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Carmelo quer Blatt no Knicks – e ele está certo

Todos os times já eliminados dos playoffs estão correndo para se acertar para a próxima temporada. Técnicos foram demitidos e contratados. Jogadores são sondados para a offseason. Mas curiosamente os executivos do time da ~’cidade que nunca dorme’, todos parecem estar tirando um longo e preguiçoso cochilo.O presidente do New York Knicks, Phil Jackson, viajou de férias e decidiu deixar para depois a decisão sobre quem será o comandante do time para a próxima temporada.

Nisso, alguns dos melhores nomes já se reposicionaram: Scott Brooks fechou com o Wizards, Tom Thibodeau acertou com o T-Wolves, Dave Joerger assinou com o Kings. Até o jovem Luke Walton, que diziam ser o preferido de Jackson, já combinou de se juntar ao Lakers na próxima temporada. Neste ritmo, crescem as chances do interino Kurt Rambis acabar ficando onde está e ser efetivado como head coach do Knicks. Apavorado com a possibilidade, Carmelo Anthony tem falado por aí que gostaria de David Blatt, ex técnico de Lebron e companhia no Cleveland Cavaliers, no comando do time. A estrela do time justifica que a experiência europeia de Blatt poderia acelerar o processo de evolução do letão Kristaps Porzingis.

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Carmelo inventou uma história qualquer para tentar afastar Rambis do Knicks

Sinceramente, não confio nas justificativas de Carmelo, mas acredito no seu pavor de saber que Rambis pode continuar por lá. O interino é péssimo, certamente o treinador mais fraco a comandar um time nos últimos tempos, mas é um dos favoritos de Jackson por ser um dos poucos que ainda topa trabalhar com o sistema de ‘triângulos ofensivos’ pregado pelo vice-presidente do time. Como Phil Jackson é todo esotérico, supersticioso e cabeça-dura, suas convicções restringem as opções de mercado. O excelente Frank Vogel, ex-técnico do Indiana Pacers, por exemplo, poderia ser deixado de lado por não compartilhar das mesmas ideias.

Apesar de David Blatt ter saído de Cleveland com o rótulo de não ser um bom técnico para lidar com estrelas, o blefe de Carmelo é certeiro. Blatt estudou em Princeton, onde jogou com o figurativo general manager do Knicks, Steve Mills. Como qualquer cria da universidade, é simpático à ideia de jogar com o sistema Princeton, de cortes no ataque – que se não é igual à tática dos triângulos, tem suas similaridades. Com isso, Blatt se tornaria o preferido do melhor jogador da equipe e do GM da franquia, além de estar disposto a rodas um esquema parecido com o que Jackson exige: fatores suficientes para afastar a possibilidade de Rambis ser efetivado.

Não acredito nesta relação tão estreita entre experiência fora dos EUA e desenvolvimento do jovem estrangeiro. Também acho difícil dizer se Blatt é o cara certo para o time. Mas, com certeza, é melhor que Rambis. Nisso, acho que a forçação de barra de Carmelo é extremamente válida. Brilhante estratégia.

Kurt Rambis é o pior técnico da liga

É muito difícil avaliar o trabalho de um técnico. Existem milhares de fatores que podem mascarar, para o bem ou para o mal, a sua eficiência: sorte, elenco, momento, conexão com os atletas e etc. Especialmente para quem não vive o dia-a-dia do time, é quase impossível decretar se um cara está fazendo um bom trabalho ou não. Ou então definir o que é mérito ou culpa dele.

Mas em alguns casos bem específicos é possível, sim, dizer que fulano é péssimo sem se arriscar a cometer uma injustiça. Neste caso eu estou falando de Kurt Rambis, técnico do New York Knicks.

O simples fato de Rambis ser um eterno interino já mostra que quem tem o poder da caneta na NBA não confia muito no seu taco. Ele cansou de ser interino no Wolves (por mais de uma temporada… isso existe?), no Lakers e agora no Knicks.

Na sua primeira experiência, no time de Los Angeles, ele foi bem e completou a temporada com o time indo aos playoffs. No campeonato regular ganhou 24 jogos e perdeu 13 – a temporada teve só 50 jogos e ele ficou ali como um tampão até a chegada de Phil Jackson. Perdeu nos playoffs para o San Antonio Spurs no segundo round.

Essa é a característica básica de um técnico ruim que se mantém por muito tempo no esporte: ter sorte logo de cara. Você pode ver, todo cara que em algum momento fica comprovado que é um lixo, teve alguma passagem consideravelmente boa logo no começo da carreira. Depois disso, vive-se na expectativa de que aquele momento se repita. Raramente acontece.

Bom, ele passou uns anos na mamata que é ser assistente técnico do Phil Jackson (trabalha pouco, ganha tudo) e de 2009 a 2011 foi técnico do Minnesota Timberwolves. Com Rambis no comando, a franquia registrou as duas excelentes campanhas de 15v e 67d e 17v e 65d. Isso lhe rendeu a segunda pior campanha no primeiro ano e a última colocação no ano seguinte.

O time não só foi muito mal, como ele tratou de não ajudar em nada a franquia (poderia ser um tank deliberado na tentativa de buscar boas escolhas de draft para os anos seguintes). Prova disso é que o melhor jogador do time na época, o então jovem Kevin Love, era apenas o sexto homem na rotação da equipe, com menos minutos por jogo do que pérolas como Johnny Flynn e Ryan Gomes. O dedo do técnico podia ser conferido no estilo do jogo do time: era a equipe com o maior pace da NBA na época, ou seja, maior número de posses de bola por partida. Isso significa que o esquema predominante era da correria – que na prática corresponde, geralmente, a nenhum esquema.

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Único mérito de Rambis: o seu visual na época de jogador

Estou falando tudo isso porque este ano novamente uma jovem equipe sem muitas perspectivas imediatas caiu no colo de Rambis. Depois da demissão de Derek Fisher, Phil Jackson (sempre ele), agora presidente do time de NY, promoveu Kurt ao posto de interino do time. Obviamente que ele amarga uma campanha sofrível de 8 vitórias e 15 derrotas.

Aparentemente, ele não está tão pior do que seu antecessor, que foi demitido com 23 vitórias e 31 derrotas, mas os meandros das estatísticas e dos reportes nos indicam o trabalho porto do ex-pivô que aperta no botão de curtir em vídeos pornôs e publica sem querer nas suas redes sociais.

Primeiro a campanha do time. Se levarmos em conta só os jogos em que a diferença de pontos está abaixo de cinco nos últimos minutos de partida, Rambis está com apenas 1 vitória e com 7 derrotas – enquanto Fisher esteve com 12 vitórias e 16 derrotas com o mesmo elenco. Este dado é uma excelente medida, pois compara duas pessoas com o mesmo time e em condições parecidas – em que a interferência do técnico é fundamental para ler o jogo, diagnosticar o que é melhor pro time e fazer os ajustes necessários. Esta campanha nestes casos mostra como ele é muito inferior a um técnico iniciante e que foi preterido por sua suposta incapacidade técnica. Tenebroso…

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Coloca o Carmelo de técnico que é melhor

Para piorar, ele continua cometendo os mesmos erros de sempre. Da mesma forma que preteria Kevin Love no Wolves de 2010, ele não coloca os jovens do Knicks para jogar. Sexta até saiu uma notícia dos insiders do time contando que os veteranos do elenco (Carmelo Anthony, Robin Lopez e Jose Calderon) estão dispostos a cortar parte dos seus próprios minutos de jogo para dar mais tempo de quadra aos jovens do time. São os próprios jogadores fazendo o trabalho gerencial do head coach.

Rambis se defende dizendo que prefere tentar ganhar o máximo de jogos e, assim, estabelecer uma suposta ‘cultura da vitória’ nos jogadores ao invés de largar a equipe na mão dos jovens talentos e perder neste primeiro momento. Até seria uma teoria a se considerar se, de fato, ele estivesse vencendo. Não é o caso.

Para o ano que vem, se especula o absurdo de que o Knicks mantenha Rambis no comando do time nos jogos fora de casa e que Phil Jackson assuma a equipe dentro do Madison Square Garden – o Zen Master não teria condições de saúde para acompanhar a expedição pelos EUA. Este, então, seria o mais absurdo dos casos: manter um fantoche na estrada e saciar o ego de Jackson dentro de casa. Francamente, não é com ele(s) que o Knicks vai dar a volta por cima.

Você precisa conhecer melhor Latrell Sprewell

Cara, eu entendo quando alguém diz que NBA é chata porque uma partida que tem 48 minutos de jogo demora na verdade quase 3 horas – sendo que, muitas vezes, só os últimos segundos realmente valem a pena. Ou quando justifica que não tem graça ver um campeonato com mais de 80 jogos e que perder um ou outro não faz diferença alguma. De verdade, são justificativas com fundamento. Mas, na boa, não tem como não amar essa porra toda quando você conhece personagens como Latrell Sprewell e suas histórias.

Spree é um ex-jogador, mas neste período de primárias nas eleições americanas seu nome voltou à tona por ser um dos poucos seres humanos com a pachorra (ou coragem) de apoiar publicamente o ‘excêntrico’ magnata republicano Donald Trump. A afinidade se justifica por ambos compartilharem hábitos capilares de gosto duvidoso, mas, independente disso, o apoio de Latrell a Trump chama a atenção já que a comunidade ligada ao basquete apoia maciçamente Barack Obama – e Trump é a antítese total do atual presidente. O jogador escreveu uma série de tuítes apoiando o republicado – mas infelizmente os apagou algum tempo depois.

Aliás, seu perfil no twitter é maravilhosamente deprimente, recomendo muito que sigam, pois se resume ao ex-jogador mandando mensagem para celebridades implorando por atenção. Melhor de tudo é que quase nunca ele é correspondido.

https://twitter.com/REAL_SPREWELL15/status/698155539067330560

https://twitter.com/REAL_SPREWELL15/status/698011777783767040

Esta é só mais uma mostra de como a sua vida pós-NBA tem sido complicada. Dias destes saiu a notícia de que Sprewell estava com dezenas de dívidas acumuladas, sem grana para quitá-las, e morando em uma casa simples alugada.

Aliás, se este desfecho parece estranho para nós – como um cara que ganhou mais de 100 milhões de dólares na carreira está numa situação destas? -, não chega a ser surpreendente para o próprio jogador (e aqui vai a primeira grande história dele): quando já estava nos últimos anos da sua carreira, o Minnesota Timberwolves ofereceu uma renovação por dois anos para Latrell. O contrato máximo que a negociação chegou foi a 14 milhões de dólares anuais. Revoltado, Spree recusou e justificou com uma das declarações mais lendárias do esporte: “Por que eu ajudaria o time a ganhar um título? Eles não estão fazendo nada por mim. Eu estou em uma situação de risco aqui, EU TENHO UMA FAMILIA PARA ALIMENTAR”. Sim, porque são necessários muito milhões a mais para alimentar uma meia dúzia de bocas, né? Bom, o tempo provou que ele realmente precisava de umas verdinhas a mais…

Mas existem pelo menos mais duas passagens do ala-armador que são dignas de nota. Uma delas já foi brevemente relatada aqui. Certo dia Latrell promoveu uma festinha no seu iate. A balada tava animada, tal, pá, champagne pra lá, campari pra cá (essa parte é mentira), tudo legal até que um convidado passou do ponto e vomitou no chão do barco, no meio da rapaziada. Puto da cara com o colega, Sprewell, que também já estava ‘alegre’, partiu para cima do cara. Mesmo mal, o fulano conseguiu desviar do golpe que o jogador desferiu. Pior para Sprewell, que acertou a parede e quebrou a mão. Além de ficar fora de alguns jogos do time por causa da lesão, o Knicks ainda aplicou uma multa ao jogador por conduta antidesportiva.

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Latrell Sprewell: aquele famoso NICE GUY que de NICE não tem nada

Isso tudo já seria suficiente para você amar/odiar Latrell Sprewell, mas o seu currículo conta com uma outra treta ainda maior. Você deve pensar que bater em bêbado é fácil – mesmo que ele não tenha conseguido socar o cara exatamente -, e que isso não faz dele um maloqueiro de marca maior. Realmente, o que faz Spree ser uma lenda do mau caratismo foi ter tentado enforcar o técnico do seu time.

Num certo dia, rolando treino do Golden State Warriors, o técnico PJ Carlesimo chamou a sua atenção quando errou um passe na atividade que estava sendo passada. Sprewell não curtiu e começou a discutir com o ‘professor’. A parada foi ficando quente e Carlesimo se aproximou de Spree, que disse para ele ficar longe dele, caso contrário ia matá-lo. O técnico não levou a sério o alerta do jogador e se aproximou, até que Latrell voou direto no seu pescoço, literalmente, e estrangulou PJ por alguns segundos. A turma do ‘deixa disso’ entrou e ação e separou o jogador do técnico, que estava atordoado no chão.

Revoltado, Spree foi esfriar a cabeça no vestiário. Não deu certo. Uns 15 minutos depois voltou para o ginásio e, do nada, atacou o treinador novamente com um soco na cara! Claro que o jogador foi suspenso para o resto da temporada pelo incidente. Apesar de todos os repórteres  e jogadores confirmarem o episódio, o jogador nega que tenha cometido a segunda agressão – tranquilo, ele SÓ tentou asfixiar o técnico…

Bom, além de tudo isso, Sprewell também foi um bom jogador. Começou com tudo no Warriors e virou um dos shooting guards mais versáteis da liga. Depois do problema com o técnico, ele foi trocado para o New York Knicks, onde fez dupla com Allan Houston e não conseguiu repetir o sucesso que se esperava dele – apesar de em um dos anos ter conseguido chegar às finais . Ainda teve um lampejo no final de carreira no Timberwolvez, quando jogou com Kevin Garnett e Sam Cassell, chegando à final da Conferência Oeste, na melhor campanha da história da franquia.

Bom, acho que ficou bem claro porque vale a pena conhecer melhor Latrell Sprewell, né?

Ego de Phil Jackson não vai salvar o Knicks

Baixou o espírito messiânico em Phil Jackson, presidente do New York Knicks. O ex técnico, que alega não ter mais saúde para desempenhar a função que lhe rendeu onze títulos da NBA, se colocou à disposição para comandar a equipe de nova-iorquina nos jogos em Manhattan, enquanto o atual técnico do time, Kurt Rambis, seria o responsável pelas orientações ao time nos jogos fora de casa.

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Jackson e seu ego querem comandar o Knicks nos jogos em casa

O revezamento seria algo inédito. Para falar bem a verdade, nem sei se isso seria permitido, visto que o Golden State Warriors jogou os primeiros quarenta jogos da temporada com Luke Walton, treinador interino, e a NBA não reconhece no seu currículo os recorde de vitórias seguidas do time. Segundo o regulamento da liga, elas foram contabilizadas ao técnico oficial do time, Steve Kerr, que só reassumiu o time na segunda metade da temporada. Sendo assim, como ficaria neste caso? Quem seria o técnico oficial e quem seria o tapa-buraco? Acho difícil a liga ‘aceitar’ que um time teria dois treinadores.

O pior emprego do mundo deve ser um técnico submetido a Jackson. Ele impõe que seu comandado use a tática dos triângulos, que quase ninguém entende e ninguém tem certeza se funciona – deu certo sempre que teve Jordan e Kobe no elenco, o que não é lá muito difícil.

Levando em conta o currículo de Jackson e sua sede por centralizar as decisões do time, eu imagino que Rambis, técnico que comandaria o time fora de casa, não teria qualquer moral para cobrar dos jogadores nestas partidas. É possível que o Knicks se transforme em dois times completamente diferentes, um jogando em Nova York e outro jogando nas outras cidades. Em uma conferência Leste cada vez mais carregada, não acho que seja suficiente para a equipe se classificar para os playoffs.

Cogita-se que o Knicks aceitaria a proposta de Jackson pois tem medo que ele não renove seu contrato, que se encerra no final da temporada de 2016-2017. Sinceramente, acho que vale mais a pena a franquia abrir mão da grife do Zen Master do que se sujeitar a este tipo de experiência. Fosse tão capaz ainda, o time azul e laranja não teria registrado duas péssimas campanhas nas últimas temporadas. Aliás, a sua função até agora se resumia a atrair bons jogadores para a equipe, o que ele não conseguiu fazer. A equipe até conseguiu recrutar jogadores decentes, mas ainda de qualidade muito aquém do que se esperava.

Jackson foi excelente técnico, talvez ainda seja bom, mas não é o salvador da pátria.

Técnico do Knicks e o botão de ‘like’ nos sites pornôs

Neste final de semana os seguidores do técnico interino do New York Knicks, Kurt Rambis, notaram uma ‘atividade curiosa’ na sua conta do Twitter. Veja:

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NÃO QUE EU ACESSE ESTE TIPO DE SITE E SAIBA COMO ISSO FUNCIONA, mas Rambis deu aquele ingênuo ‘like’ em um vídeo pornô enquanto estava logado em sua conta e acabou compartilhando o link em seu perfil. Ou apertou no botão acidentalmente em um momento de ’empolgação’. Sei lá, mas pegou mal.

Para deixar a situação ainda mais constrangedora, o Knicks publicou um comunicado no jornal New York Post (só ideias boas) alegando que a publicação era fruto de uma invasão hacker:

“O Knicks nega qualquer envolvimento de Rambis com este tipo de publicação e está em contato com o Twitter para investigar e retificar a situação. Como prova de ser uma atividade hacker ou de spam, o Knicks também verificou que a conta de Rambis curtiu um tweet de um perfil de um site de uma financeira oferecendo empréstimo de dinheiro”.

Bom, é ÓBVIO que não foi uma atividade hacker, né? Se alguém fosse invadir este tipo de conta certamente não teria como únicas ações fazer uma publicação destas e curtir um tweet oferecendo dinheiro emprestado. Parece muito mais plausível que Rambis seja mais um daqueles tiozões que não têm muita familiaridade com as ~novas tecnologias. Afinal, já cansamos de ver as histórias como esta: aquele colega de departamento da velha guarda que curte uma postagem do Boston Medical Group no facebook sem saber que todos seus amigos na rede social veriam. Pois então, a situação é a mesma.

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Para piorar as coisas, mesmo após a justificativa no jornal, a conta de Rambis continuava seguindo uma série de perfis ‘suspeitos’ de sites de sacanagem – ele apagou a postagem que deu corda para todo o problema, mas nem se deu ao trabalho de fazer um pente fino na sua conta e deixar de seguir as contas de putaria. Que beleza!

O jogo mais importante de Toronto

A NBA é uma das mais importantes referências dos Estados Unidos diante do mundo. Depois do boom do esporte na virada dos anos 80 para os 90, o basquete acrobático americano se tornou um símbolo tão marcante quanto, sei lá, a Estátua da Liberdade, o monte Rushmore, a ÁGUIA… Apesar disso, Toronto e o Canadá – onde foi realizado, no último final de semana, o primeiro All Star Game da história fora dos EUA – são vitais para a existência do basquete e da NBA.

Bom, que o basquete foi criado por um canadense muita gente já sabe. James Naismith era professor de educação física e tinha que dar aula para seus alunos mesmo quando o inverno era rigoroso e cobria os campos do colégio de neve. Sem uma quadra de hóquei ou algo parecido, ele improvisou dois cestos de pêssegos dentro de um salão e inventou, em 1891, aquilo que viraria o basquete dali alguns anos. Apesar de canadense, Naismith trabalhava em Massachusetts, no noroeste americano, e logo o esporte passou a ser amplamente praticado nos grandes centros do Estados Unidos, principalmente nos estados do leste.

O que poucas pessoas sabem é que a própria NBA, este símbolo tão americano, começou no Canadá, justamente em Toronto. O basquete americano já estava relativamente popular nas universidades e existiam uma série de ligas profissionais regionais. Então executivos do esporte de onze cidades americanas decidiram unificar esforços e criar uma liga nacional. O grosso do público estava em Boston, Nova York, Washington e Philadelphia, mas existiam vários praticantes nas regiões periféricas também, como Toronto, do outro lado da fronteira.

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Hoje é dia de BASKETBALL!

As arenas eram públicas e tinham que respeitar o calendário de eventos das cidades e de outros esportes – mais ou menos como acontece até hoje -, então ficou decidido que a liga teria início para dali cinco meses, com o primeiro jogo sendo realizado entre o New York Knicks e o Toronto Huskies, na casa do time canadense. O Madison Square Garden estava com a agenda lotada de jogos de hóquei e de basquete universitário para o período, obrigando o time americano a estrear fora de casa.

O jogo foi realizado então no ginásio do Meaple Leafs, time de hóquei da cidade canadense. A partida é cercada por uma série de curiosidades bacanas. Por exemplo a promoção do confronto anunciava que se algum torcedor fosse mais alto do que o maior jogador em quadra (6’8 ou 2,03m), ele não precisaria pagar entrada.

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“Here comes de Huskies (jet propelled)” AHN?

Outra coisa é que muito se fala sobre o nome que a liga tinha na época. Oficialmente os livros registram que ela era chamada de Basketball Association of America (BAA), mas havia na época cartazes se referindo a ela como Big-League – NBA mesmo só apareceu com esse nome alguns anos depois.

O jogo rolou e pouco mais de 7 mil pessoas testemunharam a vitória do Knicks por 68-66. O time de Toronto, apesar de receber o lendário primeiro jogo, não aguentou o tranco das viagens para os EUA e acabou sendo o saco de pancadas da competição. Sem muito interesse do público canadense, não durou nem a segunda temporada e fechou as portas no ano seguinte.

Em todo caso, Toronto é muito mais importante para a NBA do que muita gente imagina.

Porzingis já vende mais camisas do que Durant, Westbrook e Harden

A COQUELUCHE PORZINGIS NÃO PARA! A prova definitiva de que o letão é o novo queridinho do basquete americano é a lista de camisas mais vendidas. Kristaps figura atrás, apenas, de Stephen Curry, Lebron James e Kobe Bryant. A camisa 6 do New York Knicks é, simplesmente, a quarta camisa mais vendida hoje em todo o mundo.

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#6 Knicks: a quarta mais vendida

Curry é o atual MVP, o futuro MVP desta temporada e simplesmente o mundo inteiro o ama. Lebron James é o principal jogador de basquete dos últimos dez anos e Kobe Bryant se despede da liga como o cara mais popular do time mais popular da terra. Na prática, é quase impossível passar estes três, o que torna o feito de Porzingis ainda mais impressionante: dentre os mortais, ele é o que mais vende camisa.

Segue a lista:

1     Stephen Curry     Golden State Warriors
2     LeBron James     Cleveland Cavaliers
3     Kobe Bryant     Los Angeles Lakers
4     Kristaps Porzingis     New York Knicks
5     Kevin Durant     Oklahoma City Thunder
6     Derrick Rose     Chicago Bulls
7     Russell Westbrook     Oklahoma City Thunder
8     Kyrie Irving     Cleveland Cavaliers
9     James Harden     Houston Rockets
10     Jimmy Butler     Chicago Bulls
11     Klay Thompson     Golden State Warriors
12     Paul George     Indiana Pacers
13     Anthony Davis     New Orleans Pelicans
14     Chris Paul     Los Angeles Clippers
15     Carmelo Anthony     New York Knicks

Detalhe que, é sempre bom lembrar, no dia em que foi draftado, uma bando de torcedores do Knicks chorou, esperneou e vaiou a escolha do calouro europeu. Hoje, simplesmente, todos os adoram.

Estes dias até fizeram um vídeo brincando com isso. Mostra, numa historinha hipotética, que todos aqueles que reclamaram da escolha do jogador foram vítimas de algum tipo de maldição e só vão conseguir sair dela se, finalmente, se renderem ao talento do rapaz – e obviamente a maioria engole o orgulho e reconhece que ele é um excelente jogador.

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