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Chris Paul e James Harden podem jogar juntos?

Acabou de ser confirmada a troca que leva Chris Paul para o Houston Rockets. O jogador avisou a direção do Los Angeles Clippers que assinaria contrato com o time do Texas e, para que o time não saísse sem nada em troca com o final do contrato, acabou chegando a um acordo com Paul de que assinaria por mais um ano com o jogador e imediatamente o mandaria para Houston em troca de Patrick Beverley, Lou Williams, Sam Dekker e uma escolha de primeiro round do próximo draft.

A negociação saiu barato para o Rockets, é muito verdade, mas diante da possibilidade de uma debandada geral do time – capitaneada por Paul, mas já indicada por Blake Griffin e nas sondagens de troca de Deandre Jordan – era o que dava para fazer já que CP3 tinha escolhido seu destino. Era conseguir alguma coisa do Houston ou sair sem nada.

A grande questão agora é saber como Chris Paul e James Harden, dois jogadores que dominam a posse de bola enquanto estão em quadra, vão jogar juntos.

Mesmo quando era um shooting guard ainda, James Harden já era um cara que carregava as bolas além da conta. Na posição antiga, era um ‘buraco negro’ (recebia a bola, quebrava o ritmo e partia para a cesta quando bem entendia). Na nova, nesta temporada, era quem ditava a velocidade de um esquema insano de contra-ataques.

Chris Paul, da mesma forma, nunca jogou sem a bola na mão. Se notabilizou como O MELHOR armador clássico da liga. É um cara que carrega as bolas, chama as jogadas e alterna o ritmo como um comandante do time. Quase que todos os movimentos em quadra estão condicionados aos seus atos.

Os dois lideraram a liga em porcentagem das assistências totais dos seus times e estão há anos no topo da liga em ‘usage rating’. Harden nunca jogou com um armador de nível parecido – o melhor foi Russell Westbrook, que não era ainda nem sombra do que é hoje. Chris Paul também nunca teve um colega na armação tão capaz e centralizador – o mais próximo disso foi dividir a bola com o ‘peladeiro’ Jamal Crawford.

Mas do jeito que as coisas se desenharam, é de se esperar, no mínimo, que ambos estejam muito empenhados para que isso dê certo.

Paul escolheu o Rockets e disse que iria para lá sabendo que o time é de Harden e joga de uma maneira bem característica. Mais do que isso, abriu mão de 11 milhões de dólares na negociação – poderia abocanhar um contrato muito maior se tivesse assinado como free agent com qualquer franquia.

O barba seguiu a mesma linha. Reports dão conta que Harden trabalhou intensamente nos bastidores para convencer Chris a ir para o seu time e, paralelamente, para que o front office do Rockets se mexesse para que a negociação saísse do papel. Fez tudo isso sabendo que Chris Paul é um armador que joga com a bola nas suas mãos o tempo todo.

Digo isso porque qualquer análise que considere as características de ambos deve ser ponderada pela vontade que os dois mostraram em jogar juntos. Logo, é provável que se esforcem para que dê certo, mesmo cada um precise mudar sua maneira de se comportar em quadra.

Na prática – e levando esta ponderação em consideração -, imagino um Chris Paul razoavelmente menos ativo e influente. Pode até ser um desperdício contratar o jogador para emplacar a correria promovida por Mike D’Antoni e ficar ao lado de Harden enquanto ele bate bola, mas confio que o armador é inteligente o suficiente para poder se sair bem neste tipo de situação. No último ano de Vinny Del Negro como técnico do Clippers (segundo de Paul pela franquia), o time era um dos mais rápidos da liga e um dos que mais fazia pontos em contra-ataques. Chris Paul é bom para isso também.

Ambos também são excelentes chutadores. Isso é essencial para que ambos tenham oportunidades de se movimentarem fora da bola e terem melhor chances ainda de arremessar de fora.

Por fim, tirar a bola das mãos de Harden é fundamental em alguns momentos, já que foi o líder disparado em desperdícios de bola na temporada. Ele deve entender isso, já que pediu a adição de Paul ao time.

Será necessário um período de ajuste, com certeza, mas acho que ambos estão dispostos a ceder. E ambos são bons o suficientes para que possam jogar em papéis significativamente diferentes.

O anúncio mais sem sal possível

Os recordes de James Harden ou de Russell Westbrook? O impacto defensivo de Rudy Gobert dentro do garrafão, de Kawhi Leonard no perímetro ou a versatilidade de Draymond Green? A capacidade de Erik Spoelstra ou o ressurgimento de Mike D’Antoni? O fenômeno Joel Embiid ou a regularidade de Malcolm Brodgon e Dario Saric? As discussões sobre quem são os merecedores dos prêmios individuais da NBA neste ano foram das mais acirradas de todos os tempos, mas a escolha por fazer a divulgação dos awards em um show semanas depois das finais da temporada foi uma péssima decisão.

Tudo isso porque o anúncio vai ser justamente no momento em que ninguém mais se importa com os resultados. A poeira da temporada regular já baixou, a falta de competitividade dos playoffs deu um banho de água fria em todos, o draft abriu a nova temporada e a loucura da offseason já tomou o noticiário.

