Tag: Knicks (Page 1 of 2)

O Phil Jackson de antes e o Phil Jackson de hoje

Phil Jackson é um dos caras mais vencedores da NBA. Foram dois títulos como jogador do New York Knicks, seis como técnico do Chicago Bulls e outros cinco no comando do Los Angeles Lakers. Não existe na folha corrida de personalidades da liga alguém com um currículo tão avassalador quanto o dele. E todas estas vitórias vieram marcadas com alguns selos. Enquanto jogador, Jackson era o símbolo máximo de um time que representava a inovação do basquete, a velocidade, a colaboração em quadra, a multiplicação de tarefas. Um hippie liberal por convicção ainda jovem, Phil Jackson se transformou em um Mestre Zen quando treinador – uma característica fundamental para lidar com tantas estrelas ao mesmo tempo (Michael Jordan e Scottie Pippen, Kobe Bryant e Shaquille O’neal, por exemplo).

Nesta semana, este cara que já foi tão tranquilo, com uma cabeça tão arejada de novas ideias, tão bom na gestão de pessoas foi demitido do posto de presidente do New York Knicks. Além da franquia enquanto organização ser uma zona completa, Jackson foi degolado por aplicar uma filosofia justamente contrária a tudoaquilo que sempre vendeu como essencial para o basquete. O Phil Jackson do Knicks, que falhou miseravelmente, era um senhor retrógrado, de cabeça dura e que foi péssimo na lida com seus melhores jogadores.

Algumas passagens deste período de três temporadas junto do Knicks foram emblemáticas para mostrar que o Phil Jackson de hoje pouco tem a ver com aquele de antes. Ao tentar impor goela abaixo que Derek Fisher era um cara com calibre para ser técnico pelo simples fato de ter sido seu armador por anos, sem qualquer experiência ou indício comprovado de vocação para o cargo, Jackson mostrou que achava que sua simples benção seria suficiente para fazer as coisas virarem. O mesmo quando desistiu de Fisher (que teve a pior campanha como técnico da história da franquia) e colocou o fantoche Kurt Rambis, um dos caras mais desastrosos a comandar times à beira da quadra. O cúmulo foi quando Jackson ventilou a possibilidade dele comandar a equipe do banco de reservas nas partidas do Madison Square Garden e Rambis acompanhar os times mas viagens. O resultado era um grupo de jogadores insatisfeitos e confusos diante da soberba.

Jackson também conseguiu cagar com o clima da equipe e irritar os dois maiores ídolos recentes do Knicks. Primeiro com Carmelo Anthony, ao forçar a barra para o jogador ficar insatisfeito a ponto de cogitar pedir para ser trocado, falando que o futuro do time seria melhor sem Melo – é preciso explicar que o jogador tem uma cláusula que pode vetar as trocas (coisa que Jackson incluiu no contrato de renovação do atleta!), portanto, ele só sairia do Knicks se quisesse. Depois com Kristaps Porzingis, ao ventilar uma troca com o jogador com os outros times – por mais que tenha pedido um retorno bem alto.

Aliás, foi escolher Kristaps Porzingis que deu sobrevida a Jackson, que já vinha fazendo uma série de negociações bem questionáveis. Mas ao acertar na escolha do letão, muita gente achou que Jackson tinha um plano secreto de salvação da franquia. Plano este que consistiu na assinatura de um contrato de quatro anos e 72 milhões de dólares com Joakim Noah, um pivô que mal consegue entrar em quadra atualmente; a contratação de um Derrick Rose completamente desinteressado, a ponto de um dia simplesmente não aparecer no ginásio para jogar; e se livrar de jogadores com uma certa utilidade na liga (JR Smith, Iman Shumpert, Tyson Chandler, Tim Hardaway, Raymond Felton, Robin Lopez) por trocos irrelevantes. Diante disso, a escolha por Porzingis parece mais um golpe de sorte do que uma atitude pensada.

Por tudo isso, eu até acho irrelevante a insistência no triângulo ofensivo como esquema de jogo. Claro que é um indício ruim que um presidente de franquia baseie todas as suas decisões em um estilo de jogo apenas, mas os conceitos do triângulo mudaram o basquete há algum tempo de tal modo que muitos times e jogadores da liga bebem desta fonte, mesmo sem saber – o que não faz dele, isoladamente, um problema.

Como o Knicks é um desastre total, até uma decisão acertada como esta foi feita da pior maneira possível. Ao invés de se livrar de Jackson no começo da offseason, o time esperou que ele escolhesse um jogador no draft do seu gosto (deixando passar jogadores, digamos, mais populares) e se livrou de Phil a poucos dias do começo do período de assinaturas de novos contratos. Seja lá quem vier, terá pouco tempo para tomar ciência de tudo e planejar a equipe para o ano que vem.

Mas é fato que não dava para continuar com Phil Jackson. Pelo menos não este senhor teimoso, antiquado e cheio de ideias erradas – bem diferente daquele Phil Jackson multicampeão.

