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[Previsão 17/18] Cavaliers: mais um ano, a mesma missão

Não é porque o Cleveland Cavaliers teve uma offseason muito tumultuada, porque seus rivais do Leste e do Oeste se reforçaram substancialmente, porque uma das suas estrelas e herói do titulo saiu do time, que a missão do time para este ano se diferencia das temporadas passadas. O Cleveland Cavaliers ainda é a maior e mais real chance de tirar o título das mãos do favorito Golden State Warriors.

No que depende do próprio time, até o momento, tudo tem corrido bem e as eventuais adversidades que surgiram foram superadas com certa tranquilidade.

Kyrie Irving pediu para ser trocado? O time conseguiu um retorno excelente, muito além do que normalmente as franquias conseguem quando suas estrelas estão insatisfeitas e pedem para sair. Mesmo que Isaiah Thomas esteja machucado por um bom tempo, o time conseguiu coadjuvantes bem úteis e uma escolha de primeiro round para o ano que vem – que pode ser fundamental para convencer que Lebron James permaneça no time, por exemplo.

O Boston Celtics contratou bem durante a offseason e se transformou em uma ameaça maior na disputa pelo título de conferência? O time se desfez de quem não deu conta do recado na temporada passada – Deron Williams é o melhor exemplo – e se reforçou com jogadores que comprovadamente crescem nos momentos decisivos – Dwyane Wade.

Lebron esteve sobrecarregado na armação no ano passado? Além de Thomas e Wade, o time contratou Derrick Rose, um cara que não é mais o mais confiável do mundo para carregar um time, mas que é bastante útil pelo menos para desafogar a criação de jogadas na maratona de 82 jogos da temporada regular.

Muita coisa mudou, evoluiu em Cleveland. Mas é verdade que muito mais precisa acontecer para que o time chegue, eventualmente, em uma final contra o Golden State em igualdade de condições.

Kevin Love continuar com a sua lenta e gradual adaptação à franquia para tentar, finalmente, ser o jogador que era em Minnesota: uma ameaça constante no ataque, decisiva noite após noite, tanto de fora, como no post.

O time melhorar brutalmente sua defesa é fundamental. Uma competição apenas de quem tem o melhor ataque não é uma tática inteligente de ser usada contra o Warriors – e a final do ano passado provou isso. Jae Crowder é um bom nome para ajudar nesta missão, mas acho que os ajustes têm que ser mais estruturais – e não acho que tirar Tristan Thompson da formação titular, como se cogita, seja a melhor ideia.

Aliás, neste ponto eu ainda duvido da capacidade de Tyronn Lue de fazer o time funcionar de um jeito diferente, que não seja completamente baseado no talento individual dos seus jogadores. Aqui, o Golden State Warriors e até o Boston Celtics já provaram que têm alguma vantagem sobre o Cavs, com treinadores comprovadamente capazes em seus bancos. Lue, por enquanto, se mostrou mais um mediador de egos do que um head coach competente – conseguir montar, finalmente, uma defesa competente seria uma forma de mostrar que tem talento equiparável aos dos demais.

Por fim, o time também deve buscar a melhor campanha geral da NBA. O Oeste está muito mais carregado o que pode, em tese, fazer o Golden State ser derrotado algumas vezes mais do que está acostumado – já que enfrenta Rockets, Spurs, Thunder, Clippers, Timberwolves e cia mais frequentemente do que os times do Leste. Se o Cleveland conseguisse a melhor campanha geral da liga, chegaria em uma eventual final da NBA com o mando de quadra e teria uma ligeira vantagem contra o time da California – começar a série fora de casa, sem o mando, tem sido avassalador para Cleveland.

A ausência de Thomas na primeira metade da temporada atrapalha esse plano em especial, mas em uma conferência Leste esvaziada, o Cleveland tem todas as condições de ganhar de praticamente todo mundo daquele lado do mapa, mesmo sem sua força máxima.

As condições mudaram, o time é outro, as dificuldades também não são as mesmas. Mas a missão de tentar superar um time amplamente favorito continua. E, hoje, a equipe mais próxima de fazer isso ainda é o Cleveland Cavaliers.

Offseason
Foi animada e o time se saiu bem de algo que poderia ser desastroso. Conseguiu reverter o polêmico pedido de Kyrie Irving para ser trocado em algo positivo. Ficou com Isaiah Thomas, Jae Crowder e Ante Zizic, além da importante escolha de draft do ano que vem, originalmente do Brooklyn Nets, que pode render um excelente calouro. Ainda apostou na recuperação de Derrick Rose, que já será útil mesmo que continue sendo o jogador apático dos últimos anos, e Dwyane Wade, que apesar da idade, ainda é decisivo. De menos importante, assinou com Jose Calderson e Jeff Green, que não devem ser muito acionados, mas garantem ao time um dos elencos mais profundos da liga.

Time Provável
PG – Isaiah Thomas / Derrick Rose /Jose Calderon / Kay Felder
SG – Dwyane Wade / JR Smith / Kyle Korver / Iman Shumpert
SF – Lebron James / Richard Jefferson / Cedi Osman
PF – Kevin Love / Jae Crowder / Jeff Green
C – Tristan Thompson / Channing Frye / Ante Zizic / Walter Tavares

Expectativa
Sou fã deste time do Cavs. Não só tem qualidade, é experiente, como parece ter gana. Além de Lebron, o melhor jogador de basquete em atividade no mundo hoje, Dwyane Wade é um cara com COJONES que pode não ser tão importante em uma maratona de temporada regular, mas fará muita diferença em uma série decisiva de playoffs e Isaiah Thomas é um jogador que, magoado, parece conseguir elevar a sua capacidade de decisão. Espero que se a final dos últimos três anos for reeditada, que a briga seja um pouco melhor desta vez.

