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#Fera: A cabeça de Derrick Rose é um problema maior do que seus joelhos machucados

A cabeça de Derrick Rose é um problema maior do que seus joelhos machucados

Um problema na armação do Cavs

Não deveria ser nenhuma surpresa: quando o Cleveland Cavaliers contratou Isaiah Thomas e Derrick Rose, era de se esperar que a armação do time pudesse, eventualmente, ficar seriamente desfalcada. Thomas já estava lesionado quando chegou ao time – a ponto do Cavs fazer doce para concluir a troca, pedindo compensações maiores ao Boston Celtics – e Rose é um jogador de histórico complicadíssimo. Acho que a franquia apostou em ambos por saber que, no final das contas, Lebron James é o principal organizador do time em quadra.

O que eu nem o Cleveland imaginava é que James teria que assumir oficialmente o papel de point guard da equipe tão cedo. Isaiah ainda está há um bom tempo do seu retorno e Derrick Rose virou o pé logo na sua segunda partida com o time.

Ter Lebron nesta posição não chega a ser um problema em si. Na verdade, pensando estritamente nos matchups com os rivais, é até uma vantagem: por ser imenso e ainda assim ágil, sua presença representa um obstáculo quase que sobrenatural para os armadores adversários.

(Divulgação/Cleveland Cavaliers)

Como geralmente os alas adversários continuam marcando Lebron, o point guard rival acaba caindo para marcar Jae Crowder, Dwyane Wade, JR Smith ou Iman Shumpert, em um mismatch que eventualmente pode favorecer os jogadores do Cleveland.

Isso em um, dois jogos é bacana. Em vários, é um problema. Aliás, um problema conhecido do Cavs. Nos anos passados, Lebron James reclamava da falta de reposição de Kyrie Irving na armação, que acabava o sobrecarregando.

Sem organizadores reservas, Lebron tinha que passar muito tempo em quadra na maratona de 82 jogos, de desgastando para uma eventual batalha nos playoffs. Não acho que uma coisa tenha uma relação direta com a outra, mas ano passado James foi o líder em minutos em quadra da NBA e o Cleveland Cavaliers foi atropelado nas finais.

O time até buscou um armador para desafogar a criação do time. Deron Williams chegou mas não ajudou muito. Para este ano, a ideia era dar profundidade à formação. Além de Thomas e Rose, o time buscou Jose Calderson e Dwyane Wade, que pode fazer às vezes de point guard puxando o ataque – ainda que não dê mais conta disso na defesa hoje em dia.

O problema aqui fica nos detalhes. O Cavs não quer desgastar Lebron, mas ao mesmo tempo vê como mais eficiente jogar Wade para rotação reserva, Calderson parece que não dá conta de jogar mais do que 15 minutos por partida, Rose não é do tipo de cara que vá voltar antes de estar 100% e Thomas tem uma lesão séria a ponto de não ser inteligente apressar as coisas. Assim, Lebron é que tem que se virar como armador do time mesmo, por mais que a maior preocupação dele e do front office fosse povoar a posição.

Não seria de se espantar que, caso Rose continue com algum problema físico e Thomas tenha sua recuperação atrasada por algum motivo, pelo terceiro ano consecutivo o Cavs tenha que ir ao mercado buscar mais um jogador para completar a rotação na criação de jogadas.

Até lá, Lebron terá que se ver em um papel que ele não contava que fosse desempenhar tão cedo e por tanto tempo. Que essa conta não seja cobrada no final do campeonato.

O dia que eu fui a um opening night da NBA

A temporada da NBA começa hoje e, como de costume, grandes clássicos foram programados pelo iluminado rapaz que faz o calendário da liga. O Cleveland Cavaliers recebe o Boston Celtics, no encontro que reúne os dois melhores times do Leste e já coloca, logo de cara, Kyrie Irving contra seu ex-time. Mais tarde, o Houston Rockets, badalado desde a chegada de Chris Paul, vai a California enfrentar o atual campeão Golden State Warriors.

Há quatro anos, eu fui a uma noite de abertura da temporada da NBA também. Não tinha todo o tempero das centenas de trocas de jogadores deste ano, mas também estava carregada de expectativas – e tinha alguns dos personagens dos jogos de hoje.

O jogo que fui era um Miami Heat e Chicago Bulls, na Florida. Lembro que paguei caro pra cacete em um ingresso e fiquei lá na quinta da American Airlines Arena. Nada que prejudicasse o espetáculo ou visibilidade, mas já dá uma boa dimensão de como o jogo era badalado.

