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O Los Angeles Clippers mudou, mas os problemas ainda são os mesmos

Os dois calouros de Los Angeles

A primeira rodada da NBA mostrou porque essa turma de calouros chegou tão badalada no draft. Seis dos jovens mais falados que estrearam entre terça e ontem já chegaram na liga profissional anotando mais de 10 pontos, três deles fizeram duplo-duplo. Não lembro de uma classe de draft que tenha começado tão bem.

Isso que ainda faltam dois dos calouros que, de maneiras completamente opostas, despertam as maiores das expectativas. Lonzo Ball, do Los Angeles Lakers, e Milos Teodosic, do Los Angeles Clippers, se enfrentam hoje de madrugada para darem a primeira de muitas respostas se vão conseguir corresponder tudo que se espera deles.

O calouro do Lakers parece um predestinado. Jogou em UCLA, a universidade local, e tem a pinta de estrela que qualquer jogador que pretende fazer sucesso no maior time do Oeste da NBA tem que ter. Tudo isso reforçado pela lingua solta do seu pai, Lavar Ball, que faz questão de dizer que, sim, Lonzo ser armador do Lakers já estava desenhado como seu destino quando os deuses do esporte o tocaram em outra encarnação.

Mas não é só a ladainha de Lavar que faz da chegada de Lonzo ao Lakers uma coisa quase que mística. O jogador surgiu no ápice do processo de reconstrução do time, justamente durante um hiato de estrelato do time que mais viveu de estrelas em toda a história da liga. Calhou do Lakers ter a segunda escolha, o Boston e o Philadelphia trocarem a primeira e a terceira posição e Ball se garantir como o armador que, se todo o plano der certo, vai carregar a franquia angelina pela próxima década.

Inegavelmente, parece o cara certo na hora certa. E até por isso todos os holofotes possíveis estão sobre ele. O antigo projeto de franchise players do Lakers, D’Angelo Russell, foi trocado justamente pela direção da franquia entender que ele não tinha o cacife para assumir este papel – algo que apostam que Ball tem. Uma responsabilidade que cai como uma bigorna nas costas de um garoto que nunca jogou uma partida profissional.

Do outro lado da quadra, onze anos mais velho, há treze jogando como profissional e com a banca de ter sido melhor jogador do mundo fora da NBA até poucos meses atrás, Milos Teodosic chega do outro lado do Atlântico para estrear pelo Los Angeles Clippers.

O sérvio não vai chegar com a mesma pressão de público e mídia de Lonzo, já que chega em um Clippers reformulado, mais discreto e já com dono (Blake Griffin) mas enfrentará a necessidade de defender a sua reputação.

Por mais que seja conhecida a dificuldade de jogadores escolados no basquete europeu se adaptarem de imediato nos Estados Unidos, Teodosic chega com a fama de ser o melhor de todos há alguns anos.

Ele também encontra um cenário divido no Clippers. Um exímio passador como ele é a peça chave para um time com tantos finalizadores, como Danilo Gallinari, Blake Griffin e Deandre Jordan. Ao mesmo tempo, Gallo, Blake, Austin Rivers, Patrick Beverley e Lou Williams adoram carregar a bola, criar seus próprios arremessos e organizar o jogo cada um à sua maneira, algo que aniquila o potencial de um organizador nato como Milos.

Além de tudo isso, chega com a responsabilidade de substituir o melhor armador nato da NBA na última década, Chris Paul. Mais até, foi o jogador que conseguiu, por um breve momento, mudar o status da franquia. Deixou de ser o pior time da história da liga para ser uma presença constante nos playoffs.

Dois jogadores com responsabilidades diferentes, mas com tamanhos parecidos, que hoje começam a ser colocadas à prova.

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[Previsão 17/18] Clippers: a esperança de ser um time bom mesmo sem Chris Paul

Até 2011, não tinha discussão: o Los Angeles Clippers era o time com o histórico mais fracassado de toda a NBA. Em 40 anos de vida, contando desde a época que a franquia se chamava Buffalo Braves, passando por San Diego Clippers e, por fim, o período já em Los Angeles, não existia qualquer outro time na história da liga com um aproveitamento de vitórias tão baixo e tão poucas aparições nos playoffs. A diferença no retrospecto para o segundo pior, o Minnesota Timberwolves (time bem mais novo) era abissal e nem tinha como contestar.