O Knicks de hoje é o karma de Carmelo Anthony

A cada momento me parece que uma mudança de ares é o único caminho saudável para a carreira de Carmelo Anthony.

O melancólico jogo de ontem, com quatro prorrogações e a derrota do Knicks, soa como um sinal disso. Partida em Atlanta com arbitragem caseira e mesmo assim o Knicks conseguiu sobreviver por quase 70 minutos. Foram 23 mudanças de liderança no placar e 21 empates. Por parte do time de Nova York, dos dez caras que entraram em quadra, quatro foram eliminados por falta (Carmelo um deles) e outros dois ficaram pendurados. Nos últimos segundos do quarto overtime, Courtney Lee, um dos poucos titulares sobreviventes, teve a chance de empatar a partida duas vezes, mas foi vencido pela imprecisão e pelo cansaço.

O Knicks fez muita merda nas últimas semanas e a franquia está uma zona completa, mas mesmo quando o time luta, se esforça e se doa, a coisa não tem ido pra frente.

Ainda que seja Derrick Rose o cara mais descompromissado com a franquia, que Joakim Noah esteja totalmente aquém do que já jogou e até Kristaps Porzingis que tenha oscilado tremendamente (o que é normal para um jogador jovem, diga-se), é sobre Carmelo Anthony que recaem maior parte das críticas.

Até entendo que ele seja o líder da equipe e tudo mais, mas o time não chegou a esse ponto por causa dele.

Por conta dos seus 32 anos e da natural queda no atleticismo, é normal que seu jogo mude. A explosão nas infiltrações desapareceu, é verdade, mas Melo continua dando conta do jogo de perímetro, continua eficiente na briga pelo rebote e até mostrou uma qualidade desconhecida na troca de passes com a chegada de Porzingis ao time.

Ano passado, quando a torcida estava empolgada com o então calouro, Anthony foi até enaltecido por estas mudanças. O problema foi que neste ano o Knicks pretensamente formou um time de medalhões (um ‘supertime’, como batizado por Derrick Rose, à sua maneira, com tudo que há de negativo nisso).

Desde que a coisa desandou, a partir do Natal, e o Knicks emendou a péssima sequência de 5 vitórias e 15 derrotas, caindo na classificação,  vigília sobre Carmelo aumentou. As críticas de que ele não se esforça, não decide e não quer saber mais de basquete são frequentes. É raro que alguém diga que, na verdade, neste período o jogador tenha aumentado sua média de pontos para 25 por jogo e o Knicks tenha melhorado quando ele está em quadra (diferente de Rose e Kristaps, que acumulam mais pontos sofridos do que feitos quando estão jogando).

Além disso, partiu das mãos deles o chute da vitória contra o Hornets e a cesta do empate no tempo normal contra o Hawks, ontem. Mesmo no lamaçal, é ele quem decide.

Não defendo que o futuro da franquia vá ser melhor com ele. Realmente o time tem que cercar Porzingis de talento para os próximos anos. Mas, nesta temporada, não me parece que a culpa do naufrágio do Knicks seja dele. Dentro das suas limitações, Carmelo tem sido o melhor jogador do time – mesmo que não exista este reconhecimento.

Por último, também acho bem injusto que ele seja crucificado por ter escolhido ficar em Nova York por todos estes anos. Raramente vou condenar um cara por lealdade a uma camisa. Além disso, Carmelo apostou na evolução do time e na capacidade de Phil Jackson montar um time competitivo – o que não aconteceu.

Diante disso, acho que Carmelo tem mais a perder ficando no Knicks do que o Knicks ficando com Carmelo. Essa zona toda, me parece um karma pela insistência dele numa franquia que às vezes parece não ter jeito. É hora de uma mudança de ares.

A novela New York Knicks

Bastou uma sequência ruins de jogos, com 8 derrotas em 9 partidas, que o New York Knicks voltou aos noticiários pelo que lhe é característico nas últimas décadas: muita treta, muita crise e pouco basquete.

Depois de atingir o surreal 4º posto na Conferência Leste por um breve momento, o time embarcou em uma má fase. Três derrotas seguidas, lesão de Kristaps Porzingis, sequência de derrotas ampliada para seis jogos, queda no rendimento de Carmelo Anthony… A coisa estava feia, mas ficou horrorosa quando o téncico Jeff Hornacek decidiu colocar o armador titular Derrick Rose no banco nos períodos finais das partidas. O jogador não curtiu e, segundo insiders, os dois discutiram feio.

Dias depois, ontem, o jogador não deu as caras na partida. O Knicks entrou em quadra com Brandon Jennings, armador reserva, sem sequer saber o paradeiro do seu titular. O time tomou um pau, Carmelo foi expulso da partida, Phil Jackson se recusou a falar com qualquer pessoa e, ao final do jogo, staff, comissão técnica e jogadores declararam que não faziam ideia do paradeiro de Rose, que na manhã do mesmo dia tinha ido treinar normalmente, sem dar qualquer indício ou justificativa que não estaria apto a jogar algumas horas mais tarde.