Não sei se é só impressão minha, mas parece que a briga jogo a jogo de Harden e Westbrook aconteceu há muito tempo. Nem lembro mais quantos mil triple doubles cada um fez, quantas partidas com mais de 30, 40 ou 50 pontos os dois emplacaram. O que é recorde de um e o que é de outro – coisa que há dois meses estava na ponta da língua dos torcedores nos seus argumentos para eleger o merecedor do MVP.

Sinceramente, nunca fui muito simpático à ideia – zzzzzz show apresentado pelo Drake zzzzz -, mas mesmo quem achou interessante concentrar o anúncio em um único dia, em um evento grandioso e tal, tem que admitir que o timming foi péssimo.

Não que a decisão sobre isso deveria ser tomada com este critério apenas, mas imagine que sensacional seria se o vencedor do MVP fosse anunciado durante a série de playoffs entre Houston e Thunder? Ou o Coach of the Year durante Rockets e Spurs? O melhor jogador de defesa justamente no encontro entre Kawhi Leonard e Draymond Green nos playoffs? Sempre foi assim e com certeza seriam fatores que fariam das disputas ainda melhores – no caso dos jogos contra o Warriors, poderiam dar alguma graça a série.

Ao longo de toda a história da liga, a forma como os prêmios eram divulgados (ao longo dos playoffs) mudou a narrativa das disputas do mata-mata. Michael Jordan querendo tirar o sangue do Utah Jazz na final após Karl Malone ser eleito o melhor jogador de 1997 numa eleição apertadíssima, Hakeem Olajuwon usando a perda do prêmio para David Robinson para aniquilar o Spurs na final de conferência e muitos outros casos que entraram para a história do basquete.

Há, ainda, outras desvantagens brutais deste modelo: com muito mais tempo entre a entrega dos votos (que acontece ao final da temporada regular) e a divulgação dos ganhadores, há muito mais chances do resultado vazar (aparentemente muita gente já sondou quem são os vencedores), além de, no futuro, permitir que o MVP, COY e etc sejam reconhecidos quando já nem estiver mais defendendo a equipe pela qual ele foi eleito (em 2010, por exemplo, se o show jé existisse, Lebron James seria anunciado como MVP DEPOIS de ter feito toda aquela cena para ir para o Miami Heat). Anticlímax total.

Que o vexame deste ano sirva de exemplo para os próximos.

Reputação recuperada

O retorno de Mike D’Antoni à NBA no ano passado parecia o atestado do fracasso. Ora eleito o melhor técnico da liga, ora comandante de time com melhor campanha e das franquias mais tradicionais do país, agora ele voltava a trabalhar com um cargo menor na comissão técnica do pior time do campeonato em anos, o Philadelphia 76ers.

O enredo decadente era óbvio: os últimos trabalhos tinham sido trágicos. Uma passagem de quatro anos pelo New York Knicks, numa época que a franquia pensou que daria a volta por cima com a chegada de Carmelo Anthony mas que acabou com apenas uma ida aos playoffs e um ultimato do jogador de que não continuaria no time com Mike como técnico; e outra pelo Los Angeles Lakers, na última formação pretensamente galática do time, com Kobe Bryant, Steve Nash, Pau Gasol e Dwight Howard, mas que resultou na segunda pior campanha da franquia em toda a sua história até então.

A conclusão na época, três temporadas atrás, era de que Mike D’Anthony estava ultrapassado. Que seu trabalho, avaliado como unidimensional, estava manjado: um time que concentra todos seus esforços no ataque, nas posses de bola curtas, no pick and roll e nas bolas de três era legal e tal, mas não bom o bastante para ser campeão. Mesmo quando deu certo, diziam, o estilo tinha suas limitações e a equipe se tornava presa fácil nos playoffs.

Lendo hoje, parece bizarro imaginar que este tipo de crítica faça algum sentido. Com alguns ajustes, o estilo imposto por D’Antoni há dez anos se tornou não só uma tendência no basquete de hoje, mas uma referência para os melhores times em atividade – e os dois últimos campeões, rejeitando qualquer rótulo de que o estilo seja característico de equipes perdedoras.

Apesar desta redenção parcial, o reconhecimento de que talvez os insucessos passados estivessem mais relacionados a elencos descomprometidos ou baleados fisicamente veio nesta temporada. Numa união perfeita de talento dos seus jogadores e de um esquema que sabe tirar o melhor de cada um, Mike D’Antoni fez de um Houston Rockets desacreditado e decadente uma nova força na liga.

Montou um ataque poderosíssimo, refez James Harden como um MVP, ressuscitou Eric Gordon, rejuvenesceu Nene, reciclou Ryan Anderson e transformou o Rockets em uma equipe temida por qualquer time da NBA. É, mais uma vez, como há mais de uma década, um dos favoritos ao prêmio de melhor técnico da liga por tudo isso. Até conseguiu montar uma defesa mediana, sua principal dificuldade nos tempos de Phoenix Suns – será que por um problema dele ou pelas características de um time que tinha como principais jogadores Steve Nash e Amare Stoudemire, reconhecidamente péssimos marcadores?

