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#Fera: O Lakers não se cansa de fritar seus jovens talentos

O Los Angeles Lakers não se cansa de fritar seus jovens talentos

#Fera: A troca por Okafor prova que o Nets que é o time mais atento do mercado

A troca por Okafor prova que o Nets que é o time mais atento do mercado

[Previsão 17/18] Nets: o novo sentido da curva

Assim como no ano passado, vou fazer uma série de previsões, time por time, para a temporada que começará daqui algumas semanas (um mês e pouquinho). A ideia aqui é a mesma da vez passada. Não pretendo cravar nenhuma campanha (seria um chute completo), mas passar, de forma sucinta, pelas principais negociações da offseason de cada time, avaliar a formação provável para a temporada, ponderar as maiores dificuldades e desafios e, enfim, palpitar sobre qual deve ser o papel daquele time ao longo do ano.

O rito será o mesmo também: do pior time da temporada passada para o melhor. Por isso, a primeira previsão é do Brooklyn Nets. A franquia chega para a disputa em uma situação intrigante. Continua sendo uma das piores equipes da NBA e deve fechar a temporada com, sei lá, uma das quatro piores campanhas do Leste na temporada, mas contra todos os prognósticos possíveis tem conseguido se livrar da maldição que foi aquela troca comprometedora com o Boston Celtics de alguns anos atrás, quando pegou Kevin Garnett e Paul Pierce e alienou todas suas escolhas de primeiro round de draft pelos próximos quinhentos anos (quatro, na verdade).

Nas últimas duas offseasons, a impressão que dava era que o Nets teve seu futuro desperdiçado e que só conseguiria alguma coisa minimamente decente passados todos os anos de martírio sem suas escolhas de draft mais os anos em que continuaria ruim, mas, daí sim, com calouros. Em um cálculo realista, teria uma década inteira perdida até começar a atrair free agents e ter jogadores talentosos no elenco.

O time, no entanto, trabalhou surpreendentemente bem. Fez trocas cirúrgicas nas últimas temporadas para conseguir jogadores úteis e garimpou calouros interessantes com o pouco que tinha à disposição. Negociou contratos ruins, aceitou pegar outros piores ainda e, por isso, foi recompensado pelas outras equipes com atletas bons, mas em baixa – o que é altamente recomendável se fazer segundo qualquer cartilha de mercado, mesmo que seja da NBA – ou com escolhas de draft, algo que faltava ao time.

Dos últimos dois anos, só Rondae Hollis-Jefferson se mantém nos planos da equipe. Todos os outros jogadores foram negociados. Para um time que não tinha qualquer perspectiva de futuro, não é nada mal sair com D’Angelo Russell (segunda escolha do draft de três anos atrás), Caris LeVert, Jarrett Allen e o próprio Rondae Hollis-Jefferson.

Se o time ainda não tem chances de ir aos playoffs, pelo menos já adiantou a curva de recuperação em alguns anos. Uma boa perspectiva para um time que tinha o futuro condenado.

Nets se mexeu tanto, que só Hollis-Jefferson sobrou do time de dois anos atrás

Offseason
A intertemporada em Brooklyn foi mais um capítulo no processo de retomada do time. A principal negociação foi pegar Russell do Lakers (junto com Timofey Mozgov) e mandar Brook Lopez para Los Angeles. Lopez é um excelente jogador, um pontuador letal, mas não fazia sentido no Nets. D’Angelo, com todas as dúvidas que pairam sobre seu jogo, ainda é um jogador que tem uma carreira inteira pela frente, inclusive com a possibilidade de virar, em uma hipótese otimista, um legítimo franchise player.

Fora isso, o time ainda aceitou ficar com Demarre Carroll e seu contrato horroroso. Com isso, ganhou um ala útil e uma escolha de segundo round – um presente oferecido pelo Toronto para quem topasse ficar com a bigorna. Por fim, negociou com o Portland para pegar Allan Crabbe, jogador que saiu com um salário completamente inflado da offseason passada justamente porque o Nets ofereceu um contrato imenso para ele, que foi coberto pelo Blazers. Agora que o time do Oregon viu a besteira que foi dar tanto dinheiro para Crabbe, decidiu shoppar o jogador. O Nets topou – com a vantagem de ter um ano a menos para pagar o ala-armador.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jeremy Lin / Spencer Dinwiddie / Isaiah Whitehead
SG – Allan Crabbe / Caris LeVert / Sean Kilpatrick
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Demarre Carroll
PF –  Trevor Booker / Quincy Acy
C – Timofey Mozgov / Jarrett Allen

O time está muito mais carregado na armação do que no front court. Por mais que a princípio Russell e Crabbe sejam as opções mais indicadas para começar nas posições 1 e 2 do time, Jeremy Lin pode pintar no time titular ou, na pior das hipóteses, ser daqueles reservas que jogam quase 30 minutos por jogo. RHJ, Carroll e Booker são versáteis o suficiente para que a formação do time seja bem variada ao longo dos jogos.

