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#Fera: Vale a pena perder de propósito para montar um time bom no futuro?


Ver Joel Embiid, de 23 anos, e Ben Simmons, de 21, voando em quadra pelo Philadelphia 76ers levanta algumas questões sobre a estratégia mais sórdida de reconstrução de elenco na NBA. Perder de propósito anos a fio em busca do maior número possível de boas escolhas de draft é uma tática que vale a pena? Por mais que o exemplo do Sixers ainda seja muito embrionário no seu resultado – é o primeiro ano que o time tem mais vitórias do que derrotas – a impressão é que sim, vale a pena. O time da Pennsylvania tem dois jogadores que dão toda a pinta de serem projetos muito bem encaminhados de superestrelas, já joga de um modo vistoso, conta com um elenco decente e, por ter muitos jogadores em contrato de calouro, ainda não tem a folha salarial comprometida pela eternidade, o que chama a atenção de uma série de jogadores veteranos – há quem aposte que Lebron James já cogita uma mudança para a Philadelphia ao final desta temporada.

No entanto, eu não acho que o plano seja dos melhores, não. Aliás, acho absolutamente desaconselhável fazer isso que o Sixers fez com seus fãs. O passado e o presente provam como existem táticas mais eficientes e muito menos sofridas do que o ‘tank’.

LEIA NA ÍNTEGRA: http://esportefera.com.br/blogs/dois-dribles/vale-a-pena-perder-de-proposito-para-montar-um-time-bom-no-futuro/

Palpites fundamentais para a temporada 2017/2018

Já virou tradição aqui no blog eu fazer este post de palpites para a temporada. Não são previsões tão sérias (como as que fiz, time a time) e nem todas elas têm a ver com o basquete jogado na quadra. É mais uma série de chutes sobre o que eu acho que pode rolar ao longo do ano, o que eu gostaria que acontecesse e o que possivelmente não vai rolar, mas que eu quero ser o primeiro a dizer que pode acontecer. Já fiz isso nas últimas duas temporadas e tive até que um aproveitamento bom nos acertos – e você pode conferir a prestação de contas de 2016 e 2017 para comprovar o que eu falei de besteira também.

Enfim, vamos aos chutes:

  • Isaiah Thomas só vai voltar a jogar perto do All Star Game, em fevereiro do ano que vem.
  • Mas o backcourt com Derrick Rose e Dwyane Wade vai encaixar tão bem que o torcedor do Cavs não vai ter pressa para que Thomas volte.
  • Houston Rockets e Oklahoma City Thunder ficarão na frente do San Antonio Spurs na temporada regular.
  • Chicago Bulls não vai ficar nem em último, nem em penúltimo no Leste.
  • New Orleans Pelicans vai se classificar para os playoffs.
  • Los Angeles Lakers não vai nem ameaçar se classificar.
  • Lonzo Ball será o Calouro do Ano em uma votação apertada.
  • Milos Teodosic vai empolgar mais do que Markelle Fultz e Jayson Tatum.
  • Marc Gasol será trocado no meio da temporada. Demarcus Cousins não.
  • Joel Embiid jogará mais do que 70 jogos.
  • Orlando Magic e Detroit Pistons terminam a temporada na frente do Philadelphia 76ers, que não irá aos playoffs.
  • New York Knicks será a piada da NBA. Vai acabar a lua de mel entre a torcida do time e Kristaps Porzingis.
  • James Harden será o cestinha da temporada. Kyrie Irving e Demar Derozan ficarão no top 5.
  • O título de MVP da temporada será disputado cabeça a cabeça entre Kevin Durant e Lebron James.
  • E o título da NBA, mais uma vez, será decidido entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers.
  • Desta vez, em sete jogos.

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[Previsão 17/18] 76ers: o confronto da expectativa com a realidade

Adiado por um ano e com a adição de mais um provável super talento, o projeto de renovação do Philadelphia 76ers finalmente chegou ao seu ponto alto: aquele momento em que todos os calouros que o time queria foram reunidos e que agora precisam começar a jogar juntos para ver se formam um time realmente bom.

