Tag: Demarcus Cousins

#Fera: Os Pelicans podem estar bem na tabela, mas e a ‘experiência Davis-Cousins’ falhou

Os Pelicans podem estar bem na tabela, mas a ‘experiência Davis-Cousins’ falhou

#Fera: Raivoso, Kevin Durant tem que descontar a mágoa na bola e não nos outros

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[Previsão 17/18] Pelicans: o teste da contracultura do basquete

Goste ou não, o sucesso do Golden State Warriors influenciou a NBA como um todo. Posições bem definidas são obsoletas, jogo cadenciado está por fora, arremessos próximos ao aro não parecem mais inteligentes. Jogar com pivôs de verdade, explorando o post, então, é jurássico.

O New Orleans Pelicans não concorda com isso. O time ousou ao, ano passado, oferecer um pack por um ano e meio de contrato de DeMarcus Cousins, um dos melhores pivôs da NBA atualmente. O curioso é que o time já tinha em seu elenco outro excelente jogador de garrafão, Anthony Davis, formando uma dupla que cairia muito bem no modelo de jogo dos anos 80 e 90, mas que hoje é coisa rara de se ver.

Depois de um período duro de adaptação, as coisas se acertaram e por pouco que o Pelicans não conseguiu uma vaga nos playoffs praticando a contracultura do basquete.

Para este ano, a montagem do elenco ficou ainda mais esquisita: Rajon Rondo se junta a Jrue Holiday na armação, dois jogadores esguios, que não são bons chutadores de fora e que dominam muito a bola. Sinceramente, não há como prever o desempenho deste quarteto – por mais que Cousins e Davis sejam jogadores que saibam chutar de todos os cantos da quadra. A formação é absolutamente diferente de tudo que vemos na liga atualmente.

Sobra talento, mas o time parece muito unidimensional. Ao mesmo tempo, parece que nenhuma equipe será capaz de enfrentá-los em um matchup 100% favorável. Sempre, se alguma forma, parece que o Pelicans terá um escape para atacar.

Partindo deste princípio, dá para imaginar o New Orleans sendo páreo duro contra qualquer time da liga. Se o esquema funcionar, o time com certeza briga por playoffs. Se demorar para engrenar, pode ser desastroso, e até custar a permanência de Cousins para a próxima temporada.

Offseason
A franquia trabalhou discretamente, mas bem. Contratou o sempre útil Tony Allen e buscou o confuso, mas inegavelmente competente Rajon Rondo (que teve uma boa temporada jogando ao lado de Demarcus Cousins em Sacramento).

Time Provável
PG – Rajon Rondo / Ian Clark / Frank Jackson
SG – Jrue Holiday / Tony Allen / Jordan Crawford / E’Tawn Moore
SF – Darius Miller / Solomon Hill / Dante Cunninghan
PF – Anthony Davis / Cheick Diallo / Perry Jones
C – Demarcus Cousins / Alexis Ajinca / Omer Asik

Expectativas
Acredito que o New Orleans Pelicans briga por playoffs neste ano, com alguma chance do time engrenar e se garantir sem passar sufoco. Como o elenco não tem muita profundidade, alguma lesão em um dos principais jogadores pode ser bastante prejudicial.

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Dupla recompensa

Fazia tanto tempo que anunciavam que o Sacramento cedo ou tarde iria trocar Demarcus Cousins que eu já nem acreditava que iria acontecer de fato algum dia. Aconteceu hoje.

O Kings despachou seu pivô metade estrela metade problema pro New Orleans Pelicans em troca de uma escolha de draft, Buddy Hield, Tyreke Evans e Langston Galloway.

Já falo melhor sobre como cada time fica. Mas pra mim a troca é uma ironia recompensadora para dois dos maiores jovens talentos individuais da NBA na atualidade.

