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#Fera: Evolução de Victor Oladipo dribla desconfiança no seu jogo e hype dos concorrentes

Evolução de Victor Oladipo dribla desconfiança no seu jogo e hype dos concorrentes

[Previsão 17/18] Pacers: quando a ressaca pós-Paul George vai passar?

Os últimos meses foram insanos. Por mais que nenhuma partida oficial tenha sido jogada de fato pela NBA, o vai e vem do mercado de jogadores foi frenético. Não tenho lembrança de uma offseason em que tantas estrelas tenham mudado de time e que tanto times tenham se fortalecido – isso comparado à monotonia dos playoffs faz com que o período de trocas e assinaturas de contratos pareça ainda mais empolgante do que efetivamente foi.

Depois desse furacão todo, as times que perderam seus principais jogadores fazem as contas da tragédia. A maioria saiu enfraquecida, mas não totalmente desguarnecida: o Utah Jazz ainda tem Rudy Gobert e um elenco coeso apesar da saída de Gordon Hayward, Kristaps Porzingis tem tudo para virar um franchise player de verdade com a troca de Carmelo Anthony e por aí vai.

Dois times saíram de fato arrasados da offseason: Chicago Bulls, que partiu para um processo agressivo de reconstrução via futuros drafts, e o Indiana Pacers, que não teve muita alternativa depois de toda a novela envolvendo Paul George.

O problema do time de Indianápolis foi que Paul George falou para quem quisesse ouvir que tinha a intenção de se juntar ao Lakers daqui uma temporada, ao final do seu contrato atual. O que parecia uma boa intenção, uma chance de fazer o Pacers capitalizar com o seu talento com uma troca, na verdade foi o que condenou qualquer negociação da franquia. Com pouco tempo de contrato restante e um destino praticamente certo ao final dele, poucos times se interessaram pelo ‘aluguel’ do seu basquete por apenas um campeonato.

Há relatos que a franquia até poderia ter pego algo melhor nos primeiros dias de offseason, mas o fato é que o time só conseguiu descolar uma contrapartida tímida, com o questionável Victor Oladipo e a promessa-não-muito-promissora Domantas Sabonis.

Com esse troco, com a saída dos medalhões Monta Ellis e Jeff Teague e a chegada de uma porrada de free agents meia boca, o Indiana é um dos times que sai do caos dos últimos meses com o futuro mais indefinido. Não se fortaleceu e nem abriu mão de tudo em busca de um futuro promissor.

O time rejuvenesceu, conseguiu calouros legais, pescou um jogador valioso em Cory Joseph, mas mesmo assim continua sendo um dos que tem a menor soma de talento atual e possibilidade de upside futuro.

Imagino que outros movimentos virão por aí. O time tem uma das cinco menores folhas salariais da liga (apesar o elefante na loja de cristais que é o contrato de Victor Oladipo) e um novo executivo para comandar o front office. Só a margem para trabalhar os contratos e trocas somada à necessidade desse cara mostrar trabalho já deve render alguma coisa – o que não quer dizer que é uma coisa boa.

O time não se mexeu muito, pois ainda está tentando se entender após a saída do seu grande jogador dos últimos anos – por mais que muita gente duvide da capacidade de George, ele levou o time a duas finais de conferência nos últimos anos e fez da franquia uma ameaça legítima ao Miami Heat de Lebron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. É uma mistura de luto e de confusão mental sobre o que o time pode querer daqui em diante com um elenco muito mais modesto.

Em todo caso, acho que o próximo passo do Indiana é esse. Ver com o que pode contar, o que desencanta no time e partir para as compras. Quando isso acontecer, a ressaca pós-Paul George estará totalmente curada, de vez.

Offseason
Foi muito estranha, totalmente comprometida pela declaração de Paul George e por sua aproximação com o Los Angeles Lakes.  Não entendi também porque assinou com Darren Collison, um jogador que já mostrou que não é nada de especial na liga – especialmente depois de conseguir Cory Joseph, um dos melhores armadores reservas da NBA nos últimos anos. Fora isso, o time buscou dois nomes interessantes para o garrafão no draft.

