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Guia da offseason: top 25 free agents

Hoje se inicia oficialmente a offseason. A partir do meio dia lá nos EUA os jogadores sem contrato podem renovar com seus times ou procurarem novas equipes. Eu tentei explicar aqui no blog como funciona este período e quais são os contratos que os free agents podem assinar. Esta intertemporada tem uma peculiaridade, já que o limite salarial vai saltar de 70 milhões por ano para 94 milhões por ano – com isso, vários times que antes estavam afogados nos seus contratos poderão atrair novos jogadores para seus elencos.

Agora é a hora de listar quem são os principais jogadores que estão dando sopa e quais as possibilidades de cada um deles. Segue, em ordem do melhor para o pior, os 25 principais free agents deste ano:

1- Kevin Durant: Todo mundo está atrás dele. Ele já admitiu ouvir proposta de cinco times: OKC, Spurs, GSW, Heat, Celtics e Clippers. Não descartou o Knicks. Não dá para saber como Durant pensa, mas é de se imaginar que ele só considere assinar com times que darão todas as condições para ser campeão. Ao meu ver, Thunder tem a vantagem por poder oferecer os maiores salários. É o tipo do cara que transforma qualquer franquia.

2-Lebron James: Seria o primeiro da lista se não fosse quase uma barbada que vai renovar com o Cleveland Cavaliers. Na verdade, James é free agent só por uma ‘manobra’ contratual para poder renovar ano após ano pelo salário máximo.

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3- Andre Drummond: Foi o pivô que mais evoluiu na última temporada e ainda conseguiu levar o time do Detroit Pistons aos playoffs. Seu contrato de calouro acabou de encerrar, então o Detroit Pistons tem o direito de cobrir qualquer oferta que o jogador receber (e com certeza fará isso).

4- Mike Conley: Totalmente low profile, Conley é um dos melhores armadores da liga hoje. É quase uma cópia de Chris Paul, com um pouco menos de poder de fogo. Cairia bem em qualquer time que não tem um point guard nível all star. Memphis tem certeza que vai renovar com o jogador pelo salário máximo, mas ele tem reunião agendada com o Dallas Mavericks.

5- DeMar DeRozan: O jogador é um dos melhores shooting guards da liga. Sua capacidade de finalizar infiltrando no garrafão e de chamar a falta é útil para quase todos os times. Tem uma deficiência grave de não ter um chute confiável de três, mas mesmo assim vai ser pago com um salário máximo em algum time. Toronto quer renovar, mas Lakers também estaria interessado.

6- Al Horford: O veterano pivô jogou toda a sua carreira no Atlanta Hawks, mas poderia estar atrás de novos ares, já que o time da Georgia não parece ter muito cacife para bater de frente com o Cleveland Cavaliers. Neste ano, adicionou o arremesso de três ao seu repertório, se tornando um jogador muito completo para a posição. É um dos alvos do Boston Celtics  e do Miami Heat nesta offseason.

7- Hassan Whiteside: O líder em tocos da temporada passada vai atrás de um contrato gigantesco (hoje ganha 500 mil dólares e deve receber mais de 20 milhões no novo time). É um excelente reboteiro e intimidador na defesa. Não serve para ser estrela de um time, mas pode ser uma peça fundamental em um time azeitado. Lakers, Dallas, Miami e Portland querem contar com ele.

8- Dwyane Wade: O veterano chega mais uma vez a uma offseason descontente com as conversas de renovação que tem tido com o Heat. Das outras vezes, acabou assinando um novo acordo com o time. Deve acontecer o mesmo neste ano.

9- Bradley Beal: O ala-armador do Washington Wizards seria uma das principais estrelas desta offseason se não tivesse se machucado MAIS UMA VEZ nesta temporada. Beal é excelente, mas simplesmente não consegue jogar mais do que 60 partidas em um ano. Wizards vai oferecer um salário máximo para ele e cobrir qualquer oferta rival.

10- Dwight Howard: Ele já rejeitou sua opção de renovação com o Houston e vai em busca de novos ares. Dwight perdeu muito do prestígio nos últimos anos e hoje é visto mais como um problema do que como uma solução para boa parte dos times. Mas ainda tem mercado. Atlanta quer ele caso perca Horford. Dallas e Knicks também.

11- Nicolas Batum: Não é nenhum craque, mas é um bom jogador, com chute certeiro de fora e excelente marcação. É cotado para substituir Harrison Barnes no Warriors, mas para isso terá que aceitar um salário abaixo das suas expectativas. Pode buscar um contrato maior renovando com o Charlotte.

12- Dirk Nowitzki: O alemão avisou o Dallas que vai ouvir outras propostas. Não o vejo com outro uniforme, apesar de ser um jogador interessante para quase todas as equipes. Falam que o Warriors estaria interessado nele.

13- Pau Gasol: Com o Bulls em processo de autodestruição, Pau Gasol vai atrás de outro time para encerrar a carreira. O pivô ainda pode render bem, já que seu jogo não tem sido prejudicado pela idade – pelo contrário, aliás. Gasol tem a cara do Spurs e seria uma boa para substituir o possivelmente aposentado Tim Duncan. Thunder também estaria na sua cola.