Individualmente falando, a equipe é muito empolgante. Markelle Fultz é considerado o melhor jogador do melhor draft dos últimos anos. Espera-se que Ben Simmons seja uma miniatura de Lebron James. Joel Embiid, no pouco tempo que jogou, mostrou ser um cara com excelentes recursos. Mas e juntos? Difícil saber o que vai sair dali.

A filosofia do time neste processo convicto de renovação sempre foi de buscar o maior talento disponível no draft na altura em que estiveram. Não condeno. Acho que, de maneira geral, é assim que tem que se fazer. O problema é que essa tática usada em exaustão talvez não resulte em um time tão bom, tão coeso a ponto de ter valido tanto tempo de ruindade.

Fultz é um armador no estilo combo guard que, em essência, joga com a bola na mão boa parte do tempo. Ben Simmons é um projeto de point-forward que também precisa dominar a bola. Embiid, quando jogou, se mostrou um buraco-negro (dos melhores que existem), em que todas as jogadas acabam nele prendendo a bola e arremessando. Até Dario Saric, mais discreto de todos, apareceu bem de fato quando teve mais ação no comando do ataque. Vai ter bola pra todo esse povo, super inexperiente, talvez sem toda a calma que ainda vão acumular ao longo da carreira, aparecer? E quando um deles não ‘performar’ tudo aquilo que se espera?Afinal só existe uma laranja no jogo…

Sem falar que o time já teve que se desfazer de Nerlens Noel e escancaradamente tentou despachar Jahlil Okafor pelo simples fato de ter selecionado muitos jogadores da mesma posição em drafts recentes – só aí, já dá pra ver que teve pelo menos uma temporada se esforçando para perder ‘desperdiçada’.

No papel, o time é empolgante, mas na prática ainda há muito a se trabalhar. A formação de um elenco talentoso é só parte do processo. Colocar esse povo para jogar, amadurecer e dividir méritos e responsabilidades é uma tarefa dura.

Offseason
O time fez certo. Conseguiu quem queria no draft e fez uma contratação cirúrgica de um veterano. JJ Redick é experiente, joga na posição mais carente da liga hoje e é um cara que sabe ser um excelente coadjuvante – mesmo que, para isso, tenha dado um caminhão de dinheiro ao jogador.

Time Provável
PG – Markelle Fultz / TJ McConnel / Jerryd Bayless
SG – JJ Redick / Nik Stauskas / Timothe Luwawu
SF – Ben Simmons / Robert Covington / Justin Anderson
PF – Dario Saric / Amir Johnson / James Michael McAdoo
C – Joel Embiid / Richaun Holmes / Jahlil Okafor

Expectativa
Há quem acredite que este time possa já brigar pelos playoffs. Acho muito otimismo com um time que dois dos principais caras sequer pisaram em uma quadra da NBA para um jogo oficial. Fazer este time jogar junto o ano inteiro e encontrar um padrão é um objetivo real e honesto, ao meu ver. Se conseguir isso agora, ano que vem dá para pensar seriamente em playoffs.

A polêmica corrida para Calouro do Ano

Não há dúvidas que o melhor jogador a estrear na liga nesta temporada foi Joel Embiid. Seus números foram excelentes, seu impacto é notório e sua personalidade é digna de todas as reverências.

Apesar disso, Embiid não é necessariamente o franco favorito para receber o prêmio de Calouro do Ano desta temporada. Ainda que nenhum estreante atual bata a marca dele de 20 pontos de média e 7 rebotes por partida, Embiid jogou com uma série de restrições de tempo. Entrou em quadra em apenas 31 jogos e por mínimos 786 minutos. Jogou menos de 20% do total de minutos do seu time no ano. Embiid foi excelente quando jogou, mas praticamente não jogou. Numa premiação que reconhece o melhor jogador de uma categoria em uma temporada inteira, o volume dos seus números são muito modestos.

