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No #Fera: Eric Bledsoe conseguiu o que queria: saiu de Phoenix e foi para Milwaukee

Eric Bledsoe conseguiu o que queria: saiu de Phoenix e foi para Milwaukee

[Previsão 17/18] Bucks: à espera do auge de Giannis

Dentre os times que não fizeram qualquer movimento para melhorar substancialmente seu elenco para a temporada, o Milwaukee Bucks é aquele que dá mais sinais de que ainda assim vai conseguir evoluir entre um ano e outro. Não é algo lá muito comum, especialmente em um momento em que os times pulam algumas etapas reunindo estrelas nos seus elencos, mas isso deve acontecer porque o elenco reúne uma porrada de jogadores jovens que já vem evoluindo consideravelmente ao longo dos últimos anos. São vários jogadores que vêm melhorando e ganhando corpo.

Giannis Antetokounmpo é o símbolo maior disso tudo. O grego de apenas 22 anos já superou qualquer desconfiança no campeonato passado e se tornou o grande líder da equipe. Fora o apanhado de jogadores que se reuniram no Cleveland Cavaliers e Boston Celtics, ele já é o principal jogador da conferência Leste ao lado de John Wall.

A expectativa, agora, fica por conta do seu auge. Não se sabe exatamente quando será alcançado e qual é a régua desse talento todo. Será que é possível que ele vire um concorrente ao título de MVP, que seja um jogador do patamar de Lebron James e Kevin Durant? Se sim, será que isso vai acontecer já nesta temporada?

Eu acredito que Giannis será, sim, um jogador que entra na discussão dos melhores da temporada em algum momento da sua carreira, mas acho que isso não acontece já neste ano. O seu campo de evolução é imenso e ainda faltam a ele alguns elementos que fazem os melhores jogadores desta geração serem o que são.

Vejo o Giannis de hoje algo parecido com o Lebron James da primeira passagem por Cleveland: um jogador excelente, com os melhores recursos físicos disponíveis, mas que ainda precisa amadurecer um pouco.

Junto com ele, o time do Bucks ainda tem bastante coisa para ajustar. Thon Maker está evoluindo de uma tábua rasa para um jogador de basquete, Khris Middleton já se transformou em um especialista muito bom, Jabari Parker mostrou consistência para todo seu talento e Malcom Brogdon deu sinais de que pode ser bastante útil logo da sua temporada de estreia, mas o time ainda tem muito o que aprender.

O grande desafio ainda é colocar toda essa turma jogando junta, com um esquema montado e azeitado. Ano passado o time foi muito bem, mostrou pontos fortes (um contra ataque fulminante, por exemplo), mas não terá a oportunidade de repetir o desempenho nesta temporada, já que Middleton entra no time desde o início do campeonato e Jabari fica de fora (os dois com problemas de lesões, ano passado e neste).

Ao final da temporada, quando Parker voltar, é que o técnico Jason Kidd terá o elenco completo (tomara) pra valer. Isso afeta a química do time e atrasa a evolução de todos, individual e coletivamente.

Também acho que o time poderia ter ido atrás de alguma experiência para promover algum tipo de tutelagem aos garotos. Mirza Teletovic, Matthew Dellavedova, Jason Terry e Greg Monroe são os únicos jogadores de todo o quadro do time com mais de 27 anos – exceto por Terry, nenhum tem uma rodagem tão grande, com experiências muito dignas de serem compartilhadas. Uma turma mais velha para compor o banco seria bastante útil para guiar a molecada em vários momentos da temporada e, especialmente, playoffs.

Mesmo assim, é um dos cinco times realmente bons do Leste.

Offseason
O time não fez muita coisa. Está esperando que o que já existe dentro do elenco evolua espontaneamente – o que deve acontecer mesmo.

Time Provável
PG – Malcom Brogdon / Matthew Dellavedova
SG – Tony Snell / Rashad Vaughn / Sterling Brown
SF – Khris Middleton / Jabari Parker / James Young
PF – Giannis Antetokounmpo / Mirza Teletovic / DJ Wilson
C – Thon Maker / Greg Monroe / John Henson

Expectativa
Acho que briga com o Toronto Raptors pela última vaga entre os times do Leste que que terão mando de quadra no primeiro round dos playoffs.  Em todo caso, é presença garantida na pós-temporada.

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Lendas Urbanas da NBA: Ersan Ilyasova não é quem você pensa

Parece desproporcional colocar Ersan Ilyasova, ala que já rodou por seis times da NBA e nunca conseguiu se firmar como um jogador muito útil na liga, na mesma série de posts de Lendas Urbanas que tem Michael Jordan, Magic Johnson, Patrick Ewing e Lebron James (ou mais precisamente, a mãe dele). Não é. Ele está aqui justamente porque, ao contrário dos demais, sua história, apesar de bem bizarra, é definitivamente a que mais parece ser real.

O papo é que Ersan Ilyasova é, na verdade, Arsan Ilyasov, um cara nascido no Uzbequistão (e não na Turquia, como ele alega) e é três anos mais velho do que constam seus registros. A identidade de um foi criada justamente quando a do outro foi apagada.

