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Encaixe quase perfeito para um time quase imbatível

Eu já falei aqui que me decepcionei com a escolha de Kevin Durant de se juntar ao Golden State Warriors. Fosse eu, faria diferente. Mas, sei lá também, ele sabe o que faz da vida e agora a escolha já foi tomada. Resta aos torcedores dos outros 29 times secarem o time de São Francisco porque, ao meu ver, Durant leva ao Golden State exatamente o que o time precisava para se tornar quase imbatível. Para a tristeza de muitos e alegria de alguns, a equipe vira uma máquina.

É difícil fazer um prognóstico mais detalhado sem saber o desfecho da negociação de Andre Bogut, que deve ser trocado, e, principalmente, como o time vai encontrar um pivô para recompor seu quinteto titular. Mas independente disso, já dá para imaginar que a death lineup do Warriors será ainda mais filhadaputamente mortal com Kevin no lugar do CRAQUE INCOMPREENDIDO Harrison Barnes.

Bom, para resumir tudo, só relembro aqui que o Warriors perdeu por um jogo e Barnes chutou 9 de 29 nos arremessos de três – a maioria esmagadora deles livres. Tivesse só um braço de Kevin Durant no lugar, eu garanto que o dobro de bolas cairiam nas mesmas condições.

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Fodeu pra todo mundo galera, corram enquanto ainda há tempo

Mas é isso, eu não vejo um time mais forte na história do que esse quinteto do Warriors. Fãs do Bulls dos anos 90, Lakers e Boston dos anos 80 que me perdoem, mas o GSW do ano passado já estava na conversa para ser tão bom quanto esses e agora adicionou o maior pontuador nato que o basquete tem nesta geração (e tão bom quanto Jordan e Chamberlain nisso, tanto é que tem a terceira média na história em pontos por partida na carreira).

Para se ter uma ideia do poder de fogo, o GSW da próxima temporada reúne os jogadores que ganharam os últimos três títulos de MVP e cinco dos últimos sete títulos de cestinha da temporada.

Não vejo como a combinação possa dar errado. Durant tem as características do time, tanto no ataque quanto na defesa. É a alternativa para carregar a bola que foi Draymond Green nas últimas duas temporadas, mas com mais talento. É um chutador sensacional como os colegas Stephen  Curry e Klay Thompson. Longilíneo o suficiente para desafogar Green e Iguodala na defesa.

Também não imagino que vá faltar bola para este time, pois imagino que Klay Thompson é um jogador que pode se dar muito bem como spot up shooter (aquele jogador que se movimenta sem a bola em busca do melhor espaço para arremessar) e não é um cara que precisa segurar a bola para aparecer no jogo. O mesmo eu penso de Draymond Green, que é ainda melhor fazendo o trabalho sujo no weak side (lado da quadra em que a bola não está), com bloqueios fora da bola justamente para Thompson ou para a dupla Durant/Curry.

Seja lá quem o time for usar como pivô titular, imagino um encaixe perfeito de Durant neste time e, veja só, é um dos melhores jogadores se encaixando perfeitamente na melhor equipe da atualidade (aquela que bateu o recorde histórico de vitórias em uma temporada…).

Mesmo assim, o time não é imbatível. Spurs acabou de assinar com Pau Gasol, um jogador que parece que deveria ter ido para San Antonio há dez mil anos pelo seu estilo de jogo, e Cleveland Cavaliers mostrou que é um time que pode se superar num embate de playoff contra uma equipe mais forte.

Resta esperar. Mas a próxima temporada vai ser Golden State Warriors contra a rapa.

Em defesa do Warriors: nem tudo se resume a um título

Não estou querendo minimizar o título do Cleveland Cavaliers. A equipe foi a melhor possível na sua conferência na temporada regular, foi devastadora nos playoffs do Leste e virou uma série de maneira história. O Cavs é o grande e merecido campeão deste ano. Mas eu quero chamar a atenção para a equipe que perdeu e que será muito mais contestada do que merece simplesmente por ter sido derrotada na final do campeonato.