Para se ter uma ideia, até hoje, o atleta que menos minutos jogou e ainda assim venceu o prêmio foi Kyrie Irving, que atuou por 1558 minutos na temporada de 2011-2012 – literalmente o dobro de Embiid. O que jogou menos proporções dos minutos da sua equipe foi Patrick Ewing, com 45% dos minutos do Knicks de 1985-1986. E o jogador com menor média de minutos foi Andre Miller, com 27 por partida – Embiid tem 25 minutos por jogo.

Mesmo que seja interessante o argumento de que Embiid foi ótimo em todos os minutos que jogou, conseguiu ser eficiente mesmo com pouco tempo de quadra, há o contraponto de que é mais fácil ser excelente por um curto período de tempo do que por um ano inteiro – e médias tendem a ser maiores com amostras menores do que com amostras mais robustas.

Este argumento fica um pouco mais concreto se a gente pegar apenas a melhor série de 31 jogos dos concorrentes de Embiid ao prêmio. Fosse assim, Dario Saric, colega de Embiid no Sixers, teria média de 16 pontos e 7 rebotes por partida (números consideravelmente mais impressionantes do que os 12 pontos e 6 rebotes que tem de média na temporada toda e bem mais próximos aos de Embiid). Malcolm Brogdon, armador do Bucks que está na disputa, também melhoraria seus números (somaria 2 pontos à média de 10 por partida e uma assistência em relação às 4 que já consegue por jogo).

Também sou meio reticente a premiar como calouro um cara que está na NBA, mesmo que sem jogar, desde 2014. Não me parece justo colocar no mesmo balaio um atleta que está desfrutando de toda a estrutura profissional de um time da liga há dois anos, treinando e aprendendo com o staff, convivendo com o grupo de jogadores, com outros, efetivamente calouros, que acabaram de vir da universidade ou da Europa.

Para quem acha que isso não faz diferença, basta comparar o corpo de Embiid quando foi draftado com o que ele tem hoje. Basta ver o tanto de treinamentos que ele teve nesse período – a ponto de virar uma piada. Neste ponto, me parece uma disputa injusta, como numa corrida entre um adolescente e um bando de crianças em que o primeiro não tem como perder.

O problema é que se riscarmos o nome do pivô do Philadelphia da lista, a disputa cai bastante de nível. Os já citados Saric e Brogdon parecem bons, mas nem se comparam a Embiid e aos jogadores que tradicionalmente ganham o prêmio. Além disso, suas médias totais da temporada figurariam entre as piores de um vencedor do prêmio de Rookie of the Year – em mais de 60 anos de NBA, só duas vezes em toda a história da liga o calouro premiado teve uma média de pontos inferior a 13 pontos por jogo, como ambos registram hoje, por exemplo.

Por tudo isso, a premiação de Calouro do Ano promete ser tão disputada quando a de MVP.

Evolução: adiada

Reconstruir um time é complicado. Quando um time resolve recomeçar do zero, com escolhas de draft e um elenco novo, é preciso ter uma paciência de monge tibetano. São anos esperando que as escolhas vinguem, que os jogadores evoluam e que se reúna uma quantidade mínima de talentos sob o mesmo teto. Quando há a certeza de que todos já estão maduros para começar a dar resultados, é até difícil para o torcedor controlar a ansiedade.

Mas o esporte conta com um fenômeno maligno que não escolhe a vítima. Todos estão sujeitos a se lesionar. É triste. E quando acontece em um jovem talentoso que é o pilar da reconstrução de uma franquia é ainda mais doloroso.