Cousins, apesar de ser o melhor pivô da liga naturalidade, é tratado com desprezo por uma parcela das pessoas pelo seu temperamento complicado. Não acho que seja inteligente tomar uma falta técnica por jogo, mas sua qualidade em quadra não é algo que se possa abrir mão. Apesar de todos os problemas, Cousins é o tipo de jogador que vale tudo a pena. A cagada aqui foi que o Kings nunca teve um time decente que fosse além do seu franchise player – e mesmo assim tem brigado pela última vaga dos playoffs deste ano.

Anthony Davis, em diferente medida, sofre de um mal parecido em New Orleans. Tem um talento enorme que não é acompanhado pela sua franquia. Acaba sendo ridicularizado por ter assinado uma extensão de muitos anos com um time que toma decisões técnicas muito questionáveis para se reforçar – por exemplo, apostar dezenas de milhões no basquete de Salomon Hill.

Acho a negociação, portanto, uma recompensa aos dois, que tanto precisavam de um jogador de calibre para jogar ao lado e nunca tiveram. Falando do jogo em si, acho que tem boas chances de render uma química interessante. Cousins deve fazer o seu jogo de sempre, com muito volume dentro do garrafão, muita briga por rebotes um ou outro contra ataque puxado que bem um maluco.

Davis, por sua vez, é o cara que tem técnica e refinamento para se adaptar ao colega. Habilidade para bater bola e iniciar as jogadas como um point forward ele tem. Mobilidade e chute também. A vontade de ser um ala sempre existiu. Só faltava alguém melhor do que ele pra jogar lá dentro – e Cousins é o melhor da NBA pra isso. Para finalizar, a defesa de um complementa a preguiça do outro.

Vale lembrar que ambos são crias da Universidade de Kentucky, o que tem alguma chance de colaborar no encaixe e na boa vontade dos dois.

É verdade que a franquia sai com menos profundidade no grupo de jogadores. Exceto Jrue Holliday e a dupla, mais ninguém presta neste elenco. Mas quem na NBA tem uma dupla tão fudida assim? São pouquíssimos times. Vale a pena o risco.

Já o Sacramento conseguiu abrir mão da única coisa interessante que o time teve nos últimos anos. Terá duas escolhas de draft neste ano, legal, mas quando este time terá condições de ganhar algo? Impossível dizer. Até lá, o time arranja uma outra forma de se sabotar – tem sido assim sempre.

Palpites para reservas do All Star Game

Divulgados os titulares do All Star Game do dia 19 de fevereiro, agora é o momento de especular quem deve ser reserva do jogo. A discussão tem sua importância porque o número de vezes que um jogador vai para o Jogo das Estrelas é um critério usado desde os gatilhos de contrato (‘se fulano for all star tantas vezes, seu salário aumenta em 10%’, ocupando ainda mais a folha salarial e impactando na formação dos times) até para entrada ou não no Hall da Fama.

A definição dos titulares, você sabe, é um ‘concurso de popularidade’, que neste ano teve algumas mudanças de regras e ponderações. Até por isso, os reservas são escolhidos pelos head coaches, com, em tese, critérios técnicos sobre quem está melhor na temporada.

Levando isso em conta, aqui vão os meus palpites para reservas do All Star Game (lembrando que em cada conferência devem ser escolhidos dois armadores, três alas ou pivôs e dois ‘coringas’ de qualquer posição):

LESTE

Armadores
Isaiah Thomas – Na minha opinião, foi a grande ausência entre os titulares. Além de ser um dos cinco caras mais decisivos da liga atualmente e estar carregando o time do Boston a uma briga pelo segundo lugar da conferência, Isaiah é a cara do All Star Game. Precisa ser um malabarista para sobreviver em um jogo em que os menores rivais são pelo menos 20 centímetros maiores do que ele.

John Wall – A função de ‘armador na conferência Leste’ é a que tem o mercado mais saturado na NBA atualmente. Tem muita gente boa, o que faz desta segunda escolha a mais difícil de todo o conjunto de reservas. Vou de John Wall por estar com uma temporada insana, ser o líder de um Washington Wizards em ascensão, quase imbatível em casa. Pesa aqui o fato do jogador ser um craque na defesa também, ser acrobático, rápido, atlético e ter plenas condições de dar show no jogo (ele já foi até campeão no torneio de enterradas!).