O Heat tinha acabado de se consagrar bicampeão da NBA. A campanha anterior do time tinha sido espetacular. Lebron James, Dwyane Wade e Chris Bosh levaram o time a uma série de 27 vitórias consecutivas durante a temporada regular – a segunda mais sequência da história da NBA – e venceram o San Antonio Spurs naquela série dramática, em que Ray Allen meteu um chute salvador para levar o sexto jogo para a prorrogação depois do Miami estar perdendo por uma diferença de 13 pontos.

O jogo, mais do que a abertura da temporada, foi uma celebração em homenagem à campanha passada, a mais espetacular da história da franquia. Eu lembro que ainda era uma novidade aquela projeção em 3D no piso da quadra e fizeram uma contagem regressiva lembrando as 27 vitórias seguidas. Alucinante!

Eu fiquei meio em transe naquele momento, encantado com tudo que passaram ali e turbinado pela cerveja – era o último dia das férias, tinha como objetivo gastar os últimos dólares da viagem em bebida e estava deslumbrado por poder, novamente, ver um jogo tomando cerveja – prazer do qual somos privados aqui em boa parte dos estados nos jogos de futebol.

O jogo era contra o Chicago Bulls, o único rival à altura para uma rodada de abertura. A maior expectativa rondava Derrick Rose. O jogador tinha sofrido a lesão mais séria da sua carreira até então, que o tinha tirado de ação por uma temporada inteira. Antes da catástrofe, o Chicago tinha sido a equipe de melhor campanha na conferência.

Os times também tinham se enfrentado na semifinal de conferência da temporada anterior. Desfalcado, o Bulls perdeu para o Heat por 4 a 1.

Eu pessoalmente também estava empolgadaço por estar no meu primeiro jogo in loco da NBA e por poder torcer para um dos principais jogadores do meu time no fantasy daquele ano, o ídolo Joakim Noah.

Eu pendurado no teto da American Airlines Arena

O negócio é que tudo foi sensacional, excitante e vibrante até que, de fato, começasse. Depois de um primeiro quarto morno, o Miami Heat ativou o modo apelão e atropelou o Bulls. No meio do segundo período, o time de Lebron engatou 15 pontos seguidos e abriu o placar em 39 a 20. Pronto, mal tinha começado e o jogo já tinha acabado.

O desenrolar da temporada também foi frustrante para os envolvidos: Heat perdeu o título para o Spurs, Lebron saiu do time, Rose teve mais um ano complicado com apenas 10 partidas jogadas e o Bulls cambaleou até que Tom Thibodeau caísse duas temporadas mais tarde.

Não sei se eu sou o pé frio ou se essa é uma lição de que a expectativa da estreia pode não ser nada mais do que uma boa dose de adrenalina represada, às vezes um pouco distante do que pode acontecer de fato.

Em todo caso, foi legal – apesar do Noah ter sido um lixo, ter terminado com ridículos dois pontos e me ferrado no jogo de estreia do fantasy.

Que a temporada, essa de agora, termine tão bem quanto promete começar.

[Previsão 17/18] Cavaliers: mais um ano, a mesma missão

Não é porque o Cleveland Cavaliers teve uma offseason muito tumultuada, porque seus rivais do Leste e do Oeste se reforçaram substancialmente, porque uma das suas estrelas e herói do titulo saiu do time, que a missão do time para este ano se diferencia das temporadas passadas. O Cleveland Cavaliers ainda é a maior e mais real chance de tirar o título das mãos do favorito Golden State Warriors.

No que depende do próprio time, até o momento, tudo tem corrido bem e as eventuais adversidades que surgiram foram superadas com certa tranquilidade.

Kyrie Irving pediu para ser trocado? O time conseguiu um retorno excelente, muito além do que normalmente as franquias conseguem quando suas estrelas estão insatisfeitas e pedem para sair. Mesmo que Isaiah Thomas esteja machucado por um bom tempo, o time conseguiu coadjuvantes bem úteis e uma escolha de primeiro round para o ano que vem – que pode ser fundamental para convencer que Lebron James permaneça no time, por exemplo.

O Boston Celtics contratou bem durante a offseason e se transformou em uma ameaça maior na disputa pelo título de conferência? O time se desfez de quem não deu conta do recado na temporada passada – Deron Williams é o melhor exemplo – e se reforçou com jogadores que comprovadamente crescem nos momentos decisivos – Dwyane Wade.

Lebron esteve sobrecarregado na armação no ano passado? Além de Thomas e Wade, o time contratou Derrick Rose, um cara que não é mais o mais confiável do mundo para carregar um time, mas que é bastante útil pelo menos para desafogar a criação de jogadas na maratona de 82 jogos da temporada regular.