O resultado da partida de ontem foi acachapante e decretou a eliminação do Houston e D’Antoni nos playoffs, mas vale lembrar que a disputa foi contra um excelente San Antonio Spurs, que tem à beira da quadra o melhor técnico da história do basquete, Gregg Popovich. E que a derrota de ontem foi maiúscula, mas praticamente na mesma proporção que a vitória conquistada pelo mesmo Rockets contra o mesmo Spurs no primeiro jogo da série. No final das contas, tomar 4-2 da equipe de segunda melhor campanha da NBA na semifinal da conferência Oeste é um trabalho bem digno para quem ‘estava acabado’.

Não foi neste ano que ele finalmente ganhou alguma coisa. Mas o título é para poucos. Seu estilo de jogo já ganhou troféus. Mais do que isso, ganhou a liga inteira e sua reputação foi merecidamente restabelecida.

A diferença entre a planilha e a quadra

Uma das poucas unanimidades no basquete diz respeito ao melhor jogador de todos os tempos. Uma boa maneira de comprovar essa sensação é evocar algumas estatísticas avançadas que medem a contribuição dos atletas em quadra. Ele é líder disparado nos índices de eficiência (PER), impacto ofensivo (ORTG), contribuições para vitórias no tempo que fica em quadra (Win Shares) e aproveitamento nos arremessos (True Shooting %). “Se os números não mentem”, não há como negar que Boban Marjanovic é o melhor jogador que já pisou numa quadra de basquete.

O problema aqui é que, na verdade, os números podem mentir, sim. Ainda que muita gente pense que eles são a ferramenta ideal para uma discussão objetiva, a verdade é que, como qualquer dado, informação e argumento, eles podem ser usados para nos confundir. Em um momento da NBA em que o uso das estatísticas está tão acessível, é bem comum que recortes sejam mal feitos e as discussões fiquem completamente contaminadas por eles, afinal, “contra fatos não há argumentos”.

Bom, por mais que Boban Marjanovic destroce Michael Jordan em todas estas estatísticas, é óbvio que o gigante sérvio não tem bola sequer para lamber os tênis do camisa 23. Aqui os motivos para a distorção estatística são bem óbvios: Boban jogou pouquíssimos minutos na liga (801 em dois anos), abaixo da linha do que pode ser sequer considerado, e sua amostra de tempo é minúscula, completamente incompatível com a discussão sobre os melhores jogadores da história (a título de comparação, Jordan jogou 40 mil minutos na NBA).

Foi foda achar uma foto boa do Boban porque ele quase não joga

No pouco tempo em que fica em quadra, Boban se aproveita dos seus 2,22 metros de altura para chutar todas as bolas que passam pela sua mão. Boa parte das vezes está em quadra com o jogo já decidido e enfrenta os piores reservas do rivais, o que infla seus números.

No entanto, nem sempre que a argumentação estatística entra em cena fica tão claro o que é relevante e o que não é, mas vale o alerta: forçar a barra ao evocar os chamados ‘números avançados’ é quase que uma regra.

Não que isso seja feito deliberadamente de má fé, mas na tentação de comprovar uma tese é comum se seduzir por aquela stat que parece comprovar que fulano é melhor que beltrano.

A corrida para MVP da temporada é um ótimo exemplo. Com performances individuais históricas, há números e argumentos de sobra para qualquer um que quiser eleger Russell Westbrook, James Harden, Kawhi Leonard ou qualquer outro como o melhor da temporada.

Não vou nem questionar o principal argumento da discussão, que diz respeito ao recorde de triple-doubles e a média de mais de 10 pontos, rebotes e assistências. Para começar, triple-double é apenas ‘o nome’ de um statline e, ainda que seja impressionante, não dá para dizer que isso é melhor do que uma média de 27 pontos, 11 assistências e 8 rebotes por partida – que é a média de Harden e que gera mais pontos para o time do que a média alcançada por Westbrook. As duas são insanas, históricas e ponto final. Pra mim, uma não vale mais do que a outra simplesmente porque uma se chama ‘triple-double’ e a outra não foi batizada ainda.

Vou mais no cerne da questão aqui do modismo dos analytics, que aprofundam a leitura rasa dos box scores e, em tese, medem melhor a colaboração de cada jogador em quadra – e são usados como fatos mais inquestionáveis pela turma.

Um deles é de que o San Antonio Spurs ficava com uma defesa mais vulnerável com Kawhi Leonard em quadra, ainda que ele seja indiscutivelmente o melhor jogador de defesa entre aqueles que disputam o prêmio de MVP. A cada 100 posses de bola em cada situação, o time sofre 106 pontos quando o ala está jogando e 98 quando ele está no banco. Este número, isoladamente, poderia ser suficiente para convencer alguém de que Kawhi, na verdade, não é um bom defensor. O que falta, no entanto, é explicar o contexto – os times tendem a isolar o jogador marcado por Kawhi, transformando boa parte dos lances em jogos de 4 contra 4, se aproveitando da inabilidade defensiva dos colegas de Leonard (Parker, Gasol, Lee e Aldridge ‘têm suas dificuldades’).

