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Prestação de contas: o que eu errei e acertei nos meus palpites ao longo da temporada.

Chegou a hora da verdade. Ao longo da temporada, fiz algumas previsões para o campeonato e, como é o mais honesto a se fazer, agora é o momento de TIRAR TUDO A LIMPO. Ano passado fui mais humilde e previ menos coisas – e tive um aproveitamento de acertos bem bom! Neste ano, fiz tudo isso em três etapas: na previsão time a time, em um post de palpites gerais e na previsão dos playoffs.

A ideia aqui é relembrar todas elas – mesmo que eu tenha falhado em várias, haha.

Vou começar pela prestação de contas dos palpites fundamentais. Como no ano passado, fiz uma avaliação subjetiva, que varia entre NA MOSCA, OK, ERRADO e DESASTROSO. Veja só como foi:

O Brooklyn Nets não vai chegar a 20 vitórias na temporada (ERRADO – O time quase não conseguiu, mas fechou a temporada com exatas 20 vitórias).

New York Knicks se reforçou, mas vai penar para se classificar para os playoffs (DESASTROSO – Apesar do Knicks ter ido relativamente bem nos primeiros meses de temporada – chegou a ficar em terceiro do Leste, se não me engano -, a temporada do time de Carmelo Anthony e Kristaps Porzingis terminou desastrosa, a 10 vitórias da classificação para o mata-mata).

Dallas Mavericks não vai se classificar para os playoffs (NA MOSCA – Exceto por um período de recuperação após o All Star Game, a franquia ficou a todo momento fora da zona de classificação).

O técnico do Chicago Bulls Fred Hoiberg não termina a temporada no seu cargo (ERRADO – Ele foi provavelmente o mais ameaçado dos técnicos, mas não foi demitido – aliás, ninguém foi).

Philadelphia 76 vai melhorar, mas só vai ganhar mais jogos que o Nets (ERRADO – O Sixers acabou com mais vitórias do que Nets, Lakers e Suns. Além disso, conseguiu empolgar seu torcedor pela primeira vez em anos).

Anthony Davis vai finalmente jogar mais de 80 jogos na temporada regular (ERRADO – Foi a temporada em que Davis entrou em quadra mais vezes em toda a sua carreira, mas foram ‘apenas’ 75 jogos).

DeMarcus Cousins será trocado até o final da temporada. Lamarcus Aldridge termina o campeonato no Spurs (NA MOSCA – Demarcus Cousins acabou o campeonato no New Orleans Pelicans e Lamarcus Aldridge, apesar dos boatos do início do ano, continou no Spurs).

• Russell Westbrook vai fazer mais do que 25 triple-doubles na temporada (um recorde nos últimos 40 anos), mas não será o MVP (ERRADO – Russell fez muito mais do que 25 triples-doubles – ele na verdade bateu o recorde, com 42 – e ainda emplacou o MVP).

Kristaps Porzingis e Karl Anthony Towns serão chamados para o All Star Game. Giannis Antetokounmpo não (DESASTROSO – Aconteceu exatamento o contrário).

Joel Embiid vai ganhar os nossos corações, mas não o Rookie of the Year (NA MOSCA – Não tinha como descrever melhor a temporada de estréia do pivô, que perdeu o título de Calouro do Ano para Malcolm Brogdon).

Depois de dois anos batendo na trave, Brad Stevens vai finalmente ser eleito o melhor técnico da temporada (ERRADO – Mais um ano sem vencer. Desta vez, ainda ficou atrás de Mike D’Antoni, o escolihdo, Gregg Popovich e Erik Spoelstra).

E o Boston Celtics só vai ficar atrás do Cleveland Cavaliers na Conferência Leste (OK – Para não ficar muito feio para mim, vou interpretar de uma maneira que me favorece: no final das contas, o time perdeu a final da conferência para o Cleveland Cavaliers. Mas na temporada regular, foi justamente o contrário que aconteceu).

James Harden será o cestinha da NBA. E Kevin Durant será o maior pontuador do Golden State Warriors. (ERRADO – James Harden foi o segundo, atrás de Russell Westbrook. Kevin Durant também não foi o maior pontuador do Golden State Warriors, já que ficou a 0,2 (!!!) de média atrás de Stephen Curry).