Expectativa
O time vai continuar sendo um dos piores da NBA e isso vai continuar não servindo em nada para eles – a escolha agora é do Cleveland Cavaliers. Mesmo que não seja o melhor cenário do mundo, pelo menos a equipe tem mais incentivos para tentar ser um time melhor ao invés de entregar o ouro esperando um bom calouro no ano seguinte. Com a recente evolução, pelo menos não deve mais ser o último colocado.

Preparando o terreno

O Los Angeles Lakers conseguiu chacoalhar mais o mercado da NBA do que a troca da primeira escolha do draft entre Boston Celtics e Philadelphia 76ers. Com a explícita intenção de limpar a folha salarial para a próxima offseason, o time angelino mandou seu armador titular D’Angelo Russell e o pivô Timofey Mozgov para o Brooklyn Nets em troca do pivô Brook Lopez e da 27ª escolha do draft deste ano.

A troca pode parecer estranha, já que o Lakers vinha em um processo gradual de evolução, apostando todas as fichas em um time equilibrado formado via draft e Russell era o jogador que tinha sido escolhido com a pick mais alta do time nos últimos anos (foi o segundo em 2015, atrás somente de Karl Anthony Towns). Mas a verdade é que o desempenho de D’Angelo, a oferta abundante de armadores na turma do draft deste ano e a manifesta vontade de Paul George jogar pelo time no ano que vem fizeram a franquia mudar os planos de uma hora para a outra.

O que aconteceu, mais detalhadamente, foi o seguinte: há dois dias, Adrian Wojnarowski, insider do Yahoo que antecipa 99% das notícias quentes da liga, soltou que Paul George não renovaria com o Indiana Pacers ao final da próxima temporada e que seu destino preferido era o time roxo e amarelo. O anúncio fez meio mundo se mexer. O Indiana foi ao mercado ouvir propostas pelo jogador e muitos times procuraram o Pacers oferecendo trocas.

Acontece que o seu valor de mercado ficou limitado com a notícia de que quer ir para Los Angeles na temporada que começa em 2018 – em tese, George jogaria apenas um campeonato por qualquer time e na próxima offseason sairia de graça para assinar com o Lakers. Nisso, ficaram na briga apenas times que teriam condições de ‘alugar’ George por um ano para brigar pelo título agora.

Paralelamente, o Lakers viu que teria que se coçar. As possibilidades seriam duas: persuadir o Pacers para uma troca agora e garantir o jogador ou abrir espaço na folha salarial para seduzir George ano que vem, além de sinalizar que poderia montar um time competitivo ao seu redor – o receio é que PG13 mude de ideia ao participar de um projeto vencedor em outra cidade, escolha alguma outra franquia neste meio tempo e desista do seu plano inicial.

Aparentemente o time da Califorina fez algumas propostas ao Indiana, mas não conseguiu tirar George de lá – por enquanto, ao menos. Sem êxito, partiu para a segunda fase do plano e resolveu se livrar dos contratos mais incômodos do elenco. Timofey Mozgov é um deles.

O pivô russo foi uma das contratações mais bizarras do ano passado. Por mais que o novo limite salarial tivesse aumentado, pagar 15 milhões ao ano para ele era um desperdício nítido – eu falei sobre isso há um ano. Pior é que seu contrato ocuparia parte da folha angelina por mais três anos. Se o Lakers quer ir atrás de jogadores de peso, como o próprio George ou até Lebron James (dizem que pode ser um destino do jogador…), a limpa tinha que ser feita já.

Acontece que ninguém estaria disposto a pegar um abacaxi destes sem mais nem menos. O time precisava, então, colocar algum ‘ativo’ minimamente atraente no pacote para chamar a atenção das outras franquias. Aí que entra D’Angelo Russell.

O armador vivia uma pressão grande no time: era o que carregava a maior expectativa de um dia virar craque e, ao mesmo tempo, era o que despertava as maiores dúvidas. Randle já consegue ser mais consistente – tanto nas qualidades quanto nos defeitos. Ingram ainda conta com o benefício da dúvida. Russell, coitado, não desencantou como o staff do time esperava.

