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Lonzo Ball era o que faltava ao Lakers

Por mais que sejam percepções alimentadas por clichês e mitos, é inegável que algumas franquias têm personalidades muito bem definidas. Os melhores times do Boston Celtics contam com talentos improváveis que tem algo a provar para o resto do mundo, o San Antonio Spurs parece ser viciado em discrição e eficiência, o Detroit Pistons tem uma aversão a grandes estrelas, que é compensada pelo jogo duro e coletivo. E por aí vai. O Los Angeles Lakers, por sua vez, tem uma característica muito simples: é movido a grandes estrelas.

Não quer dizer que o time vai bem, não quer dizer que os caras dão sempre certo, mas não existe um time do Lakers minimamente memorável que não tenha um cara diferente dos demais quando o assunto é chamar a atenção. É a gasolina do time. Ele vive disso. Se por algum motivo em algum determinado período a franquia não contou com um cara assim, esqueça: são anos que serão jogados na lixeira amarela e roxa da mediocridade.

Neste aspecto, Lonzo Ball era tudo que o Lakers precisava para ter alguma chance de mudar de rota, encerrar o processo de tanking e começar a pensar em evoluir daqui em diante. Não entro nem no mérito do quanto o menino joga – por favor, vamos com calma, Summer League não quer dizer nada e aquelas enquetes sobre quantos MVPs ele vai ganhar na carreira são uma atrocidade -, mas na capacidade que tem de atrair os holofotes.

Parece algo que acontece naturalmente com ele – e, claro, impulsionado por um pai maluco que quer muito aparecer. Só ver o buzz das últimas duas semanas: em primeiro lugar, só se falava da sua performance. Em segundo, do tênis que usava.

Lonzo surge na liga com o carimbo do Lakers na testa, assim como aconteceu com Magic Johnson e Kobe Bryant – de novo, sem comparar o jogo, mas o hype -, que mal vestiram a camisa mais vencedora da California e viraram ídolos instantâneos. Assim como acontece hoje com Ball, Magic e Kobe já eram verdadeiras estrelas antes mesmo de virarem grandes jogadores. Chamavam toda a atenção quando ainda eram adolescentes cheios de espinhas – neste caso em especial Lonzo já superou as duas lendas do Lakers, com mais acne do que qualquer jogador do time em todos os tempos.

Toda essa repercussão, aliás, confirma que finalmente o núcleo essencial do time que foi amargamento reconstruído ao longos das últimas temporadas está formado. Era este selo que faltava a D’Angelo Russell, Brandon Ingram e Julius Randle, por exemplo. Todos aparentemente com muito talento, mas insuficientes para recuperar o protagonismo que a franquia sempre esteve acostumada.

O primeiro pré-requisito foi preenchido. Agora que, com o tempo, confirme tudo que se espera dele dentro de quadra.

Preparando o terreno

O Los Angeles Lakers conseguiu chacoalhar mais o mercado da NBA do que a troca da primeira escolha do draft entre Boston Celtics e Philadelphia 76ers. Com a explícita intenção de limpar a folha salarial para a próxima offseason, o time angelino mandou seu armador titular D’Angelo Russell e o pivô Timofey Mozgov para o Brooklyn Nets em troca do pivô Brook Lopez e da 27ª escolha do draft deste ano.

A troca pode parecer estranha, já que o Lakers vinha em um processo gradual de evolução, apostando todas as fichas em um time equilibrado formado via draft e Russell era o jogador que tinha sido escolhido com a pick mais alta do time nos últimos anos (foi o segundo em 2015, atrás somente de Karl Anthony Towns). Mas a verdade é que o desempenho de D’Angelo, a oferta abundante de armadores na turma do draft deste ano e a manifesta vontade de Paul George jogar pelo time no ano que vem fizeram a franquia mudar os planos de uma hora para a outra.

O que aconteceu, mais detalhadamente, foi o seguinte: há dois dias, Adrian Wojnarowski, insider do Yahoo que antecipa 99% das notícias quentes da liga, soltou que Paul George não renovaria com o Indiana Pacers ao final da próxima temporada e que seu destino preferido era o time roxo e amarelo. O anúncio fez meio mundo se mexer. O Indiana foi ao mercado ouvir propostas pelo jogador e muitos times procuraram o Pacers oferecendo trocas.

Acontece que o seu valor de mercado ficou limitado com a notícia de que quer ir para Los Angeles na temporada que começa em 2018 – em tese, George jogaria apenas um campeonato por qualquer time e na próxima offseason sairia de graça para assinar com o Lakers. Nisso, ficaram na briga apenas times que teriam condições de ‘alugar’ George por um ano para brigar pelo título agora.

Paralelamente, o Lakers viu que teria que se coçar. As possibilidades seriam duas: persuadir o Pacers para uma troca agora e garantir o jogador ou abrir espaço na folha salarial para seduzir George ano que vem, além de sinalizar que poderia montar um time competitivo ao seu redor – o receio é que PG13 mude de ideia ao participar de um projeto vencedor em outra cidade, escolha alguma outra franquia neste meio tempo e desista do seu plano inicial.