Pela primeira vez na história, uma final da NBA vai se repetir pelo terceiro ano consecutivo. (NA MOSCA – Nossa, que difícil prever isso mesmo…)

Agora vamos aos palpites do início da temporada. Antes de começar o campeonato, fiz uma série de posts apresentando os times e classificando cada um deles quanto às suas pretensões para a temporada. Coloquei quais times lutariam pelo título, quais lutariam para ir às finais de conferência, quais estavam praticamente garantidos nos playoffs, quais deveriam brigar pelas últimas vaga e quais não teriam chance alguma.

Vou separá-los por estes grupos:

Básico e sem muita chance de erro. Warriors e Cavaliers chegaram às finais e o Spurs, apesar do 4×0 sofrido, foi o time do Oeste que mais ameaçou o campeão. Além do mais, liderou o placar da partida enquanto jogou com seu time completo.

Boston Celtcis chegou à final e Toronto Raports parou no Cavs – talvez tivesse chego se não cruzasse com o melhor time do Leste. Fora isso, palpites errados: Clippers, apesar da quarta posição na temporada regular, foi gongado na primeira rodada do mata-mata; Thunder perdeu para o Rockets, que perdeu para o Spurs, que perdeu para o Warriors; e o Indiana Pacers, apesar de ter sido o time que menos tomou pontos do Cavs, perdeu na primeira rodada também.

Utah Jazz se classificou em uma posição segura, em quinto colocado. A mesma coisa fez o Atlanta Hawks, sem percalços. Portland Trail Blazers foi aos playoffs, mas não dá para dizer que foi uma jornada tranquila, já que pegou a última vaga do Oeste apenas. O Houston Rockets, por outro lado, mais do que ‘se garantiu’: se classificou com uma das melhores campanhas da conferência.

Já o Charlotte Hornets, coitado, nem conseguiu brigar com seus rivais do Leste e abandonou a briga por uma vaga no mata-mata algumas semanas antes do final da temporada.

Memphis, Grizzlies e Chicago Bulls se classificaram nas últimas posições para a pós-temporada. Denver Nuggets ficou a uma partida de se classificar – como fui xingado quando falei que eles iam brigar pelos playoffs… Tudo certo até aqui.

Detrois Pistons e Dallas Mavericks brigaram pelas suas vagas por períodos muito curtos da temporada – também fui bem xingado quando disse que o Mavs não estava garantido no mata-mata -, mas não foram presenças constantes nos grupos de classificação. Por outro lado, dizer que o Washingston Wizards brigaria pelos playoffs não é certo. O time foi um dos melhores da conferência e levou a série contra o Boston Celtics ao jogo sete. Minhas previsões para Magic, Knicks e Wolves foram tão desastrosas quanto suas campanhas.

Como era de se esperar, Kings, Lakers, Sixers e Suns não deram nem para o cheiro. Pelicans ainda foi bem, em determinado momento até sonhou com a vaga, mas não aguentou a maratona contra Denver e Portland.

Já o Miami Heat se superou. Apesar de ter um time cheio de desconhecidos, bateu na trave e ficou de fora do mata-mata apenas na última rodada.

Mas no geral, acho que o aproveitamento de acertos foi bom até, salvo uma cagada ou outra.

Depois, ao final da temporada regular e de cada rodada dos playoffs, fiz previsões do mata-mata. Vamos rever:

O primeiro round era previsível e os palpites tiveram um bom percentual de acerto. Foram quatro placares cravados (CHUPA SOCIEDADE!) e dois quase lá. Em Houston e Oklahoma, apesar de acertar o vencedor, errei feio na ‘competitividade do confronto’. Na série entre Jazz e Clippers, o chute foi ainda mais longe, errando até o vencedor da série.

Aqui eu acertei a varrida do Warriors e acertei que Cavs e Spurs passariam. Até previ que o confronto entre Wizards e Celtics chegaria ao jogo sete, mas chutei no vencedor errado.

Aqui acertei exatamente o placar da final do Leste e superestimei o Spurs, achando que o time arrancaria dois jogos do Warriors. Na final da NBA, previ um confronto muito mais equilibrado do que ele de fato foi, mas tenho certeza que estava com muita gente no mesmo barco – ao menos acertei o campeão como prêmio de consolação.