Mas uma troca indiscutivelmente mudou o rumo da franquia e a colocou em uma posição estranha até aquele momento. Com a chegada de Chris Paul para tutelar, comandar e servir Blake Griffin, o Los Angeles Clippers experimentou pela primeira vez o que era ter um time que consegue ir seguidas vezes aos playoffs e se mantém como um dos favoritos por alguns anos.

A franquia, que até o momento, em quatro décadas, tinha conseguido ir a um total de sete playoffs (mesmo quando 2/3 dos times se classificavam para a pós-temporada), conseguiu emplacar seis anos consecutivos de mata-mata. Exceto pelo ano em que a NBA teve uma temporada mais curta pelo lockout, em todos os anos registrou mais 50 vitórias – algo que nunca tinha acontecido por lá.

Claro que o desenvolvimento de Blake Griffin e Deandre Jordan e a atração de free agents, algo raro para a história do Clippers, teve um impacto bastante significativo, mas é inegável que a chegada de Paul, maior armador dessa geração de jogadores, foi um marco para o segundo time de Los Angeles (a ponto de, em boa parte destes anos, se tornar o melhor time disparado da cidade).

Antes dele, mesmo os times bons que a franquia formou esbarravam em fatores intangíveis que sempre acabaram por prejudicar o time de alguma forma. Lesões, inexperiência, indisciplina… Parecia uma sina maldita que puxava o Clippers para o fundo da tabela da NBA.

Sina esta que, apesar das várias lesões, das derrotas precoces nos playoffs e do potencial que nunca foi completamente alcançado, foi abandonada ao longo da última década. Inegavelmente, o Clippers entrava todos os anos na competição como um dos melhores times da conferência, algo inimaginável antigamente.

Mas o contrato de Chris Paul acabou e, para tentar não encerrar a carreira com o asterisco de nunca ter chego a uma final de conferência, nunca ter vencido um prêmio de MVP e tudo mais, o jogador decidiu buscar um time mais forte. Para não deixar a franquia totalmente desguarnecida, ele topou um sign and trade de cavalheiros: Paul decidiu para onde iria e forçou que os dois times chegassem a um denominador comum. Foi assim que o Houston Rockets mandou meio time para Los Angeles em troca do jogador.

Com a saída de Chris Paul, o Clippers passará por um teste de fogo. Terá que mostrar que é possível sobreviver sem depender do camisa 3.

Por mais que Paul seja um atleta que muda o status de qualquer equipe, acho que o LAC tem condições de comprovar isso. O troco por Paul não foi ruim – aliás, se comparado ao que os outros times receberam ao dispensarem suas estrelas nesta offseason a contrapartida foi ótima. Lou Williams, Sam Dekker, Patrick Beverley, Montrezl Harrell e companhia, todos egressos do Rockets, engordam a rotação do time do início ao fim.

O time ainda terá uma dupla de garrafão em seu auge técnico – apesar da eventual suspeita de decadência física de Griffin. Conta, por fim, com a chegada de um ala chutador que eu não confio, mas que tem alguma moral na NBA (Danilo Gallinari) e um armador brilhante de qualidade comprovadíssima no basquete europeu (Milos Teodosic). É um grupo para se manter por cima, com certeza – especialmente se Doc Rivers não exagerar da corujice e dosar bem o quanto usa Austin Rivers em quadra.

Aliás, se as lesões – e a falta de reposição – sempre foram problema para o Clippers, a profundidade do elenco nesta temporada deve amenizar esta situação.

(Andrew Lee/Getty Images)

No entanto, é um time inteiro praticamente novo que terá que encontrar química entre 10 caras que nunca dividiram uma quadra de basquete enquanto os demais concorrentes do Oeste voam. Rivers, que deixou o cargo de executivo do time, terá que realmente se concentrar nas suas atribuições como técnico para azeitar essa turma toda.