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[Previsão 17/18] Bulls: em busca da pior campanha possível

O Chicago Bulls escancarou seu planejamento para este ano quando trocou Jimmy Butler, seu melhor jogador, por um pacote do Minnesota Timberwolves que muito dificilmente vai dar algum resultado prático já para esta temporada. Veio um calouro, um jogador no seu segundo ano que não vingou como calouro e outro cara que está machucado e fica de fora pelo menos 30 jogos desta temporada.

Neste cenário, o melhor que pode acontecer para o Chicago é perder o máximo possível, dar tempo de jogos para seus calouros e pós-calouros, azeitar a química dessa turma e tentar arregimentar o maior talento disponível no próximo draft.

Por mais que seja duro para a torcida ver um time abrir mão de um campeonato, acho que o Bulls não está no pior cenário possível.

Eu entendo que a torcida tenha ficado chateada com o desfecho da troca, que o front office não passe segurança e que seja um saco tankar, mas com a eminente saída de Jimmy Butler, Rajon Rondo e Dwyane Wade, a reconstrução era a opção mais viável – especialmente quando os melhores times da competição se fortaleceram ainda mais.

No fundo, o Bulls parte para um rebuild com algum valor em seu elenco, com peças que podem ser aproveitadas no processo que está para começar. Por mais que a sensação seja de que era possível conseguir um troco melhor, eu ainda acho que o pacote recebido em Chicago não é de todo descartável.

Vamos um a um: eu aprendi a gostar de Zach Lavine. O jogador deixou de ser um combo guard que não fazia nada muito bem para se transformar em um legítimo shooting guard que faz juz ao nome da posição – chuta bem de fora, tem recurso a meia distância e ataca o garrafão como poucos. É muito jovem (22 anos), atlético e só precisa aprender a defender melhor, algo ainda corrigível.

Kris Dunn é um armador que entrou muito badalado no draft passado e teve sua moral estraçalhada por não ter se mostrado útil nos poucos minutos que jogou pela equipe. Ao meu ver, as condições também não ajudaram em nada o jogador: era reserva declarado e tinha um técnico que assumidamente não tem a menor paciência com calouros. Não acho que, neste cenário, seja justo decretar Dunn como um sem-futuro na liga, especialmente por ele ser um excelente defensor e ter um biotipo perfeito para a posição (alto, envergadura enorme e ágil).

O calouro escolhido é uma incógnita para mim. O Bulls quer em Markkinen uma reprodução de Kristaps Porzingis. O último time que fez isso, o Phoenix Suns, por enquanto não teve muito sucesso ao draftar Dragan Bender. Os scouts alertam ainda que a defesa do jogador é bem deficiente. Por outro lado, o garoto jogou muito bem pela Filândia no EuroBasket do mês passado. Seu potencial é tão grande quanto cinzento.

Paul Zipser, Nikola Mirotic e Denzel Valentine, que já estavam no time, têm uma margem para evolução interessante. Um ano sem grandes pretensões por resultados, focado exclusivamente no desenvolvimento destes caras, deve servir, pelo menos, para definir quem tem qualidade para continuar no elenco pelos próximos anos e quem pode ser descartado.

Já é um ponto de partida razoavelmente melhor do que muitos times que recentemente partiram para o rebuild do zero – e até que estão conseguindo um relativo sucesso neste processo.

Claro que nada disso vai adiantar se o time continuar apostando em caras tipo Cameron Payne – aparentemente a comissão técnica já viu que ele não tem utilidade alguma nos primeiros treinos da equipe -, mas, na média, as peças do time são mais animadoras do que isso.

O maior erro que este time pode cometer, no entanto, é se seduzir por uma boa fase e achar que pode brigar por algo além da loteria do draft. Com tanto time ruim no Leste, não é impossível que um time cru como este Bulls tenha uma semana vitoriosa aqui e outra lá. É horrível admitir isso, mas uma vitória fora de hora pode ser suficiente para jogar o time uma posição abaixo dos seus principais concorrentes pela última colocação – e a briga por isso vai ser pesada.

Offseason
É de se questionar se não dava para conseguir algo melhor do que Zach Lavine, Kriss Dunn e Lauri Markkanen por Jimmy Butler. É bem difícil entrar nesta discussão, já que muito dificilmente um time vá conseguir um troco que valha a pena quando for abrir mão de uma estrela.

Time Provável
PG – Kris Dunn / Jerian Grant / Cameron Payne
SG – Zach Lavine / Denzel Valentine / Justin Holiday
SF – Paul Zipser / Quincy Pondexter
PF – Nikola Mirotic / Lauri Markkanen / Bobby Portis
C – Robin Lopez / Cristiano Felicio

Expectativa
Ser um dos piores times da temporada. Se tudo der certo para o Bulls, ele será o time de pior campanha de toda a NBA – mas a concorrência será grande.

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Um boicote aos apelidos autoproclamados

Não tenho filhos, mas imagino que escolher o nome da criança seja uma tarefa complicada, recheada de dúvidas. No entanto, existem pessoas que se superam ao adotar um critério para isso. Tem a clássica história do casal que não tinha ideia de como batizar o filho, estava em um restaurante e se decidiu por replicar no bebê o nome do prato mais caro do menu: Kobe beef.

Pois é, assim nasceu um dos nomes mais marcantes do esporte: Kobe Bryant. Uma alcunha tão escrota que dispensa sobrenomes e apelidos – ‘Kobe’ para se referir a ele.

O problema todo começou quando um publicitário detestável resolveu colocar na sua cabeça que ele deveria capitalizar em cima da passagem mais reprovável da sua carreira. Em 2003, Kobe foi acusado de violentar sexualmente uma mulher em uma clínica quando se recuperava de uma cirurgia. Com isso, criou-se a história de que, para focar no basquete, Kobe ‘virava a chave’ e acionava seus instintos assassinos de “Black Mamba”, uma das cobras mais letais do mundo.