Alas/pivôs
Kevin Love
– Se tinha alguém que poderia ameaçar pintar no trio titular do frontcourt do Leste no lugar de Jimmy Butler, era Kevin Love. O jogador do Cleveland Cavaliers ressuscitou nesta temporada, voltando à forma mais parecida possível da época que era uma estrela solitária no Minnesota Timberwolves.

Paul George – George está levemente abaixo das expectativas neste ano. Talvez por conta do time não ter decolado como se esperava ou por estar em uma posição diferente dos últimos dois anos, não sei, mas a verdade é que eu imaginava que ele fosse se consolidar como segundo melhor jogadores do Leste nesta temporada. Mesmo assim, ainda merece uma vaga no jogo. Seu desempenho nos momentos decisivos da partida fazem dele um dos atletas mais ‘clutch’ da atualidade.

Paul Millsap – O ala do Atlanta Hawks é um robô. Extremamente eficiente, craque nos dois lados da quadra e líder de uma equipe que se mantém na metade de cima da zona de classificação do Leste, mesmo completamente reformulada. Quase ninguém nota, mas Millsap mantém as mesmas médias excelentes há quatro anos – e nos últimos três foi all star, logo não há porque questionar se ele vai ou não para o jogo neste ano. Ah, tudo isso TEMPERADO pelo fato de que ele é um dos nomes mais frequentes na rede de boatos de trocas da temporada. Mesmo assim, continuou bem.

Coringas
Kyle Lowry – Dependendo do critério, Lowry poderia ser titular do Leste, já que é efetivamente o cara que faz todo mundo no Toronto jogar melhor, inclusive Demar Derozan, seu colega que está no quinteto principal – a imprensa hipster dos EUA defende essa tese, inclusive. Não discordo disso, mas acho que Lowry é refém da sua eficiência discreta e de uma competição cruel na armação do Leste. Derozan tem a seu favor o fato de ser shooting guard, de ser o cestinha do time e de estar mais vezes nos ‘melhores momentos’. Neste ano, então, Demar ficou com ‘a cota do Raptors’ para ser o titular. Coloquei Lowry atrás de Wall e Thomas apenas pelo ‘fator espetáculo’.

Kemba Walker – Sim, mais um armador aqui. Kemba começou a temporada com um desempenho digno de ser titular do All Star Game, pontuando muito e carregando o Hornets para uma das melhores campanhas do Leste (na época, terceiro lugar). De dezembro em diante, o time caiu de rendimento e agora está apenas no bolo para se classificar. Em todo caso, Kemba continua sendo um baita pontuador, mais consistente que seus concorrentes pela última vaga no jogo.

Podem aparecer
Eu queria muito colocar Joel Embiid, ser humano mais maravilhoso do planeta Terra nos últimos meses. Seus números são excelentes, ele teria entrado como titular pela votação popular e seria legal ter um pivozão de ofício pra brigar com os ‘bigs’ do Oeste, mas o número restrito de partidas jogadas e os poucos minutos fazem com que ele fique com menos chances de entrar na seleção. Também acho que Jabari Parkers, ala do Milwaukee Bucks, seria um bom nome para figurar no time. Correndo por fora, Hassan Whiteside tem alguma chance, mas não é um cara que me agrade muito – caiu muito de rendimento e o time é um lixo.

OESTE

Armadores
Russell Westbrook – Não tem nem o que comentar. Principal ausência entre os titulares. Entendo que Stephen Curry tenha sido escolhido, ainda que Westbrook e Harden sejam os melhores jogadores da temporada. Curry é um dos atletas mais populares da NBA na atualidade e vem de dois anos surreais. Mas não é possível que os três estejam entre os titulares, então Westbrook é, com certeza, uma presença garantida entre os reservas.