No saldo geral, acho que acertei muita coisa, errei mais ainda. Faz parte. É disso que vive quem quer opinar sobre tudo. Ano que vem tem mais!

Palpites fundamentais para a temporada 2016/2017

Eu já fiz uma análise mais séria, time a time, das pretensões de cada equipe para a temporada que se inicia nesta terça-feira. Agora é a hora de palpitar na base total do achômetro mesmo. Farei aqui as minhas e vocês, concordando ou não, fazem os seus nos comentários. Ano passado fiz o mesmo e até que tive um bom aproveitamento nos acertos. Tomara que a performance se repita neste ano, haha.

Vamos lá:

  • O Brooklyn Nets não vai chegar a 20 vitórias na temporada.
  • New York Knicks se reforçou, mas vai penar para se classificar para os playoffs.
  • Dallas Mavericks não vai se classificar para os playoffs.
  • O técnico do Chicago Bulls Fred Hoiberg não termina a temporada no seu cargo.
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  • Philadelphia 76 vai melhorar, mas só vai ganhar mais jogos que o Nets.
  • Anthony Davis vai finalmente jogar mais de 80 jogos na temporada regular.
  • DeMarcus Cousins será trocado até o final da temporada. Lamarcus Aldridge termina o campeonato no Spurs.
  • Russell Westbrook vai fazer mais do que 25 triple-doubles na temporada (um recorde nos últimos 40 anos), mas não será o MVP.
    Los Angeles Lakers v Oklahoma City Thunder
  • Kristaps Porzingis e Karl Anthony Towns serão chamados para o All Star Game. Giannis Antetokounmpo não.
  • Joel Embiid vai ganhar os nossos corações, mas não o Rookie of the Year.
  • Depois de dois anos batendo na trave, Brad Stevens vai finalmente ser eleito o melhor técnico da temporada.
  • E o Boston Celtics só vai ficar atrás do Cleveland Cavaliers na Conferência Leste.
  • James Harden será o cestinha da NBA. E Kevin Durant será o maior pontuador do Golden State Warriors.
  • Pela primeira vez na história, uma final da NBA vai se repetir pelo terceiro ano consecutivo.

[Previsão 16/17] Wizards: o limite do talento de Wall e Beal

No começo da temporada passada, John Wall e Bradbley Beal se autoproclamaram a melhor dupla de armadores da NBA – melhores do que Klay Thompson e Stephen Curry, por exemplo. E obviamente que, como acontece quase toda vez que alguém fala algo desse gênero e chama a responsabilidade para si, os dois falharam no objetivo primordial da dupla que era superar a campanha do ano anterior, quando foram eliminados na semifinal de conferência. O time não só falhou nisso, como fracassou na briga pelos playoffs, acabando em décimo na Conferência Leste. Fracasso total.

Para piorar as coisas, os dois passaram a se estranhar. Wall se frustrou com a baixa frequência do companheiro em quadra e Beal não curtiu o monopólio de Wall no domínio da bola e ações ofensivas do time.

Neste ano, mais do que devolver o time à briga pelos playoffs, Wall e Beal têm que resgatar a confiança da liga nos dois. O primeiro tem que mostrar que é ‘mais do que um excelente jogador’ e que é capaz de carregar o time, enquanto o segundo precisa provar que tem saúde para ser um dos melhores shooting guards da NBA.

O sucesso do Wizards depende inteiramente do talento de ambos.

Offseason
O verão em Washington não foi dos melhores. O time não foi capaz de fazer Kevin Durant sequer sentar para conversar com os executivos do time e não contratou nenhum reforço de peso. A maior novidade foi a contratação de Scott Brooks, um técnico muito mais competente que o ultrapassado Randy Wittman.

Dentro de quadra, a principal contratação foi o pivô Ian Mahinmi. Se isso é um reforço, eu já não tenho tanta certeza…

Time Provável
PG – John Wall / Trey Burke /
SG – Beadley Beal / Tomas Satoransky / Marcus Thornton
SF – Otto Porter / Kelly Oubre
PF – Markieff Morris / Andrew Nicholson
C – Marcin Gortat / Ian Mahinmi

Expectativa
Exceto por Gortat, o time é composto basicamente por jovens talentosos que devem, em um futuro próximo, colocar o Wizards nos playoffs por um bom tempo. A franquia até tem elenco para brigar por uma vaga no mata-mata deste ano, mas a incerteza sobre um plano de jogo bem definido desde o princípio da temporada pode fazer com que o time, mais uma vez, fique no ‘quase’. A falta de reservas um pouco mais confiáveis também pode melar os planos da franquia caso Beal volte a se machucar.