Ainda que comercialmente tenha sido uma sacada ótima, promovendo a venda de milhões de pares de tênis com a marca do jogador, esse apelido nunca me convenceu. Arquitetado mercadologicamente, sem graça e com um propósito medonho. Em resumo, um péssimo apelido que, por mim, nunca teria sido adotado por ninguém – infelizmente tem quem goste e o chame assim.

Na verdade, tenho birra com o ‘Black Mamba’ (o nome, não o jogador) porque acho um porre a maioria dos apelidos autoproclamados.

Russell Westbrook veio com essa agora. Do nada, começou a querer que as pessoas o chamem de Brodie. O que tem a ver? Qual o motivo? Qual a piada? Nada, nada e nada. Brodie é a forma como ele se refere a ele mesmo em algumas entrevistas e etc. A imprensa comprou e agora, como um decreto da derrocada que vivemos hoje, algumas pessoas repetem essa besteira. Péssimo.

Não sei se muita gente lembra, mas Dwyane Wade uns tempos atrás tentou emplacar o horroroso WOW, as iniciais de Way of Wade. A ideia era criar um alter-ego no mesmo molde do péssimo Black Mamba. Graças aos deuses do bom senso não pegou – ainda que eu concorde que ele merecia algo bem melhor que o sem graça DWade e mais forte que Flash, do início de carreira.

Lembro no auge da carreira de Dwight Howard, que ele se pagava de Superman – fez toda uma cena no campeonato de enterradas e tal. Além de toda a mediocridade de criar um apelido para ele mesmo sem a menor graça, ainda era COPIADO de Shaquille O’neal. Como alguém pode achar bom um apelido que tem 0% de originalidade?

Além dele, lembro do Sasha Vujacic, que sequer merecia uma vaga na NBA, quem dirá um apelido. Tentou fazer a turma o chamar de “The Machine”. Chega, né?

Também acho ruim o ‘King James’ de Lebron James. Eu até gosto da presunção de se chamar de rei aos 15 anos de idade, quando o apelido foi criado, mas acho que Lebron é um nome tão poderoso que dispensa qualquer ‘nickname’. King, então, não é lá muito elaborado.

Nestes casos eu abro algumas exceções para auto-apelidos descaradamente pretensiosos. The Process, de Joel Embid, acho aceitável, por exemplo. Justifico, neste caso, que o lema da reconstrução do time, Trust the Process, se popularizou como um bullying às péssimas campanhas do time e a virada começou a vir justamente quando o mais escrachado e talentoso dos jogadores entrou em quadra, logo, Embiid era, de fato, o achincalhado ‘processo’ da franquia.

Aliás, é este o espírito do apelido: ser uma provocação, algo meio engraçado. Giannis Antetokounmpo é o cara com o melhor apelido possível na atualidade – uma era de poucas alcunhas memoráveis, admito. O grego nasceu com um nome impronunciável para os americanos, que se impressionaram com um moleque de braços gigantes e rapidez de um velocista. Bizarrice grega, ou Greek Freak, é de fato a melhor definição possível.

Não entendo como o próprio Kobe Bryant foi ter o pior apelido de todos os tempos se seu pai foi um MESTRE nesta arte: Joe Bryant era conhecido como Jellybean (JUJUBA em português), pois era alto, magrelo e com um molejo impressionante para seu tamanho. Começou como uma sacanagem de colégio e acabou virando uma marca do seu jogo. Uns anos depois, só era chamado assim.

Muito melhor do que Black Mamba e afins. Boicote a eles!

Quase todo piti é exagerado

Parece que é combinado. A um mês da data limite para trocas, jogadores de times ruins, estrelas de franquias que lutam pelo time e atletas renegados soltam o verbo manifestando suas insatisfações. Semana passada foi emblemática: Lebron James, Dwyane Wade, Jimmy Butler e Rajon Rondo abriram a boca para reclamar de algo.

É legítimo e não teria problema nenhum se fosse feito de outra forma. O problema é a maneira que muitos jogadores tentam resolver as coisas: dando piti publicamente pela mídia.

Antes de qualquer coisa, eu faço a ponderação que a gente não sabe o que é tratado internamente. Pode ser que nos meses que precedem o desabafo para a imprensa sejam de intensa negociação com comissão técnica, front office e colegas de time. Realmente, não temos como saber.

Mesmo assim, acho irritante essa choradeira toda. Na maioria esmagadora das vezes me parece mais um sintoma de alguém que está tentando transferir a sua responsabilidade do que de um sujeito que quer realmente solucionar algo.

A começar por Lebron James. É o maior GM informal da liga. Força a barra para o time assinar com seus camaradas, para que demita o técnico, para que o elenco se reforce. OK, é um status adquirido. Mas não é exagero chorar por um armador reserva como se isso fosse a coisa mais fundamental do planeta quando o front office do Cavs é uma extensão direta das suas vontades?

Detalhe que o time já se sujeita a se reformular inteiro para buscar Kevin Love no Timberwolves, a assinar contratos de um ano com ele mesmo para garantir equipes competitivas todas as temporadas e a renovar seus colegas de time (JR Smith e Tristan Thompson, clientes do seu mesmo empresário) por fortunas. O que mais ele quer?

Além do que o Cleveland Cavaliers é uma equipe que já tem um dos elencos mais fortes da liga em uma conferência em que a franquia tem a confortável condição de levar em ritmo de cruzeiro. Se Lebron tem razão em fazer isso, todos seus concorrentes do Leste teriam o mesmo direito.

Não é porque o time não tem o veterano que Lebron quer na armação que o time perdeu para o Sacramento Kings e para o New Orleand Pelicans sem Anthony Davis.