Muita coisa mudou, evoluiu em Cleveland. Mas é verdade que muito mais precisa acontecer para que o time chegue, eventualmente, em uma final contra o Golden State em igualdade de condições.

Kevin Love continuar com a sua lenta e gradual adaptação à franquia para tentar, finalmente, ser o jogador que era em Minnesota: uma ameaça constante no ataque, decisiva noite após noite, tanto de fora, como no post.

O time melhorar brutalmente sua defesa é fundamental. Uma competição apenas de quem tem o melhor ataque não é uma tática inteligente de ser usada contra o Warriors – e a final do ano passado provou isso. Jae Crowder é um bom nome para ajudar nesta missão, mas acho que os ajustes têm que ser mais estruturais – e não acho que tirar Tristan Thompson da formação titular, como se cogita, seja a melhor ideia.

Aliás, neste ponto eu ainda duvido da capacidade de Tyronn Lue de fazer o time funcionar de um jeito diferente, que não seja completamente baseado no talento individual dos seus jogadores. Aqui, o Golden State Warriors e até o Boston Celtics já provaram que têm alguma vantagem sobre o Cavs, com treinadores comprovadamente capazes em seus bancos. Lue, por enquanto, se mostrou mais um mediador de egos do que um head coach competente – conseguir montar, finalmente, uma defesa competente seria uma forma de mostrar que tem talento equiparável aos dos demais.

Por fim, o time também deve buscar a melhor campanha geral da NBA. O Oeste está muito mais carregado o que pode, em tese, fazer o Golden State ser derrotado algumas vezes mais do que está acostumado – já que enfrenta Rockets, Spurs, Thunder, Clippers, Timberwolves e cia mais frequentemente do que os times do Leste. Se o Cleveland conseguisse a melhor campanha geral da liga, chegaria em uma eventual final da NBA com o mando de quadra e teria uma ligeira vantagem contra o time da California – começar a série fora de casa, sem o mando, tem sido avassalador para Cleveland.

A ausência de Thomas na primeira metade da temporada atrapalha esse plano em especial, mas em uma conferência Leste esvaziada, o Cleveland tem todas as condições de ganhar de praticamente todo mundo daquele lado do mapa, mesmo sem sua força máxima.

As condições mudaram, o time é outro, as dificuldades também não são as mesmas. Mas a missão de tentar superar um time amplamente favorito continua. E, hoje, a equipe mais próxima de fazer isso ainda é o Cleveland Cavaliers.

Offseason
Foi animada e o time se saiu bem de algo que poderia ser desastroso. Conseguiu reverter o polêmico pedido de Kyrie Irving para ser trocado em algo positivo. Ficou com Isaiah Thomas, Jae Crowder e Ante Zizic, além da importante escolha de draft do ano que vem, originalmente do Brooklyn Nets, que pode render um excelente calouro. Ainda apostou na recuperação de Derrick Rose, que já será útil mesmo que continue sendo o jogador apático dos últimos anos, e Dwyane Wade, que apesar da idade, ainda é decisivo. De menos importante, assinou com Jose Calderson e Jeff Green, que não devem ser muito acionados, mas garantem ao time um dos elencos mais profundos da liga.

Time Provável
PG – Isaiah Thomas / Derrick Rose /Jose Calderon / Kay Felder
SG – Dwyane Wade / JR Smith / Kyle Korver / Iman Shumpert
SF – Lebron James / Richard Jefferson / Cedi Osman
PF – Kevin Love / Jae Crowder / Jeff Green
C – Tristan Thompson / Channing Frye / Ante Zizic / Walter Tavares

Expectativa
Sou fã deste time do Cavs. Não só tem qualidade, é experiente, como parece ter gana. Além de Lebron, o melhor jogador de basquete em atividade no mundo hoje, Dwyane Wade é um cara com COJONES que pode não ser tão importante em uma maratona de temporada regular, mas fará muita diferença em uma série decisiva de playoffs e Isaiah Thomas é um jogador que, magoado, parece conseguir elevar a sua capacidade de decisão. Espero que se a final dos últimos três anos for reeditada, que a briga seja um pouco melhor desta vez.

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O quanto Derrick Rose pode ajudar o Cleveland Cavaliers?

Como se o pedido de Kyrie Irving para ser trocado não fosse o bastante para animar o período mais morno da offseason, ontem foi anunciado que Derrick Rose se juntará ao Cleveland Cavaliers para a próxima temporada.