Klay Thompson – Escolha muito difícil aqui. Naturalmente o correto seria colocar Chris Paul, mas ele está machucado e terá que ser substituído por alguém (a lesão pode fazer com que os técnicos nem o escolham, não sei). Como não há nenhuma unanimidade entre os demais armadores do Oeste, fui naquele que acho que é o mais talentoso, está no melhor time e teve performances mais impressionantes – Klay marcou 60 pontos neste ano já em uma partida.

Alas/pivôs
Demarcus Cousins
– Acho que Cousins ameaçava a posição de Anthony Davis entre os titulares, mas o desempenho de Davis nos últimos meses e suas estatísticas o garantiram entre os cinco. O pivô do Sacramento é espetacular, não existe qualquer discussão se ele merece ou não estar nesta lista. Seu único problema seria se fosse TROCADO antes do jogo para um time do Leste, já que sempre está nos boatos de trocas.

Marc Gasol – O espanhol vem tendo uma temporada espetacular. Segurou a onda do time sozinho quando todo mundo do Memphis se machucou. Pela primeira vez na carreira está com uma média superior a 20 pontos por partida e em quase todos os outros atributos está com um desempenho melhor do que em 2014/2015, quando foi titular no jogo.

Draymond Green – Questiona-se se o Golden State Warriors merece quatro jogadores entre os all stars. Acho que sim. O time vem muito forte e conta com uma concentração absurda de talentos individuais. Green é um deles. É um dos sérios candidatos a melhor defensor do ano e é um monstro em todos os aspectos do jogo.

Coringas
Gordon Hayward – É impressionante a evolução do Utah Jazz ao longo das últimas temporadas e a personificação disso é Gordon Hayward. O ala do time vem melhorando sua participação gradativamente. Um exemplo disso é que ao longo das últimas seis temporadas, sempre Hayward aumentou sua média de pontos. Além disso, ele é um defensor exemplar no time que tem a melhor marcação da liga.

Damian Lillard – Aqui eu fiquei muito na dúvida, mas coloquei o jogador que eu acho que é mais craque. Lillard é um dos jogadores com basquete mais vistosos da liga. Um talento puro. Além disso, tem anotado excelentes números.

Podem aparecer
Eu fiquei muito na dúvida entre Lillard e Mike Conley, armador do Memphis Grizzlies e jogador mais bem pago da NBA. Conley tem sido excelente, com médias superiores aos anos anteriores. Além disso, ninguém esperava que o time fosse a quarta força do Oeste. Muito disso se deve a ele. Rudy Gobert é outro nome que pode pintar, mas duvido que coloquem tantos pivôs assim na reserva – se ele entrar, Gasol sai, acho.

Embiid, Cousins e suas campanhas de All Star

A votação para os jogadores titulares do All Star Game de 2017, que acontecerá em New Orleans, se encerra na segunda-feira, 16. Nas duas parciais divulgadas até agora, o resultado foi o mesmo: Kyrie Irving, Dwyane Wade, Lebron James, Giannis Antetokounmpo e Kevin Love foram os mais votados do Leste e Stephen Curry, James Harden, Kevin Durant, Kawhi Leonard e ZAZA PACHULIA são os líderes do Oeste.

A seleção leva em conta o que os caras têm feito até o momento mas, sobretudo, é um concurso de popularidade, o que justifica algumas ~não conformidades nos resultados parciais. Mas, se fosse levar em consideração as CAMPANHAS de cada jogador, certamente Joel Embiid, melhor ser humano da terra, e Demarcus Cousins TERIAM que ser selecionados para o jogo do dia 19 de fevereiro.

O carisma e os esforços do pivô camaronês do Philadelphia já são manjados. Mesmo antes de estrear pelo Sixers neste ano, Embiid já era uma estrela das redes sociais, flertando com Rihanna, fazendo piadas sobre sua recuperação física lenta e tudo mais. Com o início da votação para o Jogo das Estrelas, a genialidade de Joel ficou ainda mais evidente.