Se ainda é cedo para decretar se o jogador não é tudo aquilo, o Lakers tem a vantagem de ter a segunda escolha em um draft lotado de point guards. O mais bem cotado deles para a posição, já que Markelle Fultz será escolhido pelo Sixers, é Lonzo Ball. Na dúvida entre um e outro, o time escolheu abrir mão daquele que conhece e melhor – e pode saber que dali não sai muito mais coisa -, aliado à conveniência de usa-lo como fiel da balança na hora de se livrar do contrato horroroso de Mozgov.

De quebra, o time recebe uma escolha de primeiro round, que sempre teu seu valor na hora das trocas, e Brook Lopez, que é aquele pivô que ninguém vai brigar para ter (não defende nada, não pega rebotes), mas que quando está no seu time, é uma peça muito útil (é um excelente pontuador e que agora se tornou um chutador de três decente). Se vingar, combinar com o time e se sair bem, pode renovar na próxima temporada. Se não, são mais 22 milhões que saem da folha do time.

Particularmente, achei uma movimentação interessante. Posso estar sendo injusto e impaciente, mas não vejo um potencial tão grande em Russell. Acho que vale a pena arriscar a aposta em um point guard do draft e tentar persuadir Paul George. D’Angelo é, no máximo, uma estrela em potencial. George é uma de fato. Por fim, sou fã de Lopez – mesmo com todos os defeitos que tem.

É provável que o Lakers não pare por aí. Luol Deng é outro ‘elefante na sala’ da franquia e o LAL ainda tem alguns valores para despachar em busca de um cenário mais favorável na próxima temporada. No fundo, o time só quer preparar o terreno para atacar agressivamente o mercado na próxima temporada. Pode dar muito certo, como pode dar muito errado.

Fantasy: quem pegar e quem não pegar no draft da sua liga

O draft é o momento mais importante para uma liga de fantasy. É ali que os times escolhem o elenco base para o restante da temporada. Mesmo que as trocas e os free agents possam dar uma nova cara para a equipe, um bom trabalho no draft facilita muito as coisas. Pegar um ‘steal’ (um jogador que vai produzir muitos ‘fantasy points’ tarde no draft) pode dar o título para um time. Pegar um trambolho que cai de produção é fatal.

Não é fácil projetar as estatísticas do jogador de um ano para o outro – na real este é o maior desafio das ligas de fantasy -, mas existem algumas pistas que podem ajudar a ‘prever’ como será o desempenho de alguns jogadores.

Vou separar então dois grupos de jogadores. Aqueles que você deve tentar garantir para seu time e aqueles que você deve evitar.

Fique de olho!

 Giannis Antetokounmpo (GF / Milwaukee Bucks)

O ‘greak freak’ é a menina dos olhos desta temporada. Ele tem apenas 21 anos e já vai para sua quarta temporada na liga. Já mostrou que tem potencial para ser uma estrela na segunda metade do campeonato passado, quando passou a jogar como armador do time e seus números explodiram – teve médias de 18,8 pontos, 8,6 rebotes e 7,2 assistências nos 28 jogos finais da temporada.

Médias por mês na temp 15/16

Giannis: médias por mês na temporada 2015/2016

É o tipo do cara que preenche todo o box score, com boas médias em todos os atributos. Não é exagero pegá-lo no top20.

Hassan Whiteside (C / Miami Heat)

Rolou uma debandada geral entre os caras que concentravam boa parte dos fantasy points do Miami Heat. Praticamente só sobrou Whiteside. Ano passado sua “Usage %” (proporção de ações na quadra que tem participação do jogador) cresceu muito quando jogou sem Chris Bosh ao seu lado, de 17% para 23%. Suas médias também saltaram para 18 pontos e 13 rebotes. Sem Wade, então, não é difícil imaginar Hassan com médias de 20 pontos por jogo.

Nikola Jokic (FC / Denver Nuggets)

O pivô do Denver já era um excelente jogador para se ter no time, com médias excelentes de pontos e rebotes por minuto. O problema era que ele ainda não tinha muitos minutos de quadra. Agora, é de se esperar que ele fique perto de 30 minutos por jogo em quadra. No ano passado, quando teve esse tempo de ação, teve as excelentes médias de 16,5 pontos, 11,5 rebotes e 3,5 assistências. Recomendável pegar entre os 30 primeiros do draft.

Dennis Schroder (G / Atlanta Hawks)

Ser armador do Atlanta Hawks nos últimos anos, desde que a atual comissão técnica chegou, é garantia de boas médias. Jeff Teague, titular absoluto da posição até temporada passada, tinha garantidos 13 arremessos por jogo e ainda conseguia produzir mais 7 assistências e 2,5 rebotes. Isso dividindo tempo de quadra e posse de bola com o jovem Schroder. Agora, a armação do time ficou toda a cargo do alemão.