Dwayne Wade é outro que não está lá muito em condições de jogar seus colegas aos leões. Depois de uma derrota, falou que só ele e Jimmy Butler jogam no time do Bulls, que só os dois se importam com os resultados das partidas, jogando toda a responsabilidade dos recentes resultados ruins nos jovens jogadores do Bulls.

Nos dias seguintes, os seus colegas comentaram que Wade não era uma presença muito constante nos treinos do time e Butler, que endossou as críticas do veterano, fez sua pior partida da carreira com apenas uma cesta em 13 arremessos tentados – duas coisas que também não são lá muito exemplares pros demais.

Rajon Rondo, por sua vez, jogou merda no ventilador ao postar nas suas redes sociais que exemplos de verdade eram os seus veteranos no tempo de Boston Celtics, que não procuravam a imprensa para expor seus colegas e resolviam seus problemas internamente e na quadra. No caso dele, não que ele esteja muito preocupado com o sucesso do Bulls, mas possivelmente viu na treta toda uma possibilidade de recuperar os minutos perdidos na rotação ou melar o ambiente de vez e forçar uma troca para um time onde tenha mais espaço.

Todos estes caras são escolados, sabem que qualquer peido fora de hora vira uma bomba. Uma declaração dessas não é um descuido. É uma jogada premeditada. Mas dificilmente tem resultados práticos mais eficientes do que os estragos causados dentro do time.

Não vejo um armador veterano e sem time sendo tão útil assim para o Cleveland Cavaliers no momento, que vá fazer muito mais do que os caras que estão por lá já fazem. Não imagino o Chicago Bulls dando uma virada brutal daqui em diante. Tenho certeza que se Rondo for pra outro time, não vai assumir a titularidade de uma equipe vencedora e retomar o status de estrela.

No fundo, é só um bando de marmanjo chorando diante de uma dúzia de microfones.

Sim, eles sabem arremessar

O jogo estava 101 a 99 para o Bulls e, em uma bola espirrada para a zona morta, Dwayne Wade encaçapou uma bola de três pontos a 26 segundos do final do jogo, dizimando qualquer chance do Boston Celtics vencer a partida. Foi um cala boca geral. Não só pelo chute em si que deu a vitória ao Chicago na estreia do jogador pela equipe, mas por o que aquela cesta representava: com uma atuação impecável nos chutes de longe, Rondo, Wade e Butler mostraram que podem, sim, arremessar de fora.

Havia uma desconfiança geral – minha, inclusive – de que o time estaria limitado a jogadas individuais, penetrações e ‘iso’ dos seus principais jogadores. Todas as críticas quanto à montagem do elenco se concentravam nesta deficiência dos jogadores. Isso porque o trio nunca foi muito afeito a chutar bolas de trás do arco e, sempre que Rondo, Butler e Wade tentaram fazer isso em grande escala, tiveram aproveitamentos ruins.

O desempenho na estreia, no entanto, contrariou o retrospecto. Somados, eles acertaram 9 de 14 arremessos de três pontos, com impressionantes 64% de aproveitamento.

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Para se ter uma ideia da evolução do desempenho, na carreira, os três geralmente acertam menos do que a metade do que acertaram ontem. Wade, por exemplo, fez quatro cestas do tipo no jogo, enquanto na temporada passada inteira, em 74 jogos, ele fez sete.

Me parece claro que houve uma recomendação para que os três arriscassem os arremessos sempre que encontrassem uma oportunidade – especialmente Butler e Wade. Se eles mostrarem consistência nestas jogadas, é uma tática inteligente, que torna o ataque do Bulls bastante imprevisível.

Foi só a estreia, mas foi surpreendente.

Fantasy: quem pegar e quem não pegar no draft da sua liga

O draft é o momento mais importante para uma liga de fantasy. É ali que os times escolhem o elenco base para o restante da temporada. Mesmo que as trocas e os free agents possam dar uma nova cara para a equipe, um bom trabalho no draft facilita muito as coisas. Pegar um ‘steal’ (um jogador que vai produzir muitos ‘fantasy points’ tarde no draft) pode dar o título para um time. Pegar um trambolho que cai de produção é fatal.

Não é fácil projetar as estatísticas do jogador de um ano para o outro – na real este é o maior desafio das ligas de fantasy -, mas existem algumas pistas que podem ajudar a ‘prever’ como será o desempenho de alguns jogadores.

Vou separar então dois grupos de jogadores. Aqueles que você deve tentar garantir para seu time e aqueles que você deve evitar.

Fique de olho!

 Giannis Antetokounmpo (GF / Milwaukee Bucks)

O ‘greak freak’ é a menina dos olhos desta temporada. Ele tem apenas 21 anos e já vai para sua quarta temporada na liga. Já mostrou que tem potencial para ser uma estrela na segunda metade do campeonato passado, quando passou a jogar como armador do time e seus números explodiram – teve médias de 18,8 pontos, 8,6 rebotes e 7,2 assistências nos 28 jogos finais da temporada.

Médias por mês na temp 15/16

Giannis: médias por mês na temporada 2015/2016

É o tipo do cara que preenche todo o box score, com boas médias em todos os atributos. Não é exagero pegá-lo no top20.

Hassan Whiteside (C / Miami Heat)

Rolou uma debandada geral entre os caras que concentravam boa parte dos fantasy points do Miami Heat. Praticamente só sobrou Whiteside. Ano passado sua “Usage %” (proporção de ações na quadra que tem participação do jogador) cresceu muito quando jogou sem Chris Bosh ao seu lado, de 17% para 23%. Suas médias também saltaram para 18 pontos e 13 rebotes. Sem Wade, então, não é difícil imaginar Hassan com médias de 20 pontos por jogo.