[Previsão 16/17] Knicks: a soma de todos os fracassos

Um supertime com um MVP, 14 seleções para o All Star Game, um melhor jogador de defesa da liga, um diretor com 11 títulos e um técnico promissor. Pode dar errado? Com certeza pode, afinal, este é o New York Knicks.

Não sou do tipo que acredita em tabus, mas essa é uma franquia que ainda precisa provar que pode dar certo quando cria grandes expectativas. Até hoje, sempre que o Knicks ensaiou fazer algo grande para a temporada, a decepção foi ainda maior – e, para confirmar esta tese, seus dois únicos títulos foram com elencos recheados de bons coadjuvantes.

O enredo fica ainda mais dramático por se tratar de uma série de jogadores desacreditados unidos. Rose tem o peso do rótulo de ‘pior MVP de todos os tempos’, Carmelo é a superestrela mais desacreditada da liga e as inúmeras lesões transformaram Noah em um jogador mais folclórico do que eficiente nas últimas temporadas. Tudo isso, sob uma das camisas mais pesadas e menos vitoriosas da NBA.

Mas sabe aquela lei da matemática que ‘menos com menos dá mais’? É a grande esperança do Knicks.

Offseason
À sua maneira, o time caprichou nas contratações. Além de Derrick Rose e Joakim Noah, Courtney Lee chegou para ser o titular na posição número 2 e Brandon Jennings para ser o armador reserva (ou titular, caso Rose tenha algum dos seus típicos problemas de lesão). Sem dúvidas é o time mais renomado da Era Phil Jackson em Nova York.

Time Provável
PG – Derrick Rose / Brandon Jennings
SG – Courtney Lee / Sasha Vujacic
SF – Carmelo Anthony / Lance Thomas
PF – Kristaps Porzingis / Kyle OQuinn
C – Joakim Noah / Guillermo Hernangomez

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Em 2010 esse time seria imbatível

 

Expectativa
Todo aquele preâmbulo serve para ficar no muro. Eu não sei se eu quero acreditar e, ao mesmo tempo, me prevenir além da conta, mas eu acho que pode dar certo, apesar dos riscos de fiasco serem imensos. Há dois motivos para esperança de playoffs: Kristaps Porzingis ainda melhor e uma conferência Leste com oito times lutando pelas últimas quatro vagas do mata-mata.

[Previsão 16/17] Pelicans: a franquia do Mais Médicos

Não é de hoje que o New Orleans Pelicans é aquele time com razoável talento mas que sempre é atrapalhado por problemas de lesão. Previsível. Com Jrue Holiday, Tyreke Evans, Omer Asik e Anthony Davis é de se esperar que o time entregue ao Departamento Médico seja na maior parte das vezes melhor do que aquele que está em quadra. Nos últimos três anos, este quarteto esteve lesionado em 29% das partidas, uma proporção devastadora para qualquer franquia.

Para este ano, as coisas continuam na mesma toada: Jrue Holiday está fora por tempo indeterminado por um problema de saúde da sua esposa e Tyreke Evans certamente não se recupera da sua última lesão até o início da temporada. Para piorar, o time foi ao mercado e contratou Terrence Jones, que jogou apenas METADE das partidas das últimas duas temporadas.

Offseason
O único ponto positivo foi draftar um talento provável na posição mais carente da NBA na atualidade. Se der certo, Hield, Holiday e Davis é um trio interessante para uma franquia em ascensão. Também fez bem em se livrar de outros ‘injury prones’ como Eric Gordon e Ryan Anderson. De resto, nada muito significativo.

