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Encaixe quase perfeito para um time quase imbatível

Eu já falei aqui que me decepcionei com a escolha de Kevin Durant de se juntar ao Golden State Warriors. Fosse eu, faria diferente. Mas, sei lá também, ele sabe o que faz da vida e agora a escolha já foi tomada. Resta aos torcedores dos outros 29 times secarem o time de São Francisco porque, ao meu ver, Durant leva ao Golden State exatamente o que o time precisava para se tornar quase imbatível. Para a tristeza de muitos e alegria de alguns, a equipe vira uma máquina.

É difícil fazer um prognóstico mais detalhado sem saber o desfecho da negociação de Andre Bogut, que deve ser trocado, e, principalmente, como o time vai encontrar um pivô para recompor seu quinteto titular. Mas independente disso, já dá para imaginar que a death lineup do Warriors será ainda mais filhadaputamente mortal com Kevin no lugar do CRAQUE INCOMPREENDIDO Harrison Barnes.

Bom, para resumir tudo, só relembro aqui que o Warriors perdeu por um jogo e Barnes chutou 9 de 29 nos arremessos de três – a maioria esmagadora deles livres. Tivesse só um braço de Kevin Durant no lugar, eu garanto que o dobro de bolas cairiam nas mesmas condições.

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Fodeu pra todo mundo galera, corram enquanto ainda há tempo

Mas é isso, eu não vejo um time mais forte na história do que esse quinteto do Warriors. Fãs do Bulls dos anos 90, Lakers e Boston dos anos 80 que me perdoem, mas o GSW do ano passado já estava na conversa para ser tão bom quanto esses e agora adicionou o maior pontuador nato que o basquete tem nesta geração (e tão bom quanto Jordan e Chamberlain nisso, tanto é que tem a terceira média na história em pontos por partida na carreira).

Para se ter uma ideia do poder de fogo, o GSW da próxima temporada reúne os jogadores que ganharam os últimos três títulos de MVP e cinco dos últimos sete títulos de cestinha da temporada.

Não vejo como a combinação possa dar errado. Durant tem as características do time, tanto no ataque quanto na defesa. É a alternativa para carregar a bola que foi Draymond Green nas últimas duas temporadas, mas com mais talento. É um chutador sensacional como os colegas Stephen  Curry e Klay Thompson. Longilíneo o suficiente para desafogar Green e Iguodala na defesa.

Também não imagino que vá faltar bola para este time, pois imagino que Klay Thompson é um jogador que pode se dar muito bem como spot up shooter (aquele jogador que se movimenta sem a bola em busca do melhor espaço para arremessar) e não é um cara que precisa segurar a bola para aparecer no jogo. O mesmo eu penso de Draymond Green, que é ainda melhor fazendo o trabalho sujo no weak side (lado da quadra em que a bola não está), com bloqueios fora da bola justamente para Thompson ou para a dupla Durant/Curry.

Seja lá quem o time for usar como pivô titular, imagino um encaixe perfeito de Durant neste time e, veja só, é um dos melhores jogadores se encaixando perfeitamente na melhor equipe da atualidade (aquela que bateu o recorde histórico de vitórias em uma temporada…).

Mesmo assim, o time não é imbatível. Spurs acabou de assinar com Pau Gasol, um jogador que parece que deveria ter ido para San Antonio há dez mil anos pelo seu estilo de jogo, e Cleveland Cavaliers mostrou que é um time que pode se superar num embate de playoff contra uma equipe mais forte.

Resta esperar. Mas a próxima temporada vai ser Golden State Warriors contra a rapa.

Em defesa do Warriors: nem tudo se resume a um título

Não estou querendo minimizar o título do Cleveland Cavaliers. A equipe foi a melhor possível na sua conferência na temporada regular, foi devastadora nos playoffs do Leste e virou uma série de maneira história. O Cavs é o grande e merecido campeão deste ano. Mas eu quero chamar a atenção para a equipe que perdeu e que será muito mais contestada do que merece simplesmente por ter sido derrotada na final do campeonato.