Na real, Kawhi é tão sobrenatural na defesa, que o simples fato dele estar em quadra faz com que os rivais desenhem um ataque inteiramente novo só para tentar diminuir seu impacto – e quando ele está no banco, os times abrem mão deste esquema.

Ainda sobre a defesa: Harden, que é considerado um dos marcadores mais relaxados da liga, é o líder em contestação dos chutes adversários na temporada. Ele foi o único jogador em toda a NBA que tentou defender mais do que mil arremessos adversários ao longo do campeonato. Os 1056 chutes de rivais marcados por ele são quase o dobro do que seu principal adversário na corrida para MVP, Russell Westbrook, que defendeu ‘apenas’ 579 arremessos.

Mas Harden não era uma mãe na defesa? Esse, inclusive, não era um dos argumentos para tirá-lo da briga pelo prêmio de melhor jogador (“afinal, uma partida é jogada dos dois lados da quadra”)? Bom, neste caso, os motivos da diferença brutal entre os dois podem ser vários: os rivais podem explorar a deficiência defensiva do barba e ‘buscar’ arremessar com a sua marcação, o Houston joga com um ritmo muito maior que os outros times, gera mais posses de bola e naturalmente seus jogadores terão números absolutos que os demais, Westbrook abriu mão da marcação de chutes para buscar rebotes ou até Harden pode não ser tão ruim defensor quanto os compilados maldosos de youtube sugerem. Enfim, mas definitivamente o volume de DFGA não é determinante para dizer se ele é melhor defensor do que os seus concorrentes.

No ataque, a principal crítica a Westbrook é que seus números são inflados pelo tempo que fica com a bola na mão, enquanto Harden seria mais eficiente em fazer o seu time jogar. Aqui, o número mágico evocado é que o armador do Rockets foi o líder em pontos feitos combinados com os pontos gerados a partir das suas assistências. No total, usando esse critério, o barba ‘criou’ 4540 pontos. Ok, é o líder da temporada, mas com apenas QUATRO pontos de vantagem perante Westbrook. Seria isso suficiente para dizer que um é mais solidário, envolve mais seus colegas e a partir daí definir o voto para MVP? Por favor…

Sem contar que o ritmo do Rockets é muito maior do que o do Thunder, o que favorece os números totais do Harden na temporada. Se levarmos em conta o número de pontos gerado por cada um deles em relação ao ‘pace’ de cada time, Westbrook toma a liderança de Harden.

Enfim, seria possível enumerar uma centena de argumentos furados. E todos eles poderiam ser contra argumentados com outros números fora de contexto. Não sou contra o avanço das estatísticas no jogo – elas nos ensinaram a enxergar coisas que o olhar viciado e ‘peladeiro’ não conseguia ver, mas qualquer estatística isolada pode ser tanto uma fotografia de um cenário, quanto o negativo dela.

Fica o alerta para não confiar cegamente em qualquer dado elaborado por aí. E o conselho para não usá-los como verdades absolutas, especialmente fora de contexto. No final das contas, não dá pra escolher o melhor jogador da temporada olhando somente para uma planilha cheia de números. É preciso confrontá-los com o que acontece em quadra. Afinal, é lá que o jogo é decidido.

Ninguém merece ser co-MVP. Nem Harden, nem Westbrook.

Dias atrás, Kobe Bryant levantou a bola de que, neste ano, a NBA poderia pela primeira vez na história dar o prêmio de MVP a dois jogadores. A ideia seria agraciar James Harden e Russell Westbrook como co-MVPs, dividindo o prêmio.

Em outros prêmios isso já aconteceu: Jason Kidd e Grant Hill já foram co-Rookie of the Year, Elton Brand e Steve Francis idem, Kobe e Shaquille O’neal já dividiram o prêmio de melhores jogadores do All Star Game em um ano e etc. Em uma disputa tão acirrada como a de melhor jogador da temporada, a proposta de agraciar Harden e Westbrook ganha força neste ano.

No entanto, acho a ideia uma besteira tremenda. Não faz o menor sentido sugerir uma divisão do prêmio entre os dois.

Para começar, o critério de escolha minimiza completamente as chances disso acontecer. Em uma votação em que jornalistas escolher os cinco melhores jogadores da temporada, em ordem, e em que a cada posição uma pontuação é atribuída, é quase impossível que os dois empatem.

Nas votações mais apertadas da história (como em 90, quando Magic Johnson superou Charles Barkley e 97, quando Karl Malone bateu Michael Jordan), o MVP teve mais do que 20 pontos de votação acima do segundo colocado.

Quando esse empate aconteceu no prêmio de calouro do ano, a votação era muito mais simples e muito mais suscetível para um empate na pontuação.

A única chance de uma divisão acontecer, seria com uma canetada da NBA. No entanto, isso seria a mesma coisa do que RASGAR E JOGAR NO LIXO os critérios de escolha usados nos últimos anos. Seria uma piada.

Mas ok, mesmo imaginando que Adam Silver estivesse disposto a isso, eu acho que seria uma baita de uma sacanagem com todos os outros jogadores que ‘quase foram MVP’ no passado e, principalmente, com James Harden e Russell Westbrook.