Time Provável
PG – Jrue Holiday / Tim Frazier / Langston Galloway
SG – Buddy Hield / Tyreke Evans
SF – Solomon Hill / Quincy Pondexter
PF – Anthony Davis / Terrence Jones
C – Omer Asik / Alexis Ajinça

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Expectativas
Com um time tão bichado assim em uma conferência tão congestionada de talento, não dá para esperar playoffs. As atrações ficam pela curiosidade do quanto vai jogar Buddy Hield, shooting guard que foi estrela na universidade e vai ter tempo de sobra para atuar no seu ano de calouro. Além disso, fica a expectativa de Anthony Davis fazer uma temporada com stats de MVP – se esperava isso dele no ano passado, mas o ala-pivô ficou ligeiramente aquém do seu potencial.

[Previsão 16/17] Timberwolves: é hora de confirmar o hype

É raro que a reconstrução de um time se encaminhe tão perfeitamente a ponto de parecer impossível dar errado. Sixers e Lakers são bons exemplos: mesmo depois de uns anos com times completamente deprimentes, não dá para cravar que as coisas vão começar a melhorar logo. Já este elenco do Wolves segue o roteiro mais incomum: é quase unanimidade que rolou uma reunião de jovens promessas que vai dar certo.

O time tem os dois últimos calouros da temporada (Wiggins e Towns), um armador que é eterna promessa há décadas e mesmo assim só tem 25 anos (Rúbio) e um shooting guard que tem se mostrado uma grata surpresa desde que largou mão de tentar ser armador (Lavine). Todo esse talento chamou a atenção do técnico mais badalado do mercado, Tom Thibodeau, que assinou com a equipe e tem condições de elevar o Minnesota a um novo patamar pelos próximos anos.

A pergunta que fica é: será que todo esse hype vai ser confirmado já nesta temporada?

Karl-Anthony Towns, Gorgui Dieng, Ricky Rubio, Andrew Wiggins


Offseason

O verão foi bom para o Timberwolves. ‘Thibs’ foi a principal contratação do time e, com Rubio, Lavine, Towns e Wiggins, deve fazer do Minnesota uma das equipes mais bem armadas na defesa. Ainda pescou no draft um dos melhores jogadores à disposição, Kris Dunn.

O grande pecado foi ter tentado muito se livrar de Rúbio e não ter conseguido. Pegou mal para o jogador.

Time Provável
PG – Ricky Rúbio / Kris Dunn / Tyuss Jones
SG – Zach Lavine / Shabazz Muhammad
SF – Andrew Wiggins / Nemanja Bjelica
PF – Karl-Anthony Towns / Kevin Garnett
C – Gorgui Dieng / Nikola Pekovic / Cole Aldrich

Expectativa
Ir aos playoffs neste ano já seria um belo salto de desempenho, tendo em vista a concorrência absurda no Oeste. Acho que o time vai brigar pela oitava vaga com uma porrada de gente, mas acho difícil conseguir. Um mau resultado seria ficar atrás de Denver ou Sacramento de volta.

[Previsão 16/17] Suns: só Booker interessa

Eis aqui o time mais desinteressante da próxima temporada. Dificilmente vamos ver no Suns de 16/17 algo muito diferente do que aconteceu no ano passado. A mesma dinâmica de jogar com uma dupla de combo guards na armação, PJ Tucker e Tyson Chandler continuam sendo bons coadjuvantes na rotação titular (que acrescentariam muito mais como reservas em times bons) e, exceto pela presença de Leandrinho, o banco do time continua sendo um amontoado de moleques.

Não acho o time propriamente ruim – pelo contrário, acho que tem bons talentos para o futuro -, mas simplesmente não há qualquer perspectiva de ir bem já nesta temporada. A única atração do time para este ano é o jovem mais hypado do momento: Devin Booker. Ele teve um final de temporada muito bom, foi selecionado para o campeonato de três pontos no meio de um monte de figurões e agora ele é a principal aposta para se tornar um dos melhores shooters do jogo. Até Drake, maior paga pau das estrelas da NBA (mas só das estrelas) usou uma camisa dele num show esses dias.

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Drake pagando pau pro segundo-anista Devi Booker

Resta saber se o técnico Earl Watson vai dar a titularidade merecida ao garoto e empurrar Brandon Knight para a reserva ou se vai dar uma de Byron Scott e atrasar o desenvolvimento do jogador.