Sinceramente, acho que a animação com a contratação está um pouco exagerada – há muita gente comemorando bastante a assinatura do contrato. Eu entendo que a torcida do Cleveland esteja machucada com a situação de Kyrie e o histórico de Derrick Rose, um dia MVP da liga, desperte alguma esperança, mas não acho prudente imaginar que a contratação vai, de fato, mudar a franquia de patamar (leia-se aqui: chegar ao mesmo nível do Golden State Warriors). Para mim, esta é uma adição que serve muito mais para os objetivos de Rose – de se reabilitar como jogador, de se mostrar útil e, eventualmente, disputar alguma coisa importante – do que para o Cavs – que quer ser campeão e, agora, buscar uma reposição para Kyrie.

O fato do jogador ter assinado pelo mínimo de veterano dá uma boa dica sobre sua condição atual na liga. Geralmente, este tipo de contrato é oferecido a jogadores que já estão nos últimos anos das suas carreiras ou a atletas absolutamente desacreditados. Rose, aos 28 anos firmando este tipo de vínculo, deixa claro em qual dos grupos ele se encaixa.

Aqueles que se animam com a chegada de Derrick após sua melhor temporada dos últimos anos, com 18 pontos de média, devem ter se concentrado muito olhando as estatísticas do jogador e esqueceram de assistir suas partidas – na quadra, Rose tem se mostrado um jogador apático, completamente sem tesão de jogar basquete.

É preciso lembrar que em determinado momento da temporada passada, Rose abandonou o time em dia de jogo sem dar satisfações para ninguém e reapareceu sem dar grandes explicações, em um gesto absoluto de falta de comprometimento.

Por mais que pareça, esta não é uma crítica a ele necessariamente. Eu entendo sua condição depois de inúmeras lesões logo no início da carreira. Se machucar no auge é a pior maldição que qualquer atleta pode sofrer. A culpa dele nisso é nenhuma. A frustração é total. Fosse eu, já teria abandonado o barco há muito tempo. Mas para mim é nítido que, por algum motivo – insegurança, medo de se lesionar, falta de vontade -, Rose hoje é quase que um zumbi em quadra, jogando no piloto automático.

Acho que um cara nestas condições e neste preço é uma boa aposta para ser backup na armação de um time bom. Quando está em um bom dia, pode ganhar um jogo para o time. Quando não está bem, usa-se outras opções. Derrick chegando em um time bom, que não dependa da sua atuação, pode renovar suas ambições e até tirar o que tem de melhor em um cara tão calejado. Chegar a um time como este depois de passar tanta coisa pode ser oxigênio novo para Rose.

O que acho que não tem qualquer chance de dar certo é imaginar que Rose voltará a ser um cara seguro e que pode ocupar o lugar de Kyrie no time. Claramente não deu certo tentar reabilitá-lo como franchise player em Chicago ou em uma franquia em que tudo é amplificado para pior como o Knicks. Imagino que daria igualmente errado esperar protagonismo dele em Cleveland.

No começo da década, a discussão sobre quem era o melhor armador da NBA passava pelos nomes de Chris Paul, Rajon Rondo, Derrick Rose e Deron Williams. Na temporada passada, o Cavs apostou no último para ser uma mera opção no banco de reservas – e mesmo assim não deu certo. Não vejo motivos para Rose ocupar um espaço muito maior no elenco do que Deron ocupava.

É importante lembrar também que as características do jogo de Rose são bem peculiares. O jogador não é um distribuidor de bolas, não defende bem e não tem arremesso de três pontos – um fundamento muito explorado em Cleveland. Seu jogo depende muito da explosão física e do ataque à cesta – o que justifica em boa parte a sua queda de rendimento após as lesões.

Se o Cleveland Cavaliers e sua torcida tiverem consciência de que o papel a ser desempenhado por ele será limitado, o casamento pode dar certo. Se a expectativa for de algo a mais, a chance de decepção é consideravelmente grande.

O Knicks de hoje é o karma de Carmelo Anthony

A cada momento me parece que uma mudança de ares é o único caminho saudável para a carreira de Carmelo Anthony.

O melancólico jogo de ontem, com quatro prorrogações e a derrota do Knicks, soa como um sinal disso. Partida em Atlanta com arbitragem caseira e mesmo assim o Knicks conseguiu sobreviver por quase 70 minutos. Foram 23 mudanças de liderança no placar e 21 empates. Por parte do time de Nova York, dos dez caras que entraram em quadra, quatro foram eliminados por falta (Carmelo um deles) e outros dois ficaram pendurados. Nos últimos segundos do quarto overtime, Courtney Lee, um dos poucos titulares sobreviventes, teve a chance de empatar a partida duas vezes, mas foi vencido pela imprecisão e pelo cansaço.