Eu acho que é algo que está na definição do esporte – os times e atletas jogam para vencer -, mas que a cultura americana eleva a níveis um pouco reducionistas: tudo se justifica pela vitória e nada tem valor na derrota. A discussão da grandeza dos jogadores se inicia na contagem de títulos. Uma equipe só pode ter sido foda se venceu campeonatos.

Eu discordo. Acho que os feitos partem das grandes histórias, que se tornam ainda maiores se consagrados com os títulos. Bom, tudo isso para dizer que o fato de ter perdido um jogo 7 no último minuto não faz este time do Golden State Warriors uma merda, uma equipe “que nem pegaria playoffs nos anos 80 e 90”. Se por um acaso o arremesso de Irving não tivesse caído, na posse seguinte Curry tivesse metido uma cesta e o Warriors fosse o campeão, eu continuaria achando a caminhada do Cleveland sensacional, Lebron James ainda seria o melhor jogador desta geração, Irving ainda seria um endiabrado e etc.

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JR Smith e Matthew Dellavedova são campeões, mas e dai?

A verdade é que o Warriors das últimas duas temporadas é um time sensacional, que bateu uma porrada de recordes e que mudou alguns conceitos do jogo para sempre (pode ser mais importante ser um time baixo e móvel do que alto, arremessos longos da linha de três são muito melhores do que arremessos longos valendo dois pontos e etc). Eu discordo veementemente de que a campanha recordista de 73 vitórias não importa sem o título: para sempre TODOS os times da NBA vão jogar meses atrás deste recorde, até que alguém consiga batê-lo.

Sobre esse lance de resumir TUDO ao título, vale lembrar que Matthew Dellavedova foi campeão e Charles Barkley não. JR Smith tem uma foto com o troféu e Kevin Durant e Chris Paul ainda não tem. Allen Iverson, Elgin Baylor, Reggie Miller e Karl Malone tiveram uma carreira sensacional, vitoriosa e são dos melhores de todos os tempos mesmo sem um anel.

Fazendo todas estas ressalvas contra aqueles caras que adoram se odiar e menosprezar o jogo que assistem, eu vejo o resultado de ontem com bons olhos. Um time que parecia imbatível, caiu. Há dois meses, parecia que o campeonato já estava decidido. Hoje, temos a certeza de que ano que vem uns seis times têm plenas condições de lutar pelo título, mesmo que um desponte na temporada regular. É por isso que este esporte é sensacional. Pena que acabou por este ano.

A um túnel do jogo

Draymond Green recebeu sua quarta falta técnica dos playoffs e está fora da partida contra o Cleveland Cavaliers, hoje à noite. Já falei bastante disso aqui e quais os impactos desta suspensão para o time da California. O grande assunto agora é que uma vez suspenso, Green não pode assistir o jogo do banco de reservas ou da arquibancada. Aliás, ele sequer pode estar dentro do ginásio!

As regras da liga dizem que o jogador não pode estar dentro das dependências da partida num limite de duas horas antes do jogo – excluindo Green daquela PALESTRA MOTIVACIONAL pré-jogo que os técnicos brasileiros de futebol tanto gostam e os gringos de basquete nem tanto.

O jogador também precisa ficar fora da Oracle Arena até o zerar do cronômetro, podendo entrar no ginásio assim que a partida acabar. A grande dúvida do front office do Warriors era essa: se o jogador poderia comemorar o título com o time em caso de vitória.

A solução encontrada foi colocar Green num quarto no estádio do Oakland Athletics, time de baseball da cidade, que fica no mesmo terreno da quadra do Golden State, mas em um prédio ao lado do ginásio. A primeira ideia do time foi colocar o jogador em um hotel do outro lado da rua, mas a chegada do jogador à quadra levaria alguns bons minutos. Estando no estádio de baseball, Green estaria a poucos passos dos seus colegas, já que um túnel liga as duas estruturas.

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Green vai assistir o jogo pela TV na sala mais próxima da Oracle Arena

Ah, além disso, Green também é multado com um desconto proporcional no seu salário e, caso entre no ginásio, levaria uma multa de pelo menos 2 mil dólares – mas pela magnitude do jogo e toda a repercussão, admite-se que o valor cobrado de Green seria bem maior caso resolvesse quebrar a recomendação.