Apenas Joakim Noah, colega de Derrick desde os tempos de Bulls, apareceu para dizer que o jogador tinha falado com ele, “estava OK e sem correr qualquer risco” – já que alguns mais desesperados temiam que algo grave tivesse acontecido com o desaparecido Rose.

Mais tarde, apareceu a informação de que o jogador teria ido a Chicago tratar de assuntos pessoais, mas que não tinha avisado ninguém. No dia seguinte, sem dar qualquer explicação, Rose aparece de uniforme para treinar com o time, como se nada tivesse acontecido. Knicks convoca uma coletiva, diz que vai multar o jogador. Ele, dando uma de louco, disse que precisava ir para casa ver sua mãe (?). Se limitou a dizer que precisava de “espaço”. História difícil de engolir quando é tão simples fazer uma ligação ou mandar uma mensagem avisando alguém do ocorrido…

Rose (camisa 25) no treino do Knicks como se nada tivesse acontecido

Toda a novela e, pior, a falta de justificativas convincentes de todas as partes só depõem contra o Knicks e Derrick Rose. Por mais que obviamente qualquer pessoa tenha o direito de colocar sua família ou problemas pessoais a frente de qualquer outra responsabilidade, a falta de informações no dia do jogo e, principalmente, no dia seguinte, só aumentam as desconfianças de que o clima no elenco é bom o suficiente para tirar o time do buraco e de que o nível de profissionalismo exigido na franquia é mínimo.

Lembrando que uma das principais críticas associadas a Carmelo Anthony, principal jogador do time nas últimas temporadas, é que se importa mais com “New York” do que com o “Knicks” – suas atenções estariam voltadas à badalação da cidade e não ao basquetebol. Se a franquia não se incomoda com seus principais jogadores dando de ombros para o jogo, fica difícil pensar em um futuro vitorioso.

Também só confirmam que Derrick Rose é um jogador descompromissado que nunca mais vai render nem perto do que suas expectivas apontam. Sua falta de dedicação não vai compensar seus problemas de lesão.

O problema para ambos, Rose e Knicks, neste caso, é que todos os planos vão indo por água abaixo conforme a novela toda vai se prolongando. A franquia, da forma como foi montada neste ano, esperava resultados imediatos. E da forma como as coisas andam, isso se torna cada vez mais difícil.

De quebra, o Knicks pode notar que Rose não é útil nem para seus planos a curto prazo e nem para seu projeto de futuro. Se o jogador fazia juras de amor à camisa azul no começo da temporada, hoje seu futuro está cada vez mais incerto como membro do time.

Um drama digno de New York Knicks.

[Previsão 16/17] Knicks: a soma de todos os fracassos

Um supertime com um MVP, 14 seleções para o All Star Game, um melhor jogador de defesa da liga, um diretor com 11 títulos e um técnico promissor. Pode dar errado? Com certeza pode, afinal, este é o New York Knicks.

Não sou do tipo que acredita em tabus, mas essa é uma franquia que ainda precisa provar que pode dar certo quando cria grandes expectativas. Até hoje, sempre que o Knicks ensaiou fazer algo grande para a temporada, a decepção foi ainda maior – e, para confirmar esta tese, seus dois únicos títulos foram com elencos recheados de bons coadjuvantes.

O enredo fica ainda mais dramático por se tratar de uma série de jogadores desacreditados unidos. Rose tem o peso do rótulo de ‘pior MVP de todos os tempos’, Carmelo é a superestrela mais desacreditada da liga e as inúmeras lesões transformaram Noah em um jogador mais folclórico do que eficiente nas últimas temporadas. Tudo isso, sob uma das camisas mais pesadas e menos vitoriosas da NBA.

Mas sabe aquela lei da matemática que ‘menos com menos dá mais’? É a grande esperança do Knicks.

Offseason
À sua maneira, o time caprichou nas contratações. Além de Derrick Rose e Joakim Noah, Courtney Lee chegou para ser o titular na posição número 2 e Brandon Jennings para ser o armador reserva (ou titular, caso Rose tenha algum dos seus típicos problemas de lesão). Sem dúvidas é o time mais renomado da Era Phil Jackson em Nova York.

Time Provável
PG – Derrick Rose / Brandon Jennings
SG – Courtney Lee / Sasha Vujacic
SF – Carmelo Anthony / Lance Thomas
PF – Kristaps Porzingis / Kyle OQuinn
C – Joakim Noah / Guillermo Hernangomez

502021940

Em 2010 esse time seria imbatível

 

Expectativa
Todo aquele preâmbulo serve para ficar no muro. Eu não sei se eu quero acreditar e, ao mesmo tempo, me prevenir além da conta, mas eu acho que pode dar certo, apesar dos riscos de fiasco serem imensos. Há dois motivos para esperança de playoffs: Kristaps Porzingis ainda melhor e uma conferência Leste com oito times lutando pelas últimas quatro vagas do mata-mata.