Para começar, desenterrou uma história de 2014 de que tomou um fora e que a garota disse que só daria bola para o jogador quando ele se tornasse um all star. Só isso rendeu a ele 53 mil votos para o jogo – já que cada retweet conta como um voto.

Embiid também teve a pachorra de evocar a alma do ex-general manager do Sixers, Sam Hinkie, que conduziu o questionado processo de reconstrução do elenco e que foi demitido ano passado, justamente quando a franquia dava seus primeiros sinais de recuperação.

Apesar da demissão ter sido conturbada e Hinkie ter saído magoado, o executivo não resistiu ao carisma e cara de pau do atleta.

Além, claro, de mandar aquela clássica piada do ‘RT falso’, só que nesse caso, inventando que o controverso presidente americano teria votado nele.

Se por tudo isso Embiid tinha que estar entre os titulares do Leste, Demarcus Cousins é quem tem sido o MVP do marketing na conferência Oeste.

Nem tanto pela campanha que ele tem feito para ele mesmo – até o momento, o jogador se limitou a prometer que gravaria um álbum de R&B caso fosse selecionado como titular -, mas principalmente pelo tanto que o Kings e seus torcedores tem se esforçado para que ele seja um dos escolhidos, sempre recorrendo a campanhas bem boladas.

A melhor delas, sem dúvidas, foi uma postagem do perfil oficial do Sacramento que usa a polêmica entrevista pós-jogo de Cousins em que ele repete umas setecentas vezes “ITS RIDICULOUS” ensandecido até que tenha seu microfone cortado mesclada com a classificação da primeira votação, em que mostra Demarcus muito atrás de Zaza Pachulia.

O mesmo perfil postou um time bem plausível para o All Star Game e convidando para que os torcedores que concordassem com aquela votação clicassem no botão de retweet – com a malandragem de que os nomes de todos os outros jogadores, exceto de Cousins, estavam escritos com alguma coisa errada, fazendo com que somente os votos para o jogador do Kings fossem contabilizados – já que a ferramenta só reconhece quando os nomes dos jogadores estão escritos com a grafia correta.

Por último, um torcedor prometeu que se sua postagem passasse dos 25 mil compartilhamentos, sua mulher aceitaria que seu filho por nascer fosse batizado de Demarcus Cousins – e, para infelicidade da criança, o post já passou dos 27 mil compartilhamentos.

Só nessas três brincadeiras, Cousins já angariou 50 mil dos seus 380 mil votos.

É bem provável que, ainda assim, não sejam suficientes para levá-los ao All Star Game, mas bem que eles mereciam.

Quero ser grande

Parece óbvio que, independente do que aconteça nos próximos quatro meses de temporada regular e outros dois meses de playoffs, os dois times que se enfrentarão na final da NBA serão Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, numa inédita terceira vez seguida.

E, se existe alguma mínima chance disso não acontecer, as apostas rondam San Antonio Spurs e Houston Rockets, outras sólidas forças do Oeste que parecem ter alguma possibilidade de engrossar o caldo e descolar uma vaga na final. Qualquer coisa além disso seria uma surpresa brutal.

Abaixo deles, há um time que se descola das outras 25 equipes da NBA. O Toronto Raptos parece estar na segura, porém incômoda posição de estar praticamente garantido na final do Leste, mas praticamente sem chances de bater o Cleveland Cavaliers em uma série de playoffs.

O time até tem totais condições de se manter na mesma toada do principal rival durante a temporada regular. Muito bem treinado, com um núcleo entrosado e eficiente, o Toronto não deve encontrar nenhuma dificuldade para se garantir com a segunda posição da conferência. Mas no mata-mata, diante de um Lebron em “playoff mode” e de um Cleveland com Kevin Love e Kyrie Irving jogando tudo que podem, a história é outra.

Nem compro aquela ideia de que o time ‘afina’. A campanha do ano passado comprovou que mesmo quando Lowry e Derozan não correspondem às expectativas, o time tem condições de ganhar dos demais concorrentes. O problema mesmo é que a qualidade do Cavs, atual campeão da NBA, é quase insuperável no Leste no momento.