A suspeita surgiu quando Ilyasova tinha 15 anos e começou a dominar os campeonatos turcos e europeus de basquete juvenil. Ninguém nunca tinha visto aquele moleque antes. Não só no meio do esporte, nos clubes e competições. Ninguém conhecia ele. Nem mesmo o governo turco o reconhecia. Seu pai, semanas antes, tinha procurado as autoridades para registrar o adolescente, alegando que tinha ‘esquecido’ de fazer a certidão de nascimento quando ele nasceu, quinze anos antes.

Isso era em 2002. Um mes antes, ainda no mesmo ano, um jovem de 18 anos e de nome Arsan Ilyasov tinha saído do Uzbequistão, atravessado algumas fronteiras, até desaparecer na divisa da Turquia. Nunca mais alguém ouviu qualquer notícia do rapaz.

De fato, os registros dizem que Arsan chegou à Turquia no dia 7 de agosto e no dia 19 de setembro Ersan foi registrado naquele país pelo seu suposto pai – que se chamava Semsettin Bulut e nem tinha o sobrenome Ilyasova.

(Bill Streicher-USA TODAY Sports)

A federação uzbeque de basquete levou a história à Fiba. Alegava que aquele cara já tinha jogado pela seleção do país, que tinha desaparecido e que – era o que incomodava, na real – não tinha apenas 15 anos, mas 18. A fuga de um país para o outro seria uma tática do pai do garoto para fazer com que ele se destacasse no esporte. A Fiba, no entanto, não puniu nem os turcos, nem o atleta, alegando falta de provas mais concretas.

Ninguém sabe muito bem a repercussão da história por lá. Se os EUA não dão muita bola para o resto do mundo, imagine para migrantes de países que eles mal sabem que existem, que usam alfabetos diferentes e que não parecem ser dos mais transparentes que se tem conhecimento. O caso só chegou aos americanos em 2005, quando um olheiro especializado em draft abriu toda a polêmica em um texto em um site que cobre calouros e prospectos – ressaltando que Ilyasova era um grande talento, mas que carregava uma certa desconfiança pelo passado dúbio.

De lá para cá, a polêmica sempre foi lembrada em alguns momentos da carreira do jogador e algumas evidências foram reunidas. Por exemplo, que Ilyasova sequer é um nome comum na Turquia. Outra é de que seus pais hoje moram na Criméia, região da Rússia que quer se emancipar e que abriga o povo Tártaro, que no meio do século passado se refugiou em massa no… Uzbequistão.

O interesse das pessoas, no entanto, não passa disso. No máximo, há análises falando que a renovação ou contratação de Ilyasova pode não ser tão útil já que é preciso considerar que ele talvez seja mais velho do que diz – depois de rodar quatro times em um ano e meio, Ersan jogou muito bem no Sixers, por exemplo, mas foi descartado pelo time, já que os planos da franquia são de buscar jovens talentos (e foi ponderado que ele até seria interessante aos 30 anos que diz ter, mas não aos 33 que cogita-se que tenha).

Não achei em nenhum lugar qualquer questionamento feito ao próprio jogador, nem alguma declaração dele desmentindo, explicando ou comentando a história. Se tem, está em algum registro indecifrável para nós. E mantém o mito da lenda.

Os possíveis destinos de Kyrie Irving

Não sou muito afeito a isso, mas dado o terremoto causado pelo anúncio de que Kyrie Irving pediu para ser trocado e a falta de notícias na liga neste período do ano, fazer um exercício de achismo total sobre o destino do jogador pode ser divertido.

Antes de analisar quais times poderiam se interessar numa troca por Kyrie, qual deles deveriam realmente se esforçar em uma negociação e o que poderia seduzir o Cleveland Cavaliers, é preciso fazer um esclarecimento muito importante – que muita gente tem ignorado por aí: Irving NÃO TEM poder sobre o seu futuro neste contrato atual (que vai até 2019). O Cavs é que decide para onde ele vai e SE vai para algum lugar. Por mais que o jogador tenha supostamente indicado alguns destinos de sua preferência, o que vai determinar esta negociação é qual o melhor troco que o Cleveland consegue.

O fato de Carmelo Anthony estar nas conversas para trocas há algum tempo pode causar alguma confusão neste sentido. O ala do Knicks tem uma cláusula em seu contrato dizendo que ele não pode ser trocado sem sua ciência e aprovação. Na prática, ele que escolhe se e para onde pode ser negociado. Mas pouquíssimos jogador têm termos deste tipo nos seus contratos – e Kyrie não é um deles. Logo, tudo depende da conveniência e boa vontade do Cavs.

Bom, sobre as suposições a seguir, lembrem que é só um exercício completo de achismo. Como vocês verão, acho bem difícil que saia algum negócio. Portanto, todas as propostas de trocas são absolutamente hipotéticas. Ah, e não considerei trocas envolvendo três times para não entrar em um espiral infinito de possibilidades.