Nikola Jokic (FC / Denver Nuggets)

O pivô do Denver já era um excelente jogador para se ter no time, com médias excelentes de pontos e rebotes por minuto. O problema era que ele ainda não tinha muitos minutos de quadra. Agora, é de se esperar que ele fique perto de 30 minutos por jogo em quadra. No ano passado, quando teve esse tempo de ação, teve as excelentes médias de 16,5 pontos, 11,5 rebotes e 3,5 assistências. Recomendável pegar entre os 30 primeiros do draft.

Dennis Schroder (G / Atlanta Hawks)

Ser armador do Atlanta Hawks nos últimos anos, desde que a atual comissão técnica chegou, é garantia de boas médias. Jeff Teague, titular absoluto da posição até temporada passada, tinha garantidos 13 arremessos por jogo e ainda conseguia produzir mais 7 assistências e 2,5 rebotes. Isso dividindo tempo de quadra e posse de bola com o jovem Schroder. Agora, a armação do time ficou toda a cargo do alemão.

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Temporada passada, Dennis já era o nono jogador mais acionado da liga nos minutos em que estava em quadra. Mesmo que não consiga manter este ritmo, deve aumentar consideravelmente suas médias de pontos e assistências para patamares, no mínimo, similares aos de Teague nos anos passados.

D’Angelo Russell (G / Los Angeles Lakers)

Nenhum esporte pode ser tratado como uma ciência exata – a observação puramente estatística emburrece a análise. Mesmo assim, existem constatações naturais. Um time arremessa, em média, 85 bolas por jogo. Kobe Bryant, sozinho, concentrava 17 destes chutes no Lakers do ano passado. Sem o veterano, é de se esperar que Clarkson e Russell ganhem mais oportunidades para pontuar ao longo das partidas, especialmente o segundo, que é mais talentoso.

Além disso, a tendência é o time jogar em ritmo mais acelerado com o novo treinador, Luke Walton, aumentando a produção estatística dos jogadores por partida. Se conseguir se manter consistente, grande desafio dos armadores jovens, Russell se torna uma excelente opção para o meio do draft.

Myles Turner (C / Indiana Pacers)

Não tem muito segredo: o jogador se tornou o titular do Indiana e é a aposta de segundo atleta mais importante da franquia. Teve técnico demitido por lá por causa disso até. Turner teve as melhores médias de tocos dos playoffs, quando assumiu um certo protagonismo na rotação do Pacers. A expectativa é que tenha boas médias de bloqueios e rebotes.

Fuja deles!

Dwyane Wade e Rajon Rondo (G / Chicago Bulls)

Se você não quer dor de cabeça ou arriscar se decepcionar, é bom não apostar em um dos dois jogadores. Basicamente os dois precisam da bola nas suas mãos para produzir fantasy points. Acontece que o jogo só tem uma bola, RISOS. Com Jimmy Butler completando o trio, é de se esperar que o rendimento de todos caia um pouco, já que o Bulls não deve jogar muito espaçado na quadra e ainda tem uma molecada no backcourt reserva pedindo passagem.

Pau Gasol (C / San Antonio Spurs)

É arriscado apostar contra Gasol, que mesmo velho e em diferentes esquemas, sempre conseguiu se mostrar um excelente jogador de fantasy. Acontece que agora ele é jogador do Spurs e sua média de minutos deve cair. Também vai jogar ao lado de Lamarcus Aldridge, a principal referência do garrafão do Spurs.

Em uma liga que a pontuação por minutos é relevante, Gasol ainda é uma boa peça. Nas demais, perde valor para esta temporada.

Nikola Vucevic (C / Orlando Magic)

O pivô tem sido uma boa opção nas últimas temporada em um Orlando esvaziado de talento ofensivo. Agora, no entanto, deve ter concorrência na produção de FPs. Fournier e Ibaka devem ter um volume significativo de chutes por jogo. Gordon e Hezonjia podem despontar como focos no ataque em algum momento também. Além disso, terá mais concorrência no garrafão com a sombra de Biyombo.

Brandon Knight (G / Phoenix Suns)

O combo guard do Phoenix vem de altos e baixos. Ainda que tenha se firmado como um armador com médias bacanas de rebotes e pontos, Knight não é a prioridade do Suns. Bledsoe é dominante quando está em quadra e o papel de Knight deve ser preenchido pelo jovem talento Devin Booker.

Kenneth Faried (F / Denver Nuggets)

Faried sempre foi um jogador de eficiência questionável na NBA, mas sua produção em fantasy era incontestável. Ainda que seja possível ver um jogo ou outro com 20 pontos e 20 rebotes, as médias de Faried devem ser sensivelmente afetadas por uma temporada saudável de Danilo Gallinari e pela ascensão de Jokic e Nurkic.

[Previsão 16/17] Heat: os cacos de um verão trágico

A offseason se desenhava positiva para o Miami Heat quando, no primeiro horário possível, Hassan Whiteside anunciou em seu snapchat que renovaria com o time. O pivô era um dos mais assediados entre os jogadores sem contrato em toda a liga e, de imediato, dissipou a angústia dos torcedores do time avisando que ficaria por mais algumas temporadas.

Mas os capítulos seguintes de uma das novelas mais dramáticas da offseason foram melancólicos. Primeiro a notícia não tão surpreendente de que o time não estava nos planos de Kevin Durant – Pat Riley e os baixos impostos da Flórida não seduziram o jogador.

Depois, o enrolado vai e vem com Dwyane Wade. O jogador mais importante da história da franquia tinha um histórico de problemas para renovar seu contrato e, finalmente nesta temporada, acabou batendo o pé até o último momento contra Riley. O cabo de guerra acabou com Wade assinando por 20 milhões com o Chicago Bulls e abandonando o time onde fez sua carreira.