Time Provável
PG – Darren Collison / Cory Joseph / Joseph Young
SG – Victor Oladipo / Lance Stephenson / Damien Wilkins
SF – Bojan Bogdanovic / Glenn Robinson III
PF – Thaddeus Young / Domantas Sabonis / TJ Leaf
C – Myles Turner / Al Jefferson / Ike Anigbogu

Expectativas
Imagino um time que não é bom o suficiente para lutar por algo, nem ruim a ponto de ser um dos piores da conferência. Deve ficar ali pela décima posição do Leste. Sem pressão e concorrência, imagino Myles Turner com números bem inflados. Talvez seja o cenário ideal para Victor Oladipo mostrar se um dia vai se tornar alguma coisa especial.

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‘Tampering’: o que é, por que virou notícia e no que pode dar?

É o assunto da semana: o Indiana Pacers acusou o Los Angeles Lakers de ter negociado com Paul George enquanto o jogador ainda estava sob contrato com o time de Indianápolis, uma prática chamada ‘tampering’ e que é proibida pela liga. A NBA acatou a denúncia e está investigando o caso, apesar de já adiantar que não encontrou nenhuma evidência mais concreta logo de cara.

Na teoria, nenhum time pode tentar aliciar, convencer ou até mesmo, em certa medida, contactar qualquer jogador, técnico ou executivo que esteja sob contrato com outra franquia. A liga pode aplicar punições, como multas, perdas de picks no draft e até bloqueio de transações, ao time que fizer isso.

O que o Indiana Pacers alega é que o contato do Lakers com Paul George fez o jogador manifestar o interesse em sair assim que seu contrato terminasse e, com isso, jogar seu valor de troca no chão. Com isso, o time acredita que recebeu muito pouco em troca quando negociou seu atleta. Tudo porque ele estaria já acertado com o time de Los Angeles e nenhuma equipe queria pagar o que ele valia para ter só um ano dos seus serviços.

Apesar do Pacers ter aceitado a proposta que quis – ninguém obrigou o time a negociar George por Victor Oladipo e Domantas Sabonis -, eu entendo que o time tenha se sentido prejudicado. PG é um atleta sensacional e sua saída, dessa forma, foi uma porrada em qualquer pretensão da franquia para o futuro. No entanto, eu duvido muito que isso vá dar em alguma coisa.

As razões são várias. Primeiro que é muito, mas muito difícil provar que efetivamente aconteceu algo. Jogadores, executivos e agentes se falam o tempo todo. É muito complicado afirmar que um contato aqui ou ali aconteceu dentro ou fora das regras. Se fossemos levar a lei da liga ao pé da letra, todos os times teriam que ser punidos dezenas de vezes a cada temporada, quando, na prática, são raríssimos os casos de punição. Na real, só acontecem quando os envolvidos admitem o ‘tampering’.

(Richard Mackson-USA TODAY Sports)

O simples fato da NBA proibir mas assumir que nunca inicia uma investigação por conta própria já dá o tom do posicionamento diante dos casos – a liga só abre um processo mediante uma denúncia. Na história, poucos casos relevantes tiveram um desfecho mais grave – como o Miami Heat que perdeu uma escolha de draft por ter aliciado Pat Riley a se juntar ao time enquanto ainda era técnico do New York Knicks. Em geral, são multas pagas em valores que sequer são divulgados.

A prática é tão comum e suas consequências são tão desprezadas que na maioria dos casos ninguém dá bola. Neste ano, Draymong Green admitiu que ao perder para o Cleveland Cavaliers na temporada retrasada, ligou para Kevin Durant e o convenceu a se juntar ao Golden State Warriors. Depois de um frenesi inicial, ninguém mais deu a mínima.

O caso envolvendo Lakers-George-Pacers só tomou o noticiário com alguma proporção mais volumosa porque é offseason e, passado o período de assinatura de Free Agents e engavetado o pedido de Kyrie Irving para ser trocado, ninguém tem nada de mais interessante para falar – este blog é um exemplo disso, risos. Claro, o fato de ser o Lakers amplifica um pouco as coisas.

Por mais que nunca tenha rolado, a regra permite punições mais severas do que as conhecidas. Existe a possibilidade até do time e do jogador ficarem impedidos de assinarem contrato, caso a liga entenda que houve o aliciamento e que foi grave a este ponto. Mas diante de todas as alternativas e do histórico, esta é a mais improvável.

No final das contas, se o Los Angeles Lakers e Paul George combinaram algo, o mais provável é que o acordo seja confirmado no ano que vem, com o ala assinando com o time californiano. Sem punições.