Eu acho que é algo que está na definição do esporte – os times e atletas jogam para vencer -, mas que a cultura americana eleva a níveis um pouco reducionistas: tudo se justifica pela vitória e nada tem valor na derrota. A discussão da grandeza dos jogadores se inicia na contagem de títulos. Uma equipe só pode ter sido foda se venceu campeonatos.

Eu discordo. Acho que os feitos partem das grandes histórias, que se tornam ainda maiores se consagrados com os títulos. Bom, tudo isso para dizer que o fato de ter perdido um jogo 7 no último minuto não faz este time do Golden State Warriors uma merda, uma equipe “que nem pegaria playoffs nos anos 80 e 90”. Se por um acaso o arremesso de Irving não tivesse caído, na posse seguinte Curry tivesse metido uma cesta e o Warriors fosse o campeão, eu continuaria achando a caminhada do Cleveland sensacional, Lebron James ainda seria o melhor jogador desta geração, Irving ainda seria um endiabrado e etc.

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JR Smith e Matthew Dellavedova são campeões, mas e dai?

A verdade é que o Warriors das últimas duas temporadas é um time sensacional, que bateu uma porrada de recordes e que mudou alguns conceitos do jogo para sempre (pode ser mais importante ser um time baixo e móvel do que alto, arremessos longos da linha de três são muito melhores do que arremessos longos valendo dois pontos e etc). Eu discordo veementemente de que a campanha recordista de 73 vitórias não importa sem o título: para sempre TODOS os times da NBA vão jogar meses atrás deste recorde, até que alguém consiga batê-lo.

Sobre esse lance de resumir TUDO ao título, vale lembrar que Matthew Dellavedova foi campeão e Charles Barkley não. JR Smith tem uma foto com o troféu e Kevin Durant e Chris Paul ainda não tem. Allen Iverson, Elgin Baylor, Reggie Miller e Karl Malone tiveram uma carreira sensacional, vitoriosa e são dos melhores de todos os tempos mesmo sem um anel.

Fazendo todas estas ressalvas contra aqueles caras que adoram se odiar e menosprezar o jogo que assistem, eu vejo o resultado de ontem com bons olhos. Um time que parecia imbatível, caiu. Há dois meses, parecia que o campeonato já estava decidido. Hoje, temos a certeza de que ano que vem uns seis times têm plenas condições de lutar pelo título, mesmo que um desponte na temporada regular. É por isso que este esporte é sensacional. Pena que acabou por este ano.

Curry e seu desgraçado protetor bocal

Quem lê com frequência o blog sabe que uma das minhas grandes ~bandeiras é o COMBATE AO ~HATERISMO. Acho uma baboseira adolescente odiar alguns caras e times simplesmente porque eles são os melhores. Foi assim por muito tempo com Kobe e o Lakers, tem sido assim nos últimos 10 anos com Lebron James e o Golden State Warriors e Stephen Curry têm experimentado esta onda de ódio nos últimos tempos. Apesar de entender que sempre foi assim e sempre será, acho que não tem lógica. Mais interessante, ao meu ver, é curtir o que o jogo nos dá de melhor.

ISTO POSTO, MEU NOBRE, eu abro uma exceção para liberar todo o ódio do mundo ao detestável protetor bocal que Stephen Curry não se cansa de mascar durante os jogos – e que ficou ainda mais conhecido no jogo 6 das finais, quando ele arremessou o artefato contra um torcedor que estava na beira da quadra.

Talvez o ódio contra aquele plástico entrando e saindo da boca de Curry seja tão irracional quanto o ódio despejado sobre os bons que eu tanto critico, mas vou tentar aqui diferenciar as coisas, na esperança de poder continuar detestando o inquieto protetor bocal do jogador e condenando o ‘heterismo’ em geral – mesmo que para isso eu precise criar uma lógica própria que só eu entenda.