Prevejo, por exemplo, muito trabalho para delimitar bem o quanto cada jogador terá liberdade de criação, armação e tempo carregando bola, por exemplo. O time tem dois point guards que podem ser titulares em Teodosic e Beverley, um shooting guard que gosta de armar em Rivers e mais dois alas que carregam a bola excessivamente, em Blake e Danilo. Ou se cria um sistema em que todos possam criar – e que todos entendam que nem sempre terão a bola na mão, já que ela estará com o companheiro – ou terá que segurar o ímpeto de toda essa turma elegendo um ou dois armadores de ofício.

Por enquanto, acho que o time consegue se manter no mesmo patamar, mesmo sem Chris Paul. Não acho, no entanto, que tenha bala na agulha para conseguir algo que o armador nunca conseguiu dar à franquia (uma final de conferência, por exemplo). Mais pela qualidade dos concorrentes do que pelo potencial do próprio time.

Mas se conseguir provar que é possível viver sem sofrer com a abstinência de Paul, já será meio caminho andado.

Offseason
Foram muitas mudanças. Chris Paul e Luc Mbah Moute saíram em troca de um pacotão do Houston, que além de envolver sete jogadores, ainda rendeu uma escolha de primeiro round no próximo draft. Assinou com Gallinari, que estava no Denver Nuggets, e Willie Reed, que apareceu bem no Miami Heat do ano passado. Ainda pescou Milos Teodosic, cuja alcunha era de ‘melhor jogador de basquete do mundo fora da NBA’.

Time Provável
PG – Patrick Beverley / Milos Teodosic / Jawun Evans
SG – Austin Rivers / Lou Williams / Sindarius Thornwell
SF – Danilo Gallinari / Sam Dekker / Wesley Johnson
PF – Blake Griffin / Montrezl Harrell / Brice Johnson
C – DeAndre Jordan / Willie Reed / Marshall Plumlee

Expectativa
Não imagino o Clippers com uma campanha melhor do que Warriors, Spurs, Rockets e Thunder. Deve brigar pela quinta posição com Timberwolves, Jazz e Nuggets – tem um time mais experiente e profundo que os demais, mas tem que fazer muito mais ajustes. O quarteto Teodosic-Beverley-Griffin-Jordan, se não render bons resultados, pelo menos vai gerar excelentes highlights.

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O técnico e o executivo

Doc Rivers deixará de ser ‘presidente das operações de basquete’ do Los Angeles Clippers para se dedicar única e exclusivamente à função de técnico da equipe. Há algumas semanas, o mesmo aconteceu com Mike Budenholzer no Atlanta Hawks. As decisões são acertadas: não acho saudável que uma pessoa concentre tanto poder para decidir os rumos de uma franquia.

O acumulo de funções faz sentido até um ponto. É verdade que não há sinergia maior entre comissão e front office se o chefe de ambos é a mesma pessoa. Incontestável que a situação também não deixa margem para dúvidas sobre quem é o responsável real pelo sucesso ou fracasso da montagem e execução do elenco. Mas, ao meu ver, as vantagens param por aí. De resto, o clube só tem a ganhar quando são duas pessoas em cada um dos postos.

Vou usar um exemplo bem oportunista, mas que é o mais didático possível. Quem está mais errado: o executivo Doc Rivers que contrata o filho, com histórico duvidoso na liga, ou o técnico Doc Rivers, que o coloca para jogar mais do que o próprio elenco acha saudável (a ponto de, dizem, ser um dos motivos pelos quais Chris Paul se encheu da franquia)?

Sempre odiei Austin Rivers e, admito, me surpreendi com sua evolução nas últimas duas temporadas, mas considerando que sua qualidade ainda é questionável, imagino fossem presidente e técnico do time pessoas diferentes, a escolha por assinar com o jogador e colocá-lo em quadra não seria tão contestada (para dizer o mínimo) – afinal, teria passado pelo crivo de duas pessoas e pelo menos uma delas não seria o pai do cara. Ou, caso contrário, nem aconteceria: Austin não seria contratado ou seria ignorado pelo técnico.