Algumas das equipes mais promissoras foram acometidas deste mal recentemente. Apenas nesta semana, foram duas destas. Primeiro o armador Zach Lavine, aquele que menos se espera e que mais entrega no promissor time do Minnesota Timberwolves. Aos 21 anos, na sua terceira temporada na NBA e justamente quando se estabeleceu como um chutador de elite e um pontuador confiável, teve seu ligamento do joelho arrebentado. A lesão o tira de ação para o restante do ano, bem como coloca um imenso ponto de interrogação sobre como e quando será seu retorno às quadras.

Dias depois, o mesmo aconteceu com o ala do Milwaukee Bucks Jabari Parker. Pela segunda vez na sua curta carreira, uma lesão séria compromete sua temporada. Jabari entrou na NBA cercado de expectativas e estava finalmente correspondendo a elas. Coincidente no mesmo dia em que seu colega Khris Middleton estreava na temporada depois de uma lesão seríssima, Parker teve sua carreira colocada em stand by com, também, um ligamento rompido no joelho.

Se tanto Timberwolves como Bucks não estão tendo as campanhas que imaginavam no começo da temporada, agora, com um de seus jogadores machucados, as esperanças são mínimas. Todo o projeto está adiado.

Da mesma forma que o Philadelphia 76ers e o Los Angeles Lakers precisaram refazer seus planos. A diferença deles é que as lesões interromperam a reconstrução lá na sua origem, na fase embrionária pro processo. Em 2015, o Lakers teve Julius Randle com uma perna fraturada logo na primeira partida, fazendo com que ele perdesse o restante da temporada de calouro.

O Sixers, que tem o processo de reconstrução mais ousado, já teve o mesmo problema com Joel Embiid por dois anos seguidos e agora passa pela mesma agonia com o calouro Ben Simmons, que se afundou no departamento médico antes mesmo de estrear pelo time.

Em outra medida, mas igualmente triste, aconteceu com o calouro do Phoenix Suns deste ano, Dragan Bender. Ele e o time não estavam lá essas coisas, mas um machucado sério encerrando a temporada do jogador não ajuda em nada.

Infelizmente todos estão sujeitos a lesões, mas quando acontece em um time promissor que passou alguns anos lambendo o fundo da tabela em busca de dias melhores, soa até como uma maldição. Parece precisam passar o perrengue para provar que, no futuro, suportarão outras responsabilidades e cobranças maiores.

Espero que passem bem.

Um boicote aos apelidos autoproclamados

Não tenho filhos, mas imagino que escolher o nome da criança seja uma tarefa complicada, recheada de dúvidas. No entanto, existem pessoas que se superam ao adotar um critério para isso. Tem a clássica história do casal que não tinha ideia de como batizar o filho, estava em um restaurante e se decidiu por replicar no bebê o nome do prato mais caro do menu: Kobe beef.

Pois é, assim nasceu um dos nomes mais marcantes do esporte: Kobe Bryant. Uma alcunha tão escrota que dispensa sobrenomes e apelidos – ‘Kobe’ para se referir a ele.

O problema todo começou quando um publicitário detestável resolveu colocar na sua cabeça que ele deveria capitalizar em cima da passagem mais reprovável da sua carreira. Em 2003, Kobe foi acusado de violentar sexualmente uma mulher em uma clínica quando se recuperava de uma cirurgia. Com isso, criou-se a história de que, para focar no basquete, Kobe ‘virava a chave’ e acionava seus instintos assassinos de “Black Mamba”, uma das cobras mais letais do mundo.

Ainda que comercialmente tenha sido uma sacada ótima, promovendo a venda de milhões de pares de tênis com a marca do jogador, esse apelido nunca me convenceu. Arquitetado mercadologicamente, sem graça e com um propósito medonho. Em resumo, um péssimo apelido que, por mim, nunca teria sido adotado por ninguém – infelizmente tem quem goste e o chame assim.

Na verdade, tenho birra com o ‘Black Mamba’ (o nome, não o jogador) porque acho um porre a maioria dos apelidos autoproclamados.