14- Chandler Parsons: Quando assinou com o Dallas dois anos atrás, Parsons era um dos alas mais badalados da offseason. Tinha vindo de uma campanha excelente com o Rockets e era o escape ofensivo perfeito para boa parte dos times. Não rendeu como o esperado e agora entra numa nova temporada em baixa. Ainda assim, é um ala útil com bom aproveitamento nos chutes de longe. Dallas quer renovar, mas Orlando e Knicks estão de olho.

15- Harrison Barnes: O ala do Golden State Warriors não teve uma boa final e também não chega a ser um especialista em nenhum atributo. Mesmo assim, é um jogador com calibre para ser titular na maioria dos times. O problema é que quer um salário máximo. Dizem que o Lakers poderia pagar – o que seria uma cagada. Warriors tem direito de cobrir qualquer proposta.

16- Rajon Rondo: O armador teve bons números pelo Sacramento Kings, mas não ajudou muito a equipe a se recuperar. Como vive em um mundo paralelo, não sei se seria uma boa para um time que quer competir por algo. Chicago demonstrou interesse e pode ser uma segunda opção para o Memphis.

17- Al Jefferson: Perdeu muito espaço no Charlotte deste ano. É conhecido por ser um velho maconheiro que não se dedica muito ao time. Apesar disso, é muito técnico e bom ofensivamente.

18- Ryan Anderson: Tem o perfil mais procurado na liga (ala-pivô com bom chute de fora), mas seus problemas físicos acabam afastando um pouco do interesse em seu jogo. Quase todos os times com espaço na folha devem tentar assinar com RyNo, inflacionando seu contrato.

19- Dion Waiter: Eu odeio ele, mas é inegável que teve uma boa série de playoffs. Parece carta fora do baralho em OKC, que foi atrás de Oladipo. Deve procurar um novo time que o ofereça uma vaga de titular. Charlotte, Sacramento e Brooklyn demonstraram interesse.

20- Evan Turner: É um dos jogadores mais polivalentes à disposição. Pode jogar de armador até de ala-pivô, forçando muito a barra em um quinteto no small ball. Acharia bacana que assinasse de volta com o Celtics, mas deve ser sexto-homem em algum outro time da liga.

21- Joakim Noah: O pivô que já foi o melhor defensor da liga passou por dois anos difíceis, com muitas lesões, o que deve tirar um pouco do seu valor nesta offseason. Mas como sempre há um New York Knicks, Noah tem boas chances de conseguir um contrato bom e longo.

22- Bismack Biyombo: Ele conseguiu se valorizar muito nos playoffs deste ano. Se não fosse isso, ia assinar aquele típico contrato curto de journeyman. Deve ser sobreremunerado em algum time que tenta voltar aos playoffs.

23- Jordan Clarkson: Não acho bom jogador, mas é um combo guard digno para ser o pior titular de um time ou um bom reserva. Lakers quer renovar por uma bolada – CAGADA ALERT.

24- Jeremy Lin: Teve o melhor ano da sua carreira depois da Linsanity. Carrega com ele todo o marketing oriental que a NBA adora. Charlotte queria renovar, mas acho que não vai aceitar pagar a bolada que os outros times mais desesperados podem oferecer.

25- Festus Ezeli: Reserva badalado do Golden State Warriors, deve ganhar uma bolada para, depois, descobrirem que não é nada de especial. Falavam dele no Lakers, mas pode pintar no Hawks, Dallas ou Rockets.

Lebron quer jogar com Melo, Wade e CP3, mas é bom admitir isso agora?

Acho que Lebron está um pouco perturbado. Depois daquele monte de besteiras que disse sobre ‘playoff mode’, o jogador voltou a falar algo que não pega muito bem para ele. James disse que espera que em algum momento da sua carreira ele ainda possa jogar ao lado de Carmelo Anthony, Chris Paul e Dwyane Wade. Para reunir o quarteto, chamado de “The Brotherhood”, Lebron disse que toparia um corte sensível no seu salário.

Ainda que não veja qualquer problema nisso, acho que a declaração depõe contra Lebron. Boa parte dos torcedores já acham que ele foi covarde quando saiu de Cleveland e se juntou a Wade e Bosh no Miami. Uma segunda reunião de estrelas seria tudo que os haters adorariam para confirmar as suas teses de que James não tem capacidade de vencer qualquer coisa sozinho.

Além do mais, pega mal com a sua própria franquia. O Cleveland fez de tudo para trazer Lebron de volta e cercá-lo de talento (trocando um grande prospect como Wiggins por Kevin Love) e do nada Lebron dá indícios de que poderia se juntar aos seus amigos em qualquer outro lugar? Não algo legal de falar. Pior: o jogador assinou um contrato de um ano somente para poder assinar pelo novo salário máximo nesta offseason, mas acabou de dizer que toparia ganhar menos para jogar com os três. Não é muito simpático com seu empregador, que vai fazer de tudo para pagar o máximo que pode, tornar este tipo de ideia pública.