Vamos às hipóteses que eu considero mais realistas:

Continua no Cleveland

Por mais que o jogador tenha pedido a negociação, o time pode não seguir esta recomendação. A verdade é que não sabemos o exato teor da conversa e como anda a relação do jogador, colegas e franquia. Não se sabe o quão urgente é essa saída, por exemplo. Com as trocas de Jimmy Butler, Paul George e Chris Paul, os nomes mais interessantes disponíveis já foram realocados, reduzindo as possibilidades do Cleveland conseguir algo de valor equivalente em troca.

Mesmo em um cenário em que Kyrie quer sair para se antecipar a um movimento do Lebron no ano que vem, acho que o mais prudente seria tentar segurar o grupo junto por mais uma temporada. Ir para o tudo ou nada. Um improvável título poderia mudar as coisas de cenário, também. Não vejo muito risco para o Cleveland apostar nisso.

New York Knicks

Dentre os times preferidos de Irving, o Knicks é o menos ameaçador para o Cavs. Logo, seria mais inteligente privilegiar a franquia, caso fosse mesmo atender o pedido do armador. Também atenderia melhor a vontade de Kyrie de ser dono do time, além de formar uma dupla animadora com Kristaps Porzingis. A chance de rolar jogo aqui é convencer Carmelo a ir para Cleveland – os reports dão conta que hoje o jogador está determinado a ir para Houston.

O desafio maior seria fazer os salários baterem, já que Irving recebe menos que Anthony e o Cavs está absolutamente afogado além do limite salarial – portanto, não pode receber contratos maiores do que os que está enviando. Neste caso, precisaria envolver mais jogadores no rolo.

Coloquei aqui Iman Shumpert na negociação. Ele perdeu algum espaço no time na última temporada e seria ‘muito Knicks’ repatriar um cara desse tipo em algum momento. Mas poderia ser qualquer outro cara desse calibre.

Chicago Bulls

Bom, aqui vou seguir o raciocínio de que o Cleveland iria preferir mandar Kyrie para times que não o ameaçam. Usando como critério que Lebron James MEIO QUE MANDA no Cavs e quer jogar com seus amigos, uma troca possível seria com o Bulls pelo Dwyane Wade. Não acho que seria a negociação mais inteligente para qualquer um dos lados, mas dá para imaginar uma reunião entre os jogadores ainda saudáveis do Big3, assim como acharia bem provável o Bulls fazer algo bem incoerente com seus últimos movimentos (que no caso seria pegar mais um point guard).

Wade também recebe um salário maior do que Kyrie, o que demandaria algum ajuste para que a negociação saísse do papel. Como os contratos são mais parecidos, qualquer troco do Cavs já seria suficiente.

Denver Nuggets ou Phoenix Suns

Acho possível que o Cleveland tope conversar com algumas equipes, digamos, ‘periféricas’ da conferência Oeste. Denver e Phoenix são dois times que estão bem empenhados em se reforçar e a adição de ‘star power’ poderia elevar consideravelmente o patamar das equipes.

O Suns tem sido envolvido em várias suposições, muitas delas em trocas de três times. O nome mais cotado para sair do time, neste caso, é Eric Bledsoe. Além dele estar meio descontextualizado no atual elenco do Suns – que tem duzentos jogadores sub-21 -, acredito que teria um encaixe interessante ao lado de Lebron. Seria um downgrade para o Cavs na armação, mas também uma oportunidade de se reforçar na defesa e pensar em um esquema diferente para parar o Golden State Warriors.

Para compensar as coisas, simulei a ida de Dragan Bender para Cleveland, já que tornaria a proposta bem mais interessante para o time. Como o jogador não performou o esperado nos primeiros meses de jogo, acho que seria a aposta mais dispensável do Suns.

Vejo o Denver Nuggets mais ou menos na mesma situação. O time quer muito um armador e tem muita gente para, eventualmente, formar um pacotão para o Cavs. A vantagem aqui é que o Denver tem bastante gente nova e com contratos baratos para oferecer. Caso o front office do Cleveland sinta que é inevitável a saída de Lebron no ano que vem, seria um primeiro passo interessante para formar um elenco jovem e promissor para o futuro sem ter que passar por um traumático processo de tanking.

Ajuda o fato que Nuggets e Cavaliers já vinham se falando para uma possível troca envolvendo Kevin Love. Logo, é possível que alguns atletas do Colorado interessem ao Cavs.

Miami Heat ou Milwaukee Bucks

Seria bem irônico o desmoronamento do Cleveland passar por Miami. Por mais que eu não acredite que o Cavs vá entregar seu segundo melhor jogador para um rival assim, este é um dos destinos preferidos de Kyrie, então é preciso ao menos considerar a possibilidade.

Só consigo imaginar alguma coisa saindo aqui se o Heat mandasse Goran Dragic e algum dos seus jovens talentos. Como desprezo completamente Josh Richardson e Tyler Johnson, simulei aqui com Justise Winslow, um desejo hipster de vários times da NBA quando entrou na liga, mas que passou boa parte da última temporada lesionado. Mesmo assim, não acredito numa troca assim.