Russell Westbrook veio com essa agora. Do nada, começou a querer que as pessoas o chamem de Brodie. O que tem a ver? Qual o motivo? Qual a piada? Nada, nada e nada. Brodie é a forma como ele se refere a ele mesmo em algumas entrevistas e etc. A imprensa comprou e agora, como um decreto da derrocada que vivemos hoje, algumas pessoas repetem essa besteira. Péssimo.

Não sei se muita gente lembra, mas Dwyane Wade uns tempos atrás tentou emplacar o horroroso WOW, as iniciais de Way of Wade. A ideia era criar um alter-ego no mesmo molde do péssimo Black Mamba. Graças aos deuses do bom senso não pegou – ainda que eu concorde que ele merecia algo bem melhor que o sem graça DWade e mais forte que Flash, do início de carreira.

Lembro no auge da carreira de Dwight Howard, que ele se pagava de Superman – fez toda uma cena no campeonato de enterradas e tal. Além de toda a mediocridade de criar um apelido para ele mesmo sem a menor graça, ainda era COPIADO de Shaquille O’neal. Como alguém pode achar bom um apelido que tem 0% de originalidade?

Além dele, lembro do Sasha Vujacic, que sequer merecia uma vaga na NBA, quem dirá um apelido. Tentou fazer a turma o chamar de “The Machine”. Chega, né?

Também acho ruim o ‘King James’ de Lebron James. Eu até gosto da presunção de se chamar de rei aos 15 anos de idade, quando o apelido foi criado, mas acho que Lebron é um nome tão poderoso que dispensa qualquer ‘nickname’. King, então, não é lá muito elaborado.

Nestes casos eu abro algumas exceções para auto-apelidos descaradamente pretensiosos. The Process, de Joel Embid, acho aceitável, por exemplo. Justifico, neste caso, que o lema da reconstrução do time, Trust the Process, se popularizou como um bullying às péssimas campanhas do time e a virada começou a vir justamente quando o mais escrachado e talentoso dos jogadores entrou em quadra, logo, Embiid era, de fato, o achincalhado ‘processo’ da franquia.

Aliás, é este o espírito do apelido: ser uma provocação, algo meio engraçado. Giannis Antetokounmpo é o cara com o melhor apelido possível na atualidade – uma era de poucas alcunhas memoráveis, admito. O grego nasceu com um nome impronunciável para os americanos, que se impressionaram com um moleque de braços gigantes e rapidez de um velocista. Bizarrice grega, ou Greek Freak, é de fato a melhor definição possível.

Não entendo como o próprio Kobe Bryant foi ter o pior apelido de todos os tempos se seu pai foi um MESTRE nesta arte: Joe Bryant era conhecido como Jellybean (JUJUBA em português), pois era alto, magrelo e com um molejo impressionante para seu tamanho. Começou como uma sacanagem de colégio e acabou virando uma marca do seu jogo. Uns anos depois, só era chamado assim.

Muito melhor do que Black Mamba e afins. Boicote a eles!

Embiid, Cousins e suas campanhas de All Star

A votação para os jogadores titulares do All Star Game de 2017, que acontecerá em New Orleans, se encerra na segunda-feira, 16. Nas duas parciais divulgadas até agora, o resultado foi o mesmo: Kyrie Irving, Dwyane Wade, Lebron James, Giannis Antetokounmpo e Kevin Love foram os mais votados do Leste e Stephen Curry, James Harden, Kevin Durant, Kawhi Leonard e ZAZA PACHULIA são os líderes do Oeste.

A seleção leva em conta o que os caras têm feito até o momento mas, sobretudo, é um concurso de popularidade, o que justifica algumas ~não conformidades nos resultados parciais. Mas, se fosse levar em consideração as CAMPANHAS de cada jogador, certamente Joel Embiid, melhor ser humano da terra, e Demarcus Cousins TERIAM que ser selecionados para o jogo do dia 19 de fevereiro.

