualquer coisa e uma forcinha extra nos momentos decisivos é sempre bem vinda. Foi por isso que o Cleveland Cavaliers entrou em quadra com seu polêmico uniforme preto com mangas na partida 7 da final contra o Golden State Warriors. O time tinha usado a camisa na vitória do jogo 5, que deu sobrevida à equipe, e decidiu repetir a dose no confronto derradeiro. Não sei se foi por isso – na verdade com certeza não -, mas o time ganhou.

A mandinga final confirmada pela conquista do título é o maior trunfo para uma contestável mudança no basquete: goste ou não, as mangas vieram para ficar.

Os torcedores mais conservadores detestam a ideia. A regata é a principal marca do vestuário do basqueteiro – é como obrigar que os caras tirem o pijama centenário do baseball ou que se proíba as ombreiras no futebol americano. Durante um século de disputa do jogo, as camisetas só eram permitidas em situações extremas, mas sempre marcarando a inferioridade do camarada que a usasse. O reserva pode usar no banco, tá permitido. Aquele outro cara acima do peso também pode usar uma camiseta por baixo da regata. E só.

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Na hora do título, as mangas estavam lá

Bom, como nem sempre a moda esportiva vai ao encontro do gosto popular, vide as camisas de futebol justinhas que caem bem em menos de 5% da população mundial, a Adidas decidiu institucionalizar as camisas de basquete com manga em 2012, numa experiência com o Golden State Warriors. O povo caiu de pau, dizendo que os uniformes pareciam com muito com os de ‘soccer’ (e todo o ódio que o americano médio destila sobre este esporte europeu que invadiu o US and A).

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A primeira experiência dos modelos com manga eram péssimos mesmo

A fabricante oficial da NBA não deu a mínima e programou uma edição especial para todos os times que jogassem na rodada de Natal do ano seguinte (tradicionalmente, nos últimos anos, Adidas prepara um uniforme especial para os jogos do dia 25 de dezembro). Foi daí que as mangas caíram em desgraça: muita gente teve que jogar com a camisa e detestou. Lebron disse que eram desconfortáveis, Nowitzki classificou como ‘horríveis, Curry disse que eram ‘feias’ e Robin Lopes desejou que todas fossem queimadas e outras estrelas xingaram as novas camisetas.

Eu achava que a reclamação era um mimimi comercial, incentivado por jogadores que tinham contrato com outras fabricantes. Até achava que, cedo ou tarde, ia cair no gosto do pessoal: para um cidadão comum médio é mais propício usar uma camiseta de manga normal do que uma regata, não é mesmo? Pois é, mas sei lá se pela reação negativa dos jogadores ou se porque os primeiros modelos foram realmente feios, mas os modelos fracassaram nas vendas, a ponto da NBA cogitar tirá-los de circulação para a temporada 2014.

Ameaçou, mas não tirou de circulação. A fabricante das camisetas tentou dar uma nova cara para os modelos, lançando uma linha “PRIDE”, que serviria para reforçar o orgulho dos times e suas cidades. A camisa do Blazers dizia “Rip City”, por exemplo, a do Nuggets tinha uma picareta, que é o símbolo da cidade, e por aí vai – nada mais do que uma ideia de um marqueteiro para tentar desovar as camisetas.

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Partiu festa do pijama

Bom, aos trancos e barrancos elas continuaram por aí. Daí que chegamos à camiseta preta do Cavs. Na estreia do modelo nesta temporada, no início de novembro, o time enfrentou o New York Knicks em casa. A partida começou mal para o Cleveland, que perdia por 36 a 27, para um time bem mais fraco. Para piorar, Lebron tinha acertado só quatro arremessos de onze tentados. Assim que perdeu mais um chute, o jogador saiu para o banco de reservas rasgando as mangas da camisa, como se elas estivessem incomodando o jogador e atrapalhando seu desempenho – o que, aí sim, seria o argumento definitivo para enterrar de vez o modelo.

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O jogo terminou, Lebron foi diplomático em dizer que na verdade só estava frustrado com o resultado do jogo e descontou na camiseta. Apesar do time ter virado o jogo depois que ele arrebentou o uniforme, já se comparou o desempenho dos jogadores com e sem manga e a conclusão é que elas não atrapalham os arremessos. Com isso, mesmo marginalizadas, elas continuaram aparecendo em um jogo ou outro.