O dilema, então, começa aí. Com alguns times flertando com a reconstrução total dos seus elencos, Toronto tem a possibilidade de ir atrás de algum nome de peso e levar seu grupo de jogadores a outro patamar ainda neste ano. Dos nomes mais óbvios do mercado atualmente, tanto Demarcus Cousins quanto Paul Millsap seriam suficientes para tornar o time canadense um ‘contender’.

A franquia é, também, uma das que tem as melhores moedas de troca neste momento para times que querem formar uma equipe vencedora no futuro. Dos seus 15 jogadores, sete estão em seus contratos de calouro.

O porém é que uma mexida agora pode comprometer o futuro da franquia. Além de abrir mão de um punhado de jovens talentos em franca evolução e com contratos baratos, isso levaria o time a concentrar suas forças nas estrelas do time que, neste caso, seriam jogadores já veteranos sem contratos garantidos. Para complicar, Lowry se torna free agent ao final da temporada e, aos 31 anos, muito possivelmente vai forçar a barra para assinar uma extensão no valor e duração máxima, comprometendo boa parte da folha salarial do time com um jogador que em alguns anos deve começar a perder rendimento.

Ainda que seja arriscado, possa comprometer o futuro da franquia e não existam garantias de que o time vá realmente conseguir bater o Cavs, Golden State ou qualquer outro time, acho que é um passo que deve ser dado. É a chance mais clara de Toronto chegar a um lugar que jamais ocupou na NBA. É a oportunidade do Raptors mostrar que é tão grande quanto os principais concorrentes ao título.

Kings não deve trocar Cousins agora

Demarcus Cousins é um animal incontrolável. Pior: é um animal incontrolável puto com seu time disfuncional e que esta a um ano e meio do final do seu contrato. Por causa disso, há algum tempo existe uma campanha para que o Sacramento Kings troque o jogador. A ideia é que, além de passar o ‘problema’ para frente, para um time que precise mais do seu talento e tenha melhores condições de domá-lo, a franquia não fique de mãos abanando caso o Demarcus resolva assinar com algum rival no verão americano de 2018, quando seu contrato se encerra.

O coro foi engrossado nas últimas semanas, quando Cousins conseguiu aumentar a frequência das polêmicas já habituais – as duas principais, quando cuspiu o protetor bocal no banco adversário, foi expulso do jogo, dai os juízes voltaram atrás e ele voltou para a partida e quando ameaçou sair na mão com um jornalista IDOSO do Sacramento Bee que tinha feito uma coluna criticando seus hábitos noturnos e possíveis más influências.

Desde o começo acho essa história uma besteira enorme! Ainda que seja um louco varrido, Demarcus é o que de melhor aconteceu para Sacramento nos últimos anos. Desde Chris Webber, nunca um jogador tão talentoso tinha vestido a camisa da franquia. É justo tratar como se a única jogada inteligente fosse justamente se desfazer dele?

Veja que atualmente, mesmo com todos os problemas, com um time ainda bagunçado, é ele que tem carregado a franquia inteira nas costas em uma campanha que, pela primeira vez em anos, flerta com os playoffs – está na oitava posição neste momento. Não existe absolutamente nenhum sentido em defender que Sacramento despache seu craque pelos seus problemas desconsiderando suas qualidades, o momento da equipe e suas possibilidades de sucesso.

No final das contas, me parece que toda esta história, desde o começo, acontece porque Kings é uma franquia pequena, uma das menores da NBA, e tem em suas mãos um talento que muitos não julgam digno de um time daquele porte. A turma, A MÍDIA, as outras torcidas acham que é mais justo ver um All NBA com uma camisa de peso, lutando no topo da tabela, mas não pensam que, para o Kings, um cara como Cousins é a esperança de ser alçado a um novo patamar.