(Jerome Miron-USA TODAY)

Dá para falar o mesmo dos milhares de ‘role players’ veteranos que em determinado momento assinaram com o time. Glen Davis, Paul Pierce, Josh Smith, Lance Stephenson… chegaram, cada qual em seu momento, como ‘a peça que faltava’ para o time deslanchar e na melhor dos cenários não conseguiram ajudar em quase nada a equipe – boa parte deles chegou a atrapalhar, na real.

No Atlanta, a situação de Budenholzer tem suas coincidências com a de Rivers: como executivo, ele não foi capaz de capitalizar com as saídades de Jeff Teague, Paul Millsap e Al Horford, apostou mal em Dwight Howard e só conseguiu um trocado muito baixo…

Tanto Doc, quanto Mike fizeram trabalhos interessantes, mas falharam na hora na tarefa de fazer com que Hawks e Clippers se tornassem ameaças reais aos seus principais concorrentes. O time da Georgia se confirmou como freguês fácil do Cleveland Cavaliers e a equipe californiana nunca conseguiu passar da segunda rodada dos playoffs. Agora, enfrentarão reformulações nos seus elencos e suas pretensões – e só uma parte disso continuará nas mãos de Rivers e Budenholzer.

No fundo, eu não acho que um cara seja tão pica a ponto do time precisar tanto dos seus serviços nas duas funções. A única exceção que eu posso aceitar é para Gregg Popovich, que vem conduzindo as duas funções com sucesso há quinhentos anos no San Antonio Spurs e é possivelmente o cara que mais entende de basquete na face da Terra – mas, mesmo neste caso, acho conceitualmente errado.

Não me parece certo nem eficiente que o cara que avalia o trabalho do treinador seja o próprio treinador, por exemplo. Que ele seja chefe dele mesmo. Este é um tipo de papel que pode funcionar numa atividade em que, sei lá, o cara só depende dele para mostrar seu talento, produzir seu trabalho. Mas numa função em que você gerencia um monte de gente, media vários egos complicados e tudo mais? Uma atividade que é essencialmente conjunta? Não rola.

Acho que os donos de times – que não são caras que entendem da coisa, mas enfim – se tocaram disso e estão, aos poucos, se livrando das figuras super-controladoras. Phil Jackson passou no RH do Knicks mês passado (era presidente do time e queria impor suas convicções à comissão técnica) e Pat Riley cada vez apita menos nas decisões de dentro de quadra diante de um Erik Spoelstra com cada vez mais moral. Stan Van Gundy, que ainda acumula as funções no Detroit Pistons, não está com essa bola toda depois que o time ficou de fora dos playoffs e viu seus dois principais jogadores – e duas maiores apostas – terem temporadas decepcionantes. O técnico ou o executivo, não sei qual dos dois, está em estado de alerta. Logo, logo pinta alguém para dividir o trabalho com Stan.

E é assim que tem que ser: cada um com sua função, com sua cabeça, colaborando e cobrando o sucesso do outro.

Chris Paul e James Harden podem jogar juntos?

Acabou de ser confirmada a troca que leva Chris Paul para o Houston Rockets. O jogador avisou a direção do Los Angeles Clippers que assinaria contrato com o time do Texas e, para que o time não saísse sem nada em troca com o final do contrato, acabou chegando a um acordo com Paul de que assinaria por mais um ano com o jogador e imediatamente o mandaria para Houston em troca de Patrick Beverley, Lou Williams, Sam Dekker e uma escolha de primeiro round do próximo draft.

A negociação saiu barato para o Rockets, é muito verdade, mas diante da possibilidade de uma debandada geral do time – capitaneada por Paul, mas já indicada por Blake Griffin e nas sondagens de troca de Deandre Jordan – era o que dava para fazer já que CP3 tinha escolhido seu destino. Era conseguir alguma coisa do Houston ou sair sem nada.

A grande questão agora é saber como Chris Paul e James Harden, dois jogadores que dominam a posse de bola enquanto estão em quadra, vão jogar juntos.