Ainda que seja uma pena imaginar que um dos dois vá sair de mãos abanando nesta temporada, é um absurdo pensar que, se fosse dividido, uma temporada impressionante como esta carregaria para sempre um asterisco justificando que a escolha foi diferente das demais.

Em uma competição de alto nível como esta, do prêmio individual máximo da temporada, alguém TEM que ganhar. Dividir o título como consolação não serve para isso. Muito menos para dois jogadores que estão batalhando tanto para superar um ao outro. Não funciona assim.

Seja lá quem for o vencedor da votação, merece o título só para ele. Absoluto. Inquestionável. Como sempre foi.

Uma média de triple double não é suficiente

A temporada de Russell Westbrook não precisa de mais nada para entrar para a história como uma das performances individuais mais bestiais de todos os tempos. Além da absurda e antes tida como impossível de se repetir média de triple double por jogo, Russell é o cestinha da temporada (único com mais de 30 pontos por jogo) e vem colecionando uma série de marcas do tipo “um dos dois jogadores a conseguirem múltiplos jogos seguidos com mais de tantos pontos, rebotes e assistências”, sempre igualando ou batendo marcas de lendas do jogo como Michael Jordan, Oscar Robertson, Wilt Chamberlain e afins.

Apesar disso, o mais provável é que isso não faça de Westbrook o MVP da temporada. Desta vez não vou nem entrar no mérito de que o prêmio de melhor jogador da liga é entregue a um jogador de um dos melhores times e da posição do Thunder na tabela. Mas o fato é que é preciso mais do que um desempenho individual absurdo para ser agraciado com o troféu de jogador mais valioso.

Parece até ingrato e ranzinza exigir ‘mais do que isso’, eu concordo, mas é assim que as coisas funcionam na NBA nestas horas. Quando teve médias de 50 pontos e 25 rebotes por jogo, Wilt Chamberlain ficou apenas em quarto na votação para MVP. Quando pela primeira e única vez até hoje que um jogador teve média de triple double, Oscar Robertson ficou em terceiro lugar na disputa pelo prêmio. As melhores temporadas em termos estatísticos de Michael Jordan (86-87), Lebron James (05-06) e Hakeem Olajuwon (94-95) também não foram contempladas com o ‘award’.

Isso acontece porque a forma como as coisas são conduzidas influenciam muito mais a cabeça dos votantes do que meros números impressos numa planilha – o que é bem justo, na real. A história da temporada, a narrativa do time e do jogador e coisas assim são os fatores que darão luz a este ou aquele cara, fazendo dele o MVP do ano ou não.

Neste caso, o fato de James Harden ter batido na trave na votação de melhor jogador de dois anos atrás, perdendo para o absurdo Stephen Curry, ter tido um ano de merda na temporada passada e ter voltado com tudo, com um jogo renovado, inteligente e, pasmem, altruísta, com um time que parece ter cacife para derrotar qualquer um na busca pelo título acaba valendo muito mais do que 30 pontos, 10 rebotes e 10 assistências por jogo.

Também pesa contra o Westbrook alguns aspectos que inflam estas estatísticas e, para alguns, colocam em dúvida a eficiência de uma média como esta.

Seu chute não é lá dos mais efetivos. Seu true shooting %, que mede a frequência de acertos dos arremessos ponderando chutes de lance livre, dois  e três pontos é apenas 0 147º da liga.

Sua média de rebotes é inflada. 7,8 dos seus rebotes por partida são pegos livres, quando ninguém mais disputa a bola – apenas 12% das bolas que recupera na defesa são ‘brigadas’ com algum rival, de longe a menor média entre os jogadores com mais de 5 rebotes por jogo na liga.

Para completar – e ser bem chato – seu win share, estatística que mede o suposto número de vitórias que um jogador rende para seu time, é menor que o de Kawhi Leonard, James Harden, Lebron James, Isaiah Thomas e Stephen Curry.

Particularmente, não acho que a média de triple double deixe de ser impressionante, mas de fato é de se ponderar o quanto ela é eficaz o suficiente para fazer de Westbrook o melhor jogador do ano, especialmente quando fica claro que há uma forçação de barra para atingir os números – uma crítica que é mais difícil de se fazer a James Harden, seu principal concorrente na disputa.

É mais ou menos o que rolou quando Kobe Bryant, com 35 pontos por jogo e um time meia boca, perdeu o prêmio de MVP para Steve Nash, que não tinha números tão impressionantes. Pesou o fato do primeiro chutar mais de 27 bolas por partida para atingir a média e o segundo estar num time que mudou o jogo naquele momento.

Isso não é diminuir os feitos de Westbrook. Mas, ao mesmo tempo, não é o suficiente para ser MVP.

Quão bom no ataque um jogador tem que ser para não precisar defender?

A vida é comumente definida por grandes clichês. “O ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos” é um daqueles repetidos à exaustão no esporte a ponto de sequer pensarmos a respeito dele. Já virou uma verdade absoluta que um time com um ataque letal tem boas chances de ser superado por aquele que tem uma defesa mais sólida.