Parceria entre C&A e NBA é uma boa para os fãs

Chega nesta quinta (22) às lojas da C&A a nova linha popular de produtos da NBA, fruto de uma parceira entre as duas marcas. A princípio são alguns modelos de camisetas, regatas e bermudas temáticas que estarão à venda por preços bem mais baixos do que as tradicionais camisas dos times.

Os modelos são nessa linha (da pra ver todos no site da C&A):

cea

Aparentemente, as bermudas variam de R$ 70 a R$80, as regatas saem por R$ 70 e as t-shirts ficam por R$ 40. Uma boa alternativa às camisas vendidas por R$ 200 e cacetada.

Há peças do Miami Heat, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls, Brooklyn Nets e New York Knicks, que são algumas das franquias mais populares por aqui.

Independente de você gostar ou não dos modelos (particularmente achei as camisetas legais, as bermudas mais ou menos e as regatas meio amadores demais), só de ter estes produtos originais à disposição e a um bom preço já é um grande avanço. É mais uma prova (além dos Global Games, loja da NBA no Rio e etc) de que a liga americana está de olho no tamanho e na assiduidade do mercado brasileiro.

Se o resultado comercial for bom, certamente NBA e outras marcas pensarão em novas ações e parcerias para o público brasileiro – além da mesma parceria entre C&A e liga render peças de outros times. Bacana, não?

Bulls, Knicks e a segunda chance de Rose

A offseason começou quente! Ainda não foi oficializado junto à liga, mas se Adrian Wojnarowski cravou é porque é quente: Derrick Rose foi trocado para o New York Knicks. A temporada de trocas nem começou oficialmente, mas Chicago Bulls e Knicks já trataram de fechar uma blockbuster. O negócio envolve a ida de Rose, Justin Holiday e uma escolha de segundo round no ano que vem para Nova York. Em troca, Chicago recebe Robin Lopez, Jose Calderon e Jerian Grant.

Eu não vou analisar todas as trocas individualmente, a minha ideia é falar somente das mais significativas, mas esta aqui não dava para deixar passar. Basicamente esta troca já nos dá uma das grandes histórias da próxima temporada: duas das estrelas mais desacreditadas desta geração se reúnem em um time historicamente desacreditado. Só por isso, independente da troca dar certo ou não, eu já gostei muito do negócio.

Mas, analisando a troca e a perspectiva futura dos envolvidos, eu acho que existe uma chance bacana de dar bem certo para todo mundo. O New York Knicks tem espaço para assinar algum jogador interessante nesta offseason, mas nunca que pegaria Kevin Durant. No melhor cenário possível, ficaria com Mike Conley, que é um bom jogador, mas não o suficiente para elevar o status da franquia de imediato. Com o elenco que estava, não valia a pena tentar Dwight Howard, Al Horford ou Joakim Noah, já que o time estava bem carregado de jogadores no garrafão.

Ir atrás de Rose resolve bem a offseason do time e direciona quem serão os próximos alvos da franquia. Mandou Calderon, um armador já veterano que não rende mais o suficiente para ser titular em um time meia boca, e abriu mão de Robin Lopez, um pivô bom, e Jerian Grant, um armador que vai para seu segundo ano de NBA. Agora, o time já conseguiu um armador titular de calibre e tem espaço para buscar, se quiser, um dos pivôs veteranos que estão dando sopa no mercado. Imagina se pega Dwight Howard, outro cara que perdeu completamente o crédito ao longo dos últimos anos e que todo mundo duvida que ainda possa render alguma coisa? Que história!

Sobre Derrick e seu futuro no time. Ele já jogou muito, era um insano, craque, MVP mais novo da história, mas depois de todas as lesões que teve na carreira, joga com o freio de mão puxado. Parece psicológico. Não dá para confiar que ele possa carregar um time nas costas, que era o que se esperava dele em Chicago – Jimmy Butler já era o melhor jogador, mas seu estilo low-profile não é de quem carrega uma franquia, ainda mais sob a sombra do que Rose já tinha sido para a franquia.

No Knicks, Rose chega para ser o terceiro jogador do time. Carmelo ainda é o líder e Porzingis é o futuro do time. O ex-MVP é um cano de escape, apenas a terceira opção do time. Quem sabe assim, sem toda aquela pressão, Rose volte a ser mais constante – não acredito que vá ser um craque novamente, mas pode deixar de ser um peso para ser um jogador que contribua.

nba_NNAj7eL

Knicks anunciou a troca nas redes sociais na tarde desta quarta-feira

O desafio vai ser fazer o armador jogar sem a bola na mão. Carmelo é o típico cara que monopoliza o domínio da bola e Rose sempre se mostrou meio preguiçoso para aparecer ‘off the ball’. Mesmo assim, sendo bem otimista, acho que é a chance de reunir veteranos com orgulho ferido e montar um time competitivo para a temporada – e como disse acima, torço demais para que Dwight chegue para completar o cenário perfeito de ‘all in’ da franquia. Essa reunião seria a cara do Knicks dos últimos 20 anos, só que com alguma chance de dar certo. Estou confiante nisso.