Mesmo quando era um shooting guard ainda, James Harden já era um cara que carregava as bolas além da conta. Na posição antiga, era um ‘buraco negro’ (recebia a bola, quebrava o ritmo e partia para a cesta quando bem entendia). Na nova, nesta temporada, era quem ditava a velocidade de um esquema insano de contra-ataques.

Chris Paul, da mesma forma, nunca jogou sem a bola na mão. Se notabilizou como O MELHOR armador clássico da liga. É um cara que carrega as bolas, chama as jogadas e alterna o ritmo como um comandante do time. Quase que todos os movimentos em quadra estão condicionados aos seus atos.

Os dois lideraram a liga em porcentagem das assistências totais dos seus times e estão há anos no topo da liga em ‘usage rating’. Harden nunca jogou com um armador de nível parecido – o melhor foi Russell Westbrook, que não era ainda nem sombra do que é hoje. Chris Paul também nunca teve um colega na armação tão capaz e centralizador – o mais próximo disso foi dividir a bola com o ‘peladeiro’ Jamal Crawford.

Mas do jeito que as coisas se desenharam, é de se esperar, no mínimo, que ambos estejam muito empenhados para que isso dê certo.

Paul escolheu o Rockets e disse que iria para lá sabendo que o time é de Harden e joga de uma maneira bem característica. Mais do que isso, abriu mão de 11 milhões de dólares na negociação – poderia abocanhar um contrato muito maior se tivesse assinado como free agent com qualquer franquia.

O barba seguiu a mesma linha. Reports dão conta que Harden trabalhou intensamente nos bastidores para convencer Chris a ir para o seu time e, paralelamente, para que o front office do Rockets se mexesse para que a negociação saísse do papel. Fez tudo isso sabendo que Chris Paul é um armador que joga com a bola nas suas mãos o tempo todo.

Digo isso porque qualquer análise que considere as características de ambos deve ser ponderada pela vontade que os dois mostraram em jogar juntos. Logo, é provável que se esforcem para que dê certo, mesmo cada um precise mudar sua maneira de se comportar em quadra.

Na prática – e levando esta ponderação em consideração -, imagino um Chris Paul razoavelmente menos ativo e influente. Pode até ser um desperdício contratar o jogador para emplacar a correria promovida por Mike D’Antoni e ficar ao lado de Harden enquanto ele bate bola, mas confio que o armador é inteligente o suficiente para poder se sair bem neste tipo de situação. No último ano de Vinny Del Negro como técnico do Clippers (segundo de Paul pela franquia), o time era um dos mais rápidos da liga e um dos que mais fazia pontos em contra-ataques. Chris Paul é bom para isso também.

Ambos também são excelentes chutadores. Isso é essencial para que ambos tenham oportunidades de se movimentarem fora da bola e terem melhor chances ainda de arremessar de fora.

Por fim, tirar a bola das mãos de Harden é fundamental em alguns momentos, já que foi o líder disparado em desperdícios de bola na temporada. Ele deve entender isso, já que pediu a adição de Paul ao time.

Será necessário um período de ajuste, com certeza, mas acho que ambos estão dispostos a ceder. E ambos são bons o suficientes para que possam jogar em papéis significativamente diferentes.

Playoffs em looping eterno

Por mais que cada ano seja um campeonato novo na NBA, algumas coisas parecem se repetir em um looping eterno. Sinceramente, não sei explicar. Particularmente eu não acredito em ‘peso de camisa’, que tal time ou jogador ‘afinam’ e etc. Acredito na coincidência, no azar e na sorte, mas algumas coisas insistem em sinistramente se repetir todos os anos.

Não importa o que acontecer, por exemplo, o Cleveland Cavaliers vai varrer qualquer intruso da conferência Leste. A menos que seja algum time que consistentemente reafirmou seu ‘merecimento’ na pós-temporada ao longo de todo o ano, invariavelmente o Cavs vai passar por cima – independente da fase do time, do clima, do número de jogadores à disposição ou lesionados. Foi assim ano passado, quando dizimou o Detroit Pistons e o Atlanta Hawks, e neste ano contra o Indiana Pacers.