Aparentemente o time da Califorina fez algumas propostas ao Indiana, mas não conseguiu tirar George de lá – por enquanto, ao menos. Sem êxito, partiu para a segunda fase do plano e resolveu se livrar dos contratos mais incômodos do elenco. Timofey Mozgov é um deles.

O pivô russo foi uma das contratações mais bizarras do ano passado. Por mais que o novo limite salarial tivesse aumentado, pagar 15 milhões ao ano para ele era um desperdício nítido – eu falei sobre isso há um ano. Pior é que seu contrato ocuparia parte da folha angelina por mais três anos. Se o Lakers quer ir atrás de jogadores de peso, como o próprio George ou até Lebron James (dizem que pode ser um destino do jogador…), a limpa tinha que ser feita já.

Acontece que ninguém estaria disposto a pegar um abacaxi destes sem mais nem menos. O time precisava, então, colocar algum ‘ativo’ minimamente atraente no pacote para chamar a atenção das outras franquias. Aí que entra D’Angelo Russell.

O armador vivia uma pressão grande no time: era o que carregava a maior expectativa de um dia virar craque e, ao mesmo tempo, era o que despertava as maiores dúvidas. Randle já consegue ser mais consistente – tanto nas qualidades quanto nos defeitos. Ingram ainda conta com o benefício da dúvida. Russell, coitado, não desencantou como o staff do time esperava.

Se ainda é cedo para decretar se o jogador não é tudo aquilo, o Lakers tem a vantagem de ter a segunda escolha em um draft lotado de point guards. O mais bem cotado deles para a posição, já que Markelle Fultz será escolhido pelo Sixers, é Lonzo Ball. Na dúvida entre um e outro, o time escolheu abrir mão daquele que conhece e melhor – e pode saber que dali não sai muito mais coisa -, aliado à conveniência de usa-lo como fiel da balança na hora de se livrar do contrato horroroso de Mozgov.

De quebra, o time recebe uma escolha de primeiro round, que sempre teu seu valor na hora das trocas, e Brook Lopez, que é aquele pivô que ninguém vai brigar para ter (não defende nada, não pega rebotes), mas que quando está no seu time, é uma peça muito útil (é um excelente pontuador e que agora se tornou um chutador de três decente). Se vingar, combinar com o time e se sair bem, pode renovar na próxima temporada. Se não, são mais 22 milhões que saem da folha do time.

Particularmente, achei uma movimentação interessante. Posso estar sendo injusto e impaciente, mas não vejo um potencial tão grande em Russell. Acho que vale a pena arriscar a aposta em um point guard do draft e tentar persuadir Paul George. D’Angelo é, no máximo, uma estrela em potencial. George é uma de fato. Por fim, sou fã de Lopez – mesmo com todos os defeitos que tem.

É provável que o Lakers não pare por aí. Luol Deng é outro ‘elefante na sala’ da franquia e o LAL ainda tem alguns valores para despachar em busca de um cenário mais favorável na próxima temporada. No fundo, o time só quer preparar o terreno para atacar agressivamente o mercado na próxima temporada. Pode dar muito certo, como pode dar muito errado.

O bom e o mau exemplo

Em toda a história da NBA, apenas três times varreram três times até alcançar a final do campeonato: o Los Angeles Lakers de 1989, o mesmo Lakers de 2001 e o Golden State Warriors deste ano.

Levando em conta única e exclusivamente o que aconteceu na série final, contra o vencedor do Leste, os dois Lakers são exemplos completamente distintos do que pode acontecer com o Warriors atual.

O time de 1989 era uma máquina. Chegava à sua oitava final em dez anos. Era a terceira consecutiva depois de um bicampeonato. Tinha vencido cinco títulos da NBA neste período. Apesar de ser o segundo período mais vitorioso da história de um time de basquete americano, atrás somente do domínio do Boston Celtics nos anos 50 e 60, o grande legado do time foi ter emplacado um estilo de jogo diferente, baseado no improviso. Prezava pela velocidade, em uma época em que o jogo começava a ficar cada vez mais lento e cadenciado. E diferente da correria das décadas passadas, pregava o envolvimento coletivo de todos em quadra, com troca de passes e movimentação intensa sem a bola. Foi batizado, conhecido e mundialmente reconhecido como “showtime”.

A turma de Magic Johnson, James Worthy e Kareem Abdul Jabbar já estava junta há um bom tempo, tinha conquistado de tudo e naquele ano, pela enésima vez, impunha seu estilo de jogo perante os rivais. Varreu sem dó Blazers, Sonics e Suns.

Com tempo de sobra enquanto esperava a definição do rival do Leste, resolveu se preparar para o pior. No ano anterior, tinha vencido do Detroit Pistons em sete partidas, sofrendo com o jogo brutal do rival. Como o time de Michigan era o favorito para reeditar a final, o Los Angeles Lakers resolveu treinar por uma semana para a pancadaria que se anunciava. A ideia era ajustar o ‘showtime’ para a pegada ‘bad boy’ do Pistons.