Sob o aspecto do Chicago Bulls, acho que era inevitável. Rose era uma bigorna de 20 milhões de dólares ao ano no meio da sala em Illinois. Não dava para ele assumir outro papel no time. Tinha que voltar a ser aquele MVP de antes ou sair fora. O time vai se desmanchar e o único que deve ficar é Jimmy Butler, que já tinha criticado publicamente a falta de comprometimento de Rose com o time.

Com o excesso de armadores no mercado e a falta de credibilidade de Rose, parecia difícil o Bulls conseguir algo decente em troca. Diante deste cenário, a troca não foi ruim. Robin Lopez é uma reedição mais saudável de Joakim Noah e Jose Calderon é um armador que pode contribuir de imediato. Muita gente se animou com Jerian Grant, mas eu sinceramente não espero muita coisa do jogador. Só está em seu segundo ano na liga e já vai fazer 24 anos (mesma idade de Kyrie Irving, para ter ideia). É a hora da reconstrução do elenco. Pode ser que mais trocas pintem para o time até a hora do draft.

Knicks sem triângulos e com Hornacek

A contratação de Jeff Hornacek é a melhor notícia que a torcida do New York Knicks poderia ter neste momento. Não tanto pela qualidade do técnico, que não parecia a melhor opção para o time, mas sim pelo que a escolha representa: o fim da ‘ditadura dos triângulos’ e da curta porém desastrosa Era Rambis no time.

Desde que Phil Jackson foi anunciado como presidente do Knicks muito se falou e pouco se viu em quadra. A presença do multicampeão deveria atrair grandes estrelas para o Madison Square Garden e formar um time que iria brigar pelo título da conferência Leste. Como contrapartida por levar esta ‘grife’ à franquia, Jackson exigiu que as coisas deveriam seguir dentro das suas convicções. A principal delas: o esquema dos triângulos que aplicou nas dinastias vitoriosas do Chicago Bulls e do Los Angeles Lakers.

A verdade é que a moral de Phil Jackson só foi suficiente para renovar o contrato de Carmelo Anthony e angariar os úteis-porém-nada-estrelares Robin Lopez e Arron Afflalo. Ao mesmo tempo, para reafirmar suas convicções contratou Derek Fisher como técnico, mesmo sem ter qualquer experiência parecida e, depois que o demitiu sem mais nem menos, promoveu o auxiliar Kurt Rambis ao posto de head coach.

O problema é que Fisher pareceu ser lá grande coisa, Rambis é horrível e o time só melhorou timidamente por conta da chegada do calouro Kristaps Porzingis. Jackson insistia que o time só deveria jogar no esquema dos triângulos que ninguém conseguia entender muito bem como funcionava – ou tinham a certeza de que funcionava mal.

Aqui vale um parêntesis. Phil Jackson é um cara que ganhou muito coisa, sempre foi excelente para administrar os egos dos seus times e montou verdadeiras máquinas. Mas, ao meu ver, hoje ele é um cara bem dispensável. Ele não abre mão de um esquema que deu certo só em supertimes e há 15 anos, quando o basquete era outro. Os triângulos, jogo que posiciona os pivôs no topo do garrafão, exige muitos passes, chutes longos certeiros e jogo de meia quadra, era adequado para o esporte da década de 90. Hoje a história é outra.

Enfim, temporada acabada, parecia que Jackson iria efetivar Rambis por ser um dos únicos caras na face da terra que ainda topava jogar nesse ritmo. Apavorado com a possibilidade do interino continuar, Carmelo até se posicionou falando das suas preferências.

Surpreendentemente, do nada, Jeff Hornacek foi anunciado. O treinador teve um excelente ano de estreia no Phoenix Suns. A equipe era cotada para ser uma das quatro últimas da tabela e Hornacek conseguiu carregar o time a uma campanha de 48 vitórias. Conseguiu isso ainda com um elenco totalmente desequilibrado, com três point guards potenciais titulares e uma sére de free agents nas outras posições. Ele conseguiu isso com um basquete de contra-ataque insano e correria total. Maior parte das posses de bola daquele time eram queimadas quando ainda restavam mais de 15 segundos para arremessar no cronômetro. A campanha rendeu a Hornacek a segunda colocação na votação para melhor técnico da temporada.

Screen Shot 2016-05-18 at 9

Talvez nem fosse o melhor nome, mas Hornacek é a certeza de que os triângulos e Rambis deixarão de assombrar a franquia

No ano seguinte, uma série de lesões e falta de comando no vestiário fizeram com que o treinador fosse demitido. Mas se vale como consolo, o time foi ainda pior com seu sucessor Earl Watson.