Também parece que todo ano o Toronto Raptors vai penar para passar toda e qualquer rodada dos playoffs, das mais iniciais às mais avançadas. Em 2014 perdeu em um 4 a 3 melancólico na primeira fase, em 2015 foi varrido pelo Washington Wizards mesmo com a vantagem do mando de quadra e na temporada passada passou dos dois primeiros rounds, contra Pacers e Heat, levando a disputa até o sétimo jogo. Neste ano, contra o ‘juvenil’ (porém talentoso) Milwaukee Bucks, as dificuldades parecem ser as mesmas e a série está empatada em 2-2, apesar do time canadense ter um elenco muito qualificado e milhares de quilômetros mais rodado que o rival.

Neste caso, o que se repete é a falta de consistência dos seus melhores jogadores. Demar Derozan e Kyle Lowry, ainda que estejam entre as cinco melhores duplas de armadores da NBA de qualquer pessoa, parecem incapazes de jogarem bem ao mesmo tempo em partidas de playoffs. Uma coincidência triste para a franquia, que se bate para derrotar times mais fracos mesmo quando o Raptors deveria sobrar na disputa.

Do outro lado do mapa, algumas coisas também parecem funcionar como um ponteiro do relógio  – que passa o tempo e no dia seguinte, no mesmo horário, estará marcando, naturalmente, a mesma hora. A primeira delas é que Damian Lillard vai jogar tudo que pode e vai endurecer o confronto que for. Se tiver uma brecha, vai descolar uma vitória aqui ou ali contra um rival muito mais forte e, até, com sorte, se classificar (2014 contra o Houston e ano passado contra o Clippers, por exemplo).

Neste ano, assim como no passado, o Portland Trail Blazers tem conseguido jogar de igual para igual contra o Golden State Warriors em muitos momentos da partida, especialmente escorado no desempenho de Lillard e CJ McCollum. Mas uma dupla não é suficiente para derrotar o melhor time da liga – apesar de em alguns momentos dar indícios de que os jogos podem ser equilibrados.

Entra ano, sai ano, o Spurs vai jogar o fino sem ninguém notar e o Grizzlies vai pegar pesado e engrossar para o rival. Ano sim, ano não, os dois vão se enfrentar e, num choque de realidades, vai sair faísca.

Por último, é batata: alguém do Clippers vai se machucar e reduzir à migalhas as chances do time de ir a uma final de conferência. Quando não é Chris Paul, é Blake Griffin. Em regra, na verdade, os dois vão se lesionar. Não é urucubaca – aliás, torço muito para que o armador fique inteiro neste ano – mas tem sido assim nos últimos cinco anos, infelizmente.  É triste, uma vez que todo ano, também, a franquia começa a temporada como uma das mais talentosas da liga e uma das apostas para melar os planos dos favoritos. No entanto, quando os playoffs começam, alguma maldição desgraçada ronda por lá.

Isso que os playoffs começaram há pouco mais de uma semana e o primeiro round ainda está na metade para a maioria dos times. Com o passar dos jogos, certamente algumas histórias vão se repetir, mesmo que não tenha uma explicação lógica para isso acontecer. No que mais você aposta?

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Oeste

Já soltei aqui os meus palpites do Leste. Agora é a vez de mostrar quais serão os confrontos da conferência Oeste, quem venceu os duelos da temporada regular e o que dá para esperar de cada matchup. Confere aí:

1º Golden State Warriors x 8º Portland Trial Blazers

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Portland @ Golden State, 16h30
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Portland @ Golden State, 23h30
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 4 – Seg.  Abril 24  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Portland @ Golden State, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Golden State @ Portland, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Portland @ Golden State, a definir

Confrontos na temporada regular: 4×0

Palpite: Warriors em 4 jogos

O time do Blazers é guerreiro, cresceu na reta final, buscou a vaga que estava com o Denver Nuggets, mas não vai ser páreo para o Golden State Warriors completo. O argumento é simples: ano passado o Blazers era melhor, o Warriors pior, estava baleado com a lesão do Curry e mesmo assim o time da California não teve muitas dificuldades para superar o rival. Neste ano, a tendência é que a fatura seja liquidada ainda mais cedo, já que o Warriors conseguiu gerenciar melhor o tempo de jogo dos seus atletas ao longo do ano e chega para o mata-mata em um grande momento.