 

O impacto da suspensão de Green para a série final

Draymond Green está fora do jogo 5 da final da NBA nesta segunda-feira. A liga revisou jogada em que ele e Lebron James se embolaram na partida passada e marcou falta flagrante do ala do Golden State Warriors – como é a quarta falta deste tipo que ele comete nos playoffs, ele é suspenso automaticamente de uma partida.

Antes de falar sobre o impacto disso no jogo (que é o tema deste post, rs), só um breve comentário sobre a punição ser justa ou não: esta foi a mais leve das várias infrações de Green nos playoffs, mas não é injusta. Green foi beneficiado quando se questionou se ele teve a intenção de acertar o saco de Steven Adams na série contra o Thunder. E é inegável que ele acertou Lebron no lance. Concordo que James provocou e ‘colocou a virilha onde não devia’, mas Green, sabendo que estava pendurado, tinha que se segurar.

Sobre a ausência do jogador na próxima partida: é a grande esperança do Cleveland conseguir beliscar uma vitória fora de casa. Draymond Green tem sido o jogador mais importante do Warriors nas finais.

Na defesa, ele e Andre Iguodala têm sido os jogadores mais eficientes do Golden State. E, no final das contas, é a marcação do Warriors que tem feito a diferença na maior parte do tempo – foi assim nos três primeiros jogos da série, quando Klay e Curry não conseguiram acertar suas bolas como de costume.

No ataque, Green é o jogador que sobra quando o Cleveland Cavaliers decide fazer a blitz sobre Klay Thompson e Stephen Curry no perímetro. Nas duas primeiras partidas, especialmente, era Green que sobrava livre para chutar de fora no bico da linha de três ou que penetrava em diagonal em direção à cesta. Ele também é peça chave nos bloqueios do time, seja para tentar das espaço para Klay ou Steph chutarem, ou para entrar como um caminhão desgovernado no pick’n’roll.

No matchup entre as duas formações, Green é o cara que desequilibra em favor do Warriors. Por causa dele que o Cavs tem que abrir mão de Kevin Love no seu starting five. Por causa dele que Richard Jefferson se tornou importante nesta disputa. Por causa dele que a death lineup do GSW é imparável, já que reúne eficiência defensiva no garrafão, agilidade no perímetro e mira nos chutes de fora.

Em números: com Green de pivô, o Golden State jogou 81 minutos e abriu uma vantagem somada de 53 pontos e com qualquer outra formação, o time jogou por 111 minutos e acumulou uma desvantagem de 24 pontos.

Claro que o Warriors pode ganhar sem ele. Se o time acertar tudo como fez na partida passada, fica complicado que qualquer time consiga derrotá-lo. Mas não dá para contar com esse tipo de performance sempre.

Alías, Green foi o único jogador a participar de todas as vitórias do time na temporada – justamente no ano em que o Golden State bateu o recorde de vitórias de uma equipe em uma temporada da NBA. Será que ele é importante?

Não é sujeira, necessariamente

Dois lances de dois jogadores ~polêmicos chamaram a atenção no primeiro jogo da final. Um foi o pé no peito que Draymond Green meteu em Kyrie Irving em uma falta sofrida. Outro foi a ‘pegada’ que Matthew Dellavedova deu nas bolas de Andre Iguodala. Ainda que o histórico dos dois jogadores seja péssimo, eu assumo o risco de me passar por ingênuo e cravar: não acho que foi sujeira.

Eu acho que na maioria das vezes os dois jogadores são duros. Talvez mais do que o necessário. Ou mais do que o jogo de hoje exige – um jogo em que a arbitragem segura mais os ímpetos e coíbe a pancadaria -, mas não necessariamente sujos.

Sobre cada lance e cada jogador, vou começar pelo armador do Cavs. Dellavedova está na quadra só para defender. Numa final, é natural errar um pouco a mão e ultrapassar o limite do aceitável, digamos assim. Mas olhando bem o movimento dos jogadores e o lance, acho que ele foi para rachar, mas não necessariamente acertar o saco de Iguodala. Convenhamos, se ele só tivesse acertado a machadada no braço do ala do Warriors, teria sido só um lance normal de jogo, não?