Por último, a trágica informação de que Chris Bosh não está completamente recuperado dos coágulos sanguíneos que o tiraram de ação nos dois últimos campeonatos.

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Ainda que o jogador esteja disposto a assumir o risco de jogar, a franquia não pretende usá-lo mais. Aí entra uma discussão que vai além da condição médica do atleta. O time se baseia no risco (real e gravíssimo, não se pode minimizar isso) para uma manobra contratual que livraria o salário de Bosh da folha salarial. Ao não usar o jogador no seu elenco neste ano, o time pode preencher seu espaço no salary cap e iniciar uma reconstrução no seu elenco.

Independente da moral do recurso (se é uma precaução legítima ou se está se aproveitando da condição duvidosa do jogador para tirá-lo do time), a equipe que veremos nesta temporada será, pela primeira vez, completamente diferente do Miami Heat campeão de 2006, 2012 e 2013.

Offseason
Além de tudo que foi dito aqui já, o time assinou com Dion Waiters (odeio, mas pode ser útil neste time), Derrick Williams e outros menos badalados e pouco eficientes.

Time Provável
PG – Goran Dragic / Tyler Johnson / Beno Udrih
SG – Josh Richardson / Dion Waiters
SF – Justise Winslow / James Jonhson
PF – Derrick Williams / Josh McRoberts
C – Hassan Whiteside / Willie Reed

Expectativa
Diante de tudo isso, não vejo o time indo para os playoffs neste ano, ainda que possa brigar até o final pelas últimas vagas. Whiteside é um bom pivô e Winslow e Richardson são jogadores interessantes para começar um processo de reformulação para as próximas temporadas.

[Previsão 16/17] Bulls: um trio sem três

Eu poderia replicar o post que eu fiz no momento em que Dwyane Wade assinou com o Chicago Bulls dizendo que seria muito estranho ver este time jogar. O ponto principal é a falta de hábito e habilidade dos três jogadores titulares da armação ou laterais da equipe em chutar de três, justamente em um momento em que a liga toda converge para arremessar o máximo possível de trás do arco.

A última vez que eu disse isso, apareceu um monte de gente me xingando, falando que eles sabem, sim, arremessar de longe e blablabla. Infelizmente essa turma está enganada. Óbvio que EVENTUALMENTE Rondo e, principalmente, Butler e Wade acertam seus chutes. Que em um jogo ou outro esquentam a mão e saem com um bom aproveitamento. Mas esse não é o negócio deles. Pelo menos não no nível de perfeição que a liga joga atualmente.

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No ano passado, os três juntos acertaram 133 chutes de três – sozinhos, 30 jogadores conseguiram fazer mais cestas do que o trio somado. Em aproveitamento, Rondo teve 36% e Butler 32%, números abaixo do aceitável para um chutador razoável de fora. Wade, então, foi risível, com 16% de acerto.

O time não se resume a isso, claro. Afinal, os três têm inúmeras outras qualidades (visão de jogo acima da média, capacidade defensiva de primeira e etc) e o Chicago tem outros jogadores que podem arremessar de longe (Mirotic, McDermott, Valentine), mas jogar desta forma é contrariar uma das principais tendências da NBA atual.

E mesmo achando estranho, não tenho certeza se é bom ou ruim. É diferente, um experimento, digamos, interessante. Para os saudosistas que amam o basquete dos anos 90, é até um time a se simpatizar, já que o trio vai abusar dos chutes longos de dois pontos e quebrar o pau no garrafão com várias infiltrações.

Offseason
O verão do Bulls também foi estranho. Quando se livrou de Rose, Noah e Gasol, parecia que um rebuild forte viria pela frente. A tendência seria apostar em jogadores jovens e tentar transformar a franquia para o futuro. Não foi o que aconteceu. O time assinou com o veterano Dwyane Wade, que apesar da idade ainda é capaz de liderar uma franquia aos playoffs, e com o armador Rajon Rondo, que já não está mais no seu auge, mas ainda tem alguma lenha para queimar.

Time provável
PG – Rajon Rondo / Jerian Grant
SG – Dwayne Wade / Denzel Valentine
SF – Jimmy Butler / Doug McDermott / Tony Snell
PF – Nikola Mirotic / Bobby Portis / Taj Gibson
C – Robin Lopez / Cristiano Felicio

Expectativa
A chegada de Wade e Rondo, aliada a troca por Robin Lopez, deve dar um gás para o Bulls voltar aos playoffs. Não vejo o time sofrendo para se classificar, mas também não considero como um dos favoritos para o título no Leste.

 

Esse Bulls vai ser muito estranho

Quase tão chocante quanto a ida de Kevin Durant para o Golden State Warriors foi a saída de Dwyane Wade do Miami Heat para se juntar ao Chicago Bulls. Quer dizer, acho que a movimentação de Wade foi muito mais surpreendente. Durant era o grande nome da offseason e, mesmo que antipática, a troca de time do ala faz todo o sentindo – um dos melhores do mundo cansou de perder e se juntou ao melhor time da NBA para ganhar um título. Agora, Wade saindo de Miami? Para se juntar a um Chicago Bulls que parecia que iria afundar num processo de reconstrução monstruoso? É bem estranho.

O papo nem era novo, mas é muito surpreendente que o desfecho tenha sido este mesmo. Todas as renovações de Dwayne Wade com o Miami foram cheias de cu doce para todos os lados. O jogador sempre sentia que estava abrindo mão de uma valorização natural em prol do elenco. A franquia achava que o jogador tinha que fazer estas concessões já que frequentemente se lesionava e estava pagando o preço por ter um time competitivo por toda a carreira, algo raro para maioria dos atletas.