Com toda a gama de informações, dados e possibilidades de análises que temos hoje, já sabemos defesas ganham, sim, campeonatos, mas na mesma medida que ataques. A história prova isso – em um histórico recente, dá para citar que o Cleveland Cavaliers do ano passado, o Miami Heat de 2013, o Dallas Mavericks de 2011, o Los Angeles Lakers de 2009 tinham defesas consideravelmente piores dos seus rivais nas finais e, mesmo assim, levaram o caneco.

Mesmo que a realidade comprove que os dois lados da quadra são de suma importância, e que mais vale que um time funcione à sua maneira do que como a cartilha dos clichês recomendam, jogadores também são reféns das ‘verdades absolutas’ dos ‘entendedores’ do esporte.

Neste caso em específico, parece que há uma tentativa exagerada de se compensar as coisas, uma vez que os jogadores que são muito bons no ataque tendem a ser mais valorizados pela torcida do que aqueles que são excelentes na defesa. Na tentativa de dar os merecidos créditos aos marcadores implacáveis, muita gente menospreza os artilheiros que são preguiçosos ‘lá atrás’.

Mas se existem tantos mitos sobre a importância exagerada de um dos lados da quadra quando se fala nos times, será que não acontece o mesmo na avaliação dos jogadores. Afinal, sem preconceitos e clichês, o quanto um jogador tem que ser bom no ataque para poder ser ruim na defesa? O quanto ele ser folgado na defesa o torna um mau jogador se ele for decisivo no ataque?

Com certeza é bem difícil QUANTIFICAR isso, afinal, por mais que existam números e estatísticas que tentem fazer isso, simplesmente não é possível medir o real impacto de um jogador em um time. É tudo uma questão de encaixe, de química com o time e do que se espera dele.

Por mais que James Harden, por exemplo, seja o principal sinônimo da NBA para um mau defensor hoje (até injustamente, diga-se, já que existem milhões de jogadores piores do que ele na hora de marcar um adversário), é óbvio que suas qualidades como pontuador e, agora, construtor de jogadas o tornam indispensável para qualquer equipe.

O esquema atual do Rockets torna seu esforço defensivo ainda mais dispensável, uma vez que o time preserva em suas rotações sempre pelo menos três jogadores bastante móveis na marcação e cobertura tanto fora quanto dentro do garrafão. Neste esquema, sempre Patrick Beverley, Eric Gordon, Trevor Ariza, Sam Dekker, Nene ou Clint Capela estão se matando na transição para tentar recuperar a bola. Neste modelo, vale mais a pena manter James Harden sempre pronto para puxar um contra ataque de três segundos do que o colocar para se esforçar além da conta na marcação.

Outro que entra na mesma cota indiscutivelmente é Isaiah Thomas. Na sua escalada de role player para all star, Thomas mostrou que é um dos mais mortais pontuadores por centímetro da história da NBA, mas que sua defesa condiz com a sua altura. Nas stats avançadas de impacto nos dois lados da quadra, o tamanho do gap de qualidade do jogador no ataque e na defesa não há precedentes. Segundo as estatísticas, não há um jogador com tanta diferença entre o impacto positivo no ataque e negativo na defesa. Mesmo assim, o Boston Celtics de hoje, que começa a ameaçar o domínio absoluto do Cleveland Cavaliers, tem Thomas como seu principal jogador. A sua figuração sem a bola é complementada sem problemas pelas qualidades de especialistas de Avery Bradley e Marcus Smart.

Mas o bicho começa a pegar quando falamos de caras que não são absolutas unanimidades. Vou pegar o exemplo do Monta Ellis. Foi “o cara” do Golden State Warriors antes do time se tornar o que é hoje. Fazia 25 pontos por jogo e era a principal estrela da equipe. No entanto, contando só os minutos que estava em quadra, nunca seu impacto positivo na frente foi superior ao seu impacto negativo na retaguarda.

Tanto é que nas últimas seis temporadas enfrenta uma queda implacável na sua minutagem em jogo e na sua participação na rotação das equipes. Neste ano, o Indiana Pacers se acertou quando ele se lesionou e embalou quando o colocou como reserva. Hoje, sua participação se resume a um escape na segunda formação do time.

Outro exemplo complicado é o de Kevin Love. Ser péssimo na marcação e soft na briga dentro do garrafão nunca foi um grande problema até as finais do ano passado. Primeiro no Timberwolves, em que ele era o líder no ataque de um time que não competia por grandes coisas – portanto, não fazia muito sentido puni-lo com menos tempo de quadra se o resto do elenco não iria ajudar -, depois no Cavaliers, onde se resumiu, no início da sua passagem, a um especialista no perímetro.

No entanto, na batalha final contra o Golden State Warriors, suas deficiências defensivas se tornaram praticamente insustentáveis. Enquanto o time perdia as primeiras partidas, Love era considerado o responsável por não ajudar o time a segurar o ataque californiano – a ponto de começar um jogo como reserva. O Cleveland virou a série e quase ninguém se lembra mais disso.

Neste ano, por outro lado, Love voltou a encontrar um protagonismo parecido com o que tinha em Minnesota. Preciso no ataque e novamente presente no garrafão, seus problemas de marcação não incomodam mais tanto assim.