Bom, a primeira coisa é que o protetor bocal é feito para ficar DENTRO da boca, protegendo os dentes. Eu não tenho nenhum problema com o uso do protetor em si, apenas com o fato dele aparecer muito mais do que devia.

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Para com isso, cara, pelo amor de deus

Outra é que eu acho meio nojento todo aquele manuseio. Todo mundo que joga algum esporte sabe que a consistência da saliva muda para pior após alguns longos minutos de exercícios. Fica espessa, concentrada, sei lá. O estado daquele negócio misturado com uma boa dose se saliva no seu pior estado é algo desagradável de se ver.

Por fim, a postura de estar na quadra mostrando aquele plástico meio mordido saindo da boca tem algo de menosprezo com os demais. Acho que faz parte, claro, mas não é a postura mais simpática do mundo.

Mas, apesar disso tudo, para a minha infelicidade, eu não imagino que Curry vá largar este hábito. É uma mania que o cara tem, provavelmente um cacoete já incontrolável.

Primeiro que ele não vai deixar de usar o protetor – é legítimo que ele não queria fazer como Goran Dragic, que perde um dente por temporada.

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O protetor é útil, mas só se ficar dentro da boca

Segundo que ele é ligeiramente melhor nos arremessos quando está com aquela coisa pendurada na boca. Saiu numa matéria do Wall Street Journal que ele incrementa em pouco mais de 1% de chances de acertar um lance-livre quando está com o protetor para fora da boca do que quando o negócio está no lugar adequado.

Em todo caso, tá liberado odiar o protetor bocal de Curry.

MVP em aberto

A série final entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors pode se encerrar hoje com uma vitória do time da casa. Caso isso aconteça, a eleição do MVP das finais está totalmente em aberto: até o momento, não emergiu qualquer nome natural para ser eleito como o melhor jogador da final do campeonato.

A potencial dúvida (já que não sabemos se o Golden State vai efetivamente ganhar, apesar da vantagem) reflete o equilíbrio e a qualidade monstruosa do elenco californiano, já que tem vários postulantes à honraria individual.

Por outro lado, abre um questionamento sobre a carreira de Stephen Curry, primeiro MVP unânime de uma temporada regular, mas incapaz de repetir a performance dominante nas finais. Até o momento, a sua média de pontos por partida caiu drasticamente (30 na temporada regular, 25 no geral dos playoffs e 21 nas finais). Os outros quesitos também estão mais discretos. Mas mais emblemático: esteve muito discreto em maior parte das partidas – especialmente as duas primeiras, em que desapareceu do ataque do Warriors.

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Se os ‘haters’ encontram um motivo para encher o saco reclamando que Lebron chegou a seis finais seguidas, mas só ganhou duas até hoje, os mesmos caras que odeiam ver basquete e fazem isso só para se irritar também vão falar que Curry é ‘pipoqueiro’ por não conseguir ganhar o MVP das finais – caso isso aconteça, claro.

Klay Thompson é outro que teve uma queda brutal no seu rendimento e, a menos que destrua na eventual partida que daria a vitória ao Golden State, está fora da conversa. Estranho porque foi justamente ele que desequilibrou a disputa contra o Oklahoma City Thunder e que acabou sendo o ‘MVP informal’ da ‘informal final antecipada’.

Daí restam duas opções: Draymond Green e Andre Iguodala.

Ao meu ver, Green é o melhor jogador da série, considerando os dois times. Foi o melhor jogador do primeiro jogo, ainda que Livingston, Iguodala e Leandrinho tenham sido os jogadores que atraíram maior parte da atenção – Green foi quem carregou a rotação que ficou mais tempo em quadra. No segundo jogo, ele foi gigante: no ataque anotou 28 pontos e defendeu sozinho quase que o time inteiro do Cavs, que perdeu por mais de 30 pontos para o GSW. No geral, ele tem sido o ponto de desequilíbrio da série, mesmo nos dois jogos seguintes em que não apareceu tanto. Nas rotações em que atuou como pivô do Golden State, o time está com uma vantagem de 53 pontos sobre o Cavs. Nas outras rotações, o Warriors está com 24 pontos de desvantagem.