Coloco no mesmo bolo o Milwaukee Bucks porque o time é um rival direto do Cavs que seria automaticamente alçado ao posto de favorito no Leste caso Kyrie desembarcasse por lá. Considerando o fato que o time não tem armadores que sejam do mesmo nível do resto do elenco, acho que o Milwaukee gostaria de contar com Irving no time.

A pegada aqui é dar alguma juventude ao Cavs, em um esquema parecido ao que fiz com o Denver – sem que o Bucks abrisse mão das suas principais apostas para o futuro. Não acho provável, mas…

San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves

Por fim, fecho a lista de especulações (que saíram da minha cabeça exclusivamente) com dois dos times que completam a lista de preferências de Kyrie. Acho até plausível que o Cavs considere mandá-lo para a conferência Oeste, mas a chegada do armador a qualquer uma destas equipes poderia fazer delas rivais reais do Golden State Warriors, tirando do Cleveland o posto de segunda melhor equipe da liga.

O Minnesota tem o empecilho que Jeff Teague, novo armador do time, só pode ser trocado em dezembro – e não vejo muita possibilidade de uma negociação sair ali sem envolvê-lo. Em todo caso, dá para brincar imaginando algo meio surreal levando Andrew Wiggins ao time que o draftou há três anos. Acho que seria ruim para o Cavs e não seria algo da vontade do Wolves, mas não consigo pensar em outra coisa – o time de Minneapolis não colocaria Towns ou Butler no negócio, acho.

Fiz uma troca meio nada a ver considerando que Wiggins está negociando uma extensão gigantesca de contrato e os valores salariam podem mudar nos próximos dias.

Spurs é outro time que vem sendo cotado nas conversas. Não acho que Irving, apesar da qualidade, seja o armador dos sonhos da franquia e nem que o cenário ao lado de Kawhi seja o mais apropriado para um cara que quer ser franchise player. Em todo caso, o time parece que tem ouvido propostas por Lamarcus Aldridge e uma mudança neste sentido não seria a coisa mais absurda do mundo – apesar de muito improvável.

Por tudo dito acima, apesar das propostas, acho bem difícil que Kyrie saia já. Mas é um bom assunto para ocupar o vazio da offseason.

Sacanagem e provocação: porque Bucks x Raptors é a melhor série dos playoffs

O arremesso no segundo final da prorrogação de Marc Gasol foi uma boa tentativa. A treta entre Paul Millsap e Markieff Morris é um argumento válido. As viradas nos jogos entre Utah Jazz e Clippers são legais, assim como a disputa entre James Harden e Russell Westbrook. Mas, pra mim, nada ganha de uma boa sacanagem entre os times. Por isso, a série entre Toronto Raptors e Milwaukee Bucks é a melhor dos playoffs neste primeiro round de confrontos.

A iniciativa partiu do pessoal do Bucks assim que a série chegou a Milwaukee, no jogo 3. Na introdução do Raptors ao jogo, o ginásio botou para tocar a música tema do Barney, um dinossauro roxo não muito inteligente que interage com a criançada.

No intervalo da partida, uma das atrações foi um campeonato de enterradas de torcedores e, numa delas, uma menina chutava a boca um dinossauro inflável antes de finalizar sua ‘manobra’.

Para completar, o mascote do time verde mostrou durante os intervalos uma série de cartazes avacalhando com o Toronto, falando que eles não conseguem vencer três jogos seguidos, que são presas fáceis dentro e fora de casa e que não conseguem emendar uma sequência de 4 quartos decentes.

A turma na arquibancada, óbvio, DELIROU com tudo isso. Se empolgou a ponto de, com a vitória do time encaminhada, cantar “Bucks in 6”, provocando o rival como se o time fosse fechar a série dos Raptors, um time que tem fama de desperdiçar o mando de quadra no mata-mata.

A soma de provocações rendeu uma resposta do Raptors, apimentando a série. Primeiro que o time entrou em quadra com sangue nos olhos e buscou uma vitória fora de casa no jogo 4. Depois da partida, o twitter do Toronto postou um bambi patinando em alusão à escorregada dentro de casa do Bucks.

Ontem, no jogo 5, agora em no Canadá, foi a vez a torcida local cantar “Raptors in 6” enquanto o time emplacava uma vitória de mais de 10 pontos de vantagem sobre o rival. Dentro de quadra, por fim, Jonas Valanciunas e Greg Monroe trocaram umas bordoadas enquanto brigavam por rebote.

A série volta para Milwaukee na quinta. Sob risco de ser eliminado, imagino que o pessoal do Bucks vá partir para as provocações de pior/melhor gosto. Tomara!