A experiência foi tão desastrosa, que Magic Johnson e Byron Scott se machucaram nas preparações – pesadíssimas e que nada tinham a ver com o que o Lakers estava acostumado – e o time angelino foi varrido pelo rival do Leste, mesmo sendo a primeira franquia da história a chegar às finais passando por três rounds invicto.

Já o time de 2001 teve melhor sorte. Apesar de também imbatível nos playoffs, o arranjo com Shaquille Oneal e Kobe Bryant tinha muitas diferenças se comparado com o escrete ‘purple&gold’ de 89: era um time ainda em evolução e ainda estava afirmando o esquema dos ‘triângulos ofensivos’ de Phil Jackson. O treinador havia sido contratado há duas temporadas para tentar impor o modelo que tinha sido dominante nos tempos de Chicago Bulls, além de mediar os talentos e, principalmente, os egos de Kobe e Shaq.

A caminhada até as finais foi bem mais desafiadora: ao invés de times muito jovens e inexperientes, como encontrou a equipe de 89, os rivais do Lakers da virada do milênio foram cascudos. Um Portland que, apesar do sétimo lugar na temporada regular, teve 50 vitórias. O elenco era veteraníssimo: dez jogadores tinham nove anos ou mais de liga, além de Avrydas Sabonis, que estava na NBA há menos tempo, mas já tinha ganhado o mundo por clubes soviéticos e espanhóis.

Depois, foi o Sacramento Kings, principal rival daquele Lakers. Chris Webber, Doug Christie, Peja Stojakovic e Vlade Divac formavam o grupo mais marcante da história recente da franquia, que possivelmente só não descolou um título porque enfrentou a dupla Kobe e Shaq por três anos consecutivos (e em duas vezes levou a disputa até a última partida da série).

Por fim, a caminhada para o título do Oeste foi finalizada contra o San Antonio Spurs, com a dupla Tim Duncan e David Robinson. O time texano estava nos primeiros anos do seu período mais vencedor e naquela temporada tinha registrado a melhor campanha da conferência – foi também o primeiro time nestas condições a ser varrido dos playoffs.

Na final, o Lakers enfretou o Philadelphia 76ers, que tinha única e tão somente Allen Iverson no seu elenco – naquela época, possivelmente o jogador mais decisivo do planeta, mas que não podia confiar muito na colaboração ofensiva dos seus colegas.

O Sixers surpreendeu a todos e venceu o Lakers em Los Angeles na partida inaugural da série. Mas foi só isso. Apesar dos esforços do Pequeno Notável, o LAL sobrou nos jogos seguintes e confirmou o favoritismo com um 4-1 convincente.

O Golden State Warriors chega à final em condições que podem ser comparadas aos dois Lakers. Assim como o time de 89, mostra uma identidade de jogo marcante, muito coletivo e que se impõe na NBA de hoje. Também passou por um caminho relativamente simples ao longo dos playoffs e, para seu azar, vai enfrentar uma equipe muito forte na final. E, comparando com o time de 2001, também foi bem sucedido ao colocar dois dos maiores talentos jogando juntos sem problemas e tem como principal objetivo na final parar um dos caras mais imparáveis da história do basquete.

Mas mais do que estas coincidências, deve olhas para os exemplos. Um passou o rodo, apesar do baque inicial de perder uma partida para um rival reconhecidamente mais fraco. Impôs seu estilo, reforçou seu ritmo. Outro, apesar da experiência e da qualidade, caiu na pilha do rival. Não conseguiu segurar e foi varrido. Ambos tinham sobrevivido tranquilamente nos playoffs até então. Um venceu e outro perdeu.

Acho muito difícil que o Golden State reviva exatamente uma das situações. Ambas tiveram resultados bem extremos. Mas, ainda assim, os dois casos servem de exemplo. Qual deles o Warriors vai seguir?

Lonzo, Kobe e o Lakers

Quem acompanha o basquete universitário com mais atenção garante que esta é uma das melhores turmas dos últimos anos. Seria comparável com a de 2003, que revelou Lebron James, Dwyane Wade, Chris Bosh e Carmelo Anthony. Mesmo sem terem jogado uma partida profissional sequer, Markelle Futlz, Malik Monk, Jayson Tatum e companhia já estão na boca do povo e são tratados como os salvadores de algumas franquias.

Por bons e péssimos motivos, o mais falado deles é Lonzo Ball. O point guard de UCLA mistura um corpo de ala-armador com uma visão de jogo de veterano, um zelo incomum com a bola e uma capacidade única de definir na transição. É, discutivelmente, o melhor jogador da turma. Além dos atributos impressionantes do seu jogo, Lonzo tem um pai falastrão que, ansioso, quer fazer da sua prole – são três filhos – super estrelas do basquete.