Acho até que tinha coisa melhor no mercado (Frank Vogel) e que a correria pregada por Hornacek seja prejudicial para o desenvolvimento de Porzingis – acredito que teria invariavelmente que jogar como pivô mais tempo, o que não acho que seja a melhor das ideias -, mas somente por garantir que a sua chegada representa uma quebra no legado de Jackson e seu triângulo no jogo do time, já acho que as coisas melhoraram muito de figura em Nova York.

Carmelo quer Blatt no Knicks – e ele está certo

Todos os times já eliminados dos playoffs estão correndo para se acertar para a próxima temporada. Técnicos foram demitidos e contratados. Jogadores são sondados para a offseason. Mas curiosamente os executivos do time da ~’cidade que nunca dorme’, todos parecem estar tirando um longo e preguiçoso cochilo.O presidente do New York Knicks, Phil Jackson, viajou de férias e decidiu deixar para depois a decisão sobre quem será o comandante do time para a próxima temporada.

Nisso, alguns dos melhores nomes já se reposicionaram: Scott Brooks fechou com o Wizards, Tom Thibodeau acertou com o T-Wolves, Dave Joerger assinou com o Kings. Até o jovem Luke Walton, que diziam ser o preferido de Jackson, já combinou de se juntar ao Lakers na próxima temporada. Neste ritmo, crescem as chances do interino Kurt Rambis acabar ficando onde está e ser efetivado como head coach do Knicks. Apavorado com a possibilidade, Carmelo Anthony tem falado por aí que gostaria de David Blatt, ex técnico de Lebron e companhia no Cleveland Cavaliers, no comando do time. A estrela do time justifica que a experiência europeia de Blatt poderia acelerar o processo de evolução do letão Kristaps Porzingis.

image_367

Carmelo inventou uma história qualquer para tentar afastar Rambis do Knicks

Sinceramente, não confio nas justificativas de Carmelo, mas acredito no seu pavor de saber que Rambis pode continuar por lá. O interino é péssimo, certamente o treinador mais fraco a comandar um time nos últimos tempos, mas é um dos favoritos de Jackson por ser um dos poucos que ainda topa trabalhar com o sistema de ‘triângulos ofensivos’ pregado pelo vice-presidente do time. Como Phil Jackson é todo esotérico, supersticioso e cabeça-dura, suas convicções restringem as opções de mercado. O excelente Frank Vogel, ex-técnico do Indiana Pacers, por exemplo, poderia ser deixado de lado por não compartilhar das mesmas ideias.

Apesar de David Blatt ter saído de Cleveland com o rótulo de não ser um bom técnico para lidar com estrelas, o blefe de Carmelo é certeiro. Blatt estudou em Princeton, onde jogou com o figurativo general manager do Knicks, Steve Mills. Como qualquer cria da universidade, é simpático à ideia de jogar com o sistema Princeton, de cortes no ataque – que se não é igual à tática dos triângulos, tem suas similaridades. Com isso, Blatt se tornaria o preferido do melhor jogador da equipe e do GM da franquia, além de estar disposto a rodas um esquema parecido com o que Jackson exige: fatores suficientes para afastar a possibilidade de Rambis ser efetivado.

Não acredito nesta relação tão estreita entre experiência fora dos EUA e desenvolvimento do jovem estrangeiro. Também acho difícil dizer se Blatt é o cara certo para o time. Mas, com certeza, é melhor que Rambis. Nisso, acho que a forçação de barra de Carmelo é extremamente válida. Brilhante estratégia.

Kurt Rambis é o pior técnico da liga

É muito difícil avaliar o trabalho de um técnico. Existem milhares de fatores que podem mascarar, para o bem ou para o mal, a sua eficiência: sorte, elenco, momento, conexão com os atletas e etc. Especialmente para quem não vive o dia-a-dia do time, é quase impossível decretar se um cara está fazendo um bom trabalho ou não. Ou então definir o que é mérito ou culpa dele.

Mas em alguns casos bem específicos é possível, sim, dizer que fulano é péssimo sem se arriscar a cometer uma injustiça. Neste caso eu estou falando de Kurt Rambis, técnico do New York Knicks.

O simples fato de Rambis ser um eterno interino já mostra que quem tem o poder da caneta na NBA não confia muito no seu taco. Ele cansou de ser interino no Wolves (por mais de uma temporada… isso existe?), no Lakers e agora no Knicks.

Na sua primeira experiência, no time de Los Angeles, ele foi bem e completou a temporada com o time indo aos playoffs. No campeonato regular ganhou 24 jogos e perdeu 13 – a temporada teve só 50 jogos e ele ficou ali como um tampão até a chegada de Phil Jackson. Perdeu nos playoffs para o San Antonio Spurs no segundo round.

Essa é a característica básica de um técnico ruim que se mantém por muito tempo no esporte: ter sorte logo de cara. Você pode ver, todo cara que em algum momento fica comprovado que é um lixo, teve alguma passagem consideravelmente boa logo no começo da carreira. Depois disso, vive-se na expectativa de que aquele momento se repita. Raramente acontece.

