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#Fera: Evolução de Victor Oladipo dribla desconfiança no seu jogo e hype dos concorrentes

Evolução de Victor Oladipo dribla desconfiança no seu jogo e hype dos concorrentes

[Previsão 17/18] Pacers: quando a ressaca pós-Paul George vai passar?

Os últimos meses foram insanos. Por mais que nenhuma partida oficial tenha sido jogada de fato pela NBA, o vai e vem do mercado de jogadores foi frenético. Não tenho lembrança de uma offseason em que tantas estrelas tenham mudado de time e que tanto times tenham se fortalecido – isso comparado à monotonia dos playoffs faz com que o período de trocas e assinaturas de contratos pareça ainda mais empolgante do que efetivamente foi.

Depois desse furacão todo, as times que perderam seus principais jogadores fazem as contas da tragédia. A maioria saiu enfraquecida, mas não totalmente desguarnecida: o Utah Jazz ainda tem Rudy Gobert e um elenco coeso apesar da saída de Gordon Hayward, Kristaps Porzingis tem tudo para virar um franchise player de verdade com a troca de Carmelo Anthony e por aí vai.

Dois times saíram de fato arrasados da offseason: Chicago Bulls, que partiu para um processo agressivo de reconstrução via futuros drafts, e o Indiana Pacers, que não teve muita alternativa depois de toda a novela envolvendo Paul George.

O problema do time de Indianápolis foi que Paul George falou para quem quisesse ouvir que tinha a intenção de se juntar ao Lakers daqui uma temporada, ao final do seu contrato atual. O que parecia uma boa intenção, uma chance de fazer o Pacers capitalizar com o seu talento com uma troca, na verdade foi o que condenou qualquer negociação da franquia. Com pouco tempo de contrato restante e um destino praticamente certo ao final dele, poucos times se interessaram pelo ‘aluguel’ do seu basquete por apenas um campeonato.

Há relatos que a franquia até poderia ter pego algo melhor nos primeiros dias de offseason, mas o fato é que o time só conseguiu descolar uma contrapartida tímida, com o questionável Victor Oladipo e a promessa-não-muito-promissora Domantas Sabonis.

Com esse troco, com a saída dos medalhões Monta Ellis e Jeff Teague e a chegada de uma porrada de free agents meia boca, o Indiana é um dos times que sai do caos dos últimos meses com o futuro mais indefinido. Não se fortaleceu e nem abriu mão de tudo em busca de um futuro promissor.

O time rejuvenesceu, conseguiu calouros legais, pescou um jogador valioso em Cory Joseph, mas mesmo assim continua sendo um dos que tem a menor soma de talento atual e possibilidade de upside futuro.

Imagino que outros movimentos virão por aí. O time tem uma das cinco menores folhas salariais da liga (apesar o elefante na loja de cristais que é o contrato de Victor Oladipo) e um novo executivo para comandar o front office. Só a margem para trabalhar os contratos e trocas somada à necessidade desse cara mostrar trabalho já deve render alguma coisa – o que não quer dizer que é uma coisa boa.

O time não se mexeu muito, pois ainda está tentando se entender após a saída do seu grande jogador dos últimos anos – por mais que muita gente duvide da capacidade de George, ele levou o time a duas finais de conferência nos últimos anos e fez da franquia uma ameaça legítima ao Miami Heat de Lebron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. É uma mistura de luto e de confusão mental sobre o que o time pode querer daqui em diante com um elenco muito mais modesto.

Em todo caso, acho que o próximo passo do Indiana é esse. Ver com o que pode contar, o que desencanta no time e partir para as compras. Quando isso acontecer, a ressaca pós-Paul George estará totalmente curada, de vez.

Offseason
Foi muito estranha, totalmente comprometida pela declaração de Paul George e por sua aproximação com o Los Angeles Lakes.  Não entendi também porque assinou com Darren Collison, um jogador que já mostrou que não é nada de especial na liga – especialmente depois de conseguir Cory Joseph, um dos melhores armadores reservas da NBA nos últimos anos. Fora isso, o time buscou dois nomes interessantes para o garrafão no draft.

Time Provável
PG – Darren Collison / Cory Joseph / Joseph Young
SG – Victor Oladipo / Lance Stephenson / Damien Wilkins
SF – Bojan Bogdanovic / Glenn Robinson III
PF – Thaddeus Young / Domantas Sabonis / TJ Leaf
C – Myles Turner / Al Jefferson / Ike Anigbogu

Expectativas
Imagino um time que não é bom o suficiente para lutar por algo, nem ruim a ponto de ser um dos piores da conferência. Deve ficar ali pela décima posição do Leste. Sem pressão e concorrência, imagino Myles Turner com números bem inflados. Talvez seja o cenário ideal para Victor Oladipo mostrar se um dia vai se tornar alguma coisa especial.

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O complicado ‘aluguel’ de Paul George

Depois da ida de Chris Paul para o Houston Rockets, a movimentação mais notável do mercado da NBA até o momento foi a ida de Paul George para o Oklahoma City Thunder em troca de Victor Oladipo e Domantas Sabonis. Mais chamativa do que a ida do ala all star para o time de Russell Westbrook foi o troco pobre recebido pelo time de Indiana. De fato, a negociação fez parecer a troca do Chicago Bulls boa, mas é preciso entender que a situação do time era bem desconfortável e seria quase impossível conseguir alguma coisa realmente valiosa em troca.

Para tudo ficar mais claro, vamos colocar as coisas aqui em ordem cronológica. Paul George está a um ano do final do seu contrato e avisou que testaria o mercado assim que a próxima temporada acabasse. Mais do que isso, disse que estaria predisposto a assinar com o Los Angeles Lakers. Com poucas chances de ficar com o jogador, o Indiana Pacers foi ouvir propostas de trocas por PG13 para não sair sem nada em retorno com a sua saída.