O complicado ‘aluguel’ de Paul George

Depois da ida de Chris Paul para o Houston Rockets, a movimentação mais notável do mercado da NBA até o momento foi a ida de Paul George para o Oklahoma City Thunder em troca de Victor Oladipo e Domantas Sabonis. Mais chamativa do que a ida do ala all star para o time de Russell Westbrook foi o troco pobre recebido pelo time de Indiana. De fato, a negociação fez parecer a troca do Chicago Bulls boa, mas é preciso entender que a situação do time era bem desconfortável e seria quase impossível conseguir alguma coisa realmente valiosa em troca.

Para tudo ficar mais claro, vamos colocar as coisas aqui em ordem cronológica. Paul George está a um ano do final do seu contrato e avisou que testaria o mercado assim que a próxima temporada acabasse. Mais do que isso, disse que estaria predisposto a assinar com o Los Angeles Lakers. Com poucas chances de ficar com o jogador, o Indiana Pacers foi ouvir propostas de trocas por PG13 para não sair sem nada em retorno com a sua saída.

No entanto, como George só tem um ano de contrato e disse que tem um destino preferido, a maior parte dos times ficou receosa de dar muitas coisas em troca do atleta, afinal, as chances dele jogar uma temporada apenas e sair de graça seriam enormes. Na prática, os times não estavam dispostos a dar bons jogadores ao Indiana por um ‘aluguel’ de alguns meses de Paul George.

É muito difícil saber o que realmente aconteceu nos bastidores e quais propostas foram realmente colocadas na mesa pelo jogador, mas os jornalistas que cobrem a NBA in loco dizem que o Cleveland Cavaliers e o Boston Celtics demonstraram algum interesse no negócio. Falaram que o Cavs estaria disposto a trocar Kevin Love e que o Boston ofereceu propostas combinando picks médias do draft, Jae Crowder, Marcus Smart e Avery Bradley.

A situação era complicada. Com o domínio absoluto do Golden State Warriors, o sentimento geral na liga é que não vale a pena sacrificar o futuro de uma franquia para ter um jogador que, garantidamente, só vai te dar algum retorno na temporada imediatamente seguinte – temporada esta que, pelo sentimento de hoje, já está nas mãos do Warriors.

O Lakers, time mais beneficiado pela declaração de George, não se mexeu muito – aposta que conseguirá o jogador ‘de graça’ no ano que vem.

Aparentemente, o Indiana Pacers achou que nenhum dos trocos oferecidos era bom o suficiente pelo seu jogador e foi atrás de outros parceiros para a negociação. Foi assim que apareceu o Thunder. Victor Oladipo, apesar de até hoje não ter se desenvolvido no jogador que muitos esperavam, foi uma estrela local pela universidade de Indiana. Domantas Sabonis também foi um jogador interessante no basquete universitário. Também dizem que pesou o fato do Pacers despachar George para um time da conferência Oeste – não queria reforçar um rival do Leste.

Pelo lado do Thunder, a troca foi boa, apesar dos pesares: na pior das hipóteses, George sai no ano que vem, mas o time se livrou do contrato longo de Victor Oladipo e pode ir atrás de outros free agents. De quebra, coloca algum talento realmente significativo ao redor de Westbrook nesta temporada.

No final das contas, o retorno foi baixo, decepcionante para o Pacers, mas as condições eram complicadas para o time. Poucos times sacrificariam seus futuros por um ano de Paul George – em uma temporada que, a princípio, tem tudo para ser dominada pelo Warriors mais uma vez. O time, talvez inadvertidamente, preferiu não dar seu melhor jogador para um rival direto e apostou em um jogador que a NBA inteira largou mão, mas que hoje, por incrível que pareça, teria um papel útil jogando pela franquia – é um combo guard em uma equipe que não tem um armador propriamente dito.

Hoje, claro, muita gente diz que o Pacers poderia ter feito isso ou aquilo. Trocado por fulano, por beltrano. Mas, na prática, não dá para saber o que realmente foi proposto de fato. Para os próprios rivais é muito conveniente soltar que propostas muito melhores foram feitas – até para que seus general managers prestem satisfação para seus torcedores. Mas, de verdade, é impossível saber o que rolou.

Com certeza não faz disso um bom negócio, mas não dá para dizer que tinha como conseguir muito mais.