A última de Lavar Ball, pai do universitário, foi dizer que não vai calar a boca até que o filho seja um jogador do Los Angeles Lakers. Na cabeça dele, faz todo o sentido: a família é de LA, Lonzo foi uma estrela da universidade local e o Lakers está com a segunda escolha do draft. O plano de Ball é fazer do garoto o novo franchise player do maior time da NBA.

Lonzo e Lavar Ball

A declaração é antipática e pretensiosa. Primeiro que sugere que o jogador não aceitaria jogar com outra camisa, quando na verdade a escolha não é dele. Segundo que coloca um atleta universitário no papel de principal aposta de um time recheado de jovens talentos que, teoricamente, estariam na sua frente na linha sucessória do reinado angelino.

Por mais que pareça hoje que Lavar Ball, o pai, seja um boçal sem precedentes, esta tática é antiga. Ele não foi o primeiro a forçar a barra nesse sentido. Aliás, se serve como alento, uma outra vez que isso aconteceu com o mesmo Los Angeles Lakers, o jovem jogador acabou se transformando em um dos maiores – talvez o maior – jogadores de todos os tempos da franquia.

Era a virada de 1995 para 1996 e um adolescente da Philadelphia começava a chamar a atenção do universo basqueteiro norte-americano. O draft se aproximava e os jogos da Lower Merion High School passaram a ser frequentados por olheiros, general managers e técnicos da NBA. Apesar de ainda estar na escola, o jovem Kobe Bryant já era cobiçado por algumas equipes profissionais.

O maior empecilho era o seguinte: menos de meia dúzia de jogadores tinham pulado a universidade para jogar na NBA e todos eles eram alas ou pivôs. A avaliação era que um jogador de perímetro teria ainda mais dificuldades de render na liga logo de cara e que os fundamentos do basquete universitário poderiam fazer falta. Outro problema era que Kevin Garnett, outro adolescente que tinha entrado na NBA há um ano, apesar de mostrar muito talento, tinha deixado claro que não estava física e tecnicamente pronto para a competição profissional.

Um time mostrava mais interesse que os demais. O New Jersey Nets estava com a oitava escolha no draft e tinha um front office reformulado, afim de reconstruir a franquia, escolher uma estrela em potencial e sair da sombra do New York Knicks. John Nash, general manager, e John Calipari, técnico, se encantaram por Kobe e decidiram que ele era a escolha mais indicada daquela safra de calouros carregada de talentos – em um clima parecido com o deste ano.

Os dois viram alguns jogos e resolveram conversar com o pai de Kobe, Joe Bryant, para formalizar o interesse. Joe gostou da ideia e se convenceu que seria o melhor destino para o jogador – New Jersey fica a menos de 1h30 de carro da Philadelphia e era uma franquia que poderia dar tempo de jogo ao jovem logo de cara, a principal exigência do pai de Kobe.

Kobe e seu pai, Joe Bryant

O interesse do Nets era fundamental também para que Kobe decidisse não ir mesmo para a universidade. O jogador tinha medo de ser rejeitado de alguma maneira ou de chegar a um time sem garantias de que teria um tratamento especial.

Na manhã seguinte, no dia do draft, Nash recebeu uma ligação do agente de Kobe, Arn Tellem. O representante disse que o jogador tinha mudado de ideia e que não queria ser draftado pelo Nets. Deu a desculpa que Kobe tinha pensado melhor e que não queria jogar perto da casa dos pais, que estava com medo da pressão. Ao mesmo tempo, Joe Bryant ligou para Calipari, técnico do Nets, dizendo que o filho não jogaria pela equipe de New Jersey. Que caso fosse escolhido, iria abrir mão da NBA para jogar na Itália.

Para se certificar da ameaça, os dois passaram a ligar para colegas de outros times com escolhas próximas no draft para saber se tinham sofrido algum tipo de ameaça parecida. Isiah Thomas, executivo do Toronto Raptors na época, disse que o agente de Kobe tinha o alertado que o jogador não iria jogar no Canadá e que não deveria ser escolhido na segunda posição pela franquia. Mike Dunleavy, do Milwaukee Bucks, disse que Joe Bryant tinha rejeitado que o filho participasse do work out do time, pois já estava acertado com uma outra franquia.

A verdade é que, horas depois que o Nets confirmou o interesse para a família de Kobe, Jerry West, general manager do Lakers, também sinalizou que estava interessado no jogador. O problema é que o time de Los Angeles só tinha a 24ª escolha. West prometeu, então, que iria conseguir ‘subir’ na ordem do draft e pegar Kobe o quanto antes. Paralelamente, West estava a procura de um time que quisesse Vlade Divac, pivô do time, de graça. A ideia era limpar a folha salarial do time para tentar assinar com Shaquille Oneal pelo maior contrato possível.

O Charlotte Hornets aceitou a negociação e topou mandar sua 13ª escolha em troca do iugoslavo. Bastava, agora, a West, Tellem e o pai de Kobe ‘assediar’ as 12 franquias que estavam na frente da lista para que não escolhessem o jogador, frustrando os planos dos três. Até o momento do draft, então, eles fizeram lobby com quase todos os interessados, dizendo que Kobe não aceitaria jogar pelos demais times.