O problema da indicação de Green é que estará fora da partida de hoje. Se a equipe vence nesta noite, Green não estará nem dentro do ginásio (a punição o proíbe de acompanhar o jogo de dentro da Oracle Arena). Se o GSW for campeão em outro jogo, pesa contra o jogador ter ficado de fora de um jogo, além do seu histórico polêmico ao longo do mata-mata.

Por último, resta Andre Iguodala. Está bem, claro, mas acho muito difícil emplacar dois títulos de MVP seguidos sendo reserva – especialmente pela polêmica do ano passado (explico melhor abaixo), seria o segundo título que ‘cai no seu colo’. Acho que ele tem sido mais eficiente no que na última final na marcação de Lebron James, mas não vejo a mesma proeminência do outro lado da quadra. Enquanto ano passado ele chamou a responsabilidade para vencer o título, neste ano vejo como ‘o principal dos coadjuvantes’.

É um dilema diferente do ano passado, quando Lebron James foi disparado o melhor jogador da disputa, a ponto de cogitarem dar para ele o prêmio de MVP das finais mesmo com a derrota do Cleveland Cavaliers.Na votação final dos jornalistas, Lebron ficou com 4 votos e Iguodala com 7.

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Ano passado, quase que o título de MVP das finais ficou com Lebron, mas acabou caindo no colo de Andre Iguodala

Isso, aliás, só aconteceu uma vez: em 1969, quando Jerry West, armador do Lakers, ganhou o prêmio mesmo perdendo para o Boston Celtics. A diferença daquela situação para o ano passado, é que o Lakers de West perdeu no sétimo jogo, por uma diferença de dois pontos – a partida e o campeonato foram decididos no detalhe. Além disso, o Celtics era um multi campeão e tinha vencido o Lakers nas últimas sete vezes que se enfrentaram nas finais. A escolha de West foi quase que um prêmio de consolação.

Voltando a 2016, acho que o próprio Cavaliers, até o momento, passa pelo mesmo ‘problema. Lebron foi bem, mas nada de espetacular e Kyrie oscila entre a genialidade e a insignificância. A diferença é que para o Cavs ser campeão, o time precisa vencer mais três jogos. Neste caso, possivelmente teríamos mais excelentes atuações que resolveriam a dúvida.

Os salários das finais da NBA

Na NBA existe uma máxima, de que um jogador pode fazer de tudo, mas o que vai render mais dólares para ele em um contrato são as cestas que faz. Especialmente as decisivas, que valem campeonatos. Apesar de ser verdade em muitos casos, frequentemente esta lógica é subvertida. As finais deste ano são prova disso: Curry, principal jogador do Golden State, é só o nono maior salário do confronto; Livingston, melhor jogador do primeiro jogo, é o décimo quarto mais bem pago da série; Cleveland, que toma de 2×0, tem a maior folha salarial da NBA e etc.

Este desequilíbrio é fruto de uma série de fatores. A primeira é a forma como elenco é montado. Se o time foi formado principalmente pelo draft, como é o caso do Golden State, os jogadores tendem a ser ligeiramente mais baratos, mesmo que já não estejam mais nos seus contratos de calouros. Se o time foi feito na base de trocas e assinatura de free agents, os salários tendem a ser maiores, como é o caso do Cleveland Cavaliers de hoje.