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Leste

Agora vamos ao que interessa. Depois de seis meses de uma maratona quase que infinita de jogos, ‘o campeonato de verdade’ começa neste sábado. Confira aqui os dias dos jogos, os retrospectos dos confrontos ao longo da temporada e um breve palpite do que pode rolar ao longo da série:

1º Boston Celtics x 8º Chicago Bulls

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Chicago @ Boston, 20h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Chicago @ Boston, 20h
Jogo 3 – Sex.  Abril 21  Boston @ Chicago, 19h
Jogo 4 – Dom.  Abril 23  Boston @ Chicago, 19h30
Jogo 5 * Qua.  Abril 26  Chicago @ Boston, a definir
Jogo 6 * Sex.  Abril 28  Boston @ Chicago, a definir
Jogo 7 * Dom.  Abril 30  Chicago @ Boston, a definir

Confrontos na temporada regular: 2 x 2

Palpite: Celtics em 5 jogos

Os dois times vêm de temporadas absolutamente opostas: enquanto o Boston conseguiu ‘roubar’ a primeira posição do Cavs no Leste de maneira minimamente surpreendente (um segundo lugar era bem plausível, mas a liderança não era uma aposta segura), o Chicago enfrentou sérios problemas ao longo de todo o ano e só conseguiu a última vaga para os playoffs no desempate com o Miami Heat.

Ainda que estranhamente o Bulls tenha um retrospecto muito bom contra os melhores times da NBA – e o Celtics está neste grupo -, não imagino que possa acontecer uma zebra aqui. O Boston enfrentou suas maiores dificuldades contra times que contam com um garrafão forte ofensivamente, o que é praticamente a antítese do Chicago. Exceto Isaiah Thomas, o time verde tem alguns dos melhores marcadores de perímetro e tem boas chances de anular a única válvula de escape confiável do rival, Jimmy Butler.

Numa série de vários jogos seguidos, a capacidade do técnico tende a ficar mais evidente e até hoje não existe qualquer indício de que Fred Hoiberg tenha um talento comparável ao de Brad Stevens.

2º Cleveland Cavaliers x 7º Indiana Pacers

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Indiana @ Cleveland, 16h
Jogo 2 – Seg.  Abril 17  Indiana @ Cleveland, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Cleveland @ Indiana, 20h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Cleveland @ Indiana, 14h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Indiana @ Cleveland, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Cleveland @ Indiana, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Indiana @ Cleveland, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Cavaliers em 4

É verdade que provavelmente o Cavs está no seu pior momento da temporada e o Pacers em seu melhor. Verdade também que o Indiana tem talento bruto acima da sua posição da tabela. E, por último, também é real que Paul George é uma máquina que cresce em momentos de decisão. Mesmo assim, acho que o time de Nate McMillan não tem organização e defesa suficientes para parar o Cleveland.

Pelo que se viu ao longo dos últimos jogos da temporada regular, quando Lebron e companhia querem jogar de verdade, o time é outro, bem mais parecido com aquele dos playoffs passado do que com este que tem perdido uma pancada de jogos fáceis.

Já que não tem muita chance do Indiana passar, a expectativa fica por conta do duelo George x James, com o tempero das encheções de saco de Lance Stephenson.

3º Toronto Raptors x 6º Milwaukee Bucks

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Milwaukee @ Toronto, 18h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Toronto @ Milwaukee, 20h
Jogo 4 – Sab.  Abril 22  Toronto @ Milwaukee, 16h
Jogo 5 * Seg.  Abril 24  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Toronto @ Milwaukee, a definir
Jogo 7 * Sab.  Abril 29  Milwaukee @ Toronto,  a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Raptors em 7

Para falar bem a verdade, dizer que essa série vai para sete jogos é mais um desejo do que um chute. Acredito que o Raptors tem experiência e talento de sobra para superar o Bucks recheado de novatos na pós-temporada.

O grande trunfo do Milwaukee na temporada é que Giannis é muito difícil de se marcar. Mas o Toronto é uma equipe que está vacinada contra isso: tem excelentes defensores em todos os cantos da quadra, especialmente Kyle Lowry, PJ Tucker e Serge Ibaka.

O único problema que eu vejo no time canadense é a falta de tempo de jogo do seu quinteto mais talentoso, já que Tucker e Ibaka chegaram no meio da temporada, justamente quando Lowry se machucou. O time terá que se acertar com o pau comendo, o que é um risco.