O Knicks fez muita merda nas últimas semanas e a franquia está uma zona completa, mas mesmo quando o time luta, se esforça e se doa, a coisa não tem ido pra frente.

Ainda que seja Derrick Rose o cara mais descompromissado com a franquia, que Joakim Noah esteja totalmente aquém do que já jogou e até Kristaps Porzingis que tenha oscilado tremendamente (o que é normal para um jogador jovem, diga-se), é sobre Carmelo Anthony que recaem maior parte das críticas.

Até entendo que ele seja o líder da equipe e tudo mais, mas o time não chegou a esse ponto por causa dele.

Por conta dos seus 32 anos e da natural queda no atleticismo, é normal que seu jogo mude. A explosão nas infiltrações desapareceu, é verdade, mas Melo continua dando conta do jogo de perímetro, continua eficiente na briga pelo rebote e até mostrou uma qualidade desconhecida na troca de passes com a chegada de Porzingis ao time.

Ano passado, quando a torcida estava empolgada com o então calouro, Anthony foi até enaltecido por estas mudanças. O problema foi que neste ano o Knicks pretensamente formou um time de medalhões (um ‘supertime’, como batizado por Derrick Rose, à sua maneira, com tudo que há de negativo nisso).

Desde que a coisa desandou, a partir do Natal, e o Knicks emendou a péssima sequência de 5 vitórias e 15 derrotas, caindo na classificação,  vigília sobre Carmelo aumentou. As críticas de que ele não se esforça, não decide e não quer saber mais de basquete são frequentes. É raro que alguém diga que, na verdade, neste período o jogador tenha aumentado sua média de pontos para 25 por jogo e o Knicks tenha melhorado quando ele está em quadra (diferente de Rose e Kristaps, que acumulam mais pontos sofridos do que feitos quando estão jogando).

Além disso, partiu das mãos deles o chute da vitória contra o Hornets e a cesta do empate no tempo normal contra o Hawks, ontem. Mesmo no lamaçal, é ele quem decide.

Não defendo que o futuro da franquia vá ser melhor com ele. Realmente o time tem que cercar Porzingis de talento para os próximos anos. Mas, nesta temporada, não me parece que a culpa do naufrágio do Knicks seja dele. Dentro das suas limitações, Carmelo tem sido o melhor jogador do time – mesmo que não exista este reconhecimento.

Por último, também acho bem injusto que ele seja crucificado por ter escolhido ficar em Nova York por todos estes anos. Raramente vou condenar um cara por lealdade a uma camisa. Além disso, Carmelo apostou na evolução do time e na capacidade de Phil Jackson montar um time competitivo – o que não aconteceu.

Diante disso, acho que Carmelo tem mais a perder ficando no Knicks do que o Knicks ficando com Carmelo. Essa zona toda, me parece um karma pela insistência dele numa franquia que às vezes parece não ter jeito. É hora de uma mudança de ares.

A novela New York Knicks

Bastou uma sequência ruins de jogos, com 8 derrotas em 9 partidas, que o New York Knicks voltou aos noticiários pelo que lhe é característico nas últimas décadas: muita treta, muita crise e pouco basquete.

Depois de atingir o surreal 4º posto na Conferência Leste por um breve momento, o time embarcou em uma má fase. Três derrotas seguidas, lesão de Kristaps Porzingis, sequência de derrotas ampliada para seis jogos, queda no rendimento de Carmelo Anthony… A coisa estava feia, mas ficou horrorosa quando o téncico Jeff Hornacek decidiu colocar o armador titular Derrick Rose no banco nos períodos finais das partidas. O jogador não curtiu e, segundo insiders, os dois discutiram feio.

Dias depois, ontem, o jogador não deu as caras na partida. O Knicks entrou em quadra com Brandon Jennings, armador reserva, sem sequer saber o paradeiro do seu titular. O time tomou um pau, Carmelo foi expulso da partida, Phil Jackson se recusou a falar com qualquer pessoa e, ao final do jogo, staff, comissão técnica e jogadores declararam que não faziam ideia do paradeiro de Rose, que na manhã do mesmo dia tinha ido treinar normalmente, sem dar qualquer indício ou justificativa que não estaria apto a jogar algumas horas mais tarde.

Apenas Joakim Noah, colega de Derrick desde os tempos de Bulls, apareceu para dizer que o jogador tinha falado com ele, “estava OK e sem correr qualquer risco” – já que alguns mais desesperados temiam que algo grave tivesse acontecido com o desaparecido Rose.

