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Palpites fundamentais para a temporada 2017/2018

Já virou tradição aqui no blog eu fazer este post de palpites para a temporada. Não são previsões tão sérias (como as que fiz, time a time) e nem todas elas têm a ver com o basquete jogado na quadra. É mais uma série de chutes sobre o que eu acho que pode rolar ao longo do ano, o que eu gostaria que acontecesse e o que possivelmente não vai rolar, mas que eu quero ser o primeiro a dizer que pode acontecer. Já fiz isso nas últimas duas temporadas e tive até que um aproveitamento bom nos acertos – e você pode conferir a prestação de contas de 2016 e 2017 para comprovar o que eu falei de besteira também.

Enfim, vamos aos chutes:

  • Isaiah Thomas só vai voltar a jogar perto do All Star Game, em fevereiro do ano que vem.
  • Mas o backcourt com Derrick Rose e Dwyane Wade vai encaixar tão bem que o torcedor do Cavs não vai ter pressa para que Thomas volte.
  • Houston Rockets e Oklahoma City Thunder ficarão na frente do San Antonio Spurs na temporada regular.
  • Chicago Bulls não vai ficar nem em último, nem em penúltimo no Leste.
  • New Orleans Pelicans vai se classificar para os playoffs.
  • Los Angeles Lakers não vai nem ameaçar se classificar.
  • Lonzo Ball será o Calouro do Ano em uma votação apertada.
  • Milos Teodosic vai empolgar mais do que Markelle Fultz e Jayson Tatum.
  • Marc Gasol será trocado no meio da temporada. Demarcus Cousins não.
  • Joel Embiid jogará mais do que 70 jogos.
  • Orlando Magic e Detroit Pistons terminam a temporada na frente do Philadelphia 76ers, que não irá aos playoffs.
  • New York Knicks será a piada da NBA. Vai acabar a lua de mel entre a torcida do time e Kristaps Porzingis.
  • James Harden será o cestinha da temporada. Kyrie Irving e Demar Derozan ficarão no top 5.
  • O título de MVP da temporada será disputado cabeça a cabeça entre Kevin Durant e Lebron James.
  • E o título da NBA, mais uma vez, será decidido entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers.
  • Desta vez, em sete jogos.

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[Previsão 17/18] Thunder: antes bem acompanhado do que só

Se o problema do Oklahoma City Thunder era a falta de companhia qualificada para Russell Westbrook, Sam Presti e o front office da franquia trabalharam para encontrar uma solução. A offseason foi movimentada para a modesta cidade do Meio-Oeste americano e duas estrelas gigantescas da liga, Paul George e Carmelo Anthony, desembarcaram no aeroporto mais bizarro das cidades que abrigam times da NBA (já notaram?).

Como não é um destino comum para free agents, o time trabalhou nas oportunidades. E transformou água insalubre em vinho de primeira. Primeiro aproveitou o anúncio de Paul George, que disse estar disposto a ir para Los Angeles na próxima offseason e fez seu valor para trocas despencar, para praticamente extorquir o Indiana Pacers. Como quase ninguém na NBA estava disposto a pagar pelo aluguel de um ano do jogador, o Thunder mandou um prospecto relativamente interessante (Domantas Sabonis) e um jogador que vive no limiar entre a decepção e a esperança de ainda virar alguma coisa interessante (Victor Oladipo), com o agravante de ter o salário de uma estrela.

Depois, quase no final da inter-temporada, entrou na briga por Carmelo Anthony, que inicialmente nem estava interessado em se juntar à equipe. Mostrou que a equipe estava pensando grande e que esta seria a única equipe viável para ele disputar alguma coisa decente no próximo ano. Melo, que tinha o direito contratual de escolher para onde iria, comprou a ideia e se juntou a Paul George e Russell Westbrook. Na negociação, o OKC conseguiu se livrar de outro contrato-bigorna, de Enes Kanter.

A princípio, o plano era mostrar a Russell que o time tinha bala na agulha para se mexer e rodeá-lo de talento e, assim, fazer com que o armador assinasse a extensão contratual que estava desde o ano passado na sua gaveta. O medo era que Westbrook tivesse mais uma temporada exaustiva e sem resultados coletivos muito significativos e que isso o motivasse e buscar novos ares.

A tática deu certo e Westbrook assinou o contrato mais caro da história da liga, mais de 200 milhões pelos próximos 5 anos. Só por isso, a offseason em Oklahoma já foi exitosa. Sem contar que a renovação de Russ pode ajudar os seus colegas a se decidirem por continuar por lá. Uma coisa leva a outra.

É um desfecho bem surpreendente e positivo para uma franquia traumatizada pela saída de Kevin Durant no ano passado. A menos que a reunião dos jogadores seja desastrosa – o que acho improvável -, o baque foi superado.

Aliás, ter três jogadores deste calibre vai exigir mudanças radicais no time. De uma hora pra outra, a ‘dor de cabeça’ do técnico Billy Donovan migrou de um extremo ao outro. Antes o problema era fazer alguém dividir minimamente a responsabilidade com Russell. Agora, o desafio é dividir inteligentemente as tarefas de cada um destes caras, todos muito acostumados a dominarem a bola em seus antigos times.

Acho que não será tão complicado quanto se brinca por aí. Carmelo Anthony é fominha, mas nunca teve na NBA colegas tão talentosos, no auge, quando os dois novos companheiros. Quando jogou com gente assim, como na seleção americana, teve alguns dos melhores desempenhos na carreira. Mesmo que na liga o buraco seja mais embaixo, acho que a mudança de perfil dele quando Porzingis chegou ao Knicks é uma boa medida de como ele é capaz de se reinventar e melhorar quem joga ao seu redor.

(Mark D. Smith-USA TODAY Sports)

Paul George me parece um cara naturalmente disciplinado neste ponto – apesar da rebeldia nos momentos finais de Pacers. É excelente na defesa quando quer e tem um bom jogo sem a bola.

Por fim, Russell continua sendo o dono do time. Mesmo a concorrência pela posse da bola deve afetar menos ele do que seus colegas – aliás, imagino um impacto positivo no seu ataque, já que as defesas rivais terão que dividir suas ações entre os três (se ele já fez chover no ano passado com times inteiros o marcando, imagine agora…).

Offseason
Foi revolucionária. Além de conseguir Paul George e Carmelo Anthony mandando ‘só’ Victor Oladipo, Domantas Sabonis, Enes Kanter e Doug McDemortt, o time ainda pegou o excelente reforço Patrick Patterson, um jogador versátil e muito útil para sair do banco de reservas, e Raymond Felton, um armador experiente para os momentos que Westbrook precisar descansar.

Time Provável
PG – Russell Westbrook / Raymond Felton / Semaj Christon
SG – Andre Roberson / Alex Abrines / Terrance Fergunson
SF – Paul George / Kyle Singler / Josh Huestis
PF – Carmelo Anthony / Patrick Patterson / Jerami Grant
C – Steven Adams / Nick Collison / Dakari Johnson

Expectativa
Sem os reforços, o Thunder já mostrou ter cacife para se classificar ali para os playoffs do Oeste. Com George e Anthony, o time briga pela segunda posição na conferência com Houston Rockets e San Antonio Spurs, com a desvantagem de ter o técnico menos criativo e ter que fazer mais ajustes.

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O complicado ‘aluguel’ de Paul George

Depois da ida de Chris Paul para o Houston Rockets, a movimentação mais notável do mercado da NBA até o momento foi a ida de Paul George para o Oklahoma City Thunder em troca de Victor Oladipo e Domantas Sabonis. Mais chamativa do que a ida do ala all star para o time de Russell Westbrook foi o troco pobre recebido pelo time de Indiana. De fato, a negociação fez parecer a troca do Chicago Bulls boa, mas é preciso entender que a situação do time era bem desconfortável e seria quase impossível conseguir alguma coisa realmente valiosa em troca.

Para tudo ficar mais claro, vamos colocar as coisas aqui em ordem cronológica. Paul George está a um ano do final do seu contrato e avisou que testaria o mercado assim que a próxima temporada acabasse. Mais do que isso, disse que estaria predisposto a assinar com o Los Angeles Lakers. Com poucas chances de ficar com o jogador, o Indiana Pacers foi ouvir propostas de trocas por PG13 para não sair sem nada em retorno com a sua saída.

No entanto, como George só tem um ano de contrato e disse que tem um destino preferido, a maior parte dos times ficou receosa de dar muitas coisas em troca do atleta, afinal, as chances dele jogar uma temporada apenas e sair de graça seriam enormes. Na prática, os times não estavam dispostos a dar bons jogadores ao Indiana por um ‘aluguel’ de alguns meses de Paul George.

É muito difícil saber o que realmente aconteceu nos bastidores e quais propostas foram realmente colocadas na mesa pelo jogador, mas os jornalistas que cobrem a NBA in loco dizem que o Cleveland Cavaliers e o Boston Celtics demonstraram algum interesse no negócio. Falaram que o Cavs estaria disposto a trocar Kevin Love e que o Boston ofereceu propostas combinando picks médias do draft, Jae Crowder, Marcus Smart e Avery Bradley.

A situação era complicada. Com o domínio absoluto do Golden State Warriors, o sentimento geral na liga é que não vale a pena sacrificar o futuro de uma franquia para ter um jogador que, garantidamente, só vai te dar algum retorno na temporada imediatamente seguinte – temporada esta que, pelo sentimento de hoje, já está nas mãos do Warriors.

O Lakers, time mais beneficiado pela declaração de George, não se mexeu muito – aposta que conseguirá o jogador ‘de graça’ no ano que vem.

Aparentemente, o Indiana Pacers achou que nenhum dos trocos oferecidos era bom o suficiente pelo seu jogador e foi atrás de outros parceiros para a negociação. Foi assim que apareceu o Thunder. Victor Oladipo, apesar de até hoje não ter se desenvolvido no jogador que muitos esperavam, foi uma estrela local pela universidade de Indiana. Domantas Sabonis também foi um jogador interessante no basquete universitário. Também dizem que pesou o fato do Pacers despachar George para um time da conferência Oeste – não queria reforçar um rival do Leste.

Pelo lado do Thunder, a troca foi boa, apesar dos pesares: na pior das hipóteses, George sai no ano que vem, mas o time se livrou do contrato longo de Victor Oladipo e pode ir atrás de outros free agents. De quebra, coloca algum talento realmente significativo ao redor de Westbrook nesta temporada.

No final das contas, o retorno foi baixo, decepcionante para o Pacers, mas as condições eram complicadas para o time. Poucos times sacrificariam seus futuros por um ano de Paul George – em uma temporada que, a princípio, tem tudo para ser dominada pelo Warriors mais uma vez. O time, talvez inadvertidamente, preferiu não dar seu melhor jogador para um rival direto e apostou em um jogador que a NBA inteira largou mão, mas que hoje, por incrível que pareça, teria um papel útil jogando pela franquia – é um combo guard em uma equipe que não tem um armador propriamente dito.

Hoje, claro, muita gente diz que o Pacers poderia ter feito isso ou aquilo. Trocado por fulano, por beltrano. Mas, na prática, não dá para saber o que realmente foi proposto de fato. Para os próprios rivais é muito conveniente soltar que propostas muito melhores foram feitas – até para que seus general managers prestem satisfação para seus torcedores. Mas, de verdade, é impossível saber o que rolou.

Com certeza não faz disso um bom negócio, mas não dá para dizer que tinha como conseguir muito mais.

Nem uma atuação de Space Jam fez Westbrook salvar o Thunder

O volume de jogo de Russell Westbrook é colossal. Melhor jogador disparado de um time meia boca, ele se vê na responsabilidade de carregar todo mundo nas costas, decidir sozinho. Resultado: nunca, em toda a história, uma série de jogos decisivos viu um jogador concentrar tanto as ações da partida. O seu Usage Rate de 47% nestes playoffs foi o maior da história para jogadores com pelo menos 20 minutos jogados. Isto quer dizer que metade das jogadas do seu time terminavam com Westbrook arremessando, indo pra linha do lance-livre ou perdendo a bola.

Esta atitude, digamos, centralizadora dividiu as opiniões: para uma parte, a única chance do OKC vencer o Houston Rockets era se Westbrook fizesse isso mesmo, para outra, o ataque ‘monotemático’ foi o que matou o Thunder, já que nem sempre Russell está tão inspirado assim.

A concentração foi tamanha que em toda a história documentada do basquetebol mundial em que foi possível fazer esta mesma conta, só uma vez um jogador teve uma ‘taxa de uso’ comparável a esta: quando Michael Jordan reuniu a Tune Squad e enfrentou o time dos Monstrars no filme Space Jam.

Não é sacanagem, um cara de Harvard fez esta conta há alguns anos para mostrar como o box score da partida do filme foi absurdo – como se um filme em que extraterrestres invadem a terra para sequestrar personagens de desenho e roubam os talentos de jogadores da NBA em uma batalha diplomática decidida em um jogo de basquete fosse algo sensato – e calculou que, naquela partida, Michael Jordan foi usado em 44% das posses de bola do seu time.

Fora isso, descontando as duas atuações, uma que definia o futuro do OKC e outra, o destino da Terra, NENHUM jogador centralizou tanto as ações do seu time em uma série de playoffs, nem o mesmo Jordan nos tempos de Chicago Bulls, nem Kobe Bryant ou Allen Iverson nos seus momentos mais fominhas. O máximo que qualquer outro jogador conseguiu chegar no mata-mata – quando naturalmente os melhores atletas dominam as ações – de Usage Rate foi 39%.

Comparações esdrúxulas e fantasiosas a parte, não dava para imaginar nada de diferente. Westbrook e o Thunder jogaram assim a temporada toda. Impossível é dizer o quanto isso prejudicou ou ajudou o time. Por ser quem faz tudo no time, obviamente o sucesso e o fracasso do time são frutos do seu trabalho, mas é leviano dizer que poderia ser melhor ou pior se fosse diferente.

A única conclusão que dá para tirar disso tudo é que é quase impossível ter sucesso sem um time realmente coeso, com um grupo de jogadores realmente competitivo. Mesmo que seu melhor jogador faça de tudo em quadra. Uma dupla não basta – e foi isso que tirou Kevin Durant de Oklahoma – e uma estrela solitária é ainda mais inofensiva. A única exceção é Michael Jordan jogando contra os Monstars.

O bem e o mal do Thunder

Não é surpreendente, mas o Oklahoma City Thunder está perdendo por 2 a 0 para o Houston Rockets. Na primeira partida, o jogo se manteve equilibrado no placar até o final do segundo quarto, mas logo o Houston desgarrou no jogo e fechou com 31 pontos de diferença. No jogo de ontem, o Thunder manteve uma vantagem confortável de mais ou menos 10 pontos até a metade final do terceiro quarto, mas não aguentou a pressão final e acabou entregando a virada para o rival no final da partida.

Nos dois jogou, ficou clara uma impressão óbvia e outra ingrata sobre Russell Westbrook, melhor jogador do Thunder e meu escolhido para MVP: ele é o responsável por colocar o time na disputa do jogo e, ao mesmo tempo, em fazer com que o time seja batido no final das contas.

Não há dúvidas que é ele que alçou o time à condição de 6º colocado no Oeste, com 47 vitórias, e que fez a equipe brigar com o Houston, 3º lugar na conferência jogando em casa. Mas, especialmente ontem, a responsabilidade da inoperância nos minutos finais e da virada também foi de Russell.

Óbvio que não é nada fácil meter um triple-double, fazer 51 pontos, atrair toda a atenção da defesa rival e etc, mas os 26 arremessos errados ao longo da partida foram um recorde em playoffs – só no último período, Westbrook chutou 18 bolas, mais do que qualquer um dos seus colegas fez a partida inteira, e acertou somente 4.

Arremessos no 4º quarto: mais alguém pegou na bola?

E não só pelo volume exagerado, mas as escolhas de Russell não foram as melhores. Forçou muitos chutes completamente marcados, deu um punhado de airballs, deixou de passar para companheiros que estavam em melhores condições – no vídeo abaixo ele deixa, no último quarto, de passar para Doug McDermott (4/5 FG no jogo) e Jerami Grant (1/1 3PT naquele momento) para forçar totalmente a barra.

Sem falar o quanto ele tem deixado a desejar na defesa – entendo, uma vez que todos os seus esforços estão se concentrando no ataque, mas é uma pena, já que ele sabe jogar lá atrás quando quer.

Há quem defenda uma performance destas alegando a falta de qualidade do time do Thunder. Eu discordo. Ano passado, nos playoffs, vários dos coadjuvantes que ainda estão na equipe ajudaram muito o OKC a bater o Spurs e quase vencer o GSW, principalmente Steven Adams e Enes Kanter. Ontem, o primeiro chutou três bolas e o segundo quatro. Uma miséria.

Entendo que deva ser frustrante carregar um time nas costas uma partida inteira e, nos minutos finais, a coisa virar. Mas deve ser bem frustrante, também, estar em quadra um jogo inteiro e assistir um colega errar tantas bolas, tomar tantas decisões equivocadas.

Para os próximos jogos, das duas, uma: ou Westbrook tem que mostrar mais o que tem de bom ou menos o que tem de mau.

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Oeste

Já soltei aqui os meus palpites do Leste. Agora é a vez de mostrar quais serão os confrontos da conferência Oeste, quem venceu os duelos da temporada regular e o que dá para esperar de cada matchup. Confere aí:

1º Golden State Warriors x 8º Portland Trial Blazers

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Portland @ Golden State, 16h30
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Portland @ Golden State, 23h30
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 4 – Seg.  Abril 24  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Portland @ Golden State, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Golden State @ Portland, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Portland @ Golden State, a definir

Confrontos na temporada regular: 4×0

Palpite: Warriors em 4 jogos

O time do Blazers é guerreiro, cresceu na reta final, buscou a vaga que estava com o Denver Nuggets, mas não vai ser páreo para o Golden State Warriors completo. O argumento é simples: ano passado o Blazers era melhor, o Warriors pior, estava baleado com a lesão do Curry e mesmo assim o time da California não teve muitas dificuldades para superar o rival. Neste ano, a tendência é que a fatura seja liquidada ainda mais cedo, já que o Warriors conseguiu gerenciar melhor o tempo de jogo dos seus atletas ao longo do ano e chega para o mata-mata em um grande momento.

A série serve para o Golden State encontrar a melhor forma de Kevin Durant, que volta de lesão.

2º San Antonio Spurs x 7º Memphis Grizzlies

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Memphis @ San Antonio, 21h
Jogo 2 – Seg. Abril 17  Memphis @ San Antonio, 22h30
Jogo 3 – Qui. Abril 20  San Antonio @ Memphis, 22h30
Jogo 4 – Sab. Abril 22  San Antonio @ Memphis, 21h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Memphis @ San Antonio,  a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  San Antonio @ Memphis, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Memphis @ San Antonio, a definir

Confrontos na temporada regular: 2×2

Palpite: Spurs em 6

Os embates do Oeste parece que foram escolhidos todos sob medida. Neste caso, é o Spurs contra um time que sempre sonhou em ser o Spurs. As propostas têm suas semelhanças e imagino que o Memphis poderia ter uma melhor sorte contra qualquer outro rival. Contra o Spurs, no entanto, não imagino qualquer possibilidade de sucesso. A criatura não vai superar o criador.

Grizzlies tem como arma a possibilidade de puxar seus pivôs para fora do garrafão e causar algum desconforto em Pau Gasol, Lamarcus Aldridge e David Lee, mas a cobertura feita por Kawhi Leonard e Danny Green é inteligente o suficiente para neutralizar essa tentativa.

A segunda unidade do Spurs também tem tudo para massacrar os reservas do Memphis, dando mais tranquilidades aos titulares.

3º Houston Rockets x 6º Oklahoma City Thunder

Jogo 1 – Dom. Abril 16  Oklahoma City @ Houston, 22h
Jogo 2 – Qua. Abril 19  Oklahoma City @ Houston, 21h
Jogo 3 – Sex. Abril 21  Houston @ Oklahoma City, 22h30
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Houston @ Oklahoma City, 16h30
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Oklahoma City @ Houston, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Houston @ Oklahoma City, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Oklahoma City @ Houston, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Thunder em 7

De verdade, qualquer aposta em sete jogos é uma loteria só. Meu palpite se baseia em algumas coisas. A primeira delas é que Russell Westbrook está em um outro nível nas últimas partidas, levemente acima do que James Harden tem feito. Confio também na capacidade do armador do Thunder em entrar numa série com mais sangue no olho do que o barba – os playoffs do ano passado servem como exemplo.

Outra coisa que confio é na capacidade do OKC atrapalhar a vida de Harden. Billy Donovan se mostrou um bom estrategista no ano passado para neutralizar os pontos fortes dos rivais em séries de playoffs. Andre Roberson, por exemplo, é o jogador contra o qual Harden tem o pior aproveitamento da sua carreira nos arremessos (30%).

Por último, penso um pouco diferente da grande maioria das pessoas que argumenta que o elenco do Thunder é um catadão de perebas. Acho o time bem decente, com um talento bem comparável ao do Rockets. E a série é uma boa oportunidade para que eles mostrem isso.

Em todo caso, não espero nada menos do que uma guerra em quadra!

4º Los Angeles Clippers x 5º Utah Jazz

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 2 – Ter. Abril 18  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 3 – Sex. Abril 21  L.A. Clippers @ Utah, 23h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  L.A. Clippers @ Utah,  22h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Utah @ L.A. Clippers, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  L.A. Clippers @ Utah, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Utah @ L.A. Clippers, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Clippers em 6

Outro confronto que promete ser muito equilibrado. Aposto no Clippers pela experiência do time e pela capacidade do time jogar bem com Chris Paul em quadra. São 10 vitórias e apenas 2 derrotas nas últimas partidas, quando o time remontou sua formação principal.

O quinteto titular, aliás, tem uma performance de elite: pontua e defende como o Golden State Warriors, em média.

Jazz é uma equipe excelente, se posta de uma forma que pode fazer jogo duro contra qualquer rival, mas não vejo talentos individuais tão capazes quanto os do rival. Em todo caso, Quin Snyder e seus comandados sairão mais cascudos da série, mesmo com a derrota.

Uma média de triple double não é suficiente

A temporada de Russell Westbrook não precisa de mais nada para entrar para a história como uma das performances individuais mais bestiais de todos os tempos. Além da absurda e antes tida como impossível de se repetir média de triple double por jogo, Russell é o cestinha da temporada (único com mais de 30 pontos por jogo) e vem colecionando uma série de marcas do tipo “um dos dois jogadores a conseguirem múltiplos jogos seguidos com mais de tantos pontos, rebotes e assistências”, sempre igualando ou batendo marcas de lendas do jogo como Michael Jordan, Oscar Robertson, Wilt Chamberlain e afins.

Apesar disso, o mais provável é que isso não faça de Westbrook o MVP da temporada. Desta vez não vou nem entrar no mérito de que o prêmio de melhor jogador da liga é entregue a um jogador de um dos melhores times e da posição do Thunder na tabela. Mas o fato é que é preciso mais do que um desempenho individual absurdo para ser agraciado com o troféu de jogador mais valioso.

Parece até ingrato e ranzinza exigir ‘mais do que isso’, eu concordo, mas é assim que as coisas funcionam na NBA nestas horas. Quando teve médias de 50 pontos e 25 rebotes por jogo, Wilt Chamberlain ficou apenas em quarto na votação para MVP. Quando pela primeira e única vez até hoje que um jogador teve média de triple double, Oscar Robertson ficou em terceiro lugar na disputa pelo prêmio. As melhores temporadas em termos estatísticos de Michael Jordan (86-87), Lebron James (05-06) e Hakeem Olajuwon (94-95) também não foram contempladas com o ‘award’.

Isso acontece porque a forma como as coisas são conduzidas influenciam muito mais a cabeça dos votantes do que meros números impressos numa planilha – o que é bem justo, na real. A história da temporada, a narrativa do time e do jogador e coisas assim são os fatores que darão luz a este ou aquele cara, fazendo dele o MVP do ano ou não.

Neste caso, o fato de James Harden ter batido na trave na votação de melhor jogador de dois anos atrás, perdendo para o absurdo Stephen Curry, ter tido um ano de merda na temporada passada e ter voltado com tudo, com um jogo renovado, inteligente e, pasmem, altruísta, com um time que parece ter cacife para derrotar qualquer um na busca pelo título acaba valendo muito mais do que 30 pontos, 10 rebotes e 10 assistências por jogo.

Também pesa contra o Westbrook alguns aspectos que inflam estas estatísticas e, para alguns, colocam em dúvida a eficiência de uma média como esta.

Seu chute não é lá dos mais efetivos. Seu true shooting %, que mede a frequência de acertos dos arremessos ponderando chutes de lance livre, dois  e três pontos é apenas 0 147º da liga.

Sua média de rebotes é inflada. 7,8 dos seus rebotes por partida são pegos livres, quando ninguém mais disputa a bola – apenas 12% das bolas que recupera na defesa são ‘brigadas’ com algum rival, de longe a menor média entre os jogadores com mais de 5 rebotes por jogo na liga.

Para completar – e ser bem chato – seu win share, estatística que mede o suposto número de vitórias que um jogador rende para seu time, é menor que o de Kawhi Leonard, James Harden, Lebron James, Isaiah Thomas e Stephen Curry.

Particularmente, não acho que a média de triple double deixe de ser impressionante, mas de fato é de se ponderar o quanto ela é eficaz o suficiente para fazer de Westbrook o melhor jogador do ano, especialmente quando fica claro que há uma forçação de barra para atingir os números – uma crítica que é mais difícil de se fazer a James Harden, seu principal concorrente na disputa.

É mais ou menos o que rolou quando Kobe Bryant, com 35 pontos por jogo e um time meia boca, perdeu o prêmio de MVP para Steve Nash, que não tinha números tão impressionantes. Pesou o fato do primeiro chutar mais de 27 bolas por partida para atingir a média e o segundo estar num time que mudou o jogo naquele momento.

Isso não é diminuir os feitos de Westbrook. Mas, ao mesmo tempo, não é o suficiente para ser MVP.

O dever da torcida do Thunder é atormentar Kevin Durant hoje

Hoje é o típico dia que a torcida justifica a sua existência. Hoje é o dia que a torcida do Oklahoma City Thunder tem o dever de infernizar a vida de Kevin Durant.

Não me entendam mal: eu acho Durant espetacular e já entendi que ele tinha todo o direito de trocar de time. Foi bom para o Thunder enquanto esteve por lá, mas acabou. Sua vida agora é com outro uniforme e pronto.

Também nem acho que ele e Russell Westbrook se odeiem de verdade. Ok, os últimos dois jogos entre os times foram tensos, mas me parece mais uma tentativa de ambos fazerem moral com suas torcidas do que efetivamente um ódio mútuo – o próprio Durant falou sobre isso essa semana.

Apesar destas ponderações, deste balde de água gelada na rivalidade, acho que o papel da torcida do Thunder é fazer o máximo para implodir a moral do rival.

O único compromisso do torcedor é com o seu time. Se for necessário esquecer por alguns minutos que Durant foi o jogador mais importante da franquia nos últimos anos para desestabilizá-lo, que seja assim. Se for necessário ser injusto com sua história para aumentar as chances de vitória do OKC, que todos o façam. Mesmo aqueles que já superaram a partida do astro e entendem que o time deve seguir seu rumo devem adotar este tom. Este é o papel do cara que está na arquibancada.

De quebra, acho que Westbrook é o tipo de cara que cresce muito nestas situações, com um ginásio pegando fogo. Uma boa dose de hostilidade ao rival parece ser um bom combustível para deixar Russell ensadecido.

Hoje é o dia do torcedor do Thunder enaltecer a lealdade de Russell, que renovou contrato com a franquia assim que Durant partiu, e atormentar os rivais. Pouco importa que, na realidade, Durant não seja um traidor execrável, que ele tenha feito muito pela franquia e que ele e Westbrook nem se odeiem de verdade.

Que as homenagens e honras da casa fiquem para a próxima visita de Durant. Hoje é dia da arquibancada do Thunder odiá-lo.

Revertendo a lógica dos MVP

Como em qualquer lugar, a NBA tem algumas convenções implícitas. Regras que não estão escritas em qualquer lugar, que não são oficiais e que mal são ‘regras’ efetivamente, mas, se olharmos em retrospectiva, são coisas que se repetem corriqueiramente.

É provável que a mais conhecida destas convenções trate do prêmio de Most Valuable Player (MVP) da temporada. Ainda que na prática seja a honra destinada ao melhor jogador da liga naquele ano, nem sempre é isso que acontece de fato. Via de regra, o ‘colégio eleitoral’ dos awards ~laureia o melhor jogador de um dos melhores times. Mesmo que alguém COMA A BOLA em uma equipe de meio de tabela, o eleito será algum jogador que teve um excelente ano em um time de excelente campanha.

Existem alguns pretextos para isso: o nome do prêmio de, numa tradução livre, Jogador Mais Valioso abre precedentes para que o escolhido seja o jogador ‘mais importante para uma caminha vitoriosa’ do que propriamente o melhor atleta da temporada; foi um critério que se moldou com o tempo, se consolidando nos anos 80, quando os melhores jogadores fatalmente estavam nos times de melhor campanha; e é dessa forma que hoje os jornalistas que votam se sentem ‘obrigados’ a votar.

Com isso, dos anos 80 para cá, somente UMA VEZ um jogador de um time fora do top 3 da sua conferência ganhou o prêmio. Em 1982, Moses Malone foi o segundo cestinha da temporada e o maior reboteiro, com médias de 31 pontos e 14 rebotes por partida. Além disso, teve sorte de pegar uma entressafra de talentos, com Abdul Jabbar já com seus melhores dias no passado e Larry Bird e Magic Johnson ainda em ascensão.

E somente em outras duas vezes um atleta que não estava entre os dois melhores foi eleito MVP. Ou seja, das últimas 37 temporadas, em 34 o cara estava em uma das duas melhores campanhas da sua conferência.

No entanto, as coisas vem se desenhando para que, ao final da disputa desta temporada, esta seja uma das poucas vezes em que esta lógica é revertida. Especialmente pelos desempenhos individuais espetaculares de Russell Westbrook e James Harden. Apesar de estarem em equipes que dificilmente figurarão entre as melhores do Oeste, já que Golden State Warriors, San Antonio Spurs e Los Angeles Clippers têm dominado a conferência, seus números são históricos. Mais do que isso, suas equipes, ainda que sem o sucesso necessário para ficar no topo da disputa, estão vencendo consideravelmente mais jogos do que perdendo e suas campanhas superam alguns prognósticos mais pessimistas do início do campeonato.

Excluindo três temporadas de Oscar Robertson, lá nos primórdios do universo dos anos 60, Harden e Westbrook são os únicos dois jogadores que ultrapassaram (por enquanto) uma média de 27 pontos, 11 assistências e 7 rebotes por jogo.

Em toda a história, só estes dois caras fizeram mais do que 20 pontos, 10 assistências e tiveram um índice de Usage Rating, que mede a participação do atleta nas jogadas totais do time, superior a 33%.