Offseason
O time fez um bom draft e pegou Dragan Bender e Marquese Chris, dois alas de força. Especulam que o primeiro é uma versão melhorada de Kristaps Porzingis (!!!) e o segundo é uma baita aposta de apenas 19 anos. Bons ‘moves’, mas com resultados possíveis só para os próximos anos. No mercado, o time foi atrás de dois veteranos conhecidos da torcida: Dudley e Leandrinho. Vão chegar, jogar bastante e vencer pouco.

Time Provável
PG – Eric Bledsoe / Brandon Knight
SG – Devin Booker / Leandro Barbosa / Archie Goodwin
SF – PJ Tucker / TJ Warren / Chase BudingerPF – Jared Dudley / Dragan Bender / Marquese Chriss
C – Tyson Chandler / Alex Len

Expectativa
O time vai brigar com o Lakers para ver quem é que carrega a lanterna no Oeste. Assim como foi no final do ano passado, a temporada vai valer mais para testar os jogadores e descobrir qual o papel que cada um pode assumir no futuro – na última temporada já descobrimos que Alex Len não pode, de maneira alguma, ser ala pivô, por exemplo. Mais experimentos como esses devem rolar, mas vencer vai ser raro.

[Previsão 16/17] Nets: os últimos serão os últimos

A soma das piores trocas possíveis, um elenco deprimente e o menor poder de barganha para atrair jogadores sem contrato tem como resultado o Brooklyn Nets desta temporada. Com a provável melhora, ainda que sutil, de Lakers e Sixers, o Nets passa a ser o franco favorito para lamber o assoalho da tábua de classificação ao longo de toda a temporada. A franquia não tinha um time de verdade no ano passado, dispensou uma carrada de gente, contratou no atacado e continuou na mesma merda.

O mais deprimente de tudo isso, é que não existe a menor chance do Nets tentar uma estratégia de retomada parecida com a do Philadelphia – ficar em último para aumentar as chances de pegar a primeira escolha do draft -, já que suas escolhas de primeiro round dos próximos dois anos pertencem ao Boston Celtics. Assim, ser o pior time da classificação só beneficia um rival seu. Que lixo…

Offseason
Sabe aquele ditado “é de onde você menos espera que não vem porra nenhuma”? Pois então, isso resume o período de draft e free agency do Nets. O time não tinha uma escolha decente no primeiro round, trocou Thaddeus Young por uma pick e draftou um jogador lesionado.

Nas contratações de jogadores sem contrato, o time adquiriu dois jogadores dignos de nota: Jeremy Lin, um jogador folclórico ideal para times que não querem ganhar nada – e querem tentar surfar na onda da Linsanity alguns anos atrasado – e Anthony Bennet, a pior primeira escolha do draft de todos os tempos. Acho que você entendeu, né?

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OS GALÁTICOS DO NETS

Time Provável
PG – Jeremy Lin / Greivis Vasquez
SG – Bojan Bogdanovic / Randy Foye
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Sean Kilpatrick
PF – Trevor Booker / Luis Scola / Anthony Bennet
C – Brook Lopez / Justin Hamilton / Henry Sims

Expectativa
Certamente o Brooklyn Nets terá a pior campanha da NBA nesta temporada. No equilíbrio de forças que será o Leste, a única certeza que temos é esta. Ah, e que se Brook Lopez se mantiver saudável o ano todo (difícil apostar nisso…), vai dar pena de vê-lo jogar neste catadão que vai ser o time nova-iorquino.

[Previsão 16/17] Lakers: há vida pós-Kobe?

Vai ser estranho, mas pela primeira vez em 20 anos o Los Angeles Lakers vai entrar começar uma temporada sem Kobe Bryant. Mesmo que o time já tivesse se acostumado a não brigar por nada, ainda assim contava com um dos jogadores mais emblemáticos da história da liga. O desafio é fazer a franquia mais tradicional, com maior número de dinastias e eras vitoriosas da NBA – e segundo maior número de títulos – a retomar o seu posto.

O time agora se encontra em uma situação muito incomum: tenta partir do zero para se transformar em alguma coisa. Historicamente, a franquia se escorou em grandes estrelas para moldar times campeões e pela primeira vez em décadas – exceto por um hiato nos anos 90 – os torcedores do Lakers terão que torcer por um time jovem em processo de reformulação, sem um daqueles craques incontestáveis.