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Temporada passada, Dennis já era o nono jogador mais acionado da liga nos minutos em que estava em quadra. Mesmo que não consiga manter este ritmo, deve aumentar consideravelmente suas médias de pontos e assistências para patamares, no mínimo, similares aos de Teague nos anos passados.

D’Angelo Russell (G / Los Angeles Lakers)

Nenhum esporte pode ser tratado como uma ciência exata – a observação puramente estatística emburrece a análise. Mesmo assim, existem constatações naturais. Um time arremessa, em média, 85 bolas por jogo. Kobe Bryant, sozinho, concentrava 17 destes chutes no Lakers do ano passado. Sem o veterano, é de se esperar que Clarkson e Russell ganhem mais oportunidades para pontuar ao longo das partidas, especialmente o segundo, que é mais talentoso.

Além disso, a tendência é o time jogar em ritmo mais acelerado com o novo treinador, Luke Walton, aumentando a produção estatística dos jogadores por partida. Se conseguir se manter consistente, grande desafio dos armadores jovens, Russell se torna uma excelente opção para o meio do draft.

Myles Turner (C / Indiana Pacers)

Não tem muito segredo: o jogador se tornou o titular do Indiana e é a aposta de segundo atleta mais importante da franquia. Teve técnico demitido por lá por causa disso até. Turner teve as melhores médias de tocos dos playoffs, quando assumiu um certo protagonismo na rotação do Pacers. A expectativa é que tenha boas médias de bloqueios e rebotes.

Fuja deles!

Dwyane Wade e Rajon Rondo (G / Chicago Bulls)

Se você não quer dor de cabeça ou arriscar se decepcionar, é bom não apostar em um dos dois jogadores. Basicamente os dois precisam da bola nas suas mãos para produzir fantasy points. Acontece que o jogo só tem uma bola, RISOS. Com Jimmy Butler completando o trio, é de se esperar que o rendimento de todos caia um pouco, já que o Bulls não deve jogar muito espaçado na quadra e ainda tem uma molecada no backcourt reserva pedindo passagem.

Pau Gasol (C / San Antonio Spurs)

É arriscado apostar contra Gasol, que mesmo velho e em diferentes esquemas, sempre conseguiu se mostrar um excelente jogador de fantasy. Acontece que agora ele é jogador do Spurs e sua média de minutos deve cair. Também vai jogar ao lado de Lamarcus Aldridge, a principal referência do garrafão do Spurs.

Em uma liga que a pontuação por minutos é relevante, Gasol ainda é uma boa peça. Nas demais, perde valor para esta temporada.

Nikola Vucevic (C / Orlando Magic)

O pivô tem sido uma boa opção nas últimas temporada em um Orlando esvaziado de talento ofensivo. Agora, no entanto, deve ter concorrência na produção de FPs. Fournier e Ibaka devem ter um volume significativo de chutes por jogo. Gordon e Hezonjia podem despontar como focos no ataque em algum momento também. Além disso, terá mais concorrência no garrafão com a sombra de Biyombo.

Brandon Knight (G / Phoenix Suns)

O combo guard do Phoenix vem de altos e baixos. Ainda que tenha se firmado como um armador com médias bacanas de rebotes e pontos, Knight não é a prioridade do Suns. Bledsoe é dominante quando está em quadra e o papel de Knight deve ser preenchido pelo jovem talento Devin Booker.

Kenneth Faried (F / Denver Nuggets)

Faried sempre foi um jogador de eficiência questionável na NBA, mas sua produção em fantasy era incontestável. Ainda que seja possível ver um jogo ou outro com 20 pontos e 20 rebotes, as médias de Faried devem ser sensivelmente afetadas por uma temporada saudável de Danilo Gallinari e pela ascensão de Jokic e Nurkic.

Todo calouro é burro

“Todo calouro é burro”. Se você teve a oportunidade de entrar em uma faculdade e a infelicidade de passar por um trote não-solidário, você já ouviu esta máxima. E D’Angelo Russell, armador calouro do Lakers, nos confirmou que a assertiva é correta.

O jogador fez a besteira de gravar inadvertidamente uma conversa com Nick Young no quarto da concentração. No papo, Young responde algumas dúvidas de Russell sobre como foi a última noite em que saiu em uma balada e Young detalha que pegou uma garota na festa.

https://www.youtube.com/watch?v=x6fVCs2mwI8

Young é noivo da cantora Iggy Azalea e o vídeo mostra Russell tentando tirar as informações do colega enquanto grava a conversa sem que ele perceba. Independente do juízo de valores do homem de bem sobre manter uma relação com fidelidade e etc, o calouro cometeu uma trairagem montra.