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Leste

Agora vamos ao que interessa. Depois de seis meses de uma maratona quase que infinita de jogos, ‘o campeonato de verdade’ começa neste sábado. Confira aqui os dias dos jogos, os retrospectos dos confrontos ao longo da temporada e um breve palpite do que pode rolar ao longo da série:

1º Boston Celtics x 8º Chicago Bulls

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Chicago @ Boston, 20h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Chicago @ Boston, 20h
Jogo 3 – Sex.  Abril 21  Boston @ Chicago, 19h
Jogo 4 – Dom.  Abril 23  Boston @ Chicago, 19h30
Jogo 5 * Qua.  Abril 26  Chicago @ Boston, a definir
Jogo 6 * Sex.  Abril 28  Boston @ Chicago, a definir
Jogo 7 * Dom.  Abril 30  Chicago @ Boston, a definir

Confrontos na temporada regular: 2 x 2

Palpite: Celtics em 5 jogos

Os dois times vêm de temporadas absolutamente opostas: enquanto o Boston conseguiu ‘roubar’ a primeira posição do Cavs no Leste de maneira minimamente surpreendente (um segundo lugar era bem plausível, mas a liderança não era uma aposta segura), o Chicago enfrentou sérios problemas ao longo de todo o ano e só conseguiu a última vaga para os playoffs no desempate com o Miami Heat.

Ainda que estranhamente o Bulls tenha um retrospecto muito bom contra os melhores times da NBA – e o Celtics está neste grupo -, não imagino que possa acontecer uma zebra aqui. O Boston enfrentou suas maiores dificuldades contra times que contam com um garrafão forte ofensivamente, o que é praticamente a antítese do Chicago. Exceto Isaiah Thomas, o time verde tem alguns dos melhores marcadores de perímetro e tem boas chances de anular a única válvula de escape confiável do rival, Jimmy Butler.

Numa série de vários jogos seguidos, a capacidade do técnico tende a ficar mais evidente e até hoje não existe qualquer indício de que Fred Hoiberg tenha um talento comparável ao de Brad Stevens.

2º Cleveland Cavaliers x 7º Indiana Pacers

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Indiana @ Cleveland, 16h
Jogo 2 – Seg.  Abril 17  Indiana @ Cleveland, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Cleveland @ Indiana, 20h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Cleveland @ Indiana, 14h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Indiana @ Cleveland, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Cleveland @ Indiana, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Indiana @ Cleveland, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Cavaliers em 4

É verdade que provavelmente o Cavs está no seu pior momento da temporada e o Pacers em seu melhor. Verdade também que o Indiana tem talento bruto acima da sua posição da tabela. E, por último, também é real que Paul George é uma máquina que cresce em momentos de decisão. Mesmo assim, acho que o time de Nate McMillan não tem organização e defesa suficientes para parar o Cleveland.

Pelo que se viu ao longo dos últimos jogos da temporada regular, quando Lebron e companhia querem jogar de verdade, o time é outro, bem mais parecido com aquele dos playoffs passado do que com este que tem perdido uma pancada de jogos fáceis.

Já que não tem muita chance do Indiana passar, a expectativa fica por conta do duelo George x James, com o tempero das encheções de saco de Lance Stephenson.

3º Toronto Raptors x 6º Milwaukee Bucks

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Milwaukee @ Toronto, 18h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Toronto @ Milwaukee, 20h
Jogo 4 – Sab.  Abril 22  Toronto @ Milwaukee, 16h
Jogo 5 * Seg.  Abril 24  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Toronto @ Milwaukee, a definir
Jogo 7 * Sab.  Abril 29  Milwaukee @ Toronto,  a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Raptors em 7

Para falar bem a verdade, dizer que essa série vai para sete jogos é mais um desejo do que um chute. Acredito que o Raptors tem experiência e talento de sobra para superar o Bucks recheado de novatos na pós-temporada.

O grande trunfo do Milwaukee na temporada é que Giannis é muito difícil de se marcar. Mas o Toronto é uma equipe que está vacinada contra isso: tem excelentes defensores em todos os cantos da quadra, especialmente Kyle Lowry, PJ Tucker e Serge Ibaka.

O único problema que eu vejo no time canadense é a falta de tempo de jogo do seu quinteto mais talentoso, já que Tucker e Ibaka chegaram no meio da temporada, justamente quando Lowry se machucou. O time terá que se acertar com o pau comendo, o que é um risco.

4º Washington Wizards x 5º Atlanta Hawks

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Atlanta @ Washington, 14h
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Atlanta @ Washington, 20h
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Washington @ Atlanta, 18h30
Jogo 4 – Seg. Abril 24  Washington @ Atlanta, 21h
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Atlanta @ Washington, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Washington @ Atlanta, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Atlanta @ Washington, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Wizards em 6

Eu gosto do time do Atlanta, ainda confio em Dwight Howard e amo Paul Millsap, mas acho que o Washington demora no máximo seis partidas para nocautear Hawks. O Wizards encontrou uma formação muito eficiente para jogar contra times médios nesta temporada – que é o caso do Atlanta – e só deve enfrentar maiores dificuldades quando o rival estiver em uma noite atipicamente inspirada.

O maior problema pro time da Geórgia é que não tem como parar a dupla de armadores do Washington. Dennis Schroder não tem cacife para parar Wall ou Beal. Jose Calderson e Malcolm Delaney, seus reservsa, idem. Para isso, terá que abrir mão do poder de fogo e abusar de Thabo Sefolosha, Kent Bazemore e Taurean Prince, bons defensores. Enfim, a capacidade do Hawks para esse matchup é um lençol curto sem solução.