Primeiro vamos dar uma olhada no salário do Warriors:

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Não há grandes distorções. Curry com certeza é subremunerado – quando renovou seu contrato, ele ainda era considerado um bom jogador, mas com uma saúde frágil, já que por dois anos perdeu muitos jogos por lesão – sendo apenas o 67º jogador no ranking de salários da NBA atualmente. Andre Bogut, por outro lado, é overpaid. De resto, normal: Thompson e Green ganham duas boladas que vão aumentar gradativamente ano após ano, já que assinaram novos vínculos recentemente. Ah, e tem o salário desproporcional de Varejão, mas que é bancado quase que totalmente pelo Portland Trail Blazers, que o dispensou no meio da temporada, e o de Jason Thompson, que nem está mais no time.

A folha de pagamento do Cavaliers é um pouco mais desproporcional:

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Não é por acaso que o time tem o elenco mais caro da NBA. Só seu ‘top3’ consome 59 milhões de dólares anuais da folha salarial do time. Tristan Thompson ainda renovou no começo da temporada por uma bolada alta, valorizado pela boa série final que teve no ano passado. Olhando assim até parece justo, mas cruzando os elencos a gente percebe como tem muita coisa errada por ali:

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O trio do Cavs ganha mais do que qualquer jogador do Golden State. Dos dez jogadores titulares do confronto, Curry é apenas o oitavo mais bem pago. Tristan Thompson, que até agora só levou toco nos dois primeiros jogos das finais, ganha mais do que Draymond Green, melhor jogador do Warriors até o momento na série. Kevin Love e Kyrie Irving estão entre os três mais bem pagos do confronto e são os principais buracos negros defensivos do Cavs.

A confusão salarial é bem normal, mas, ao mesmo tempo, quem sabe lidar bem com isso, pagando bem quem realmente entrega resultados, sai em vantagem. O resultado parcial das finais é o melhor exemplo disso.

 

Curry não virá para os Jogos Olímpicos

Stephen Curry não vai defender a seleção norte-americana nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O jogador avisou o comando do time que ficará nos EUA para tratar seu joelho direito, lesionado no primeiro round dos playoffs deste ano, contra o Houston Rockets.

Segundo o site que deu o furo, Andre Iguodala também pediu dispensa. O ala estaria com medo do surto do Zika vírus. Há alguns dias Pau Gasol, pivô do Chicago Bulls e da seleção espanhola, também disse que cogitava não vir aos jogos por conta do surto. Outros jogadores da NBA também estariam cogitando não vir para o Brasil, segundo o site, como Russell Westbrook e Lebron James.

É muito lamentável que Curry não venha, já que é o jogador mais popular do basquete mundial nos dias de hoje. Como é triste que Anthony Davis, John Wall, Blake Griffin e Chris Paul também estejam fora. Mas entendo a escolha do jogador. É a sua carreira e sua saúde que estão em risco. Infelizmente é algo que acontece e ele tem o direito de usar suas férias para se recuperar.

Mesmo com a ausência desse povo todo, o time americano ainda seria favorito. Damian Lillard, Kyrie Irving, Klay Thompson, James Harden, Kevin Durant, Kawhi Leonard, Paul George e Demarcus Cousins formariam uma seleção absurdamente forte. No entanto, é preciso aguardar para conferir se não vai haver uma debandada geral da seleção por conta do Zika e tudo mais.

Sobre Curry, segundo a fonte, o jogador estaria mais tranquilo em não vir para o Rio pois planeja jogar as Olimpíadas de 2020 ainda.

Nada de Steph ou mesmo Riley. A sensação é ‘Stuff Curry’.

Stephen Curry virou o jogador mais popular do basquete nos últimos dois anos não só por tudo que fez dentro de quadra – dois títulos de MVP, um da NBA, recordes de cestas de três -, mas por fazer aquele estilão ‘nice guy’ e, também, ter aquela cara de criança, diferente dos ídolos tradicionais do basquete.

Ano passado, todo mundo passou a amar sua filha, Riley Curry. Esta sim uma criança de verdade, passou a ser a grande estrela dos playoffs do ano passado, dançando na beira da quadra, invadindo as entrevistas do pai e esbanjando a graça que essas crianças têm.