Bom, ele passou uns anos na mamata que é ser assistente técnico do Phil Jackson (trabalha pouco, ganha tudo) e de 2009 a 2011 foi técnico do Minnesota Timberwolves. Com Rambis no comando, a franquia registrou as duas excelentes campanhas de 15v e 67d e 17v e 65d. Isso lhe rendeu a segunda pior campanha no primeiro ano e a última colocação no ano seguinte.

O time não só foi muito mal, como ele tratou de não ajudar em nada a franquia (poderia ser um tank deliberado na tentativa de buscar boas escolhas de draft para os anos seguintes). Prova disso é que o melhor jogador do time na época, o então jovem Kevin Love, era apenas o sexto homem na rotação da equipe, com menos minutos por jogo do que pérolas como Johnny Flynn e Ryan Gomes. O dedo do técnico podia ser conferido no estilo do jogo do time: era a equipe com o maior pace da NBA na época, ou seja, maior número de posses de bola por partida. Isso significa que o esquema predominante era da correria – que na prática corresponde, geralmente, a nenhum esquema.

rambis

Único mérito de Rambis: o seu visual na época de jogador

Estou falando tudo isso porque este ano novamente uma jovem equipe sem muitas perspectivas imediatas caiu no colo de Rambis. Depois da demissão de Derek Fisher, Phil Jackson (sempre ele), agora presidente do time de NY, promoveu Kurt ao posto de interino do time. Obviamente que ele amarga uma campanha sofrível de 8 vitórias e 15 derrotas.

Aparentemente, ele não está tão pior do que seu antecessor, que foi demitido com 23 vitórias e 31 derrotas, mas os meandros das estatísticas e dos reportes nos indicam o trabalho porto do ex-pivô que aperta no botão de curtir em vídeos pornôs e publica sem querer nas suas redes sociais.

Primeiro a campanha do time. Se levarmos em conta só os jogos em que a diferença de pontos está abaixo de cinco nos últimos minutos de partida, Rambis está com apenas 1 vitória e com 7 derrotas – enquanto Fisher esteve com 12 vitórias e 16 derrotas com o mesmo elenco. Este dado é uma excelente medida, pois compara duas pessoas com o mesmo time e em condições parecidas – em que a interferência do técnico é fundamental para ler o jogo, diagnosticar o que é melhor pro time e fazer os ajustes necessários. Esta campanha nestes casos mostra como ele é muito inferior a um técnico iniciante e que foi preterido por sua suposta incapacidade técnica. Tenebroso…

rambis1s-1-web

Coloca o Carmelo de técnico que é melhor

Para piorar, ele continua cometendo os mesmos erros de sempre. Da mesma forma que preteria Kevin Love no Wolves de 2010, ele não coloca os jovens do Knicks para jogar. Sexta até saiu uma notícia dos insiders do time contando que os veteranos do elenco (Carmelo Anthony, Robin Lopez e Jose Calderon) estão dispostos a cortar parte dos seus próprios minutos de jogo para dar mais tempo de quadra aos jovens do time. São os próprios jogadores fazendo o trabalho gerencial do head coach.

Rambis se defende dizendo que prefere tentar ganhar o máximo de jogos e, assim, estabelecer uma suposta ‘cultura da vitória’ nos jogadores ao invés de largar a equipe na mão dos jovens talentos e perder neste primeiro momento. Até seria uma teoria a se considerar se, de fato, ele estivesse vencendo. Não é o caso.

Para o ano que vem, se especula o absurdo de que o Knicks mantenha Rambis no comando do time nos jogos fora de casa e que Phil Jackson assuma a equipe dentro do Madison Square Garden – o Zen Master não teria condições de saúde para acompanhar a expedição pelos EUA. Este, então, seria o mais absurdo dos casos: manter um fantoche na estrada e saciar o ego de Jackson dentro de casa. Francamente, não é com ele(s) que o Knicks vai dar a volta por cima.

Você precisa conhecer melhor Latrell Sprewell

Cara, eu entendo quando alguém diz que NBA é chata porque uma partida que tem 48 minutos de jogo demora na verdade quase 3 horas – sendo que, muitas vezes, só os últimos segundos realmente valem a pena. Ou quando justifica que não tem graça ver um campeonato com mais de 80 jogos e que perder um ou outro não faz diferença alguma. De verdade, são justificativas com fundamento. Mas, na boa, não tem como não amar essa porra toda quando você conhece personagens como Latrell Sprewell e suas histórias.

Spree é um ex-jogador, mas neste período de primárias nas eleições americanas seu nome voltou à tona por ser um dos poucos seres humanos com a pachorra (ou coragem) de apoiar publicamente o ‘excêntrico’ magnata republicano Donald Trump. A afinidade se justifica por ambos compartilharem hábitos capilares de gosto duvidoso, mas, independente disso, o apoio de Latrell a Trump chama a atenção já que a comunidade ligada ao basquete apoia maciçamente Barack Obama – e Trump é a antítese total do atual presidente. O jogador escreveu uma série de tuítes apoiando o republicado – mas infelizmente os apagou algum tempo depois.