4º Washington Wizards x 5º Atlanta Hawks

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Atlanta @ Washington, 14h
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Atlanta @ Washington, 20h
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Washington @ Atlanta, 18h30
Jogo 4 – Seg. Abril 24  Washington @ Atlanta, 21h
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Atlanta @ Washington, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Washington @ Atlanta, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Atlanta @ Washington, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Wizards em 6

Eu gosto do time do Atlanta, ainda confio em Dwight Howard e amo Paul Millsap, mas acho que o Washington demora no máximo seis partidas para nocautear Hawks. O Wizards encontrou uma formação muito eficiente para jogar contra times médios nesta temporada – que é o caso do Atlanta – e só deve enfrentar maiores dificuldades quando o rival estiver em uma noite atipicamente inspirada.

O maior problema pro time da Geórgia é que não tem como parar a dupla de armadores do Washington. Dennis Schroder não tem cacife para parar Wall ou Beal. Jose Calderson e Malcolm Delaney, seus reservsa, idem. Para isso, terá que abrir mão do poder de fogo e abusar de Thabo Sefolosha, Kent Bazemore e Taurean Prince, bons defensores. Enfim, a capacidade do Hawks para esse matchup é um lençol curto sem solução.

Por último, torço muito por um confronto entre Washington e Boston, uma das maiores rivalidades da NBA atual, na próxima fase.

Amanhã posto os palpites do Oeste!

Alguém vai sobrar

São três times e apenas duas vagas. Isso para ser definido em apenas um jogo. A rodada final da temporada regular, nesta quarta-feira, vai ter ares de decisão de campeonato para Indiana Pacers, Chicago Bulls e Miami Heat.

Os três times jogam em casa e os dois primeiros, Pacers e Bulls, precisam vencer para se garantir entre os oito melhores do Leste. O Heat, além de fazer o seu papel, precisa secar um dos rivais para retomar um posto no mata-mata.

Cada um dos times vai enfrentar um drama para tentar se garantir nos playoffs.O Miami Heat, a princípio, é o que tem o pior cenário por depender do revés de um dos outros dois. Por outro lado, é o time que, de um modo geral, enfrenta menos pressão: com uma equipe completamente desmantelada, maior parte das pessoas dava como certo que a franquia só faria figuração nesta temporada. O time encontrou um monte de jogadores com muita vontade de jogar e Erik Spoelstra definiu um modelo de jogo que fez o time emplacar uma sequência de vitórias digna dos melhores times do campeonato – só o Warriors emplacou um ‘streak’ mais longo. Só estar ali disputando alguma coisa até o final da temporada já é um puta feito da equipe.

Tem a vantagem de jogar contra o Washington Wizards, que não luta por mais nada na última rodada – ainda que empate com o Raports, perde no critério de desempate.

Em condições levemente mais favoráveis, encontra-se o Chicago Bulls. O time joga em casa contra a equipe mais desprezível da NBA na atualidade, o Brooklyn Nets, que tem apenas 20 vitórias na temporada. O grande problema aqui é que o histórico do Bulls contra times ruins é péssimo – enquanto a campanha contra as equipes boas é positiva. Quer dizer que, só por causa disso, o time vai perder? Claro que não, mas o retrospecto deve servir de alerta.

Por fim, o Indiana Pacers enfrenta o Atlanta Hawks, que vem de uma boa sequência, já está garantido no mata-mata e é bem provável que não ofereça muitas resistências. O grande lance aqui é o Pacers emplacar uma vitória com o que tem de melhor – o time entrou na temporada com expectativas em alta, mas viveu uma montanha-russa ao longo da competição, sem a menor consistência ao longo do ano. Este jogo, aliás, terá transmissão da ESPN!

Dado o momento dos times e tudo que Jimmy Butler e Paul George têm jogado, o meu palpite é que Miami vai pagar o pato. Acho que os três times vencem suas partidas finais, com Indiana garantindo a 7ª colocação e Chicago a 8ª, com uma campanha exatamente igual a do Heat, mas com o time da Florida perdendo no desempate. Vale ficar de olho!

[Previsão 16/17] Pacers: cercando Paul George de talento

Eu não esperava nada do Indiana Pacers do ano passado. De todos os jogadores do time, o único que empolgava era Paul George. Ainda assim, o ala vinha de uma temporada perdida por lesão e ninguém tinha a real noção do quão bem fisicamente ele estaria para a disputa. Dos outros jogadores, sempre achei Monta Ellis um cara que piora os times pelos quais passa, George Hill é alvo de todo o meu preconceito e os demais nem eram dignos de nota. Mesmo assim, o Pacers se classificou para os playoffs e fez uma das séries mais empolgantes do mata-mata contra o Toronto Raptors, perdendo por 4-3 para o finalista da conferência.