Se por um lado Russell Westbrook tem a seu favor números consideravelmente mais impressionantes que os de Harden – como uma média de triple-double – e a narrativa do abandono de Kevin Durant, o barbudo leva vantagem por ter uma campanha melhor por enquanto e também viver uma história curiosa digna de prêmio – de melhor pontuador da NBA a principal criador de jogadas da liga.

Histórias, números e trajetórias tão impressionantes que podem ameaçar candidatos mais tradicionais, como Lebron James, do soberano Cleveland Cavaliers, Kevin Durant, espetacular no Golden State Warriors, e Chris Paul, no ótimo Los Angeles Clippers. Não estivessem Russell e Harden tão sinistros, não poderiam sequer ser cogitados.

Westbrook x Durant: o que cada um tem a provar

Hoje a noite, no último jogo da rodada, teremos um dos confrontos mais aguardados da temporada. O Golden State Warriors, de Kevin Durant e companhia, recebe o Oklahoma City Thunder, de Russell Westbrook (e basicamente só ele mesmo). Ainda que todo mundo esteja em polvorosa por causa do reencontro e das supostas tretas entre os dois, eu acho que o jogo vale menos pela eventual rivalidade entre a dupla e mais pelo que cada um tem a provar neste momento da carreira e da temporada.

Explico: ainda que eu entenda que a forma como as coisas aconteceram leve a este enredo, como se os dois se odiassem e tal, não acredito que isso seja muito real. Pelo que ambos disseram e seus colegas de time confirmaram, nunca foram melhores amigos, nunca passaram de uma dupla imparável dentro de quadra. Além do mais, cada um seguiu sua carreira e pronto, sem ódio recíproco. O desfecho, no final das contas, foi o mais conveniente para cada um: Russell finalmente teve um time só para ele e Durant garantiu uma equipe competitiva a altura do seu talento. Hoje teremos um jogo pegado, disputado entre dois times fortes do Oeste, mas nada mais do que isso necessariamente.

Acho que esse clima de ódio, treta e mágoa vai fazer mais sentido quando Durant for jogar em Oklahoma pela primeira vez, tendo que encarar a torcida que, essa sim, está com sangue nos olhos.

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O que eu acho mais relevante do encontro de são dois times que têm dinâmicas completamente diferentes de jogo. De um lado é um time quase que de um cara só, que chuta 30, 40 bolas por partida e tenta provar que esse é o melhor caminho para ganhar. Do outro, uma equipe com pelo menos três caras que poderiam fazer o mesmo, mas ainda estão atrás de uma maneira de conciliar suas habilidades individuais dentro de um esquema coletivo.

Da parte do Thunder, o time ainda quer entender em qual intensidade Westbrook é saudável para o jogo da equipe. Da parte do Warriors, o quanto cada um precisa ceder em nome de uma fluidez coletiva.

Até o momento, o time de Oklahoma venceu todos os jogos – é um dos dois únicos que está invicto na NBA. Ontem, no maior desafio do time, contra o Clippers, Westbrook se concentrou em defender o perímetro com mais intensidade do que nas partidas anteriores e pontuar. O ataque se resumia em trocar passes laterais até que a bola voltasse para as mãos de Russell que, individualmente, tentava decidir as jogadas.

Ainda que o jogador esteja com uma média impressionante de assistências (10 por jogo), acho que a versão mais decisiva de Westbrook seja esta mesmo, a pontuadora letal.

Do outro lado da quadra, Durant está provando que conseguiu, até agora, transpor seu jogo para a nova equipe – e que alguns elementos do time, na verdade, é que precisam se ajustar a ele.

Klay Thompson é o melhor exemplo disso: a presença de KD parece ter aberto mais espaços para Klay receber os passes entrando no garrafão do que aberto para o chute de três – aumentou significativamente a frequência de arremessos a menos de um metro da cesta e viu seu rendimento nas tentativas de fora. Ainda que na teoria isso renda melhores oportunidades de pontuação para o jogador, Klay não parece estar confortável com a situação. Cabe um ajuste aí, ainda.

Ainda que amostra seja pequena, a melhor partida do Golden State, contra o Portland, no ano foi aquela em que Durant se preocupou menos em disputar o rebote de defesa e mais em marcar os chutes. Que carregou menos a bola no ataque e que procurou mais abrir espaços para receber livre e chutar.

Com a frequência dos jogos, Durant e seus colegas ainda vão entender se estas funções são as melhores para o Warriors deslanchar ou não.

Mesmo que o burburinho todo do jogo fique em torno da eventual rivalidade entre Kevin e Russell, a partida de hoje tem mais a mostrar sobre o papel de cada um neste novo cenário. E, aí sim, provar se as escolhas deles foram corretas.

 

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