O carisma e os esforços do pivô camaronês do Philadelphia já são manjados. Mesmo antes de estrear pelo Sixers neste ano, Embiid já era uma estrela das redes sociais, flertando com Rihanna, fazendo piadas sobre sua recuperação física lenta e tudo mais. Com o início da votação para o Jogo das Estrelas, a genialidade de Joel ficou ainda mais evidente.

Para começar, desenterrou uma história de 2014 de que tomou um fora e que a garota disse que só daria bola para o jogador quando ele se tornasse um all star. Só isso rendeu a ele 53 mil votos para o jogo – já que cada retweet conta como um voto.

Embiid também teve a pachorra de evocar a alma do ex-general manager do Sixers, Sam Hinkie, que conduziu o questionado processo de reconstrução do elenco e que foi demitido ano passado, justamente quando a franquia dava seus primeiros sinais de recuperação.

Apesar da demissão ter sido conturbada e Hinkie ter saído magoado, o executivo não resistiu ao carisma e cara de pau do atleta.

Além, claro, de mandar aquela clássica piada do ‘RT falso’, só que nesse caso, inventando que o controverso presidente americano teria votado nele.

Se por tudo isso Embiid tinha que estar entre os titulares do Leste, Demarcus Cousins é quem tem sido o MVP do marketing na conferência Oeste.

Nem tanto pela campanha que ele tem feito para ele mesmo – até o momento, o jogador se limitou a prometer que gravaria um álbum de R&B caso fosse selecionado como titular -, mas principalmente pelo tanto que o Kings e seus torcedores tem se esforçado para que ele seja um dos escolhidos, sempre recorrendo a campanhas bem boladas.

A melhor delas, sem dúvidas, foi uma postagem do perfil oficial do Sacramento que usa a polêmica entrevista pós-jogo de Cousins em que ele repete umas setecentas vezes “ITS RIDICULOUS” ensandecido até que tenha seu microfone cortado mesclada com a classificação da primeira votação, em que mostra Demarcus muito atrás de Zaza Pachulia.

O mesmo perfil postou um time bem plausível para o All Star Game e convidando para que os torcedores que concordassem com aquela votação clicassem no botão de retweet – com a malandragem de que os nomes de todos os outros jogadores, exceto de Cousins, estavam escritos com alguma coisa errada, fazendo com que somente os votos para o jogador do Kings fossem contabilizados – já que a ferramenta só reconhece quando os nomes dos jogadores estão escritos com a grafia correta.

Por último, um torcedor prometeu que se sua postagem passasse dos 25 mil compartilhamentos, sua mulher aceitaria que seu filho por nascer fosse batizado de Demarcus Cousins – e, para infelicidade da criança, o post já passou dos 27 mil compartilhamentos.

Só nessas três brincadeiras, Cousins já angariou 50 mil dos seus 380 mil votos.

É bem provável que, ainda assim, não sejam suficientes para levá-los ao All Star Game, mas bem que eles mereciam.

Ruído anunciado no ‘processo’

Depois de anos com times medonhos e derrotas propositais, o Philadelphia 76ers voltou a ter algo parecido com um time de basquete. Uma boa parte disso se deve ao fato de que Joel Embiid é um ser humano maravilhoso com um talento ainda maior do que se imaginava dele (ou até imaginávamos, mas tínhamos esquecido depois de dois anos afastado por lesões) e outra parte porque o front office finalmente resolveu montar uma equipe com as mínimas características de um time de basquete.

Diferente dos anos anteriores, houve uma preocupação mínima com a formação titular, banco e o equilíbrio entre as posições. Exemplo disso foi a assinatura com o armador espanhol Sergio Rodriguez, um trintão, e a troca pelo ala turco Ersan Ilyasova, que também é um veterano já. Fosse nos anos anteriores, a franquia teria privilegiado o potencial talento em detrimento de uma formação mais fluída.