O resultado e o modo como as coisas fluíram ao longo dos sete jogos determinaram completamente o destino da franquia para este ano: descobrimos que Myles Turner era um excelente jovem jogador, que Paul George precisava de mais talento ao seu redor e que o ataque do time do jeito que estava montado era muito inconsistente.

Com base nestas três convicções, o presidente do time, Larry Bird, resolveu então chacoalhar as coisas por lá e fez do verão em Indianapolis um dos mais movimentados da NBA. Bancou que Turnet será o pivô titular daqui para frente, trocou escolhas do draft, se livrou de George Hill, reforçou o time titular indo atrás de Jeff Teague e Thaddeus Young e deu poder de fogo ao banco ao assinar com Al Jefferson. Ainda escolheu não renovar com o técnico Frank Vogel – equivocadamente, ao meu ver – em busca de um ataque mais dinâmico.

Entre vários acertos e alguns erros, o time hoje tem mais talentos para dar uma folga a Paul George na defesa e ajudá-lo no ataque. O grande desafio será fazer o time criar uma cara e aprender a jogar como uma equipe, já que o técnico Nate McMillan acabou de chegar e o núcleo da equipe está bastante diferente da temporada passada.

Em todo caso, a franquia conseguiu dar um salto de qualidade no elenco e briga pelas cabeças do Leste.

Offseason
Foram meses bastante agressivos por parte do front office do Pacers. Foram três trocas e duas delas por jogadores titulares (Hill por Teague, escolha do draft por Young). Ainda pegou três free agents que terão bastante tempo de jogo e que devem contribuir muito no ataque do time, ainda que reservas (Al Jefferson, Aaron Brooks e Kevin Seraphin).

Time Provável
PG – Jeff Teague / Aaron Brooks
SG – Monta Ellis / Rodney Stuckey
SF – Paul George / CJ Miles / Jeremy Evans
PF – Thaddeus Young / Lavoy Allen
C – Myles Turner / Al Jefferson / Kevin Seraphin

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Expectativa
A conferência está muito embolada e meio que tudo pode acontecer, exceto o Cavs sair da liderança. No entanto, acho que foi o time que mais evoluiu no Leste ao lado do Boston Celtics. Imagino que o time possa brigar até pela segunda posição, garantindo uma posição entre os cinco primeiros da conferência.

Não custa tentar

A grande novela desta offseason é qual será o destino de Kevin Durant. Entre todos os jogadores que terão seus contratos encerrados ao final da temporada, Durant é disparado o melhor – bom a ponto de mudar o destino de uma franquia. Por isso, todos os times que têm as mínimas condições de tentar contratá-lo, tentarão fazer isso.

Aliás, Durant é tão foda que até times que não têm a menos chance de atrair o jogador para o elenco estão fazendo algum tipo de campanha para tentar chamar a atenção do jogador.

O eterno calouro Joel Embiid, do 76ers, é um que está fazendo campanha por Durant em Philadelphia. Detalhe: se Durant quer assinar com um time com chances de ganhar alguma coisa, imagine se existe alguma chance dele fechar negócio com o quase-sempre-lanterna Sixers… Dane-se, Embiid está tentando convencer o craque do contrário.

https://twitter.com/JoelEmbiid/status/737486270033760260

A tática é um pouco questionável: não parece muito eficiente tentar convidar um jogador pelo Twitter para que assine um contrato milionário de muitos anos. O próprio Embiid tentou o mesmo com Lebron há dois anos e, naturalmente, não teve êxito.

Óbvio que é uma zoeira do pivô do Sixers. Acho bem oportuna, já que pelo menos uns seis times acham que têm chances de atrair o jogador mas, no final das contas, ele já deve estar com um plano bem traçado em mente.

Na mesma ~VIBE, os torcedores do Indiana Pacers também começaram a tentar recrutar Durant. Nada de oferecer um time postulante ao título ou um salário monstruoso. Os torcedores do Pacers tentam atrair Kevin com um apelo mais emocional, como uma área no ginásio que ainda precisa ser batizada e poderia, muito bem, passar a se chamar Kevin Durant Area, por exemplo.

Ou então que a cidade tem um breadstick delicioso, um baita de um atrativo para alguém que é fã de pizza rolls.