Mais tarde, apareceu a informação de que o jogador teria ido a Chicago tratar de assuntos pessoais, mas que não tinha avisado ninguém. No dia seguinte, sem dar qualquer explicação, Rose aparece de uniforme para treinar com o time, como se nada tivesse acontecido. Knicks convoca uma coletiva, diz que vai multar o jogador. Ele, dando uma de louco, disse que precisava ir para casa ver sua mãe (?). Se limitou a dizer que precisava de “espaço”. História difícil de engolir quando é tão simples fazer uma ligação ou mandar uma mensagem avisando alguém do ocorrido…

Rose (camisa 25) no treino do Knicks como se nada tivesse acontecido

Toda a novela e, pior, a falta de justificativas convincentes de todas as partes só depõem contra o Knicks e Derrick Rose. Por mais que obviamente qualquer pessoa tenha o direito de colocar sua família ou problemas pessoais a frente de qualquer outra responsabilidade, a falta de informações no dia do jogo e, principalmente, no dia seguinte, só aumentam as desconfianças de que o clima no elenco é bom o suficiente para tirar o time do buraco e de que o nível de profissionalismo exigido na franquia é mínimo.

Lembrando que uma das principais críticas associadas a Carmelo Anthony, principal jogador do time nas últimas temporadas, é que se importa mais com “New York” do que com o “Knicks” – suas atenções estariam voltadas à badalação da cidade e não ao basquetebol. Se a franquia não se incomoda com seus principais jogadores dando de ombros para o jogo, fica difícil pensar em um futuro vitorioso.

Também só confirmam que Derrick Rose é um jogador descompromissado que nunca mais vai render nem perto do que suas expectivas apontam. Sua falta de dedicação não vai compensar seus problemas de lesão.

O problema para ambos, Rose e Knicks, neste caso, é que todos os planos vão indo por água abaixo conforme a novela toda vai se prolongando. A franquia, da forma como foi montada neste ano, esperava resultados imediatos. E da forma como as coisas andam, isso se torna cada vez mais difícil.

De quebra, o Knicks pode notar que Rose não é útil nem para seus planos a curto prazo e nem para seu projeto de futuro. Se o jogador fazia juras de amor à camisa azul no começo da temporada, hoje seu futuro está cada vez mais incerto como membro do time.

Um drama digno de New York Knicks.

[Previsão 16/17] Knicks: a soma de todos os fracassos

Um supertime com um MVP, 14 seleções para o All Star Game, um melhor jogador de defesa da liga, um diretor com 11 títulos e um técnico promissor. Pode dar errado? Com certeza pode, afinal, este é o New York Knicks.

Não sou do tipo que acredita em tabus, mas essa é uma franquia que ainda precisa provar que pode dar certo quando cria grandes expectativas. Até hoje, sempre que o Knicks ensaiou fazer algo grande para a temporada, a decepção foi ainda maior – e, para confirmar esta tese, seus dois únicos títulos foram com elencos recheados de bons coadjuvantes.

O enredo fica ainda mais dramático por se tratar de uma série de jogadores desacreditados unidos. Rose tem o peso do rótulo de ‘pior MVP de todos os tempos’, Carmelo é a superestrela mais desacreditada da liga e as inúmeras lesões transformaram Noah em um jogador mais folclórico do que eficiente nas últimas temporadas. Tudo isso, sob uma das camisas mais pesadas e menos vitoriosas da NBA.

Mas sabe aquela lei da matemática que ‘menos com menos dá mais’? É a grande esperança do Knicks.

Offseason
À sua maneira, o time caprichou nas contratações. Além de Derrick Rose e Joakim Noah, Courtney Lee chegou para ser o titular na posição número 2 e Brandon Jennings para ser o armador reserva (ou titular, caso Rose tenha algum dos seus típicos problemas de lesão). Sem dúvidas é o time mais renomado da Era Phil Jackson em Nova York.

Time Provável
PG – Derrick Rose / Brandon Jennings
SG – Courtney Lee / Sasha Vujacic
SF – Carmelo Anthony / Lance Thomas
PF – Kristaps Porzingis / Kyle OQuinn
C – Joakim Noah / Guillermo Hernangomez

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Em 2010 esse time seria imbatível

 

Expectativa
Todo aquele preâmbulo serve para ficar no muro. Eu não sei se eu quero acreditar e, ao mesmo tempo, me prevenir além da conta, mas eu acho que pode dar certo, apesar dos riscos de fiasco serem imensos. Há dois motivos para esperança de playoffs: Kristaps Porzingis ainda melhor e uma conferência Leste com oito times lutando pelas últimas quatro vagas do mata-mata.