Até, no final das contas, a até então maldita camisa do próprio Cavs virou o pé de coelho do time. Foi a coincidência de ser o único modelo preto do time (e os times em que Lebron joga tem essa coisa de querer jogar de preto para superar as adversidades, calar os críticos e zzzzzzzzzzzz), ter sido escolhida para o jogo 5, o time ganhar e acabar tentando a sorte com ela na finalíssima. Pronto, a camisa com manga foi campeã da NBA pela primeira vez e teve sua redenção.

Tem louco pra tudo e óbvio que já calcularam o aproveitamento do Cleveland com cada um de seus uniformes na temporada e as ‘sleeved jerseys’ são as que mais deram vitórias, proporcionalmente, para o time.

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O levantamento, o cálculo e a arte são do StatMuse

Agora, o que antes seria uma simples decisão, se tornou um dilema. A Nike assume a criação e fabricação dos uniformes para a próxima temporada e a marca jamais abriu mão das regatas enquanto fabricava para outras ligas de basquete. Isso fazia sentido até então, já que as mangas eram um símbolo da rival e eram detestadas. Mas e agora que o uniforme foi uma das marcas do título do seu principal garoto propaganda? Estará para sempre como o uniforme do primeiro título da franquia com a maior folha salarial da NBA, que também tem em Kyrie Irving um dos seus principais patrocinados.

Bom, o Utah Jazz já até lançou um modelo com manga que na verdade é um uniforme de futebol com as cores do time de basquete. Com a autorização dos patrocínios em formas de patches nas camisas, a manga é também mais uma área comercializável para as franquias. Em resumo, muito se falou, muito se criticou, mas as camisetas estarão cada vez mais presentes. Agora, com um título no currículo.

Sacramento Kings lançou seus novos uniformes

Diferente de todos os outros times que estão eliminados dos playoffs curtindo umas férias, o pessoal do Sacramento Kings tá trabalhando pesado. Há algum tempo eles já lançaram as novas logos do time (e até fizeram uma campanha pro pessoal tatuá-las de graça!) e ontem foi a vez de mostrar ao público como serão os uniformes do time para esta temporada. Dá uma olhada:

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Não sei porque o Willie Cauley-Stein não experimentou o uniforme azul-bebê…

No site do time tem a explicação para todos os detalhes. Os mais importantes, na minha opinião, são as listras laterais dos uniformes, bem grossas, e aquele efeito ondulado no Global Uniform, o modelo preto.

As faixas laterais remetem ao uniforme original da franquia, dos tempos em que o time defendia Kansas City. Elas também são assimétricas, como era o uniforme do time na década de 90.

Sobre os efeitos na camisa preta, são uma referência à bandeira da cidade de Sacramento. Acho que é um elemento que faz sentido, apesar de meio demagógico, já que várias vezes a franquia esteve ameaçada de deixar a cidade por algum centro comercial mais interessante dos EUA. É uma maneira singela de demonstrar lealdade ao local.

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No geral eu curti bastante as camisas. Só achei um pouco desnecessário aquele segundo modelo roxo escrito ‘SAC’ no peito. Mas gostei de cada modelo individualmente – simples, limpos, modernos – e, principalmente, do conjunto de uniformes. As franquias geralmente tentam inventar terceiras, quartas e quintas camisas que não têm nada a ver com a história dos times, com umas cores malucas e sem sentido, coisa que o Kings não fez: todos os modelos seguem a identidade tradicional do time.

Muito bom, agora só falta ter um time de verdade!

NBA terá loja oficial no Brasil

A NBA avança mais um pouco na sua presença aqui no Brasil. A loja já está erguendo uma loja de verdade (abomino a expressão LOJA FÍSICA) no Barra Shopping, no Rio de Janeiro. A ideia é que o ponto seja inaugurado até o início da próxima temporada, em outubro.

A liga já tem uma parceria por aqui com a Netshoes, que desde 2012 opera a NBA Store online no Brasil. Não há informações como vai ser a operação da loja no shopping.

O que é bacana dessas lojas é que oferecem uma gama bem variada de produtos oficiais, que fogem daquele básicão “camisa do Lebron, Durant e dos brasileiros”. Além disso a caracterização das lojas da NBA é bem bacana e promove uma boa EXPERIÊNCIA para o consumidor.

Já está mais do que claro que a NBA vê o Brasil como um mercado importante no processo de internacionalização da marca. Já estamos no calendário dos Global Games, a liga tem um escritório aqui e firmou uma parceria para desenvolvimento da liga local. Espero que continue assim.

Ah, mas o que me chamou mais a atenção do anúncio da loja foi a pitada de amadorismo no e-mail informado para os interessados em trabalhar no ponto de venda: nbastore.rh arroba GMAIL.COM


Eita!

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