No fundo, percebe-se que, na verdade, não é qualidade ofensiva de um jogador que o faz poder abrir mão dos esforços defensivos. Mas sim o seu papel na equipe e as compensações que o grupo de jogadores fazem para bancá-lo. Monta foi útil enquanto alguém defendeu por ele. Love voltou a ser assim que a defesa do Cavs não foi mais um problema. Isaiah se tornou uma estrela quando foi rodeado de bons marcadores. O próprio James Harden virou um perene candidato a MVP logo depois do Thunder abrir mão dele, também por não ser um grande defensor – o que se mostrou um erro brutal hoje. É muito mais uma questão de contexto e encaixe do que a diferença entre qualidade ofensiva e defensiva.

Trocar o pivô Jalhil Okafor tem sido uma dura tarefa para o Philadelphia 76ers. Dominados pelo modismo que os centers precisam ser ultra-versáteis e devem, necessariamente, funcionar como âncoras defensivas fizeram o jovem jogador parecer um inútil, apesar de ter um dos mais refinados jogos de low-post. Trata-se como se o jogador não fosse ter qualquer utilidade na liga por ser um marcador fraco e ter uma péssima estatística de box plus-minus (que tenta medir o impacto dos jogadores em quadra).

Acontece que, ao meu ver, saber jogar de costas para a cesta e pontuar nestas situações é uma qualidade tão importante quanto ser um preciso arremessador de três – fundamento ovacionado nos dias de hoje. E, além disso, stats avançadas nos ajudam a entender o jogo, mas não são determinantes – os mesmos dados sugerem que Kawhi Leonard, melhor defensor da liga nos dois últimos anos, não é um marcador tão bom assim.

Jahlil Okafor realmente não me parece uma peça fundamental para o Sixers, que tem um garrafão congestionado de jovens talentos, mas não me parece que se sairia mal em times com uma boa cobertura das suas deficiências – empurrar Anthony Davisd para a ala no Pelicans não seria nada mal, testar uma formação ultraofensiva no Blazer seria interessante ou apostar na evolução junto ao Bucks é uma opção. Enfim, sendo talentoso, há espaço de alguma maneira.

O que não dá é continuar repetindo e concordando com clichés. Estes sim não contribuem com quase nada.

Revertendo a lógica dos MVP

Como em qualquer lugar, a NBA tem algumas convenções implícitas. Regras que não estão escritas em qualquer lugar, que não são oficiais e que mal são ‘regras’ efetivamente, mas, se olharmos em retrospectiva, são coisas que se repetem corriqueiramente.

É provável que a mais conhecida destas convenções trate do prêmio de Most Valuable Player (MVP) da temporada. Ainda que na prática seja a honra destinada ao melhor jogador da liga naquele ano, nem sempre é isso que acontece de fato. Via de regra, o ‘colégio eleitoral’ dos awards ~laureia o melhor jogador de um dos melhores times. Mesmo que alguém COMA A BOLA em uma equipe de meio de tabela, o eleito será algum jogador que teve um excelente ano em um time de excelente campanha.

Existem alguns pretextos para isso: o nome do prêmio de, numa tradução livre, Jogador Mais Valioso abre precedentes para que o escolhido seja o jogador ‘mais importante para uma caminha vitoriosa’ do que propriamente o melhor atleta da temporada; foi um critério que se moldou com o tempo, se consolidando nos anos 80, quando os melhores jogadores fatalmente estavam nos times de melhor campanha; e é dessa forma que hoje os jornalistas que votam se sentem ‘obrigados’ a votar.

Com isso, dos anos 80 para cá, somente UMA VEZ um jogador de um time fora do top 3 da sua conferência ganhou o prêmio. Em 1982, Moses Malone foi o segundo cestinha da temporada e o maior reboteiro, com médias de 31 pontos e 14 rebotes por partida. Além disso, teve sorte de pegar uma entressafra de talentos, com Abdul Jabbar já com seus melhores dias no passado e Larry Bird e Magic Johnson ainda em ascensão.

E somente em outras duas vezes um atleta que não estava entre os dois melhores foi eleito MVP. Ou seja, das últimas 37 temporadas, em 34 o cara estava em uma das duas melhores campanhas da sua conferência.

No entanto, as coisas vem se desenhando para que, ao final da disputa desta temporada, esta seja uma das poucas vezes em que esta lógica é revertida. Especialmente pelos desempenhos individuais espetaculares de Russell Westbrook e James Harden. Apesar de estarem em equipes que dificilmente figurarão entre as melhores do Oeste, já que Golden State Warriors, San Antonio Spurs e Los Angeles Clippers têm dominado a conferência, seus números são históricos. Mais do que isso, suas equipes, ainda que sem o sucesso necessário para ficar no topo da disputa, estão vencendo consideravelmente mais jogos do que perdendo e suas campanhas superam alguns prognósticos mais pessimistas do início do campeonato.

Excluindo três temporadas de Oscar Robertson, lá nos primórdios do universo dos anos 60, Harden e Westbrook são os únicos dois jogadores que ultrapassaram (por enquanto) uma média de 27 pontos, 11 assistências e 7 rebotes por jogo.