Sobre a viabilidade disso tudo: acho que pode rolar. Se os quatro quiserem, acho bem possível que aconteça um dia. É bem provável especialmente se Carmelo e CP3 não ganharem um título até aquele momento e se juntem meio que como uma última tentativa de terem um anel de campeão – mais ou menos o que Karl Malone e Gary Payton tentaram quando foram para o Lakers em 2003.

O único empecilho seria coincidir que os quatro ficassem sem contrato simultaneamente, o que a curto prazo seria difícil – o que confirma a hipótese disso acontecer nos últimos anos de carreira deles.

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“Esse banana boat seria muito mais divertido com o Carmelo…”

Por outro lado, quanto mais isso demorar, menos dominante seria a formação, em tese – e mais chances de fracassarem como aconteceu com Malone e Payton.

Mas assim, também não posso ser tão crítico com este tipo de atitude. A reunião de jogadores em supertimes é uma realidade e cada vez mais isso vai acontecer. E, além disso, é legítimo que eles queiram se divertir entre amigos. Resta esperar para ver se rola.

Chris Paul dá bengala e adesivo de dentadura para Kobe Bryant curtir aposentadoria

Na noite de sábado para domingo do All Star Weekend, Chris Paul, Carmelo Anthony e Dwyane Wade organizaram um jantar fechado em homenagem a Kobe Bryant, que se aposentará ao final da temporada. O encontro foi mais uma reverência ao armador do Lakers, que está fazendo desta temporada a sua turnê de despedida pelos EUA.

Neste final de semana, foi a vez de Kobe se despedir do All Star Game, evento que ele dominou e registrou todos os recordes possíveis nos últimos 20 anos. A ideia do “Gentleman’s Supper Club” – confraria criada pelo trio CP3, Melo e Wade no ano passado – era socializar com o veterano, que é conhecido pelo seu perfil mais introspectivo e pouco sociável.

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Muy amigos: Kobe curte jantar com Wade, CP3 e Melo.

Os jogadores deram a Kobe uma garrafa gigante de um vinho italiano de 96, em referência ao ano em que Bryant entrou na liga. Um conjunto de robe e outras roupas para curtir as férias prolongadas também foram entregues ao jogador.

Mas, claro, que os craques também aproveitaram para trollar Kobe. Wade entregou uma assinatura de um ano de Netflix, já que o aposentado terá bastante tempo livre a partir de junho.

Chris Paul foi além: deu uma caixa de uma versão local de COREGA, óculos para vista cansada, bengala e meias de compressão para melhorar a circulação. Todos recomendados para a turma ‘mais experiente’.

Mesmo sendo um evento fechado, os jogadores abriram o jogo no final do jogo de domingo e contaram sobre o encontro – e claro, sobre as sacanagens. Kobe, aparentemente, levou na boa.

Restam mais 27 jogos. Depois disso, Kobe já tem o necessário para curtir a aposentadoria.

 

Os caras andam uma quadra inteira

Está gritante. Toda semana tem umas duas ou três jogadas absurdas em que o jogador caminha quase metade da quadra sem bater bola e os juízes não marcam nada. Rolou estes dias com o Carmelo Anthony, com o Dion Waiters, com o Dwyane Wade, com todo mundo. Ontem aconteceu com o Jae Crowder, do Boston Celtics.

Depois que o jogador segura a bola em direção à cesta, quantos passos ele deu? A cena é rápida, mas dá para contar pelo menos cinco. A regra da NBA, ainda que levemente mais branda que a regra do basquete universitário e mundial, permite que o jogador dê dois passos depois de completar o drible e antes de passar a bola ou arremessá-la. A regra é assim porque é quase que um movimento instintivo natural do corpo ao completar um movimento. Todo mundo que já fez uma aula de educação física sabe disso. E qualquer pessoa que vê o lance do Crowder percebe que ele andou com a bola.

Por conta das vistas grossas feitas pelos árbitros, os jogadores estão andando caminhando direto com a bola nas mãos. Em alguns casos dão até mais passos do que Crowder. Carmelo, por exemplo, caminhou meia quadra com a bola:

https://www.youtube.com/watch?v=OsZSuNyQioI

Mas ainda menos do que DJ Augustin neste lance, em que caminhou uma volta e meia na terra:

Particularmente, eu vejo dois problemas nisso: primeiro que se desrespeita uma regra do jogo que é bem objetiva. Porra, é só contar o número de passos que o cara dá. Se são três, ok, até pode surgir uma dúvida, mas quando são sete, NOVE, DEZ, já é muita coisa.

Com isso, temos o segundo grande problema: você dá uma vantagem absurda para o jogador de ataque. É infinitamente mais difícil roubar a bola ou atrapalhar um jogador que está segurando a bola junto ao corpo do que fazer o mesmo quando o adversário está batendo bola. É óbvio.

Não sei o motivo desta permissividade, mas a impressão é que estas ‘bad calls’ estão cada vez mais frequentes no jogo. Péssimo.

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