Aliás, seu perfil no twitter é maravilhosamente deprimente, recomendo muito que sigam, pois se resume ao ex-jogador mandando mensagem para celebridades implorando por atenção. Melhor de tudo é que quase nunca ele é correspondido.

https://twitter.com/REAL_SPREWELL15/status/698155539067330560

https://twitter.com/REAL_SPREWELL15/status/698011777783767040

Esta é só mais uma mostra de como a sua vida pós-NBA tem sido complicada. Dias destes saiu a notícia de que Sprewell estava com dezenas de dívidas acumuladas, sem grana para quitá-las, e morando em uma casa simples alugada.

Aliás, se este desfecho parece estranho para nós – como um cara que ganhou mais de 100 milhões de dólares na carreira está numa situação destas? -, não chega a ser surpreendente para o próprio jogador (e aqui vai a primeira grande história dele): quando já estava nos últimos anos da sua carreira, o Minnesota Timberwolves ofereceu uma renovação por dois anos para Latrell. O contrato máximo que a negociação chegou foi a 14 milhões de dólares anuais. Revoltado, Spree recusou e justificou com uma das declarações mais lendárias do esporte: “Por que eu ajudaria o time a ganhar um título? Eles não estão fazendo nada por mim. Eu estou em uma situação de risco aqui, EU TENHO UMA FAMILIA PARA ALIMENTAR”. Sim, porque são necessários muito milhões a mais para alimentar uma meia dúzia de bocas, né? Bom, o tempo provou que ele realmente precisava de umas verdinhas a mais…

Mas existem pelo menos mais duas passagens do ala-armador que são dignas de nota. Uma delas já foi brevemente relatada aqui. Certo dia Latrell promoveu uma festinha no seu iate. A balada tava animada, tal, pá, champagne pra lá, campari pra cá (essa parte é mentira), tudo legal até que um convidado passou do ponto e vomitou no chão do barco, no meio da rapaziada. Puto da cara com o colega, Sprewell, que também já estava ‘alegre’, partiu para cima do cara. Mesmo mal, o fulano conseguiu desviar do golpe que o jogador desferiu. Pior para Sprewell, que acertou a parede e quebrou a mão. Além de ficar fora de alguns jogos do time por causa da lesão, o Knicks ainda aplicou uma multa ao jogador por conduta antidesportiva.

Latrell Sprewell #8

Latrell Sprewell: aquele famoso NICE GUY que de NICE não tem nada

Isso tudo já seria suficiente para você amar/odiar Latrell Sprewell, mas o seu currículo conta com uma outra treta ainda maior. Você deve pensar que bater em bêbado é fácil – mesmo que ele não tenha conseguido socar o cara exatamente -, e que isso não faz dele um maloqueiro de marca maior. Realmente, o que faz Spree ser uma lenda do mau caratismo foi ter tentado enforcar o técnico do seu time.

Num certo dia, rolando treino do Golden State Warriors, o técnico PJ Carlesimo chamou a sua atenção quando errou um passe na atividade que estava sendo passada. Sprewell não curtiu e começou a discutir com o ‘professor’. A parada foi ficando quente e Carlesimo se aproximou de Spree, que disse para ele ficar longe dele, caso contrário ia matá-lo. O técnico não levou a sério o alerta do jogador e se aproximou, até que Latrell voou direto no seu pescoço, literalmente, e estrangulou PJ por alguns segundos. A turma do ‘deixa disso’ entrou e ação e separou o jogador do técnico, que estava atordoado no chão.

Revoltado, Spree foi esfriar a cabeça no vestiário. Não deu certo. Uns 15 minutos depois voltou para o ginásio e, do nada, atacou o treinador novamente com um soco na cara! Claro que o jogador foi suspenso para o resto da temporada pelo incidente. Apesar de todos os repórteres  e jogadores confirmarem o episódio, o jogador nega que tenha cometido a segunda agressão – tranquilo, ele SÓ tentou asfixiar o técnico…

Bom, além de tudo isso, Sprewell também foi um bom jogador. Começou com tudo no Warriors e virou um dos shooting guards mais versáteis da liga. Depois do problema com o técnico, ele foi trocado para o New York Knicks, onde fez dupla com Allan Houston e não conseguiu repetir o sucesso que se esperava dele – apesar de em um dos anos ter conseguido chegar às finais . Ainda teve um lampejo no final de carreira no Timberwolvez, quando jogou com Kevin Garnett e Sam Cassell, chegando à final da Conferência Oeste, na melhor campanha da história da franquia.

Bom, acho que ficou bem claro porque vale a pena conhecer melhor Latrell Sprewell, né?

Page 1 of 2

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén