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#Fera: A troca por Okafor prova que o Nets que é o time mais atento do mercado

A troca por Okafor prova que o Nets que é o time mais atento do mercado

[Previsão 17/18] Nets: o novo sentido da curva

Assim como no ano passado, vou fazer uma série de previsões, time por time, para a temporada que começará daqui algumas semanas (um mês e pouquinho). A ideia aqui é a mesma da vez passada. Não pretendo cravar nenhuma campanha (seria um chute completo), mas passar, de forma sucinta, pelas principais negociações da offseason de cada time, avaliar a formação provável para a temporada, ponderar as maiores dificuldades e desafios e, enfim, palpitar sobre qual deve ser o papel daquele time ao longo do ano.

O rito será o mesmo também: do pior time da temporada passada para o melhor. Por isso, a primeira previsão é do Brooklyn Nets. A franquia chega para a disputa em uma situação intrigante. Continua sendo uma das piores equipes da NBA e deve fechar a temporada com, sei lá, uma das quatro piores campanhas do Leste na temporada, mas contra todos os prognósticos possíveis tem conseguido se livrar da maldição que foi aquela troca comprometedora com o Boston Celtics de alguns anos atrás, quando pegou Kevin Garnett e Paul Pierce e alienou todas suas escolhas de primeiro round de draft pelos próximos quinhentos anos (quatro, na verdade).

Nas últimas duas offseasons, a impressão que dava era que o Nets teve seu futuro desperdiçado e que só conseguiria alguma coisa minimamente decente passados todos os anos de martírio sem suas escolhas de draft mais os anos em que continuaria ruim, mas, daí sim, com calouros. Em um cálculo realista, teria uma década inteira perdida até começar a atrair free agents e ter jogadores talentosos no elenco.

O time, no entanto, trabalhou surpreendentemente bem. Fez trocas cirúrgicas nas últimas temporadas para conseguir jogadores úteis e garimpou calouros interessantes com o pouco que tinha à disposição. Negociou contratos ruins, aceitou pegar outros piores ainda e, por isso, foi recompensado pelas outras equipes com atletas bons, mas em baixa – o que é altamente recomendável se fazer segundo qualquer cartilha de mercado, mesmo que seja da NBA – ou com escolhas de draft, algo que faltava ao time.

Dos últimos dois anos, só Rondae Hollis-Jefferson se mantém nos planos da equipe. Todos os outros jogadores foram negociados. Para um time que não tinha qualquer perspectiva de futuro, não é nada mal sair com D’Angelo Russell (segunda escolha do draft de três anos atrás), Caris LeVert, Jarrett Allen e o próprio Rondae Hollis-Jefferson.

Se o time ainda não tem chances de ir aos playoffs, pelo menos já adiantou a curva de recuperação em alguns anos. Uma boa perspectiva para um time que tinha o futuro condenado.

Nets se mexeu tanto, que só Hollis-Jefferson sobrou do time de dois anos atrás

Offseason
A intertemporada em Brooklyn foi mais um capítulo no processo de retomada do time. A principal negociação foi pegar Russell do Lakers (junto com Timofey Mozgov) e mandar Brook Lopez para Los Angeles. Lopez é um excelente jogador, um pontuador letal, mas não fazia sentido no Nets. D’Angelo, com todas as dúvidas que pairam sobre seu jogo, ainda é um jogador que tem uma carreira inteira pela frente, inclusive com a possibilidade de virar, em uma hipótese otimista, um legítimo franchise player.

Fora isso, o time ainda aceitou ficar com Demarre Carroll e seu contrato horroroso. Com isso, ganhou um ala útil e uma escolha de segundo round – um presente oferecido pelo Toronto para quem topasse ficar com a bigorna. Por fim, negociou com o Portland para pegar Allan Crabbe, jogador que saiu com um salário completamente inflado da offseason passada justamente porque o Nets ofereceu um contrato imenso para ele, que foi coberto pelo Blazers. Agora que o time do Oregon viu a besteira que foi dar tanto dinheiro para Crabbe, decidiu shoppar o jogador. O Nets topou – com a vantagem de ter um ano a menos para pagar o ala-armador.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jeremy Lin / Spencer Dinwiddie / Isaiah Whitehead
SG – Allan Crabbe / Caris LeVert / Sean Kilpatrick
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Demarre Carroll
PF –  Trevor Booker / Quincy Acy
C – Timofey Mozgov / Jarrett Allen

O time está muito mais carregado na armação do que no front court. Por mais que a princípio Russell e Crabbe sejam as opções mais indicadas para começar nas posições 1 e 2 do time, Jeremy Lin pode pintar no time titular ou, na pior das hipóteses, ser daqueles reservas que jogam quase 30 minutos por jogo. RHJ, Carroll e Booker são versáteis o suficiente para que a formação do time seja bem variada ao longo dos jogos.

Expectativa
O time vai continuar sendo um dos piores da NBA e isso vai continuar não servindo em nada para eles – a escolha agora é do Cleveland Cavaliers. Mesmo que não seja o melhor cenário do mundo, pelo menos a equipe tem mais incentivos para tentar ser um time melhor ao invés de entregar o ouro esperando um bom calouro no ano seguinte. Com a recente evolução, pelo menos não deve mais ser o último colocado.

Até os piores times não são mais tão ruins

Já dava para perceber nas primeiras semanas de temporada. O Philadelphia 76ers, que mal ganhou 10 jogos ano passado, estava pela primeira vez em anos endurecendo o jogo contra seus rivais. O Brooklyn Nets, fraquíssimo também, levava a disputa dos jogos até os últimos minutos do jogo. E o Los Angeles Lakers, então, que passou o primeiro mês e meio de disputa entre os postulantes aos playoffs? Quem viu estes times jogarem no ano passado e perdeu alguns minutos assistindo neste ano notou: aqueles times que antes eram horríveis, agora estavam ligeiramente melhores e, mais que isso, estavam interessados em ganhar.

Agora, com cada equipe com mais de 50 partidas disputadas e partindo para a reta final, temos a certeza de que a disputa deste ano tem sido diferente. Os números comprovam isso, aliás: pela primeira vez na história, apenas duas equipes estão com campanha abaixo dos 33% de aproveitamento a esta altura do campeonato.

Comparando a classificação do dia 7 de fevereiro ano a ano, em média, 5 times já estão muito atrás dos outros na disputa – mesmo em anos que tínhamos menos equipes na liga. Isso acontece por que é geralmente daqui em diante que os times largam mão das suas pretensões e investem em melhores chances de pegar uma posição alta no draft – e isso implica em perder (o único ano em que peguei um recorte diferente foi 1999, por causa do locaute que fez o campeonato começar em fevereiro. Neste caso, peguei a classificação final mesmo).

Não quer dizer necessariamente que temos um número grande de boas equipes ou algo do gênero, mas dá para afirmar que temos mais times querendo vencer. Pelo menos até agora, não teve nenhum time entrando em quadra se esforçando para perder.

Esta melhora é resultado das características dos elencos dos times do fundo da tabela. Lakers, Sixers, Timberwolves e Suns ainda penam – e geralmente perdem – quando enfrentam os melhores, mas querem injetar nos seus moleques uma cultura vencedora que será útil no futuro.

Este, aliás, foi o único legado decente deixado por Byron Scott no time de Los Angeles na temporada passada. O técnico era péssimo, mas achava que seus jogadores tinham que tentar se acostumar com as vitórias. Mesmo que perder fosse um negócio mais interessante para a franquia como negócio – para reforçar o elenco -, Scott achava que o ‘tank’ seria nocivo para o espírito de competitividade dos seus atletas.

Ainda sobra o Nets, que é horrível, mas que tem tentado alguma coisa dentro dos seus limites. No caso deles, o lance é que não há nenhuma vantagem em perder, já que suas picks de draft pertencem ao Boston Celtics. Só resta tentar mostrar alguma luta em quadra – ainda que não tenha dado muito certo.

É também por isso que Cleveland e Toronto, por exemplo, que reinavam absolutos no Leste, tiveram semanas tenebrosas na virada do ano. Não tinha jogo dado. Vez ou outra, o azarão vencia.

Geralmente não é fácil aturar a maratona de jogos da temporada regular quando alguns times já largaram mão da disputa. Com todo mundo no bolo, querendo mostrar serviço, há chance de um jogo entre Golden State Warriors e Phoenix Suns ser divertido – o Miami Heat que o diga.

É bom para a competição e é excelente para quem assiste.

Por que Anthony Bennett?

Anthony Bennett, a 1ª escolha do draft de 2013, foi dispensado ontem pelo Brooklyn Nets. É o quarto time em quatro anos que abre mão do ala sem que ele tenha deixado qualquer impressão positiva, alimentando as conversas de que ele é a pior 1º escolha de todos os tempos.

Nem entro nesta discussão ainda – já foram dezenas de primeiras escolhas, um punhado de jogadores ruins já passaram pelo mesmo e, mais importante, a carreira de Bennett ainda não acabou – mas o que me intriga é saber como tudo isso aconteceu. Por que ele, que parece tão ruim, foi a primeira escolha do draft e por que deu tão errado por enquanto? Não sei se alguém tem estas respostas, mas vou aqui pelo menos tentar entender melhor a situação do jogador.

Voltemos ao primeiro semestre de 2013. A classe que se anunciava para o draft não era das melhores. O jogador que consensualmente mais chamava a atenção era o pivô de Kentucky Nerlens Noel, que no final das contas foi escolhido na sexta posição por conta de uma complicada lesão no joelho que o tirou de ação da sua primeira temporada como jogador do Philadelphia 76ers. Fora Noel, ninguém despontava como favorito.

As previsões da véspera do draft apontavam Alex Len, hoje pivô do Phoenix Suns, como 1st pick mais provável. Mas ele também tinha tido uma lesão meses antes da seleção dos calouros e as mesmas dúvidas que rondavam Noel, cercavam o ucraniano Len.

Além deles, Victor Oladipo, Otto Porter, Ben McLemore e Trey Burke estavam bem cotados, mas o Cleveland Cavaliers, que teria a primeira delas, buscava um ala maior, que pudesse dividir o garrafão com o ainda cru Tristan Thompson.

Já era difícil escrever o sobrenome de Giannis Antetokounmpo naquela época

A solução encontrada foi, então, escolher Anthony Bennett. Uma surpresa, sim, mas nada absurdo diante dos seus ‘concorrentes’ – olhando em retrospectiva, nenhum se compara a outras ‘primeiras escolhas padrão’ dos anos anteriores, como Anthony Davis, Kyrie Irving, John Wall, Blake Griffin e Derrick Rose, todos All Stars.

As médias de 16 pontos e 8 rebotes no campeonato universitário eram realmente boas – comparáveis aos números de grandes jogadores – e, apesar da baixa estatura, Bennett era uma promessa de força no garrafão aliado à qualidade nos chutes e pontuação consistente no post. Ele foi um dos líderes em enterradas no college daquele ano, além de ter mostrado capacidade de chutar dos três pontos.

Em resumo, Bennett como primeira escolha daquele ano foi, de fato, um exagero, mas como teria sido qualquer outra escolha dentre os bem cotados. O tempo mostrou que somente Giannis Antetokounmpo e talvez CJ McCollum, com muita boa vontade, se tornariam jogadores especiais. Mas um era um grego adolescente completamente desconhecido e outro vinha de uma universidade minúscula que ninguém nunca tinha visto jogar.

Já selecionado, Bennett integrou o time do Cavs. É importante contextualizar que a franquia era completamente diferente do que é hoje. Era uma espécie de Philadelphia 76ers, que colecionava derrotas para tentar amontoar jovens talentos. Depois da saída de Lebron James para o Miami Heat, o time emendou uma sequência de três temporadas com menos de 25 vitórias.

Naquele momento, o elenco tinha como espinha dorsal os bons, porém bastante jovens, Kyrie Irving e Tristan Thompson, e a eterna promessa Dion Waiters. Todos treinados pelo questionável Mike Brown, um cara que só deu certo quando teve Lebron no seu elenco.

O cenário já era ruim, Bennett já não era o cara mais talentoso do mundo e, para completar, ainda tinha sido ‘amaldiçoado’ com o fardo de ser a primeira escolha de um draft.

Seu começo foi tenebroso. O calouro não acertou um mísero arremesso nos seus quatro primeiros jogos. Para piorar, a torcida, impaciente, começou a gritar “ÔÔÔÔ” a cada vez que Bennett engatilhava o tiro, num mix de expectativa pela primeira cesta e de sacanagem com o jogador, o que só piorava as coisas para alguém que mostrou não saber lidar bem com a pressão.

Bennett só foi ter alguma sequência produtiva de jogos em janeiro, mas sempre sem consistência. Seus demais colegas de draft também tiveram anos de estreia sofríveis, tanto é que o fraquíssimo Michael Carter Williams foi escolhido como calouro do ano, mas só Bennett que carregava a pesada bigorna da primeira escolha nas costas.

No ano seguinte, foi envolvido na troca por Kevin Love. Andrew Wiggins era o fruto do desejo do Minnesota, mas Anthony entrava no pacote como um jogador que ainda poderia desencantar. Começou com tempo de jogo, foi titular em algumas partidas, mas o fraco desempenho nos arremessos e nos rebotes, suas duas principais credenciais a princípio, fizeram com que o jogador perdesse espaço e nem fosse notado quando uma lesão série no tornozelo o tirou de ação por 30 jogos na temporada. Ao final do campeonato, foi dispensado pela primeira vez.

O Toronto Raptors, então, tentou emplacar o jogador da casa. Quem sabe o canadense se sentisse melhor do lado de lá da fronteira, não? Não. Desta vez, o time desistiu do jogador em menos de dois meses. Quase a mesma coisa que aconteceu agora, neste ano, com o Brooklyn Nets.

Enfim, é difícil entender o que acontece nos MEANDROS da vida de um jogador, especialmente olhando à distância, mas me parece claro que a escolha dele na posição mais alta do draft foi um exagero, mas compreensível na época. E o jogador nunca conseguiu lidar com este fardo, nem mesmo para mostrar que poderia ser útil.

Infelizmente, para Anthony Bennett, a primeira escolha não foi um prêmio, mas uma maldição.

Quando o bullying é permitido

Kevin Garnett, um dos principais jogadores de todos os tempos no basquete, anunciou a sua aposentadoria na última sexta-feira (23). O seu legado é imenso: foi o cara que abriu o caminho dos adolescentes vindos direto da escola para a NBA, foi o atleta que inaugurou a multifunção dentro da quadra, foi um dos primeiros desta geração que preferiu parecer mais baixo do que era para poder jogar aberto (quando o normal era tentar parecer mais alto para entrar na liga) e também foi um dos primeiros a nos chamar a atenção para estatísticas mais avançadas na defesa para medir a importância de um jogador em quadra.

Acima de tudo isso, o que sempre me fez gostar muito de Garnett foi que a sua boca conseguia ser ainda maior e mais letal que a sua habilidade monstruosa. Guardadas as devidas proporções, uu sou aquele cara que enche o saco do adversário o tempo inteiro na pelada, que fala ‘errou’ assim que a bola sai da mão do rival, que grita “ISSSOOOOOOOOOOOOOOO” sempre que alguém da chutão pela lateral e vejo em Garnett o mesmo prazer de avacalhar o adversário que eu tenho.

Garnett, por encarar todo jogo como uma guerra em que quase tudo é permitido, é o cara que melhor sabe se aproveitar daquele limbo que fica entre a regra do jogo e a ética pessoal. Dentro de quadra, a partir do momento que aquilo vai desestabilizar o adversário, todo bullying é permitido para ele.

trash-talking

De todas as cretinices, duas ficaram mais famosas: a primeira foi quando teria chamado Charlie Villanueva, ala com uma doença que o fez perder todos os pelos do corpo, de “paciente de câncer” durante uma partida. Depois do jogo, quando a história veio a público, Garnett disse que na real tinha dito que, na verdade, Villanueva era “um câncer para o seu time”. Ofensivo, mas menos cruel, convenhamos.

A segunda, uns anos mais tarde, rolou numa treta com Carmelo Anthony. Em um jogo de playoff, Garnett disse que a esposa do ala do Knicks tinha gosto de Honey Nut Cheerios em um momento em que o casal passava por uma turbulência no casamento, segundo os sites tipo TMZ da época. Diante da provocação, o pau quebrou em quadra. Dessa vez, KG não negou a declaração.

Mas há centenas de outras que, por se tratarem do mais refinado mau caratismo, jamais foram efetivamente confirmadas – mas a julgar pelo histórico, só podem ser reais. Uma delas foi a vez que desejou “feliz dia das mães” para Tim Duncan, cuja mãe já tinha morrido há anos.

E por se tratar do mais refinado mau caratismo, muitas delas jamais serão confirmadas, como é o caso da vez que mandou um “feliz dia das mães” para Tim Duncan, que já tinha perdido há mãe há anos.

Dizem que essa atitude era difícil de lidar até para os próprios companheiros – especialmente calouros e estrangeiros -, que muitas vezes não aguentavam o teor das ‘brincadeiras’. Rasho Nesterovic, pivô esloveno que jogou no Wolves, saiu do time ao final do contrato e disse que não aguentava mais dividir o garrafão com Garnett, que a cobrança era insuportável. Mason Plumlee, Jose Calderon, Dwight Howard, Ron Artest, Andrea Bargnani, Ray Allen e vários outros também provaram do bullying do Big Ticket.

Poucos conseguiram se livrar com algum êxito da língua afiada do ala-pivo. Steven Adams soltou nestes dias uma das raras histórias de sucesso. Recém-chegado na liga, mas já alertado de que Garnett não era fácil de lidar dentro da quadra, Adams fingiu não saber inglês. Diante de uma dezena de besteiras faladas por KG, Steven mandou um “no english”, que fez Garnett sossegar. Sorte dele que Kevin era ignorante o suficiente para não saber que Adams era neozelandês e que lá eles falam inglês…

No final das contas, é bem discutível o quanto é certo ou errado agir assim, mesmo que dentro da moral da disputa do jogo, que não prevê uma regra para isso. Mas, acima de tudo, demonstra toda a garra que Garnett despejava em quadra toda vez que a bola subia. Insuportável para boa parte dos seus pares, mas vai deixar saudades.

Parceria entre C&A e NBA é uma boa para os fãs

Chega nesta quinta (22) às lojas da C&A a nova linha popular de produtos da NBA, fruto de uma parceira entre as duas marcas. A princípio são alguns modelos de camisetas, regatas e bermudas temáticas que estarão à venda por preços bem mais baixos do que as tradicionais camisas dos times.

Os modelos são nessa linha (da pra ver todos no site da C&A):

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Aparentemente, as bermudas variam de R$ 70 a R$80, as regatas saem por R$ 70 e as t-shirts ficam por R$ 40. Uma boa alternativa às camisas vendidas por R$ 200 e cacetada.

Há peças do Miami Heat, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls, Brooklyn Nets e New York Knicks, que são algumas das franquias mais populares por aqui.

Independente de você gostar ou não dos modelos (particularmente achei as camisetas legais, as bermudas mais ou menos e as regatas meio amadores demais), só de ter estes produtos originais à disposição e a um bom preço já é um grande avanço. É mais uma prova (além dos Global Games, loja da NBA no Rio e etc) de que a liga americana está de olho no tamanho e na assiduidade do mercado brasileiro.

Se o resultado comercial for bom, certamente NBA e outras marcas pensarão em novas ações e parcerias para o público brasileiro – além da mesma parceria entre C&A e liga render peças de outros times. Bacana, não?

[Previsão 16/17] Nets: os últimos serão os últimos

A soma das piores trocas possíveis, um elenco deprimente e o menor poder de barganha para atrair jogadores sem contrato tem como resultado o Brooklyn Nets desta temporada. Com a provável melhora, ainda que sutil, de Lakers e Sixers, o Nets passa a ser o franco favorito para lamber o assoalho da tábua de classificação ao longo de toda a temporada. A franquia não tinha um time de verdade no ano passado, dispensou uma carrada de gente, contratou no atacado e continuou na mesma merda.

O mais deprimente de tudo isso, é que não existe a menor chance do Nets tentar uma estratégia de retomada parecida com a do Philadelphia – ficar em último para aumentar as chances de pegar a primeira escolha do draft -, já que suas escolhas de primeiro round dos próximos dois anos pertencem ao Boston Celtics. Assim, ser o pior time da classificação só beneficia um rival seu. Que lixo…

Offseason
Sabe aquele ditado “é de onde você menos espera que não vem porra nenhuma”? Pois então, isso resume o período de draft e free agency do Nets. O time não tinha uma escolha decente no primeiro round, trocou Thaddeus Young por uma pick e draftou um jogador lesionado.

Nas contratações de jogadores sem contrato, o time adquiriu dois jogadores dignos de nota: Jeremy Lin, um jogador folclórico ideal para times que não querem ganhar nada – e querem tentar surfar na onda da Linsanity alguns anos atrasado – e Anthony Bennet, a pior primeira escolha do draft de todos os tempos. Acho que você entendeu, né?

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OS GALÁTICOS DO NETS

Time Provável
PG – Jeremy Lin / Greivis Vasquez
SG – Bojan Bogdanovic / Randy Foye
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Sean Kilpatrick
PF – Trevor Booker / Luis Scola / Anthony Bennet
C – Brook Lopez / Justin Hamilton / Henry Sims

Expectativa
Certamente o Brooklyn Nets terá a pior campanha da NBA nesta temporada. No equilíbrio de forças que será o Leste, a única certeza que temos é esta. Ah, e que se Brook Lopez se mantiver saudável o ano todo (difícil apostar nisso…), vai dar pena de vê-lo jogar neste catadão que vai ser o time nova-iorquino.

Nets terá Jeremy Lin, mas não terá Linsanity

O Brooklyn Nets acertou contrato com o armador Jeremy Lin. O acordo fechado entre time e jogador prevê um vínculo de três anos e 36 milhões de dólares. A esperança da franquia é levar de volta à Nova York a “Linsanity“, febre que tomou os torcedores do New York Knicks quando o time assinou com Lin um contrato temporário e a equipe começou a vencer jogos em sequências com atuações impressionantes do armador. Apesar de personagem e cenário serem os mesmos, é praticamente impossível que o ‘conto de fadas’ seja reeditado.

Veja bem, não estou dizendo que Lin não pode ter bons números pelo time – aliás, até acho que ele pode ter médias bem infladas, já que o time não tem quase nenhuma arma ofensiva e pontuar é a principal qualidade de Jeremy. Também acho que ele pode ter um encaixe interessante com Brook Lopez, já que ambos são especialistas de pick’n’roll e esta é a melhor alternativa para uma franquia que basicamente só tem um pivô e um armador para desenhar jogadas.

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Jogador já publicou uma foto com a camisa do novo time

Também acho que a volta é excelente para o marketing do time e do jogador. Lin é amado em Nova York, é um sucesso de público simplesmente por ser asiático e continua sendo aquele armador estranho que estudou em Harvard que todos acham adorável.

Apesar disso tudo, a condição fundamental para uma “Linsanity” é o fator surpresa. Aquela loucura toda tomou proporções gigantescas justamente por ser inesperado. Foi quando ninguém esperava nada do time – que tinha perdido Carmelo por lesão – que um jogador ainda mais desacreditado começou a comer a bola todos os jogos.

Hoje todos sabem que Lin pode emendar uma sequência de cinco jogos de 30 pontos – assim como todos sabem que nos outros jogos seguintes ele vai cometer 10 desperdícios de bola.

Além disso, o Nets continua sendo um dos piores times da NBA. Não tem qualquer chance de emendar uma série vitoriosa como o Knicks meteu naquele mês. É impossível.

Há quem aposte em uma repetição da performance, já que o atual técnico do Nets, Kenny Atinkson, era auxiliar na comissão técnica do Knicks daquela época. Nada a ver também.

Se alguém tiver a expectativa de uma nova onda como aquela vai acabar se decepcionando. Vai sair pior do que a encomenda.

Graças ao Nets, Celtics tem um futuro brilhante

O Brooklyn Nets tinha que ser uma franquia vitoriosa. O time tinha mudado de endereço, cores e tudo mais em busca de um título. Nada mais lógico do que ir atrás de uma dupla talentosa e vitoriosa. Foi então que o Nets despachou uma meia dúzia de escolhas futuras do draft e alguns contratos ruins para Boston em troca dos veteranos Kevin Garnett e Paul Pierce. Nets montava um time cascudo para a temporada, enquanto o Boston abria mão de qualquer pretensão para os anos seguintes.

Três anos se passaram e hoje nós podemos garantir que o time nova-iorquino fracassou na tentativa do título, enquanto o Celtics conduz uma das reconstruções de elenco mais eficientes dos últimos tempos.

Diferente do que acontece geralmente, o Celtics não chegou a ficar muitas temporadas agonizando com um time medíocre enquanto esperava que a sorte o presenteasse com uma excelente escolha de draft. Quando abriu mão dos seus veteranos, o time até poderia estar pensando nisso: pegou quatro escolhas de primeiro round, na esperança de um dia escolher um craque. No entanto, o time só foi realmente mal por uma temporada. No ano passado e neste, já mostrou ter time para se classificar para os playoffs.

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O armador Marcus Smart e o técnico Brad Stevens: futuro da franquia

Bom, a verdade é que o Boston começou bem seu rebuild quando contratou o talentoso Brad Stevens da universidade de Butler. O jovem head coach consegue fazer com que cada jogador evolua ao máximo do seu potencial. Transformou Avery Bradley em um defensor de elite no perímetro, treinou um ataque rápido para fazer de Isaiah Thomas um pontuador implacável e desenhou um time que pudesse tirar proveito de uma série de bons chutadores de fora que a equipe tem à disposição, como os big men Jared Sullinger e Kelly Olynik.

Paralelamente, a franquia conseguiu reunir uma série de jogadores médios com características complementares, formando um conjunto bacana – num espírito parecido com o do Spurs, que pega uma série de jogadores renegados e os transforma em úteis na rotação.

Ano passado o Boston já teve uma campanha vitoriosa, se classificando para os playoffs (mesmo sem qualquer chance de avançar na pós-temporada). Neste ano, o time já caminha para incomodar as principais forças do leste, com uma boa evolução de Marcus Smart e companhia.

O que falta para o Boston subir de degrau é star power. Precisa do mesmo que o Brooklyn Nets buscava quando trocou várias escolhas de draft pelas estrelas do Celtics. Com a campanha medonha do Nets, é certo que o Celtics terá uma excelente oportunidade de pegar um calouro talentoso no draft.Se não pegar neste ano, pode pegar mais para frente – o time verde tem o direito de pegar as primeiras escolhas dos próximos três anos do Nets.

São três anos com boas chances de garimpar talentos vindos da universidade. Escolher a dedo quem se alinha com o elenco já montado. Ou, caso seja necessário, as escolhas dão poder de barganha para que a franquia faça uma troca por um craque já renomado.

No draft deste ano, o Celtics até ofereceu uma boa parte das suas escolhas pelo ala Justise Winslow, que acabou sendo escolhido pelo Miami Heat. A equipe de Brad Stevens apostava no jovem para mudar de patamar em alguns anos, mas a equipe da Florida rejeitou a proposta.

Seja como for – com uma escolha de draft ou trocando por alguma estrela já consagrada -, o Boston tem dados sinais de que vai fazer a melhor escolha possível e logo vai conseguir se tornar um dos grandes times da liga novamente. Em boa parte, graças ao Nets.

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