No entanto, o ‘processo’ enfrentou seu primeiro problema desde que esta curva ascendente se deu. Como já era de se esperar, não há lugar para todos os jogadores draftados recentemente na formação do Sixers. Com a política de sempre pegar o jogador de maior potencial, independente da posição, o jovem garrafão do time se congestionou.

Isso não era um grande problema diante da falta de saúde de boa parte de seus jogadores, que faziam um rodízio natural na formação titular diante das baixas. Agora, com quase todos saudáveis, não há minutos para todo mundo.

No momento, o preterido é Nerlens Noel. Voltando de lesão, o jogador jogou 10 e 8 minutos em duas partidas. Em outras duas, nem entrou em quadra. Depois de jogar tão pouco tempo, Noel reclamou que ele era ‘muito bom para jogar só 8 minutos por jogo’. Mesmo com a reclamação, o técnico Brett Brown disse que ele só terá minutos quando ‘Embiid ou Okafor estiverem fora de ação’ e que ‘se sente mal mesmo por Richaun Holmes‘, que é o quarto pivô do time.

Um dos dois jogadores está com seus dias contados em Philadelphia

Em outros momentos, no entanto, o ‘excluído’ foi Jahlil Okafor, calouro-problema da temporada passada, que foi deliberadamente colocado na vitrine nesta offseason. Sem ofertas decentes e na dúvida se Embiid iria aguentar o tranco, o time recuou.

O congestionamento todo nem leva em conta a presença de Ben Simmons na rotação – apesar da vontade de usá-lo como armador, sua posição de ofício, por enquanto, ainda é ala – e considerando Dario Saric como um ala menor – ainda que seu lugar no mundo ideal seja como ala-pivô.

Os problemas dessa tática – de pegar o melhor jogador independente da posição – são vários. Primeiro que compromete a evolução dos atletas. O ideal é colocar esse povo para jogar o máximo de tempo possível enquanto os resultados não são tão importantes. Brown até passou a colocar Okafor e Embiid juntos na formação titular – ainda que maior parte do tempo não dividam tempo de quadra -, mas a escalação com um de pivô e outro improvisado como ala tem sido a campeã de turnovers por minuto do time e piora consideravelmente a defesa do time.

Segundo, que diante das reclamações e da flagrante impossibilidade de satisfazer todos, o valor dos jogadores despenca. Se mostrar desesperado para se desfazer de um jogador é fatal no mercado da bola. Então mesmo que consiga passar Noel ou Okafor para frente, é muito possível que a moeda de troca não seja lá tão valiosa. E, daí, vai ter valido a pena ter perdido um ano inteiro lá atrás por um punhado de jogadores não muito bons? Afinal, uma temporada ruim rendeu a escolha de Noel e outra se transformou em Okafor.

O ideal seria trocar um dos dois por um jogador de perímetro, um ala-armador de preferência – justamente a posição mais escassa de talento na NBA atualmente – e convencer o atleta que ficasse a integrar a segunda unidade da formação. No ‘trade machine’ e na teoria a solução é fácil. Na prática, um abacaxi complicado.

Não há uma saída 100% satisfatória para este problema. Agir rápido para minimizar os danos, acalmar os ânimos, mostrar confiança para quem ficar e montar um time azeitado para o futuro é emergencial para manter o tal ‘processo’ na rota.

Embiid inventou que matou um leão aos 6 anos de idade e seus companheiros de time acreditaram

Joel Embiid é uma das melhores pessoas a habitar o planeta em séculos. E a cada momento ele faz algo que nos faz lembrar disso.

Na sexta-feira ele foi a vez dele fazer mais uma das suas. Ele participou do podcast do Adrian Wojnarowski e abriu a entrevista falando como os americanos não sabem porra nenhuma do que acontece fora dos Estados Unidos. Sabendo desta alienação completa dos então colegas da universidade de Kansas e de todos os estereótipos que criados pelos não-africanos sobre a vida na África, Embiid, camaronês, inventou que quando tinha seis anos de idade teve que provar para sua aldeia que era homem e, para isso, teve que matar um leão na selva e voltar para o povoado carregando o animal nas costas.