Nash e Calipari, do Nets, até pensaram em se arriscar, achando que o blefe jamais se concretizaria. Mas pesava o fato de que os donos do time preferiam que um jogador mais experiente fosse escolhido. Então o Nets pegou Kerry Kittles, jogador da mesma posição de Kobe, mas que tinha passado um tempo de provação no basquete universitário.

A história toda do draft de Kobe Bryant está no livro “Boys Among Men: How the Prep-to-Pro Generation Redefined the NBA and Sparked a Basketball Revolution”, que relembra as passagens dos jogadores que pularam a universidade para jogar na NBA – as histórias boas e as tristes.

Ainda que Lavar Ball, pai de Lonzo Ball, já tenha se mostrado bem mais insuportável que Joe Bryant – dizendo que os filhos vão revolucionar o jogo e que ele próprio ganharia de Michael Jordan num jogo de basquete -, algumas passagens têm suas semelhanças: quando decidiu ir para a NBA, Kobe fez um anúncio cheio de marra, com um circo imenso montado e transmissão pela TV; o jogador também estava caçando um contrato milionário de alguma marca de tênis antes da estreia, além de chegar à NBA cercado de empresas de marketing e entretenimento que cuidavam da sua imagem ainda quando era adolescente; e Joe Bryant também acertou a ida ao Lakers com a condição de que a franquia ajudasse o jogador a ser All Star logo no seu segundo ano na liga – o que aconteceu.

Não é um bom sinal. Por mais que Kobe tenha se tornado uma lenda, ele teve que jogar muita bola para que seu talento se tornasse mais notável do que sua marra. Hoje fica difícil lembrar, mas nos primeiros vários anos da sua carreira, Kobe esteve longe de ser uma unanimidade. E o principal motivo, foi o estrelismo.

No caso de Lonzo Ball, quis o destino que a franquia visada pela família do rapaz fosse justamente a segunda na ordem do draft – e é justamente essa a posição em que ele sempre foi cogitado. Apesar de ser chato o pai dele forçar a barra, o Lakers escolhê-lo seria a sequência natural das coisas.

Kobe, há 20 anos, superou a fama ruim. Mais do que isso, virou uma lenda. Lonzo Ball vai conseguir?

A loteria mais importante dos últimos anos

Hoje é o dia mais interessante do calendário dos playoffs para os torcedores dos times que não se classificaram para o mata-mata. É hoje que acontece a loteria do draft, que define a ordem das escolhas dos calouros que entrarão na liga na próxima rodada. E desta vez, mais do que as demais, a loteria vai atrair todas as atenções do mundo da bola laranja: a safra de novos jogadores promete ser uma das melhores em muitos anos.

Outro fator importante desta loteria é que muitos dos times que têm boas chances de pegar as primeiras são equipes de tradição e que estão demonstrando uma evolução animadora. Philadelphia 76ers, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns podem estar a um craque do acerto do elenco. Boston Celtics, outra franquia ultra popular, tem as maiores probabilidades, já que tem os direitos do Brooklyn Nets.

Primeiro, entenda como é o dito sorteio. O modelo é um pouco complicado, um globo com 14 bolas numeradas sorteia uma sequência de quatro números. Cada time tem um um número total de sequências (quanto pior a campanha, mais sequências o time tem). O time que for ‘dono’ daquela sequência fica com a primeira escolha. Isso é refeito para definir a segunda e a terceira escolha do draft. Impossível entender, né?

Uma analogia para facilitar as coisas: é tipo um sorteio da ‘mega sena’ em que cada time tem uma determinada quantidade de apostas. O Celtics, que tem a escolha do pior time do ano passado, tem 250 bilhetes com apostas diferentes. Suns, segundo pior, tem 199 e assim vai até o Heat, time com menor probabilidade, que tem só 5 bilhetes. Sorteiam uma sequência entre mil possíveis, o vencedor fica com a primeira escolha. Na sequência são feitos novos sorteios para definir o segundo e o terceiro colocado. Do quarto em diante, é a ordem natural de pior para melhor campanha, excluindo aqueles que já foram sorteados. Desta forma, por exemplo, o Celtics fica garantidamente com uma escolha top4, porque na pior das hipóteses não será sorteado entre os três primeiros, mas fica com a melhor escolha dos que restam.

Além disso, alguns times fizeram trocas passadas e mesmo com uma péssima campanha suas escolhas pertencem a outras franquias. É o caso do Brooklyn Nets, que cedeu sua escolha para o Boston Celtics por causa de uma troca feita em 2013. Apesar de ter ficado com a pior campanha, é o Boston Celtics que vai escolher um jogador no seu lugar. Entre os times da lottery, o New Orleans Pelicans é outro que negociou sua escolha, já que cedeu sua pick na troca que levou Demarcus Cousins ao time da Louisiana. O time só mantém sua opção de escolher um calouro se ficar entre os três primeiros.