Ainda que este trabalho esteja sendo feito com uma competência bastante questionável, o time tem um núcleo jovem e talentoso. Só é difícil medir o real potencial destes caras jogando juntos em alguns anos – se vai ser um time para brigar por playoffs em alguns anos ou se pode se tornar de fato uma nova dinastia.

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A molecada parece ter talento, mas ainda é cedo para meter medo no Oeste

Offseason
O draft angelino foi perfeito: Brandon Ingram era a segunda escolha obrigatória. Seu biotipo esguio e seu bom aproveitamento nos arremessos de três fazem dele uma excelente aposta para o futuro, especialmente pelo tipo de basquete que é jogado hoje e pelo que esperamos que Luke Walton, novo técnico do time, vá aplicar em Los Angeles.

A aquisição de Timofey Mozgov, Luol Deng e Yi Jianlian, por outro lado, eu achei bem questionáveis. Não só pelos valores, mas pela duração de cada contrato. Ainda que a classe de free agents deste ano não fosse das melhores – e os principais jamais topariam se juntar ao Lakers -, o time poderia beliscar algo mais útil a curto prazo e se comprometer menos para o futuro mais distante.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jose Calderon / Marcelinho Huertas
SG – Jordan Clarkson / Lou Williams / Nick Young
SF – Luol Deng / Brandon Ingram / Larry Nance Jr
PF – Julius Randle / Yi Jianlian
C – Timofey Mozgov / Ivica Zubac / Tarik Black

Expectativa
Independente de qualquer coisa, o time já terá uma evolução brutal só por trocar Byron Scott por qualquer outro ser humano para comandar a comissão técnica. Não faço ideia como será Luke Walton (ser técnico do Golden State Warriors era moleza, convenhamos…), mas já será infinitamente melhor do que Scott.

Diante das incertezas e da inexperiência dos jogadores mais promissores, é bem possível que o Lakers continue sendo um dos piores time do Oeste.

[Previsão 16/17] Sixers: chega de tank

Inauguro aqui com o Philadelphia 76ers a série de posts sobre como chegam os times para a temporada de 2016/2017. Não tenho a pretensão de cravar a campanha de cada franquia ou coisa do gênero, mas ~pincelar sobre como foi a offseason, como se saiu nas trocas e renovações e como o time chega para a próxima edição do campeonato.

A ordem que adotei para fazer vai ser da pior para a melhor campanha na temporada regular do ano passado. Deste modo, boa parte dos favoritos ficam para o final – ainda que a dinâmica mude um pouco de um ano para o outro.

Começando então pelo Philadelphia: é um time que eu acho que vai ser bacana de assistir e que finalmente vai entrar para não perder – nos últimos três anos ‘o processo’ do Sixers se baseou, no ‘tank’, que é perder de propósito para ficar com a pior colocação possível na tentativa de angariar o maior número de talentos via draft.

Se de certa forma o lance todo valeu a pena para escolher Ben Simmons, um jogador que pode ser capaz de transformar uma franquia, por outro lado o método pode ser bastante questionado, já que o time conta com uma overdose de pivôs e o segundo jogador mais talentoso do grupo, de acordo com as expectativas, não jogou uma partida sequer em dois anos de liga.

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Todos em Philadelphia apostam em Simmons para ser o franchise player

Offseason
O principal objetivo do time foi alcançado, que era pescar Simmons no draft. Nas metas secundárias, o time não teve tanto êxito assim: na busca por um armador de calibre, a franquia conseguiu no máximo duas apostas interessantes (Jerryd Bayless e Sergio Rodriguez); e na tentativa de cercar os jovens talentos de jogadores experientes, o front office do Phila falhou completamente.

Também não conseguiu despachar o garoto-problema Jahlil Okafor, que tem talento, mas vai ter uma competição muito feroz na posição e a indisciplina preocupa a comissão técnica do time.

Time provável
PG – Bayless / Rodriguez
SG – Henderson / Thompson
SF – Covington / Saric
PF – Simmons / Okafor
C – Noel / Embiid

Expectativa
Certamente não será o pior time da liga como no ano passado, mas ainda não é o momento para desfrutar dos resultados do processo de reconstrução do time. Vai ser divertido assistir, mas não vai incomodar.

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