Fica mais claro ainda quando lembramos que esse papo rola há pelo menos um ano e meio, quando Cousins estava A TRÊS ANOS do final do seu contrato – uma época em que essa campanha justificada pelo suposto ‘valor de mercado’ era absolutamente surreal.

Analisando friamente, se for para trocá-lo, é até melhor esperar o pior momento ’emocional’ de Cousins passar, torcer para uma improvável calmaria nas suas polêmicas e, de quebra, mostrar aos outros times que dentro de quadra ele é um dos jogadores mais decisivos do jogo, capaz de brigar com times muito mais preparados do Oeste.

Que seja em fevereiro, quando o prazo para trocas desta temporada se encerra, ou na offseason. Mas, fazer isso agora é o tipo de movimento que não faz o menor sentido para ninguém – só para quem quer vê-lo com outra camisa mesmo contrariando qualquer lógica.

[Previsão 16/17] Kings: o caótico reino de Cousins e mais ninguém

De longe, o time mais zoenado da NBA é o Sacramento Kings. Pior do que o Nets (que o grande mal é não ter qualquer perspectiva), o Sixers (que perdia tudo que podia, mas pelo menos era de propósito) ou qualquer outro time da liga. As pataquadas do front office são várias: demitiu nove técnicos em nove anos, não ganha uma série de playoffs desde a década passada, manteve por um ano inteiro um técnico odiado pelo melhor jogador do time (e não fez nada com o jogador) e uma série de outras coisas. É uma franquia totalmente desgovernada que orbita ao redor do melhor e mais polêmico pivô da NBA.

Ainda que tenha um ou outro talento, esta temporada será, apenas, o último ato deste drama todo com DeMarcus Cousins como protagonista – a temporada seguinte será a última do jogador sob contrato com o time e, diante da falta de perspectiva, o mais natural seria trocá-lo ao final do ano.

Se por um lado o time foi bem na contratação de Arron Afflalo para ala-armador titular e ao assinar com Dave Joerger, a sina caótica do Kings persiste na possível suspensão do armador Darren Collison por 24 jogos por violência doméstica, na manutenção do decadente buraco negro Rudy Gay e na contratação do vertiginoso Ty Lawson.

Offseason
Times ruins têm a chance de renovarem suas chances via draft. O problema do Sacramento é o fascínio por pivôs. Os dois jogadores mais talentosos do elenco são da mesma posição e, não satisfeitos, os dirigentes do Kings escolheram mais dois atletas de garrafão (Georgios Papagiannis e Skal Labissiere). A decisão rendeu um puxão de orelha público de Cousins em seu twitter:

kings

Time Provável
PG – Darren Collison / Ty Lawson / Garrett Temple
SG – Arron Afflalo / Ben McLemore
SF – Rudy Gay / Omri Casspi / Matt Barnes
PF – Willie Cauley-Stein / Skal Labissiere
C – DeMarcus Cousins / Kosta Koufos

Expectativa
A única coisa boa vai ser curtir as tretas, o talento e a intensidade de Cousins, um dos jogadores mais divertidos de se assistir na NBA. Fora isso, não há muita chance do Kings ser melhor do que alguém no Oeste além de Lakers e Suns.

Jordan, Cousins e Derozan vão à zona “por engano” no Rio

Aham, todo mundo acredita em vocês, DeAndre Jordan, DeMarcus Cousins e DeMar Derozan. Segundo o maravilhoso site de fofocas americano TMZ, os jogadores americanos entraram em uma “balada caliente para desfrutar dos prazeres mais primitivos do homem” por engano.


Eles resolveram sair do luxuoso cruzeiro onde estão hospedados para dar um rolê pela noite carioca e entraram no que o site chamou de ~bordel. A justificativa foi a melhor, segundo o TMZ: os atletas entraram no estabelecimento achando que era um spa.

PORRA QUEM VAI NUM SPA COM OS PARCEIRO DE MADRUGADA?

Outros três jogadores do elenco acompanhavam o trio, mas não foram identificados.

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