Bulls, Knicks e a segunda chance de Rose

A offseason começou quente! Ainda não foi oficializado junto à liga, mas se Adrian Wojnarowski cravou é porque é quente: Derrick Rose foi trocado para o New York Knicks. A temporada de trocas nem começou oficialmente, mas Chicago Bulls e Knicks já trataram de fechar uma blockbuster. O negócio envolve a ida de Rose, Justin Holiday e uma escolha de segundo round no ano que vem para Nova York. Em troca, Chicago recebe Robin Lopez, Jose Calderon e Jerian Grant.

Eu não vou analisar todas as trocas individualmente, a minha ideia é falar somente das mais significativas, mas esta aqui não dava para deixar passar. Basicamente esta troca já nos dá uma das grandes histórias da próxima temporada: duas das estrelas mais desacreditadas desta geração se reúnem em um time historicamente desacreditado. Só por isso, independente da troca dar certo ou não, eu já gostei muito do negócio.

Mas, analisando a troca e a perspectiva futura dos envolvidos, eu acho que existe uma chance bacana de dar bem certo para todo mundo. O New York Knicks tem espaço para assinar algum jogador interessante nesta offseason, mas nunca que pegaria Kevin Durant. No melhor cenário possível, ficaria com Mike Conley, que é um bom jogador, mas não o suficiente para elevar o status da franquia de imediato. Com o elenco que estava, não valia a pena tentar Dwight Howard, Al Horford ou Joakim Noah, já que o time estava bem carregado de jogadores no garrafão.

Ir atrás de Rose resolve bem a offseason do time e direciona quem serão os próximos alvos da franquia. Mandou Calderon, um armador já veterano que não rende mais o suficiente para ser titular em um time meia boca, e abriu mão de Robin Lopez, um pivô bom, e Jerian Grant, um armador que vai para seu segundo ano de NBA. Agora, o time já conseguiu um armador titular de calibre e tem espaço para buscar, se quiser, um dos pivôs veteranos que estão dando sopa no mercado. Imagina se pega Dwight Howard, outro cara que perdeu completamente o crédito ao longo dos últimos anos e que todo mundo duvida que ainda possa render alguma coisa? Que história!

Sobre Derrick e seu futuro no time. Ele já jogou muito, era um insano, craque, MVP mais novo da história, mas depois de todas as lesões que teve na carreira, joga com o freio de mão puxado. Parece psicológico. Não dá para confiar que ele possa carregar um time nas costas, que era o que se esperava dele em Chicago – Jimmy Butler já era o melhor jogador, mas seu estilo low-profile não é de quem carrega uma franquia, ainda mais sob a sombra do que Rose já tinha sido para a franquia.

No Knicks, Rose chega para ser o terceiro jogador do time. Carmelo ainda é o líder e Porzingis é o futuro do time. O ex-MVP é um cano de escape, apenas a terceira opção do time. Quem sabe assim, sem toda aquela pressão, Rose volte a ser mais constante – não acredito que vá ser um craque novamente, mas pode deixar de ser um peso para ser um jogador que contribua.

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Knicks anunciou a troca nas redes sociais na tarde desta quarta-feira

O desafio vai ser fazer o armador jogar sem a bola na mão. Carmelo é o típico cara que monopoliza o domínio da bola e Rose sempre se mostrou meio preguiçoso para aparecer ‘off the ball’. Mesmo assim, sendo bem otimista, acho que é a chance de reunir veteranos com orgulho ferido e montar um time competitivo para a temporada – e como disse acima, torço demais para que Dwight chegue para completar o cenário perfeito de ‘all in’ da franquia. Essa reunião seria a cara do Knicks dos últimos 20 anos, só que com alguma chance de dar certo. Estou confiante nisso.

Sob o aspecto do Chicago Bulls, acho que era inevitável. Rose era uma bigorna de 20 milhões de dólares ao ano no meio da sala em Illinois. Não dava para ele assumir outro papel no time. Tinha que voltar a ser aquele MVP de antes ou sair fora. O time vai se desmanchar e o único que deve ficar é Jimmy Butler, que já tinha criticado publicamente a falta de comprometimento de Rose com o time.

Com o excesso de armadores no mercado e a falta de credibilidade de Rose, parecia difícil o Bulls conseguir algo decente em troca. Diante deste cenário, a troca não foi ruim. Robin Lopez é uma reedição mais saudável de Joakim Noah e Jose Calderon é um armador que pode contribuir de imediato. Muita gente se animou com Jerian Grant, mas eu sinceramente não espero muita coisa do jogador. Só está em seu segundo ano na liga e já vai fazer 24 anos (mesma idade de Kyrie Irving, para ter ideia). É a hora da reconstrução do elenco. Pode ser que mais trocas pintem para o time até a hora do draft.