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“Você tinha que ver a cara deles quando eu contei isso”, riu Joel enquanto relembrou a história no programa. Segundo ele, a anedota fez bem para sua moral no time universitário, já que todos os colegas passaram a temê-lo depois disso.

Mesmo no programa, Embiid tentou deixar um clima misterioso no ar, dizendo que a história “pode ser verdadeira, pode ser falsa, que nenhum americano iria saber”, brincando com a ignorância daqueles que imaginam que o povo africano realmente viva em um safari gigantesco – mesmo que a cidade natal de Joel seja a completamente urbana capital do Camarões, com 1 milhão de habitantes a mais que Philadelphia e 25 vezes maior do que Lawrence, cidade onde fica o campus da universidade de Kansas.

Gênio!

Confie em Joel Embiid, o verdadeiro processo do Sixers

Mesmo que o Philadelphia 76ers esteja com uma campanha ainda sem vitórias no campeonato e com o pior saldo de pontos de toda a liga, nenhum torcedor do time diria que a temporada atual se compara com os últimos anos do time, quando entrou em um processo sinistro de reconstrução que parecia não ter fim. O clima, a vontade e competitividade é outra. Mas tem um fator ainda mais determinante para que o Sixers deste ano esteja irreconhecível se comparado com os demais: a presença do pivô camaronês Joel Embiid.

Na sua estreia, depois de dois anos de espera, a sólida atuação de Embiid foi comemorada com um irônico grito de “MVP! MVP!”. Mais do que uma brincadeira com seu jogador, era um grito aliviado de que todo aquele sofrimento, todas aquelas derrotas propositais, renderam um fruto sequer.

Os torcedores já entraram na temporada desesperançosos quando Ben Simmons fraturou o pé e anunciou que poderia ficar o ano todo de molho. Dos jovens escolhidos no draft como futuras promessas, Noel também vai perder o início da temporada machucado e Jahlil Okafor se mostrou problemático o suficiente para a franquia já procurar trocá-lo assim que surgir uma oportunidade. O bom desempenho de Embiid era a última cartada para que esta não fosse mais uma temporada jogada no lixo.

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Além de mostrar um talento acima da média e solidez nos fundamentos, Joel é uma das figuras mais carismáticas da liga. Enquanto esteve se recuperando de lesões nos dois últimos anos, Embiid desenvolveu um senso de humor peculiar de autodepreciação que faz os fãs da NBA torcerem por ele e os torcedores do Phila idolatrarem o cara.

Depois de ter fingido namorar com a Rihanna nas redes sociais e praticar bullying desenfreado com seus colegas de time, Joel conseguiu recuperar a credibilidade ao slogan da franquia, Trust the Process (confie no processo), usado para acalmar os torcedores enquanto era sucessivamente um dos piores times da NBA: agora, ele se autodenomina o “Process” em pessoa, como quem assume, meio que brincando, meio que não, toda a responsabilidade por dar um novo gás ao time.

Acho que mais gente sentiu isso. Mesmo perdendo de lavada, o Sixers parece finalmente que joga para tentar ganhar. Aguentou bem até o terceiro quarto contra o Oklahoma City Thunder na estreia e jogou pau a pau o primeiro tempo contra o Atlanta Hawks, num ímpeto improvável de se encontrar nas últimas três temporadas.

Neste clima, Embiid vestiu tão bem a fantasia de dono do time que nem se fala mais em quando Ben Simmons vai voltar, se vai ser este ano ainda ou não. Tudo que querem é ver o pivô jogar mais vezes e confirmar que está saudável mesmo.

Com esta desconfiança superada, Embiid já poderá ser considerado uma das grandes estrelas emergentes da liga – tudo que o Sixers procurou ao longo destes anos.

 

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