No entanto, como George só tem um ano de contrato e disse que tem um destino preferido, a maior parte dos times ficou receosa de dar muitas coisas em troca do atleta, afinal, as chances dele jogar uma temporada apenas e sair de graça seriam enormes. Na prática, os times não estavam dispostos a dar bons jogadores ao Indiana por um ‘aluguel’ de alguns meses de Paul George.

É muito difícil saber o que realmente aconteceu nos bastidores e quais propostas foram realmente colocadas na mesa pelo jogador, mas os jornalistas que cobrem a NBA in loco dizem que o Cleveland Cavaliers e o Boston Celtics demonstraram algum interesse no negócio. Falaram que o Cavs estaria disposto a trocar Kevin Love e que o Boston ofereceu propostas combinando picks médias do draft, Jae Crowder, Marcus Smart e Avery Bradley.

A situação era complicada. Com o domínio absoluto do Golden State Warriors, o sentimento geral na liga é que não vale a pena sacrificar o futuro de uma franquia para ter um jogador que, garantidamente, só vai te dar algum retorno na temporada imediatamente seguinte – temporada esta que, pelo sentimento de hoje, já está nas mãos do Warriors.

O Lakers, time mais beneficiado pela declaração de George, não se mexeu muito – aposta que conseguirá o jogador ‘de graça’ no ano que vem.

Aparentemente, o Indiana Pacers achou que nenhum dos trocos oferecidos era bom o suficiente pelo seu jogador e foi atrás de outros parceiros para a negociação. Foi assim que apareceu o Thunder. Victor Oladipo, apesar de até hoje não ter se desenvolvido no jogador que muitos esperavam, foi uma estrela local pela universidade de Indiana. Domantas Sabonis também foi um jogador interessante no basquete universitário. Também dizem que pesou o fato do Pacers despachar George para um time da conferência Oeste – não queria reforçar um rival do Leste.

Pelo lado do Thunder, a troca foi boa, apesar dos pesares: na pior das hipóteses, George sai no ano que vem, mas o time se livrou do contrato longo de Victor Oladipo e pode ir atrás de outros free agents. De quebra, coloca algum talento realmente significativo ao redor de Westbrook nesta temporada.

No final das contas, o retorno foi baixo, decepcionante para o Pacers, mas as condições eram complicadas para o time. Poucos times sacrificariam seus futuros por um ano de Paul George – em uma temporada que, a princípio, tem tudo para ser dominada pelo Warriors mais uma vez. O time, talvez inadvertidamente, preferiu não dar seu melhor jogador para um rival direto e apostou em um jogador que a NBA inteira largou mão, mas que hoje, por incrível que pareça, teria um papel útil jogando pela franquia – é um combo guard em uma equipe que não tem um armador propriamente dito.

Hoje, claro, muita gente diz que o Pacers poderia ter feito isso ou aquilo. Trocado por fulano, por beltrano. Mas, na prática, não dá para saber o que realmente foi proposto de fato. Para os próprios rivais é muito conveniente soltar que propostas muito melhores foram feitas – até para que seus general managers prestem satisfação para seus torcedores. Mas, de verdade, é impossível saber o que rolou.

Com certeza não faz disso um bom negócio, mas não dá para dizer que tinha como conseguir muito mais.

[Previsão 16/17] Magic: alguém entendeu alguma coisa?

Eu apostava no Orlando Magic para brigar por uma das últimas vagas dos playoffs ano passado. Um time jovem, completo e talentoso era suficiente para ir para o mata-mata e ganhar rodagem. A equipe não deslanchou e acabou decepcionando. Mas, como alguns fracassos fazem parte do aprendizado, eu tinha CERTEZA que esse ano a equipe viria mais forte para tentar uma vaguinha.

Acontece que no meio do caminho havia uma offseason. O período de trocas chegou e bagunçou a franquia. Ninguém mais sabe o que esperar desse time. Eu nem descarto uma campanha entre as oito melhores do Leste, mas acho que o time negou todo o trabalho que vinha sendo feito quando abriu mão de Tobias Harris (ainda no ano passado), Victor Oladipo e Domantas Sabonis e apostou no inconstante Serge Ibaka e no questionável Bismack Biyombo. Imaginava que o time antigo, antes das trocas, seria perfeito para Frank Vogel, excelente técnico que foi contratado.

No final das contas, eu não entendi nada.

Offseason
O time trocou um dos seus principais jogadores (Oladipo) por Ibaka. O que eu acho mais questionável de tudo é que a franquia se desfez de um jogador em evolução e da posição mais escassa de talento na liga atualmente e buscou um jogador que parece que está em processo de sutil decadência. As coisas podem mudar e Ibaka pode se reencontrar, mas, até que se prove o contrário, o negócio não foi dos melhores.

que erro

O ponto positivo foi a contratação do técnico Frank Vogel, que sabe armar uma defesa consistente como poucos na liga. Com Payton, Gordon e Ibaka, o treinador vai ter ‘material humano’ (detesto essa expressão) para montar uma equipe sólida para parar os ataques rivais.

Time Provável
PG – Elfrid Payton / DJ Augstin
SG – Evan Fournier / Jodie Meeks
SF – Aaron Gordon / Mario Hezonja
PF – Serge Ibaka / Jeff Green
C – Nikola Vucevic / Bismack Biyombo

Expectativa
Com a troca feita, a curto prazo o time pode até conseguir uma das últimas duas vagas dos playoffs com mais facilidade, mas não passa da primeira rodada – ainda que eu acredite que nem isso vai rolar.

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