Todo mundo faz merda: a mão quebrada de Blake Griffin

Antes de mais nada, não estou aqui fazendo defesa de ninguém. O texto abaixo é uma ponderação apenas. Melhor: uma lembrança de que ano vai, ano vem, este tipo de coisa vai continuar acontecendo e o maior prejudicado é o próprio cabaço que comete o erro.

Saiu hoje a notícia: Blake Griffin, que já estava há um bom tempo deixado de lado por uma lesão na coxa, ficará mais uma semanas de molho por causa de uma mão quebrada. Num primeiro momento, a notícia saiu sem mais detalhes, o que já fez com que todo mundo suspeitasse que alguma merda tinha acontecido. Dito e feito. Horas mais tarde saiu a confirmação que Blake fraturou a mão ao dar um soco num funcionário do Clippers em uma treta que aconteceu em um restaurante em Toronto.

Segundo uma série de insiders do time, Griffin quebrou a mão ao socar ‘multiplas vezes’ o funcionário, que trabalha com a logística dos equipamentos do time. Com a lesão, Blake deve ficar de quatro a seis semanas sem jogar.

Esta, claro, não é uma lesão qualquer. Foi fruto de uma imprudência gigantesca e de uma falta de profissionalismo absurda. No entanto, acredite, este tipo de caso é muito comum.

Só para ficar em casos recentes de mãos quebradas, que já é um critério bem específico, temos o caso de Carlos Boozer que, dias antes de começar a temporada, estava bem de boa em casa e ouviu a campainha tocando. Era madrugada ainda, disse ele, por volta das 5h da manhã. Ao levantar no escuro, Boozer tropeçou na sua mala que estava no caminho, no chão do quarto, e caiu sobre a mão. Ridículo.

O pior deste tipo de lesão é que ninguém nunca vai acreditar na história e sempre vai ficar parecendo que o jogador agiu da maneira mais imbecil possível. Outro caso foi o de Rajon Rondo, que disse que caiu no chuveiro e também fraturou a mão, em 2014. Na coletiva, o principal boato era de que ele tinha ido a um parque de camas elásticas e, numa das acrobacias, caiu e machucou a mão. Ele negou e insistiu que foi fruto de um escorregão dentro do box – o que abriu margem para piadas sobre uma lesão causada após uma sessão de BANHETA. Seja lá o que aconteceu, foi algo estúpido.

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Brincando na cama elástica ou ‘sozinho no chuveiro’: lesão estúpida de Rondo

Voltando um pouco mais no tempo, uma vez o ala Latrell Spreewell também quebrou sua mão numa pancadaria. Ele estava dando uma festa no seu iate e um dos convidados se empolgou, bebeu demais e gorfou no piso de carvalho envelhecido ao invés de vomitar no mar aberto. Enfurecido com a falta de classe do amigo bêbado, Spreewell partiu pra cima do cara. O que ele não esperava é que o camarada ainda tivesse algum reflexo – o suficiente para desviar do golpe de Latrell, que socou a parede do barco e quebrou a mão. A festinha no iate milionário rendeu ao jogador alguns jogos lesionado e uma multa de 250 mil dólares aplicada pelo Knicks.

Deixando de lado as mãos quebras e falando sobre as maiores imprudências da história, podemos lembrar a primeira das inúmeras lesões de Derrick Rose. Quando ainda era calouro, o jogador perdeu alguns jogos em função de um corte no braço. A história: Rose estava de boa comendo uma maçã em sua cama. Ao invés de morder a dita cuja, ele cortava alguns pedaços e comia lentamente as fatias da fruta. Tava tão de boa que cochilou, virou de lado e ROLOU NA CAMA SOBRE A FACA. O resultado foi um corte e dez pontos no braço. Gênio.

Charles Barkley teve uma lendária também. DIZ ELE que estava em um show do Eric Clapton e, em determinado momento, não se sabe como e nem porque, passou uma loção para o corpo nos seus próprios olhos (???). Imediatamente o creme passou a arder e queimar parte da córnea do atleta, que ficou um bom tempo de fora das quadras se recuperando.

Enfim, as histórias são infinitas e Blake é só mais um protagonista desta SÉRIE DE TRAPALHADAS. No final das contas, nem vale a pena o massacre público. O próprio já está pagando por isso com um bom tempo afastado das quadras e uma eternidade de piadas ao seu respeito.

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