Em toda a história, só estes dois caras fizeram mais do que 20 pontos, 10 assistências e tiveram um índice de Usage Rating, que mede a participação do atleta nas jogadas totais do time, superior a 33%.

Se por um lado Russell Westbrook tem a seu favor números consideravelmente mais impressionantes que os de Harden – como uma média de triple-double – e a narrativa do abandono de Kevin Durant, o barbudo leva vantagem por ter uma campanha melhor por enquanto e também viver uma história curiosa digna de prêmio – de melhor pontuador da NBA a principal criador de jogadas da liga.

Histórias, números e trajetórias tão impressionantes que podem ameaçar candidatos mais tradicionais, como Lebron James, do soberano Cleveland Cavaliers, Kevin Durant, espetacular no Golden State Warriors, e Chris Paul, no ótimo Los Angeles Clippers. Não estivessem Russell e Harden tão sinistros, não poderiam sequer ser cogitados.

Palpites fundamentais para a temporada 2016/2017

Eu já fiz uma análise mais séria, time a time, das pretensões de cada equipe para a temporada que se inicia nesta terça-feira. Agora é a hora de palpitar na base total do achômetro mesmo. Farei aqui as minhas e vocês, concordando ou não, fazem os seus nos comentários. Ano passado fiz o mesmo e até que tive um bom aproveitamento nos acertos. Tomara que a performance se repita neste ano, haha.

Vamos lá:

  • O Brooklyn Nets não vai chegar a 20 vitórias na temporada.
  • New York Knicks se reforçou, mas vai penar para se classificar para os playoffs.
  • Dallas Mavericks não vai se classificar para os playoffs.
  • O técnico do Chicago Bulls Fred Hoiberg não termina a temporada no seu cargo.
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  • Philadelphia 76 vai melhorar, mas só vai ganhar mais jogos que o Nets.
  • Anthony Davis vai finalmente jogar mais de 80 jogos na temporada regular.
  • DeMarcus Cousins será trocado até o final da temporada. Lamarcus Aldridge termina o campeonato no Spurs.
  • Russell Westbrook vai fazer mais do que 25 triple-doubles na temporada (um recorde nos últimos 40 anos), mas não será o MVP.
    Los Angeles Lakers v Oklahoma City Thunder
  • Kristaps Porzingis e Karl Anthony Towns serão chamados para o All Star Game. Giannis Antetokounmpo não.
  • Joel Embiid vai ganhar os nossos corações, mas não o Rookie of the Year.
  • Depois de dois anos batendo na trave, Brad Stevens vai finalmente ser eleito o melhor técnico da temporada.
  • E o Boston Celtics só vai ficar atrás do Cleveland Cavaliers na Conferência Leste.
  • James Harden será o cestinha da NBA. E Kevin Durant será o maior pontuador do Golden State Warriors.
  • Pela primeira vez na história, uma final da NBA vai se repetir pelo terceiro ano consecutivo.

[Previsão 16/17] Rockets: 100% ataque, 0% defesa

Eu já disse algumas vezes aqui, mas um dos times que mais me empolga é essa nova versão do Houston Rockets. Eu não tenho tanta convicção de que vá dar realmente certo – apesar de torcer muito para que funcione -, mas tenho certeza que vai ser um time divertido de se assistir.

A julgar pelo histórico de James Harden e do novo técnico Mike D’Antoni, as partidas do time serão peladas em que a defesa nada mais é do que um hiato no tempo entre um ataque e outro.

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A estratégia do time será entregar a bola na mão de Harden no ataque, o colocando como armador do time. Basicamente, James vai dominar a bola, arremessar o quanto quiser, correr o máximo que puder e distribuir a bola quando não tiver mais alternativa. Na defesa, em tese, o povo só descansa.

A tática é ousada – a tendência hoje na liga é de supervalorizar o esforço defensivo -, mas é válida. Depois de um ano fracassado, as coisas precisavam mudar completamente de figura em Houston. Para o bem ou para o mal, isso aconteceu.

Offseason
A aposta do front office da franquia foi bem coerente com as características do novo treinador: o elenco foi carregado de armas ofensivas que não são reconhecidas pelo trabalho na marcação. Ryan Anderson e Eric Gordon são os principais nomes.

Na tentativa de agradar Harden, a franquia também não fez questão de segurar Dwight Howard – os dois tinham não se davam muito bem.

De resto, o time ainda precisa renovar com Josh Smith ou Donatas Montejunas para ser reserva de PF.

Time Provável
PG – Patrick Beverley / Pablo Prigioni / Tyler Ennis
SG – James Harden / Eric Gordon
SF – Trevor Ariza / Sam Dekker / Corey Brewer
PF – Ryan Anderson
C – Clint Capela / Nene

Expectativa
A grande vantagem do Rockets é que o resultado do ano passado foi um lixo – principalmente em relação à campanha do ano anterior -, tirando um pouco da pressão por uma campanha muito boa neste ano. A ida para os playoffs entre a quinta e a oitava posição me parece o mais provável.

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