Por último, torço muito por um confronto entre Washington e Boston, uma das maiores rivalidades da NBA atual, na próxima fase.

Amanhã posto os palpites do Oeste!

A polêmica corrida para Calouro do Ano

Não há dúvidas que o melhor jogador a estrear na liga nesta temporada foi Joel Embiid. Seus números foram excelentes, seu impacto é notório e sua personalidade é digna de todas as reverências.

Apesar disso, Embiid não é necessariamente o franco favorito para receber o prêmio de Calouro do Ano desta temporada. Ainda que nenhum estreante atual bata a marca dele de 20 pontos de média e 7 rebotes por partida, Embiid jogou com uma série de restrições de tempo. Entrou em quadra em apenas 31 jogos e por mínimos 786 minutos. Jogou menos de 20% do total de minutos do seu time no ano. Embiid foi excelente quando jogou, mas praticamente não jogou. Numa premiação que reconhece o melhor jogador de uma categoria em uma temporada inteira, o volume dos seus números são muito modestos.

Para se ter uma ideia, até hoje, o atleta que menos minutos jogou e ainda assim venceu o prêmio foi Kyrie Irving, que atuou por 1558 minutos na temporada de 2011-2012 – literalmente o dobro de Embiid. O que jogou menos proporções dos minutos da sua equipe foi Patrick Ewing, com 45% dos minutos do Knicks de 1985-1986. E o jogador com menor média de minutos foi Andre Miller, com 27 por partida – Embiid tem 25 minutos por jogo.

Mesmo que seja interessante o argumento de que Embiid foi ótimo em todos os minutos que jogou, conseguiu ser eficiente mesmo com pouco tempo de quadra, há o contraponto de que é mais fácil ser excelente por um curto período de tempo do que por um ano inteiro – e médias tendem a ser maiores com amostras menores do que com amostras mais robustas.

Este argumento fica um pouco mais concreto se a gente pegar apenas a melhor série de 31 jogos dos concorrentes de Embiid ao prêmio. Fosse assim, Dario Saric, colega de Embiid no Sixers, teria média de 16 pontos e 7 rebotes por partida (números consideravelmente mais impressionantes do que os 12 pontos e 6 rebotes que tem de média na temporada toda e bem mais próximos aos de Embiid). Malcolm Brogdon, armador do Bucks que está na disputa, também melhoraria seus números (somaria 2 pontos à média de 10 por partida e uma assistência em relação às 4 que já consegue por jogo).

Também sou meio reticente a premiar como calouro um cara que está na NBA, mesmo que sem jogar, desde 2014. Não me parece justo colocar no mesmo balaio um atleta que está desfrutando de toda a estrutura profissional de um time da liga há dois anos, treinando e aprendendo com o staff, convivendo com o grupo de jogadores, com outros, efetivamente calouros, que acabaram de vir da universidade ou da Europa.

Para quem acha que isso não faz diferença, basta comparar o corpo de Embiid quando foi draftado com o que ele tem hoje. Basta ver o tanto de treinamentos que ele teve nesse período – a ponto de virar uma piada. Neste ponto, me parece uma disputa injusta, como numa corrida entre um adolescente e um bando de crianças em que o primeiro não tem como perder.

O problema é que se riscarmos o nome do pivô do Philadelphia da lista, a disputa cai bastante de nível. Os já citados Saric e Brogdon parecem bons, mas nem se comparam a Embiid e aos jogadores que tradicionalmente ganham o prêmio. Além disso, suas médias totais da temporada figurariam entre as piores de um vencedor do prêmio de Rookie of the Year – em mais de 60 anos de NBA, só duas vezes em toda a história da liga o calouro premiado teve uma média de pontos inferior a 13 pontos por jogo, como ambos registram hoje, por exemplo.

Por tudo isso, a premiação de Calouro do Ano promete ser tão disputada quando a de MVP.

O que move Larry Sanders?

Ontem Larry Sanders estreou pelo Cleveland Cavaliers. A franquia fechou com o jogador até o final da temporada para substituir Andrew Bogut, que se lesionou em menos de um minuto de ação pela equipe. Sanders se une ao time como a última peça que faltava para que o Cavs busque seu bicampeonato. Com o sinal de alerta máximo acendido com as lesões de JR Smith e Kevin Love, a franquia se mexeu para acertar os últimos reforços.

Nisso, chegaram Kyle Korver para incrementar a artilharia de fora do arco, Deron Williams para dividir a responsabilidade de carregar a bola com Kyrie Irving e Lebron James e Andrew Bogut para dar força ao garrafão enquanto Tristan Thompson descansa – com a saída de Bogut, Sanders foi chamado.

Sanders se resume a um protetor de aro, que pode oferecer poucas coisas à equipe além de solidez na defesa dentro do garrafão e finalizações fáceis perto da cesta. No entanto, essa limitação do seu jogo não é nem de longe a maior preocupação em relação à sua aquisição. Larry, na verdade, vem de um hiato de dois anos em que, no auge da sua forma técnica e da sua capacidade física, simplesmente desistiu do basquete. Com problemas de ansiedade e depressão, o jogador não via grandes motivações para entrar em quadra e jogar sem tesão.