A série serve para o Golden State encontrar a melhor forma de Kevin Durant, que volta de lesão.

2º San Antonio Spurs x 7º Memphis Grizzlies

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Memphis @ San Antonio, 21h
Jogo 2 – Seg. Abril 17  Memphis @ San Antonio, 22h30
Jogo 3 – Qui. Abril 20  San Antonio @ Memphis, 22h30
Jogo 4 – Sab. Abril 22  San Antonio @ Memphis, 21h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Memphis @ San Antonio,  a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  San Antonio @ Memphis, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Memphis @ San Antonio, a definir

Confrontos na temporada regular: 2×2

Palpite: Spurs em 6

Os embates do Oeste parece que foram escolhidos todos sob medida. Neste caso, é o Spurs contra um time que sempre sonhou em ser o Spurs. As propostas têm suas semelhanças e imagino que o Memphis poderia ter uma melhor sorte contra qualquer outro rival. Contra o Spurs, no entanto, não imagino qualquer possibilidade de sucesso. A criatura não vai superar o criador.

Grizzlies tem como arma a possibilidade de puxar seus pivôs para fora do garrafão e causar algum desconforto em Pau Gasol, Lamarcus Aldridge e David Lee, mas a cobertura feita por Kawhi Leonard e Danny Green é inteligente o suficiente para neutralizar essa tentativa.

A segunda unidade do Spurs também tem tudo para massacrar os reservas do Memphis, dando mais tranquilidades aos titulares.

3º Houston Rockets x 6º Oklahoma City Thunder

Jogo 1 – Dom. Abril 16  Oklahoma City @ Houston, 22h
Jogo 2 – Qua. Abril 19  Oklahoma City @ Houston, 21h
Jogo 3 – Sex. Abril 21  Houston @ Oklahoma City, 22h30
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Houston @ Oklahoma City, 16h30
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Oklahoma City @ Houston, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Houston @ Oklahoma City, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Oklahoma City @ Houston, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Thunder em 7

De verdade, qualquer aposta em sete jogos é uma loteria só. Meu palpite se baseia em algumas coisas. A primeira delas é que Russell Westbrook está em um outro nível nas últimas partidas, levemente acima do que James Harden tem feito. Confio também na capacidade do armador do Thunder em entrar numa série com mais sangue no olho do que o barba – os playoffs do ano passado servem como exemplo.

Outra coisa que confio é na capacidade do OKC atrapalhar a vida de Harden. Billy Donovan se mostrou um bom estrategista no ano passado para neutralizar os pontos fortes dos rivais em séries de playoffs. Andre Roberson, por exemplo, é o jogador contra o qual Harden tem o pior aproveitamento da sua carreira nos arremessos (30%).

Por último, penso um pouco diferente da grande maioria das pessoas que argumenta que o elenco do Thunder é um catadão de perebas. Acho o time bem decente, com um talento bem comparável ao do Rockets. E a série é uma boa oportunidade para que eles mostrem isso.

Em todo caso, não espero nada menos do que uma guerra em quadra!

4º Los Angeles Clippers x 5º Utah Jazz

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 2 – Ter. Abril 18  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 3 – Sex. Abril 21  L.A. Clippers @ Utah, 23h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  L.A. Clippers @ Utah,  22h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Utah @ L.A. Clippers, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  L.A. Clippers @ Utah, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Utah @ L.A. Clippers, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Clippers em 6

Outro confronto que promete ser muito equilibrado. Aposto no Clippers pela experiência do time e pela capacidade do time jogar bem com Chris Paul em quadra. São 10 vitórias e apenas 2 derrotas nas últimas partidas, quando o time remontou sua formação principal.

O quinteto titular, aliás, tem uma performance de elite: pontua e defende como o Golden State Warriors, em média.

Jazz é uma equipe excelente, se posta de uma forma que pode fazer jogo duro contra qualquer rival, mas não vejo talentos individuais tão capazes quanto os do rival. Em todo caso, Quin Snyder e seus comandados sairão mais cascudos da série, mesmo com a derrota.

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