Aliás, o Lakers é outro time que pode perder sua escolha caso não fique no top3. Por causa da troca que levou Steve Nash ao time californiano, caso o LAL fique com a quarta escolha em diante, a pick vai para o Sixers. Levando em conta as odds, o Lakers tem ‘apenas’ 46,9% de chance de manter a sua escolha. No ano passado isso já poderia ter acontecido se o time não ficasse entre os cinco primeiros, mas ficou e garantiu a escolha de Brandon Ingram.

Além de mexer com os sentimentos de algumas das maiores torcidas da NBA, a turma de calouros deste ano promete ser absurdamente talentosa. Markelle Fultz, Lonzo Ball, Malik Monk, De’Aaron Fox e Dennis Smith são armadores titulares em potencial, para ser conservador. Jayson Tatum, Jonathan Isaac e Josh Jackson são demais jogadores que carregam expectativas gigantes. Ao todo, oito jogadores de alto impacto potencial logo de cara – um volume bem incomum em qualquer draft.

Por tudo isso, o destino de muita gente e de muitos times pode mudar hoje. Tudo na conta da sorte.

Até os piores times não são mais tão ruins

Já dava para perceber nas primeiras semanas de temporada. O Philadelphia 76ers, que mal ganhou 10 jogos ano passado, estava pela primeira vez em anos endurecendo o jogo contra seus rivais. O Brooklyn Nets, fraquíssimo também, levava a disputa dos jogos até os últimos minutos do jogo. E o Los Angeles Lakers, então, que passou o primeiro mês e meio de disputa entre os postulantes aos playoffs? Quem viu estes times jogarem no ano passado e perdeu alguns minutos assistindo neste ano notou: aqueles times que antes eram horríveis, agora estavam ligeiramente melhores e, mais que isso, estavam interessados em ganhar.

Agora, com cada equipe com mais de 50 partidas disputadas e partindo para a reta final, temos a certeza de que a disputa deste ano tem sido diferente. Os números comprovam isso, aliás: pela primeira vez na história, apenas duas equipes estão com campanha abaixo dos 33% de aproveitamento a esta altura do campeonato.

Comparando a classificação do dia 7 de fevereiro ano a ano, em média, 5 times já estão muito atrás dos outros na disputa – mesmo em anos que tínhamos menos equipes na liga. Isso acontece por que é geralmente daqui em diante que os times largam mão das suas pretensões e investem em melhores chances de pegar uma posição alta no draft – e isso implica em perder (o único ano em que peguei um recorte diferente foi 1999, por causa do locaute que fez o campeonato começar em fevereiro. Neste caso, peguei a classificação final mesmo).

Não quer dizer necessariamente que temos um número grande de boas equipes ou algo do gênero, mas dá para afirmar que temos mais times querendo vencer. Pelo menos até agora, não teve nenhum time entrando em quadra se esforçando para perder.

Esta melhora é resultado das características dos elencos dos times do fundo da tabela. Lakers, Sixers, Timberwolves e Suns ainda penam – e geralmente perdem – quando enfrentam os melhores, mas querem injetar nos seus moleques uma cultura vencedora que será útil no futuro.

Este, aliás, foi o único legado decente deixado por Byron Scott no time de Los Angeles na temporada passada. O técnico era péssimo, mas achava que seus jogadores tinham que tentar se acostumar com as vitórias. Mesmo que perder fosse um negócio mais interessante para a franquia como negócio – para reforçar o elenco -, Scott achava que o ‘tank’ seria nocivo para o espírito de competitividade dos seus atletas.

Ainda sobra o Nets, que é horrível, mas que tem tentado alguma coisa dentro dos seus limites. No caso deles, o lance é que não há nenhuma vantagem em perder, já que suas picks de draft pertencem ao Boston Celtics. Só resta tentar mostrar alguma luta em quadra – ainda que não tenha dado muito certo.

É também por isso que Cleveland e Toronto, por exemplo, que reinavam absolutos no Leste, tiveram semanas tenebrosas na virada do ano. Não tinha jogo dado. Vez ou outra, o azarão vencia.

Geralmente não é fácil aturar a maratona de jogos da temporada regular quando alguns times já largaram mão da disputa. Com todo mundo no bolo, querendo mostrar serviço, há chance de um jogo entre Golden State Warriors e Phoenix Suns ser divertido – o Miami Heat que o diga.

É bom para a competição e é excelente para quem assiste.

Lakersmania

É bem comum que times com este perfil caiam no gosto da galera: tomam tanto pau por tanto tempo que todo mundo passa a ter alguma simpatia e, quando as coisas finalmente começam a dar certo de novo, a turma se empolga e a equipe vira a nova queridinha da liga.

À primeira vista, não parece surpreendente que o Los Angeles Lakers esteja neste clima – o time passou por um período sombrio enquanto esperava Kobe Bryant se aposentar e agora parece que pode tentar beliscar uma vaga para os playoffs com um time cheio de moleques promissores. Mas o momento é sim único e diferente das outras vezes que outras equipes experimentaram momentos parecidos.