Enquanto um blefava com o outro, Wade sempre foi ventilado no Bulls. O jogador é nativo de Chicago e a cidade esteve carente de um jogador do seu calibre desde a saída de Michael Jordan – Derrick Rose ocupou este posto por um tempo, mas as lesões deram mais dor de cabeça para o torcedor do que esperança. Apesar de todos os boatos, todo mundo sabia que Wade ia acabar renovando com o Heat.

Até que deu a louca e não renovou. Saiu de um time que parecia se acertar bem para a próxima temporada e se uniu a um Bulls que se desmantelou. Que trocou Rose, deixou Joakim Noah e Pau Gasol saírem e todos os boatos davam conta que o próximo negociado seria Jimmy Butler, o único excelente jogador remanescente no elenco.

Como não conseguiu fazer nenhuma troca no dia do draft, foi levando. Até que assinou com Rajon Rondo, em uma movimentação bem estranha, e, agora, com Dwyne Wade, mais bizarra ainda.

Individualmente falando, eu adoro os três jogadores do backcourt do Bulls. Dwyane Wade é um dos atletas mais decisivos da liga, seu jogo está atrelado à vitória. Butler é um defensor fantástico e um ala-armador completo. Rondo é um gênio incompreendido. Mas, de verdade, não consigo imaginar o que vai sair da combinação destes três caras juntos.

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Esse photoshop ficou massa

A questão mais óbvia e que nenhum dos três chuta de três. Rondo não arremessa de nenhum lugar. Wade arremessa sempre o mais próximo possível da cesta. Butler tem a pior característica de um jogador dos anos 90, que é adorar os arremessos longos de dois pontos.

Somados, o trio fez 133 cestas de trás do arco na temporada passada – marca que foi 30 jogadores superaram sozinhos ao longo do último campeonato. Rondo, que não chuta e não sabe chutar, foi o que teve a melhor mira em comparação com os dois colegas, com 36% de aproveitamento – o que dá uma boa medida de como os três são péssimos no fundamento.

Isso faz com que o esquema a ser desenhado pelo técnico do time seja um desafio à NBA de hoje, que a cada ano chuta mais de três e a todo jogo nega o jogo de jump shot de dois pontos. Ainda que nem todo time seja um Golden State Warriors, não ter a alternativa dos arremessos de fora torna uma equipe muito mais fácil de ser marcada – especialmente por ter um pivô que não é um exímio pontuador em Robin Lopez.

Por outro lado, o trio pode formar uma cara tão incomum ao basquete de hoje, que eu não duvido que dê certo. Não vai ser suficiente para competir com Cleveland Cavaliers, por exemplo, mas pode dar liga e ficar no miolo da classificação para os playoffs do Leste.

Nem que não vença, acho que vai ser interessante pelo experimento. Wade é excelente na movimentação sem a bola, Rondo consegue ver o jogo de uma maneira muito particular e Butler é uma estrela em ascensão. Há elementos para se montar um time de uma maneira muito interessante. A gente só não faz ideia de como isso vai ser. Vai ser estranho, mas não vai ser necessariamente ruim.

Guia da offseason: top 25 free agents

Hoje se inicia oficialmente a offseason. A partir do meio dia lá nos EUA os jogadores sem contrato podem renovar com seus times ou procurarem novas equipes. Eu tentei explicar aqui no blog como funciona este período e quais são os contratos que os free agents podem assinar. Esta intertemporada tem uma peculiaridade, já que o limite salarial vai saltar de 70 milhões por ano para 94 milhões por ano – com isso, vários times que antes estavam afogados nos seus contratos poderão atrair novos jogadores para seus elencos.

Agora é a hora de listar quem são os principais jogadores que estão dando sopa e quais as possibilidades de cada um deles. Segue, em ordem do melhor para o pior, os 25 principais free agents deste ano:

1- Kevin Durant: Todo mundo está atrás dele. Ele já admitiu ouvir proposta de cinco times: OKC, Spurs, GSW, Heat, Celtics e Clippers. Não descartou o Knicks. Não dá para saber como Durant pensa, mas é de se imaginar que ele só considere assinar com times que darão todas as condições para ser campeão. Ao meu ver, Thunder tem a vantagem por poder oferecer os maiores salários. É o tipo do cara que transforma qualquer franquia.

2-Lebron James: Seria o primeiro da lista se não fosse quase uma barbada que vai renovar com o Cleveland Cavaliers. Na verdade, James é free agent só por uma ‘manobra’ contratual para poder renovar ano após ano pelo salário máximo.

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3- Andre Drummond: Foi o pivô que mais evoluiu na última temporada e ainda conseguiu levar o time do Detroit Pistons aos playoffs. Seu contrato de calouro acabou de encerrar, então o Detroit Pistons tem o direito de cobrir qualquer oferta que o jogador receber (e com certeza fará isso).

4- Mike Conley: Totalmente low profile, Conley é um dos melhores armadores da liga hoje. É quase uma cópia de Chris Paul, com um pouco menos de poder de fogo. Cairia bem em qualquer time que não tem um point guard nível all star. Memphis tem certeza que vai renovar com o jogador pelo salário máximo, mas ele tem reunião agendada com o Dallas Mavericks.

5- DeMar DeRozan: O jogador é um dos melhores shooting guards da liga. Sua capacidade de finalizar infiltrando no garrafão e de chamar a falta é útil para quase todos os times. Tem uma deficiência grave de não ter um chute confiável de três, mas mesmo assim vai ser pago com um salário máximo em algum time. Toronto quer renovar, mas Lakers também estaria interessado.

6- Al Horford: O veterano pivô jogou toda a sua carreira no Atlanta Hawks, mas poderia estar atrás de novos ares, já que o time da Georgia não parece ter muito cacife para bater de frente com o Cleveland Cavaliers. Neste ano, adicionou o arremesso de três ao seu repertório, se tornando um jogador muito completo para a posição. É um dos alvos do Boston Celtics  e do Miami Heat nesta offseason.