Acho que ver o lance em câmera lenta também dá, na minha opinião, a falsa impressão de que o tapa BEM ALI foi algo premeditado. Na velocidade normal do jogo, Delly erra a bola (de basquete) por uma fração de segundos.

Acho que tudo toma uma proporção maior pelo histórico de Dellavedova, que nos playoffs do ano passado esteve em duas jogadas polêmicas que machucaram Korver e Horford. Ele chegou até a ser eleito o jogador mais sujo da NBA por isso. Sei lá, acho exagerado. Acho que ele vai forte, sempre, e é isso que faz ele ter alguma utilidade para a rotação do Cavs.

Agora sobre Green. Também não vi no lance nada muito sujo, mas confesso que defendê-lo, no momento, é algo um pouco mais ingrato. Terceira vez em uma dúzia de jogos que ele coloca o pé onde não deveria.

Acho que é mais catimba do que sujeira. Os jogadores são cada vez mais profissionais nesse lance de cavar faltas. Sempre que há um contato, acho que eles tentam ser muito EFUSIVOS nos movimentos para mostrar que estão sofrendo a falta. Green, aparentemente, sempre que faz isso levanta a perna exageradamente. Foi assim que deu chute no saco de Steven Adams e que meteu um chute no peito de Irving. Dito isso, acho que ele tenta encenar demais, mas não voluntariamente chutar o adversário.

Convenhamos, Draymond é tudo que os torcedores old school deveriam gostar: fala pra caralho e vai duro em tudo quanto é bola. Não entendo porque a pancadaria muito mais explicita dos anos 90 é frequentemente exaltada e o jogo de Green é tão criticado. Vai entender…

Outra: nos playoffs, naturalmente as coisas vão ficar ainda mais ríspidas. Mas não acho que seja sujeira. Seria se rolasse uma cotovelada, um pé mal colocado para fazer o adversário torcer o tornozelo, um soco fora do lance da bola.

Até o momento, só vi duas jogadas duras. Na pior das hipóteses,um movimento um pouco desnecessário. E azar dos rivais. Que siga o jogo.

Draymond Green é tudo aquilo que os saudosistas mais sentem falta

Nove em cada dez pessoas que curtem NBA aqui no Brasil gostam de dizer que acompanham “desde o tempo que passava na Band” como se esta fosse a maior credencial que um fã de basquete pode ter. Mesmo aqueles que nasceram depois que o canal parou de transmitir os jogos. Mesmo aqueles que sequer assistiam a um jogo. Mesmo que o canal passasse uma meia dúzia de jogos. Mesmo que seja inegável que a ~EXPERIÊNCIA hoje seja muito mais intensa, com todo acesso aos jogos, informações e estatísticas disponíveis. Enfim, acho que é do ser humano pensar que certas coisas, dificuldades, saudosismos, fazem o gosto de um ser melhor do que o outro.

Bom, esse pessoal que sente tanta saudade da NBA dos anos 90, do trash talk, do quebra pau, ‘do basquete de verdade’, não pode reclamar: Draymond Green está aí exalando basquete e, principalmente, atitude ‘old school’ nestes playoffs.

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Green leva uma técnica na série contra o Portland

Green é raça pura. Tão monstruoso da defesa que chega a ser chato. Tão raçudo no ataque que é violento. Não para de falar e provocar os adversários, seja na quadra, no pós jogo, na pós temporada…

Nestes playoffs, estamos experimentando o máximo dele, para o bem e para o mal. Só em três jogos contra o Oklahoma City Thunder, já chutou duas vezes o saco de Steve Adams – muita gente discute se foi intencional ou não, mas não é possível que seja APENAS espontaneidade fazer a perna subir naquela altura e só parar nas bolas alheias.

Contra o Portland Trail Blazer, falou que o time adversário estava totalmente fora de combate antes mesmo da série terminar. Em 13 jogos, já tomou 4 técnicas – mais da metade do que toda a sua carreira em playoffs. No que diz respeito à violência, catimba e trash talk, Green não perde nada para Rodman, Payton, Rasheed e outros bocudos-durões do passado.