Para começar, é o Lakers, time que nove entre dez fãs de NBA gostam de secar. É como ver torcedores dos outros times comemorando o sucesso de Flamengo e Corinthians, times mais detestados do Brasil pelos torcedores dos rivais. O máximo de simpatia que o time já tinha conquistado era uma espécie de compaixão nutrida pelas sucessivas derrotas para o Boston Celtics na virada dos anos 50 para 60. Depois disso, a franquia sempre foi o time que todos amavam detestar.

Mas, acima de tudo, o time não é só divertido e surpreendente, ele é efetivamente bom, fugindo à regra de que equipes assim, nestas condições, são mais folclóricas do que eficientes.

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Para começar, o ataque do Lakers é poderoso. Num patamar, pasmem, dos melhores da liga. É o quarto time no aproveitamento dos arremessos, atrás somente de Warriors, que tem três dos melhores arremessadores da história da NBA, do Clippers, que joga junto há milênios, e do Hawks, outro fenômeno meio inexplicável do basquete, mas que é absurdamente bem treinado. A boa mira faz com que o time seja o segundo que mais faz cestas mesmo sendo apenas o 11º que mais tenta.

O time também tem se mostrado capaz de competir durante os 48 minutos de partida, sem tirar o pé. Além de ter um ritmo alucinante com a bola nas mãos (quarto que mais corre), tem o banco mais atuante da liga – que mais pontua, segundo que dá mais assistências e quarto que mais pega rebotes.

É o time que mais dá enterradas na liga.

Tem cinco jogadores com mais de 10 pontos por jogo.

Metade do time tem 25 anos ou menos. Três deles nem podem beber.

Além de divertido e surpreendentemente bom, o futuro do time que se desenha é brilhante. A ponto dos rivais, que sempre detestaram, se renderem.

É, acho que deu pra notar que eu também estou completamente fascinado pela Lakersmania.

 

Draft de 2014: ninho de Most Improved Player

De todos os prêmios individuais distribuídos ao final da temporada, o que eu acho mais intrigante é o de Most Improved Player, que reverencia o jogador que mais evoluiu de um ano para o outro. Por não ter um critério tão objetivo quanto os demais (melhor calouro, melhor jogador, melhor reserva…), a corrida é sempre muito aberta, com uma meia dúzia de postulantes.

Levando em conta esta característica e potencializada pelo pouco tempo corrido de temporada até o momento, temos uma porrada de jogadores com credenciais para o título de MIP. Ainda assim, alguns dos favoritos têm algo em comum: são crias do draft de 2014.

Me refiro principalmente a Andrew Wiggins, Jabari Parker e Julius Randle. Com alguns jogos de temporada, o trio disputa com favoritismo o posto de jogadores que mais cresceram de rendimento de um ano para o outro ao lado de Giannis Antetokounmpo, D’Angelo Russell e outros concorrentes.

Wiggins é quem, na minha opinião, lidera essa corrida. De ‘novo Lebron’ no dia do draft de 2014, o jogador teve dois anos em que esteve abaixo das expectativas. Ano passado parecia certo que não passaria de um ‘segundo jogador’ do Wolves com a chegada do calouro sensação Karl Anthony Towns.

Mar 4, 2016; Milwaukee, WI, USA;  Minnesota Timberwolves guard Andrew Wiggins (22) drives for the basket against Milwaukee Bucks forward Jabari Parker (12) in the first quarter at BMO Harris Bradley Center. Mandatory Credit: Benny Sieu-USA TODAY Sports

Mas agora, no terceiro ano da carreira, o ala tem conseguido mostrar que tem potencial para ser mais do que um excelente defensor e um mero coadjuvante. Seu chute de três melhorou brutalmente – a ponto de ter o melhor aproveitamento de toda a liga, com 53% de acerto – e todos seus fundamentos estão com melhores médias com apenas um minuto a mais de jogo na comparação com a temporada passada.

E o principal: Wiggins carregou o time nas poucas vitórias do Minnesota no ano. Fez 47 pontos para derrotar o Lakers, 35 para vencer o Sixers e 29 para bater o Magic.

Julius Randle, ala-pivô do Lakers, é outro que desencantou. Beneficiado pelo basquete acelerado praticado pelo time do técnico Luke Walton, Randle tem extrapolado suas funções de reboteiro que faz o jogo sujo no garrafão. Seu papel em quadra agora é muito maior. Mais participativo, inclusive, para chamar as jogadas. Não tem sido raro ver o jogador puxar o contra-ataque de um lado a outro da quadra, correndo como um armador. A nova atitude rendeu até um triple-double na vitória contra o Brooklyn Nets e o posto de segundo jogador do time que mais distribui assistências.

O terceiro desta lista é Jabari Parker, do Milwaukee Bucks, e segunda escolha no draft de 2014. Enquanto Giannis é a estrela óbvia do time, Jabari é o cano de escape da franquia. O ala chegou na NBA com o pedigree de pontuador, comparado a Carmelo Anthony, mas o improviso como ala-pivô e uma séria lesão do ano de estreia fizeram com que o atleta passasse dois anos bem discretos. Agora, em 11 partidas, Jabari beira os 20 pontos por jogo, na melhor sequência da sua vida.