7- Hassan Whiteside: O líder em tocos da temporada passada vai atrás de um contrato gigantesco (hoje ganha 500 mil dólares e deve receber mais de 20 milhões no novo time). É um excelente reboteiro e intimidador na defesa. Não serve para ser estrela de um time, mas pode ser uma peça fundamental em um time azeitado. Lakers, Dallas, Miami e Portland querem contar com ele.

8- Dwyane Wade: O veterano chega mais uma vez a uma offseason descontente com as conversas de renovação que tem tido com o Heat. Das outras vezes, acabou assinando um novo acordo com o time. Deve acontecer o mesmo neste ano.

9- Bradley Beal: O ala-armador do Washington Wizards seria uma das principais estrelas desta offseason se não tivesse se machucado MAIS UMA VEZ nesta temporada. Beal é excelente, mas simplesmente não consegue jogar mais do que 60 partidas em um ano. Wizards vai oferecer um salário máximo para ele e cobrir qualquer oferta rival.

10- Dwight Howard: Ele já rejeitou sua opção de renovação com o Houston e vai em busca de novos ares. Dwight perdeu muito do prestígio nos últimos anos e hoje é visto mais como um problema do que como uma solução para boa parte dos times. Mas ainda tem mercado. Atlanta quer ele caso perca Horford. Dallas e Knicks também.

11- Nicolas Batum: Não é nenhum craque, mas é um bom jogador, com chute certeiro de fora e excelente marcação. É cotado para substituir Harrison Barnes no Warriors, mas para isso terá que aceitar um salário abaixo das suas expectativas. Pode buscar um contrato maior renovando com o Charlotte.

12- Dirk Nowitzki: O alemão avisou o Dallas que vai ouvir outras propostas. Não o vejo com outro uniforme, apesar de ser um jogador interessante para quase todas as equipes. Falam que o Warriors estaria interessado nele.

13- Pau Gasol: Com o Bulls em processo de autodestruição, Pau Gasol vai atrás de outro time para encerrar a carreira. O pivô ainda pode render bem, já que seu jogo não tem sido prejudicado pela idade – pelo contrário, aliás. Gasol tem a cara do Spurs e seria uma boa para substituir o possivelmente aposentado Tim Duncan. Thunder também estaria na sua cola.

14- Chandler Parsons: Quando assinou com o Dallas dois anos atrás, Parsons era um dos alas mais badalados da offseason. Tinha vindo de uma campanha excelente com o Rockets e era o escape ofensivo perfeito para boa parte dos times. Não rendeu como o esperado e agora entra numa nova temporada em baixa. Ainda assim, é um ala útil com bom aproveitamento nos chutes de longe. Dallas quer renovar, mas Orlando e Knicks estão de olho.

15- Harrison Barnes: O ala do Golden State Warriors não teve uma boa final e também não chega a ser um especialista em nenhum atributo. Mesmo assim, é um jogador com calibre para ser titular na maioria dos times. O problema é que quer um salário máximo. Dizem que o Lakers poderia pagar – o que seria uma cagada. Warriors tem direito de cobrir qualquer proposta.

16- Rajon Rondo: O armador teve bons números pelo Sacramento Kings, mas não ajudou muito a equipe a se recuperar. Como vive em um mundo paralelo, não sei se seria uma boa para um time que quer competir por algo. Chicago demonstrou interesse e pode ser uma segunda opção para o Memphis.

17- Al Jefferson: Perdeu muito espaço no Charlotte deste ano. É conhecido por ser um velho maconheiro que não se dedica muito ao time. Apesar disso, é muito técnico e bom ofensivamente.

18- Ryan Anderson: Tem o perfil mais procurado na liga (ala-pivô com bom chute de fora), mas seus problemas físicos acabam afastando um pouco do interesse em seu jogo. Quase todos os times com espaço na folha devem tentar assinar com RyNo, inflacionando seu contrato.

19- Dion Waiter: Eu odeio ele, mas é inegável que teve uma boa série de playoffs. Parece carta fora do baralho em OKC, que foi atrás de Oladipo. Deve procurar um novo time que o ofereça uma vaga de titular. Charlotte, Sacramento e Brooklyn demonstraram interesse.

20- Evan Turner: É um dos jogadores mais polivalentes à disposição. Pode jogar de armador até de ala-pivô, forçando muito a barra em um quinteto no small ball. Acharia bacana que assinasse de volta com o Celtics, mas deve ser sexto-homem em algum outro time da liga.

21- Joakim Noah: O pivô que já foi o melhor defensor da liga passou por dois anos difíceis, com muitas lesões, o que deve tirar um pouco do seu valor nesta offseason. Mas como sempre há um New York Knicks, Noah tem boas chances de conseguir um contrato bom e longo.

22- Bismack Biyombo: Ele conseguiu se valorizar muito nos playoffs deste ano. Se não fosse isso, ia assinar aquele típico contrato curto de journeyman. Deve ser sobreremunerado em algum time que tenta voltar aos playoffs.

23- Jordan Clarkson: Não acho bom jogador, mas é um combo guard digno para ser o pior titular de um time ou um bom reserva. Lakers quer renovar por uma bolada – CAGADA ALERT.

24- Jeremy Lin: Teve o melhor ano da sua carreira depois da Linsanity. Carrega com ele todo o marketing oriental que a NBA adora. Charlotte queria renovar, mas acho que não vai aceitar pagar a bolada que os outros times mais desesperados podem oferecer.

25- Festus Ezeli: Reserva badalado do Golden State Warriors, deve ganhar uma bolada para, depois, descobrirem que não é nada de especial. Falavam dele no Lakers, mas pode pintar no Hawks, Dallas ou Rockets.

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