Para completar, Green ainda tem um ‘shape’ que quase perdeu espaço nos dias de hoje, que é o do atleta meio fora de forma. Não que ao comparar com pessoas normais, como eu e você, ele não seja absurdamente atlético, mas num ambiente em que maior parte dos caras têm menos de 5% de gordura corporal e não comem carboidrato depois das 19 horas, o formato levemente mais roliço de Green chama a atenção. Aquele conjunto de dobras na nuca não me deixa mentir.

Eu curto muito ele, seu estilo e seu jogo. Também tenho certeza que muitas coisas mudaram e ele é um personagem que poderia ser mais frequente em qualquer lugar, não só na NBA, mas no esporte em geral, ou até mesmo na vida. Mas também sempre acho que deve ser feita uma ponderação: é injusto compararmos ‘os bons tempos’ temperados por uma memória afetiva que nem sempre condiz com a realidade. Aquele tempo nem era tão mais maravilhoso que o jogo de hoje e a NBA de agora não é tão ‘soft’ como muita gente adora dizer.

Em todo caso, para quem discorda, fica o alento de que teremos muito Draymond Green por aí.

É exagero eleger Matthew Dellavedova como o jogador mais sujo da liga

O Los Angeles Times fez uma enquete com 24 jogadores e técnicos da liga perguntando quem eles achavam que era o atleta mais sujo da liga. Com 13 votos, o armador reserva do Cleveland Cavaliers Matthew Dellavedova ficou com o título. A amostra é pequena e todos falaram anonimamente – alguns votaram em mais de um jogador -, mas o resultado da pesquisa ganhou uma boa notoriedade nos sites que cobrem NBA. Na mesma pesquisa, algumas pessoas consultadas defenderam que Delly na verdade é um cara que joga duro, mas não chega a ser desleal.

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Mau caráter ou esforçado além da conta?

Bom, vamos por partes. Dellavedova era um nada até os playoffs do ano passado. Assumiu alguma importância no time no time reserva por ser melhor defensor que o titular da posição e, posteriormente, passou a iniciar as partidas quando Kyrie Irving se lesionou, já na série contra o Golden State Warriors. Delly joga pesado e isso é um fato. Nos playoffs, então, as coisas ficam mais ríspidas ainda. Ok, acho que isso é incontestável, mas uma série de caras jogam duro e não são considerados desleais, certo?

O que pesa contra ele é que esteve envolvido nas lesões de Kyle Korver e Al Horford. Machucar um jogador, tirá-lo de ação justamente na reta final: isso é que ninguém perdoa em Dellavedova. Mas, por outro lado, é preciso analisar os lances para tirar uma conclusão mais objetiva dos fatos.

As duas jogadas foram disputas de bola. No lance com Korver, que fez com que ele ficasse de fora do restante dos playoffs, Matthew rola por cima do pé do adversário. Impossível julgar a intenção do jogador, mas me parece bem claro que não foi de propósito – na pior das hipóteses, ele não se esforçou para evitar o choque.

Já com o pivô do Hawks, já é possível dizer que rolou uma malandragem da parte do Dellavedova, se jogando de costas no joelho de Horford. Pode ser que ele tenha caido propositalmente ou não. Não dá para saber.

Dito isso, eu pondero aqui se ele é MESMO o cara mais sujo da liga. Se a opinião de 13 caras e duas jogadas, sendo uma delas bem questionável, é suficiente pra Dellavedova carregar este rótulo. Em tempo, eu acho ele um jogador medíocre, não tenho qualquer motivo para defendê-lo e nem vou com a cara dele, mas me parece exagero dizer que foi eleito o jogador mais sujo da NBA.

Sei lá, se fossem várias jogadas, se ele fosse aquele cara que distribui uma porrada de cotoveladas, se ele estivesse envolvido em uma série de tretas em jogos inexpressivos e etc, acho que o rótulo seria mais justo, mas não é o caso – pelo menos por enquanto.

Basta ver o que os jogadores mais sem caráter da história faziam, como Bill Lambier, Rick Mahorn, Karl Malone. Era porrada o tempo inteiro. Dellavedova é um moleque de fraldas perto deles.

Talvez, caiba aos outros jogadores da liga aprenderem um pouco com o armador australiano. Jogar duro faz bem para seu time – e às vezes mal para o adversário -, mas não é nenhum crime.

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