Para isso, abriu mão de uma bolada (mais de 20 milhões de dólares) e do papel central em uma equipe em franca ascensão (um Milwaukee Bucks que começava a se transformar já com Kris Middleton, Giannis Antetokounmpo e Jabari Parker). Antes do anúncio da aposentadoria, Sanders vinha de uma suspensão por uso de maconha e ‘falta de interesse pelo jogo’. Na sua carta de despedida, disse que era “uma pessoa, um artista, um músico, um escritor que às vezes jogava basquete”. E desapareceu.

O caso é bastante incomum. Numa liga tão competitiva em que centenas de ‘role players’ vão, vêm, são rebaixados para d-league, jogam na China e voltam, é raro que um jogador abra mão de um lugar cativo em um time – que naquele ano, inclusive, foi para os playoffs já.

Entendo que é muito mais fácil tomar esta decisão depois de já ter garantido algumas dezenas de milhões e ter uma mesada certa por um bom tempo – no acordo de rescisão, o Bucks ficou de pagar um resto de quase 2 milhões anuais até 2020 ao jogador -, mas a jogada mais comum nestes casos é o jogador, mesmo desinteressado, continuar dando migué em quadra até que a motivação reapareça ou que os times desistam dele. Ainda que eu entenda o ódio da turma de Milwaukee, acho louvável a desistência sincera de Sanders.

Um fato interessante, é que Sanders começou a jogar basquete bem tarde, já na high school, possivelmente porque era imenso e tinha o biotipo necessário pro esporte. Pode ser que ele nunca tenha tido o real tesão do jogo, só viu nele uma oportunidade de ganhar dinheiro com o corpo que tinha.

No começo deste ano, algumas notícias voltaram a pipocar falando que Sanders estaria disposto a tentar uma retomada na carreira. Mas temendo o real nível de comprometimento que o jogador poderia entregar, quase nenhuma franquia deu muita bola para ele.

Mas, num golpe de azar de um colega de profissão, necessidade de um time campeão e conveniência, Sanders descolou o melhor dos trabalhos.

É difícil dizer o que realmente move Sanders agora. Pode ser que a grana tenha encurtado e que a volta ao jogo seja uma maneira de incrementar a mesada paga pelo Bucks. Pode ser que os problemas da cabeça tenham se resolvido e o jogador esteja realmente afim de dar a volta por cima. Mesmo assim, a aposentadoria precoce de dois anos atrás vão manter o fantasma de que a qualquer momento o jogador pode desistir de contribuir com o time.

Neste caso, a vantagem é que pesa o fato de jogar ao lado do melhor atleta desta geração, que tem fama de elevar o basquete dos seus colegas – é só ver os casos de JR Smith, Channing Frye e Tristan Thompson que migraram do status de praticamente descartáveis em determinados momentos das suas carreiras para jogadores valorizados.

Para alguém que teve problemas psicológicos de depressão de ansiedade, também fica mais fácil voltar com um papel de importância bem reduzida – em um time em que a pressão vai cair toda nas costas de outros 14 caras antes de Sanders ser cobrado de algo.

Ainda que o papel central em um time, ter a bola nas mãos, ser a estrela seja o que maior parte desses caras queiram, há quem tenha pavor da pressão e da responsabilidade, ainda que curta jogar, tenha habilidade. Impossível dizer se Sanders é este cara, mas é uma hipótese animadora para que ele encontre seu lugar no jogo novamente.

Mas ainda assim, dado o histórico, não dá para esperar que Sanders retomará a moral que tinha na liga há alguns anos. Ainda que tenha físico e técnica, o carimbo da desistência vai ficar por muito tempo marcado em sua testa. Com um pé atrás dos times e pouco tempo de quadra, Sanders também não deve ter muitas chances de mostrar que seu comprometimento mudou.

Qual o problema de Antetokounmpo? O nome

Giannis Antetokounmpo é um monstro. Lidera seu time em pontos, rebotes, tocos, roubadas de bola e aproveitamento nos chutes. É o que mais faz arremessos de quadra e do lance-livre. Está uma fração atrás de Matthew Dellavedova na briga pela liderança em assistências da equipe. Mas seu técnico, Jason Kidd, acredita que a liga não o reconhece ainda como um dos melhores jogadores da temporada. O problema, segundo ele, é o nome do jogador.

Particularmente, eu acho que o fato de jogar em um mercado minúsculo – possivelmente o menor da NBA -, com uma base de fãs modesta e com poucos jogos programados para a tevê aberta americana são justificativas mais plausíveis para o eventual desprezo, mas não dá para se ignorar o fato de que quase ninguém na liga consegue chamá-lo pelo nome que carrega na camisa.

Quando ele entrou na liga, o pessoal do Bucks fez uma brincadeira com o elenco perguntando como era a pronúncia do sobrenome do grego. Poucos se arriscaram e nenhum conseguiu falar.