Ou curto e grosso: que Indianapolis é maior que Oklahoma City Thunder, mas preserva os ares de capital do interior, diferente de uma Los Angeles, Miami ou Nova York.

Vai que dá…

Paul George vai estrelar a capa do NBA2K17

O próximo jogador a figurar na capa do NBA2K é o ala Paul George, do Indiana Pacers. O anúncio oficial está marcado para hoje, às 18h do nosso horário, mas a PlayStation Store já mostrava a arte final da próxima capa no anúncio da pré-venda do jogo.

George vai estrelar a versão ‘standard’ do jogo, que também terá uma edição ‘legend’ – esta com Kobe Bryant como estrela principal, como já anunciado há alguns meses.

A imagem que vazou é pequena e não fica muito clara, mas ao fundo, como de costume, aparecem outras fotos do jogador em ação e uma delas é de PG13 com a camisa da seleção americana, criando a expectativa que, por conta dos Jogos Olímpicos, seja possível jogar com as seleções que estarão na disputa por medalhas no Rio.

Não dá pra duvidar de Larry Bird

“Eu sei que não vai ser uma mudança 100% popular”, disse Larry Bird, presidente do Indiana Pacers, ao anunciar que o contrato do técnico Frank Vogel não seria renovado para a próxima temporada. A mudança é, de fato, bastante controversa: desde que assumiu o time, Vogel levou a franquia a cinco playoffs ao longo de seis anos e em todos os anos fez o time jogar além do seu potencial. Apesar de eu achar Frank um excelente técnico, admito que não dá para duvidar que Larry Bird pode estar certo.

Sim, eu concordo que Vogel é foda. Era auxiliar de Jim O’Brien quando o time estava com uma campanha levemente abaixo da qualidade do elenco: Collison era um segundo-anista em ascenção, Granger ainda tinha bola para gastar, George era um calouro promissor, mas mesmo assim o time estava agonizando nas últimas posições e uma campanha de 17 vitórias e 27 derrotas. Vogel assumiu e arrumou a casa, metendo uma campanha de 20 vitórias e 18 derrotas, suficiente para classificar o time para a pós-temporada – que perdeu para um avassalador Chicago Bulls por 4-1.

Sem grandes mudanças, mas com ajustes precisos, foi o técnico de excelentes campanhas do Pacers nos anos seguintes, levando o time na temporada regular ao top 3 em três anos seguidos. Duas vezes, foi finalista de conferência e perdeu só para o todo poderoso Miami Heat. Nada mal.

Apesar de tudo isso, Bird tem crédito. Os executivos da NBA geralmente são avaliados pelas suas trocas e, via de regra, criticados por se livrarem de jogadores que acabam dando certo em outros lugares. Neste aspecto, Larry Bird é, possivelmente, o cara mais imaculado da liga. Nos últimos anos, de fato, o Indiana Pacers não conseguiu atrair grandes free agents, nem fez trocas muito eficientes, mas se livrou de uma série de jogadores que viraram tralhas lendárias nos outros times.

Danny Granger saiu do Pacers para se tornar um daqueles reservas que não entram em quadra no Miami e Spurs. Roy Hibbert, que parecia ser um eterno candidato a melhor jogador de defesa, se mostrou um acéfalo de 2,17m que ganha 15 milhões de dólares por ano no Lakers. Lance Stephenson saiu do status de uma das maiores surpresas positivas da liga enquanto jogada em Indiana para virar um laranja-podre em todos os outros times que passou.

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Vogel e Bird: 5 anos juntos

No final das contas, o trabalho de um cara desses é lidar com a folha salarial para ter o maior volume de talento possível. Se não conseguiu atrair uma série de estrelas para o time, faz um trabalho digno neste período em que a franquia passa por uma entressafra. Para o ano que vem, tem espaço na folha salarial para pegar um coadjuvante decente e, quem sabe, subir algumas posições na tabela.

Bird tem um currículo incomparável. Único cara da história a ser eleito melhor jogador, técnico e executivo. Ele sabe como os atletas se comportam na quadra e as dificuldades que um treinador tem para motivar estes caras. Na mesma entrevista em que anunciou a saída de Vogel, ele disse que não consegue acreditar que os atletas consigam se manter ‘sintonizados’ com um técnico por mais de três anos – e Vogel sobreviveu a cinco e meia.

Levando em conta tudo isso, acho que é uma jogada arriscada, mas Bird já provou que sabe o que faz.

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