Hoje, com a derrota iminente para o OKC, Steph está em baixa. Riley, naturalmente, desapareceu. Cenário perfeito para emergir a mais nova sensação ‘da família’: Stuff Curry.

A história da nova celebridade começa como boa parte das histórias de fama na internet: alguém comentou uma foto em que o bebê aparecia zoando que ele era gordinho, a parada meio que saiu do controle até que um anônimo qualquer comentou ‘Stuff’ Curry, em referência ao peso do bebe e sua semelhança com Steph.

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A mãe, apesar de triste com o trocadilho, decidiu capitalizar com a brincadeira: botou uma camisa do Warriors no moleque e começou a bombardear a rede de fotos do ‘sósia’. Aí sim que o negócio viralizou.

Provavelmente ‘Stuff’ nem sabe o que está acontecendo, mas é inegável que tem um talento para o trabalho de MODELO E MANEQUIM. A mãe, que está surfando no sucesso do filho, diz que é uma resposta ao ‘bullying’ que o bebê sofreu. Se for realmente isso, acho válido – apesar de lamentar um pouco a exposição involuntária da criança. Enfim, dá para conferir diariamente a SEMELHANÇA com o craque no instagram que a mãe criou para o filho no @babylandonlee. Hoje ele tem mais de 40 mil seguidores, um recorde para um bebê de onze meses, acredito.

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Em todo caso, Stuff > Steph.

Curry será ele mesmo por 30 horas no NBA2K

É consenso que, pela primeira vez na história, um jogador consegue ser mais apelão nas quadras de verdade do que nos jogos de videogame. Apesar de Stephen Curry ser excelente na última versão do NBA2K, os desenvolvedores do jogo admitiram recentemente que o desempenho do jogador na vida real tem sido problemático para eles: por anos programadores tentaram coibir a apelação nos arremessos de três, mas atualmente isso tem feito Curry pior nos jogos do que na vida real.

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Por 30 horas, rating de Curry no jogo vai saltar de 92 para 99

Em homenagem ao segundo título de MVP seguido de Curry, o NBA2k vai disponibilizar nesta quinta-feira uma atualização em que Steph tem rating 99 – ou seja, é perfeito em todos os fundamentos. O ‘pack’ estará disponível por apenas 30 horas. Além da atualização, o jogo também vai colocar à disposição dos gamers o tênis da Under Armour de Curry.

O jogador foi uma das estrelas da capa do jogo nesta temporada, junto de James Harden e Anthony Davis. No lançamento do jogo, no final do ano passado, os três tinham rating total 92. O maior, no entanto, ainda era de Lebron James, 94.

A volta de Curry

Em uma entrevista no início da semana, Stephen Curry disse que um dia depois da sua lesão no joelho, ele se submeteu a um tratamento que faz a troca do fluído do joelho, injetando o próprio sangue do jogador com ‘plasma rico em plaquetas’. A técnica ficou conhecida quando, há alguns anos, Kobe Bryant foi para a Alemanha fazer algo parecido para se recuperar mais rápido de uma artroscopia. O tratamento faz diminuir a dor gerada pela inflamação da lesão e teoricamente provoca uma recuperação mais rápida.

Não tenho muito o que dizer do tratamento em si, apenas que vários caras fazem isso e boa parte deles volta a jogar numa boa – o colega de Curry, Andre Bogut, fez isso no final de 2014 e jogou o resto da temporada em alto nível, ajudando o Golden State a ser campeão na temporada passada. Mas, se não é agressivo ao jogador e faz ele se sentir bem para voltar a jogar, acho importante que Curry volte às quadras ANTES das partidas contra San Antonio Spurs ou Oklahoma City Thunder.

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Curry seria reavaliado domingo pela previsão inicial, mas pode tentar voltar já no sábado

Por mais que a série contra o Portland mostre que o Warriors consegue jogar sem Steph – e mostre até uma defesa mais sólida sem ele, com menos pontos sofridos a cada 100 posses de bola -, o time vai precisar de força máxima na final de conferência. E isso não quer dizer apenas que Curry tem que estar em quadra, mas que ele tem que estar na sua melhor forma.

No primeiro round dos playoffs, Curry jogou duas partidas, mas não esteve no seu primor técnico. Pontuou pouco (ok, em menos minutos em quadra), mas chutou sem a precisão assustadora que teve ao longo da temporada regular. Voltar ainda contra o Blazer significa poder jogar buscando o ritmo ideal, deixando a pressão da vitória sobre seus colegas – que se mostraram capazes disso neste momento.

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Assim, Curry tem mais chances de entrar 100% tecnicamente justamente no maior desafio da temporada, na eventual final antecipada contra o Spurs (ou num cenário mais improvável, contra o Thunder, que fez o jogo mais duro da temporada contra o GSW). Isso tudo, claro, se a decisão dele entrar em quadra contra o Blazers depender de uma escolha entre preservar o jogador ou colocá-lo para jogar, sem que seja agressivo à sua lesão e ao seu joelho.

Caça às bruxas das lesões de Curry

Pela segunda vez em quatro jogos Stephen Curry deixou a quadra em um jogo da série de playoffs contra o Houston Rockets. A primeira vez, logo na estreia do time nesta pós-temporada, o jogador saiu com uma torção no tornozelo. A segunda, aparentemente mais grave, aconteceu ontem, quando escorregou, caiu de mau jeito e torceu o joelho. Ainda não se sabe ao certo o grau do machucado, mas a apreensão geral é que o jogador corra algum risco de ficar de fora por um bom tempo.

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Curry se machucou nos dois jogos que entrou em quadra nestes playoffs

Agora, obviamente, muita gente atribui a lesão a alguns fatores, como se este tipo de coisa fosse previsível. Não é.

O que os urubus do “eu avisei” mais dizem é que o time se desgastou muito na corrida pelas 73 vitórias e agora paga o pato nos playoffs. Era um risco, de fato, mas será que este tipo de lesão de Curry tem a ver com este desgaste? Sinceramente, eu apostaria mais em uma falta de gás em uma suposta série de sete jogos contra o Spurs do que em duas torções distintas. Não tenho qualquer conhecimento sobre este tipo de coisa, mas o que mais vemos é jogadores tendo este tipo de lesão no começo, meio e final de temporada – independente de desgaste de uma temporada inteira ou entrando em quadra ainda frescos.

Também é preciso levar em consideração as condições da lesão. Especialmente a torção do joelho. Curry estava marcando pesado o armador adversário quando pisou em uma parte da quadra que estava molhada (!!!) e escorregou. Uma fatalidade que, se poderia ser evitada de alguma forma, seria evitando que o piso estivesse molhado.

Tem torcedor do Golden State Warriors que eleva a caça às bruxas a outro nível. Tem cara dizendo, por exemplo, que a culpa pode ser do novo tênis do jogador. A temporada inteira ele usou um chamado “Curry 2.0” e agora no mata-mata estreou o “Curry 2.5”. É, tem louco pra tudo…

Eu não sei. Acredito que foi uma infeliz fatalidade. Nos últimos dias, Curry sofreu uma pressão bem grande para entrar em quadra. Como é o jogador mais badalados do momento, muitos cobravam que ele não tivesse entrado em quadra nos últimos dois jogos se poupando para não agravar a lesão no tornozelo. O que eu mais vi foi coisa do tipo “nenhum médico iria convencer Kobe a descansar em um jogo de playoffs”. Pois é, ele entrou lá e se machucou…

Nesta segunda uma ressonância magnética vai dar a real dimensão do problema. De qualquer forma, é muito difícil que Curry entre em quadra na quinta partida da série contra o Rockets. Resta torcer para que o melhor jogador do ano não tenha um final de temporada tão triste.

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