Agora, naturalmente, ele se tornou um pária no vestiário do Lakers. Não sei se por coincidência ou não, mas seu desempenho caiu vertiginosamente nas últimas partidas. De uma média acima dos 20 pontos por jogo pós All Star Game, o jogador caiu de produção e teve partidas com só 2 e 4 pontos. Segundo Marc Stein da ESPN, os colegas de time estão dando um gelo no jogador para ver se aprende.

Young é um cara totalmente dispensável no elenco do Lakers, faz merda pra caralho, está respondendo a uma acusação de assédio sexual a uma garota que passou do lado do carro dele em Los Angeles e etc, mas Russell tem muito o que aprender sobre camaradagem, companheirismo e vida em grupo. Tudo bem que ele é um moleque de 19 pra 20 anos e vai fazer muita besteira na vida, mas isso não vai ajudá-lo em nada.

Se as últimas semanas de temporada serviriam para que os calouros do Lakers, especialmente Russell, jogasse tudo que pode para se desenvolver ao máximo, parece que o próprio jogador conseguiu sabotar suas oportunidades. Burro mesmo.

Único acerto de alguém que só erra

É muito difícil avaliar o trabalho de um técnico. Não sei se por falta de informação, por ser um moleque ou sei lá o que, mas em algum momento pareceu que Byron Scott era um bom técnico. Isso lá na virada dos anos 90 pros 2000, quando ele comandou o New Jersey Nets campeão da Conferência Leste. Parecia. Todos os trabalhos seguintes de Scott foram desastrosos o que nos faz ter certeza que ele sempre foi um técnico ruim que teve sorte vez ou outra.

Neste ano, o pouco que dá para ver do trabalho de Scott é absolutamente condenável. Sua missão era perder, a fim de garantir uma boa escolha de draft, mas, em contrapartida, fazer com que a molecada do Lakers jogasse para ganhar rodagem. Perder para todo mundo era uma tarefa fácil, que ele tem conseguido realizar magistralmente, mas Lord Byron conseguiu complicar o seu segundo objetivo de desenvolver um elenco jovem.

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Byron Scott finalmente fez algo decente: parou de encher o saco da molecada

Ao cair na pressão de fazer Kobe jogar como quisesse na sua temporada de despedida, Scott colocou D’Angelo Russell no banco e tirou tempo de jojo de Julius Randle. Pior: criticava a dupla publicamente sempre que podia, jogando os dois garotos na fogueira. Não é preciso ser nenhum expert em psicologia para saber que alguns caras reagem bem a isso e outros não. Russell e Randle se enquadram no segundo grupo e Scott não se tocou disso.

Depois de meses forçando a barra com os dois, Scott jogou a toalha – não sei se por pressão do front office do time ou se pelas necessidades do time – e largou mão do seu método de desenvolvimento pessoal para seus atletas. Simplesmente de uma hora para outra avisou todo mundo que os dois seriam titulares até o final da temporada, independente da situação.

Foi a melhor coisa possível. Desde que Scott fez o anúncio, Russell está com números de Calouro do Ano: 21 pontos, 4 rebotes e 5 assistências por jogo. Randle também evoluiu, ainda que discretamente, e passou a ter médias de 14 pontos e 10 rebotes.

Na noite desta terça-feira, Russell anotou 39 pontos na vitória do time angelino contra o Nets. Foi a melhor exibição de um calouro com a camisa do Lakers desde que o time está em Los Angeles – só Elgin Baylor tinha feito mais pontos no seu primeiro ano pelo time, quando ainda jogava pela cidade de Minneapolis. Nada mal.

O triste é que a teimosia do treinador por boa parte da temporada levantou uma série de suspeitas sobre a qualidade dos jogadores, especialmente Russell, escolhido na segunda posição em um draft recheado de bons jogadores. Não dá para cravar, só por isso, que ele será uma grande estrela do jogo, mas certamente seu desempenho recente corresponde mais às expectativas do que as médias anteriores de 8 pontos e 3 assistências.

Por fim, se o Lakers conseguir uma boa escolha no próximo draft, o mais recomendável seria não repetir os mesmos erros, e escolher um técnico com um histórico melhor no desenvolvimento de jogadores – ou corremos o risco de ver alguns dos hypados Ingram e Simmons questionados por um bom tempo.

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