Mesmo o presidente americano Barack Obama em visita à Grécia tropeçou no nome do jogador quando se arriscou no seu discurso. Sobraram umas letras na hora que tentou arranhar o palavrão.

Os narradores, então, têm pesadelos com a sopa de letrinhas. No começo era impossível, mas ainda hoje eles encontram dificuldades.

Prova disso é que ele tem um dos melhores e mais consolidados apelidos da atualidade no jogo (“Greak Freak”) e basicamente só o chamam assim ou pelo seu primeiro nome, Giannis (fala-se IANIS, sem o som de G). O coitado sofre com a dificuldade do nome mesmo e pela preguiça do pessoal em aprender – o povo americano é, em especial, preguiçoso para tentar falar qualquer coisa diferente do inglês.

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Para quem é familiarizado com a coisa, a pronúncia correta de nome e sobrenome é \YAHN-iss ah-deh-toh-KOON-boh\, mas acho que ler esse tipo de coisa atrapalha mais do que ajuda numa hora dessas.

Ainda acredito que não é a melhor desculpa para justificar a falta de reconhecimento a ele, mas é verdade que esse Antetokounmpo não ajuda.

Draft de 2014: ninho de Most Improved Player

De todos os prêmios individuais distribuídos ao final da temporada, o que eu acho mais intrigante é o de Most Improved Player, que reverencia o jogador que mais evoluiu de um ano para o outro. Por não ter um critério tão objetivo quanto os demais (melhor calouro, melhor jogador, melhor reserva…), a corrida é sempre muito aberta, com uma meia dúzia de postulantes.

Levando em conta esta característica e potencializada pelo pouco tempo corrido de temporada até o momento, temos uma porrada de jogadores com credenciais para o título de MIP. Ainda assim, alguns dos favoritos têm algo em comum: são crias do draft de 2014.

Me refiro principalmente a Andrew Wiggins, Jabari Parker e Julius Randle. Com alguns jogos de temporada, o trio disputa com favoritismo o posto de jogadores que mais cresceram de rendimento de um ano para o outro ao lado de Giannis Antetokounmpo, D’Angelo Russell e outros concorrentes.

Wiggins é quem, na minha opinião, lidera essa corrida. De ‘novo Lebron’ no dia do draft de 2014, o jogador teve dois anos em que esteve abaixo das expectativas. Ano passado parecia certo que não passaria de um ‘segundo jogador’ do Wolves com a chegada do calouro sensação Karl Anthony Towns.

Mar 4, 2016; Milwaukee, WI, USA;  Minnesota Timberwolves guard Andrew Wiggins (22) drives for the basket against Milwaukee Bucks forward Jabari Parker (12) in the first quarter at BMO Harris Bradley Center. Mandatory Credit: Benny Sieu-USA TODAY Sports

Mas agora, no terceiro ano da carreira, o ala tem conseguido mostrar que tem potencial para ser mais do que um excelente defensor e um mero coadjuvante. Seu chute de três melhorou brutalmente – a ponto de ter o melhor aproveitamento de toda a liga, com 53% de acerto – e todos seus fundamentos estão com melhores médias com apenas um minuto a mais de jogo na comparação com a temporada passada.

E o principal: Wiggins carregou o time nas poucas vitórias do Minnesota no ano. Fez 47 pontos para derrotar o Lakers, 35 para vencer o Sixers e 29 para bater o Magic.

Julius Randle, ala-pivô do Lakers, é outro que desencantou. Beneficiado pelo basquete acelerado praticado pelo time do técnico Luke Walton, Randle tem extrapolado suas funções de reboteiro que faz o jogo sujo no garrafão. Seu papel em quadra agora é muito maior. Mais participativo, inclusive, para chamar as jogadas. Não tem sido raro ver o jogador puxar o contra-ataque de um lado a outro da quadra, correndo como um armador. A nova atitude rendeu até um triple-double na vitória contra o Brooklyn Nets e o posto de segundo jogador do time que mais distribui assistências.

O terceiro desta lista é Jabari Parker, do Milwaukee Bucks, e segunda escolha no draft de 2014. Enquanto Giannis é a estrela óbvia do time, Jabari é o cano de escape da franquia. O ala chegou na NBA com o pedigree de pontuador, comparado a Carmelo Anthony, mas o improviso como ala-pivô e uma séria lesão do ano de estreia fizeram com que o atleta passasse dois anos bem discretos. Agora, em 11 partidas, Jabari beira os 20 pontos por jogo, na melhor sequência da sua vida.

Os três já apresentam um salto nos seus números de pontos, eficiência e participação superiores ao que CJ McCollum, vencedor do prêmio de jogador que mais evoluiu no ano passado, por exemplo.

Além deles, a safra de 2014 tem outros jogadores que ensaiam uma mudança de patamar nesta temporada: TJ Warren, do Phoenix Suns, Aaron Gordon, do Orlando Magic, e Jusuf Nurkic, do Denver Nuggets.

Ainda é cedo para dizer quem vai vencer o prêmio de Most Improved Player e é bem possível que não fique com nenhum deles, mas a evolução deste grupo de jogadores começa a justificar todo o hype do draft de dois anos atrás.

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