Os três já apresentam um salto nos seus números de pontos, eficiência e participação superiores ao que CJ McCollum, vencedor do prêmio de jogador que mais evoluiu no ano passado, por exemplo.

Além deles, a safra de 2014 tem outros jogadores que ensaiam uma mudança de patamar nesta temporada: TJ Warren, do Phoenix Suns, Aaron Gordon, do Orlando Magic, e Jusuf Nurkic, do Denver Nuggets.

Ainda é cedo para dizer quem vai vencer o prêmio de Most Improved Player e é bem possível que não fique com nenhum deles, mas a evolução deste grupo de jogadores começa a justificar todo o hype do draft de dois anos atrás.

Parceria entre C&A e NBA é uma boa para os fãs

Chega nesta quinta (22) às lojas da C&A a nova linha popular de produtos da NBA, fruto de uma parceira entre as duas marcas. A princípio são alguns modelos de camisetas, regatas e bermudas temáticas que estarão à venda por preços bem mais baixos do que as tradicionais camisas dos times.

Os modelos são nessa linha (da pra ver todos no site da C&A):

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Aparentemente, as bermudas variam de R$ 70 a R$80, as regatas saem por R$ 70 e as t-shirts ficam por R$ 40. Uma boa alternativa às camisas vendidas por R$ 200 e cacetada.

Há peças do Miami Heat, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls, Brooklyn Nets e New York Knicks, que são algumas das franquias mais populares por aqui.

Independente de você gostar ou não dos modelos (particularmente achei as camisetas legais, as bermudas mais ou menos e as regatas meio amadores demais), só de ter estes produtos originais à disposição e a um bom preço já é um grande avanço. É mais uma prova (além dos Global Games, loja da NBA no Rio e etc) de que a liga americana está de olho no tamanho e na assiduidade do mercado brasileiro.

Se o resultado comercial for bom, certamente NBA e outras marcas pensarão em novas ações e parcerias para o público brasileiro – além da mesma parceria entre C&A e liga render peças de outros times. Bacana, não?

[Previsão 16/17] Lakers: há vida pós-Kobe?

Vai ser estranho, mas pela primeira vez em 20 anos o Los Angeles Lakers vai entrar começar uma temporada sem Kobe Bryant. Mesmo que o time já tivesse se acostumado a não brigar por nada, ainda assim contava com um dos jogadores mais emblemáticos da história da liga. O desafio é fazer a franquia mais tradicional, com maior número de dinastias e eras vitoriosas da NBA – e segundo maior número de títulos – a retomar o seu posto.

O time agora se encontra em uma situação muito incomum: tenta partir do zero para se transformar em alguma coisa. Historicamente, a franquia se escorou em grandes estrelas para moldar times campeões e pela primeira vez em décadas – exceto por um hiato nos anos 90 – os torcedores do Lakers terão que torcer por um time jovem em processo de reformulação, sem um daqueles craques incontestáveis.

Ainda que este trabalho esteja sendo feito com uma competência bastante questionável, o time tem um núcleo jovem e talentoso. Só é difícil medir o real potencial destes caras jogando juntos em alguns anos – se vai ser um time para brigar por playoffs em alguns anos ou se pode se tornar de fato uma nova dinastia.

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A molecada parece ter talento, mas ainda é cedo para meter medo no Oeste

Offseason
O draft angelino foi perfeito: Brandon Ingram era a segunda escolha obrigatória. Seu biotipo esguio e seu bom aproveitamento nos arremessos de três fazem dele uma excelente aposta para o futuro, especialmente pelo tipo de basquete que é jogado hoje e pelo que esperamos que Luke Walton, novo técnico do time, vá aplicar em Los Angeles.

A aquisição de Timofey Mozgov, Luol Deng e Yi Jianlian, por outro lado, eu achei bem questionáveis. Não só pelos valores, mas pela duração de cada contrato. Ainda que a classe de free agents deste ano não fosse das melhores – e os principais jamais topariam se juntar ao Lakers -, o time poderia beliscar algo mais útil a curto prazo e se comprometer menos para o futuro mais distante.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jose Calderon / Marcelinho Huertas
SG – Jordan Clarkson / Lou Williams / Nick Young
SF – Luol Deng / Brandon Ingram / Larry Nance Jr
PF – Julius Randle / Yi Jianlian
C – Timofey Mozgov / Ivica Zubac / Tarik Black

Expectativa
Independente de qualquer coisa, o time já terá uma evolução brutal só por trocar Byron Scott por qualquer outro ser humano para comandar a comissão técnica. Não faço ideia como será Luke Walton (ser técnico do Golden State Warriors era moleza, convenhamos…), mas já será infinitamente melhor do que Scott.

Diante das incertezas e da inexperiência dos jogadores mais promissores, é bem possível que o Lakers continue sendo um dos piores time do Oeste.

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