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Quem define o jogo 7?

Desde o começo, a série entre Boston Celtics e Washington Wizards deu todos os sinais que duraria até o jogo 7. Os dois times se matando na temporada regular, o equilíbrio dos confrontos ao longo do campeonato e a força dos elencos sugeriam isso – eu apostei nisso, inclusive. Finalmente, a expectativa se confirmou e chegamos até aqui.

Antes de tudo, fico feliz. Playoffs são legais quando acontece esse tipo de coisa, quando uma partida vai para a decisão final, quando os times vão para o tudo ou nada. A temporada passada foi excelente, mas o que fez ela entrar mesmo para a história foi a decisão do título no último minuto da última partida possível. Neste ano, por enquanto, não teve nada melhor do que esta série.

É muito difícil palpitar e, principalmente, prever o que pode acontecer num jogo 7. A atmosfera da partida é única. Mas existem alguns fatores que, a exemplo do que rolou até agora, podem ser determinantes para o sucesso de uma ou outra equipe.

John Wall e Isaiah Thomas, as duas estrelas máximas dos times, estão fazendo tudo que podem. Thomas meteu uma das maiores pontuações da história da franquia ao longo desta série e Wall acertou o arremesso salvador na partida passada. É de se esperar que joguem o tudo que podem e que as defesas adversárias concentrem seus esforços para pará-los. O fiel da balança está na performance dos colegas deles.

Da parte do Wizards, cabe a Bradley Beal ser a estrela que foi na sexta-feira. O shooting guard tem flashes de estrela no ataque e de especialista na defesa. No entanto, a falta de consistência mata seu jogo. Há partidas em que ele simplesmente não aparece.

Boa parte do sucesso do time depende do seu jogo. Beal é alto e forte para a posição. Tem um excelente chute e é uma referência na liga quando o assunto é movimentação sem a bola. Basta fazer valer tudo isso. Uma partida precisa de Otto Porter e Markieff Morris é fundamental para que a marcação dê algum espaço para Beal. Mesmo assim, é jogo para que ele engula quem estiver pela frente.

A prevalência no rebote ofensivo por parte do garrafão do Wizards, com Gortat e Morris, também é um fator fundamental para que o time se mantenha competitivo, mesmo quando as bolas não caírem.

Da parte do Boston, o peso recai sobre os ombros de Al Horford e Avery Bradley. O primeiro tem sido a válvula de escape na crianção de jogadas de meia quadra do time verde. Além disso, só ele tem talento e capacidade de incomodar o garrafão rival – Amir Johnson tem sido uma piada e Kelly Olynyk não é bom o suficiente lá dentro.

Avery Bradley, por sua vez, é o cara que tem potencial para barrar o backcourt avassalador do Washington e pontuar de fora com a bola na mão, especialmente quando Isaiah Thomas estiver atraindo as atenções da defesa rival. Ele, junto com Marcus Smart, são os mais capazes, também, de impedir as arrancadas que o Washington tem tido em todas as partidas.

Por tudo isso e pela característica que os jogos decisivos têm, a individualidade destes caras é que vai definir o resultado do jogo, mais do que os esquemas dos dois times, mais do que a prancheta dos técnicos.

Que venha mais um excelente jogo.

De volta aos anos 70

A década de 70 não foi das melhores. A pira inicial das discotecas, os hippies envelhecendo, um amontoado de roupas e cabelos de gosto duvidoso e um mar de gente que ainda não sabia lidar com uma oferta tão vasta e fácil de entorpecentes fez daqueles dez anos um período um pouco confuso da história do século 20.

A NBA não fugiu à regra e viveu dias de um embaralhado de forças nunca visto até e desde então. Foram oito campeões em dez anos, uma variedade jamais vista. O jogo não era dos melhores: as táticas eram muito embrionárias, as jogadas eram bem simples e os malabarismos que fizeram do basquete o esporte coletivo mais plástico do mundo ainda não tinham saído das quadras de rua para os jogos profissionais.

Mas se nessa zona alguém conseguiu mostrar alguma consistência no topo da liga, especialmente na conferência Leste, estes times foram Boston Celtics e Washington Wizards (na época, Baltimore/Capital/Washington Bullets), equipes que décadas depois se odeiam, formam uma das rivalidades mais tensas da NBA e se enfrentam no mais aguardado jogo 7 destes playoffs.

Mas voltemos aos anos 70, que foi a última vez que as duas equipes, juntas, dividiram os holofotes da conferência: o Boston era disparado o melhor time da história naquele momento. Vinha de uma década de 60 absolutamente dominante. Liderado por Bill Russell, o time tinha vencido 11 de 13 campeonatos até 1969.

Com a aposentadoria de Russell, a franquia deixou de ser a melhor disparada na liga e alguns rivais se aproximaram. Los Angeles Lakers, eterno vice dos anos anteriores, e Milwaukee Bucks, que tinha acabado de draftar o sucessor de Bill, Lew Alcindor/Kareem Abdul-Jabbar, se matavam no Oeste (sim, Milwaukee jogava do ‘outro lado’ dos EUA). No Leste, New York Knicks vinha com uma formação inovadora, com vários bons jogadores e um basquete coletivo muito bem jogado, e o Bullets, hoje Wizards, começava a montar uma potência.

O primeiro passo para isso foi escolher o atarracado pivô Wes Unseld. Com um black power invejável (um dos bons legados da época) e apenas 2,01 metros, Unseld era um pedaço maciço de músculos e ossos pesados. Estreou na liga como calouro do ano e MVP na mesma temporada. Nas primeiras cinco temporadas pelo Bullets, teve médias de 17 rebotes por partida. Num tempo em que a posse de bola média durava quase a metade do que dura hoje, Unseld era muito útil com passes que atravessavam a quadra.

Wes Unseld

O time também tinha Elvin Hayes, outro pivô com capacidade absurda de catar rebotes e com um talento nato para pontuar. Os dois formaram a dupla de garrafão mais dominante do basquete naquele momento.

Assim, os Bullets foram campeões uma vez, a única na história da franquia, chegaram a outras três finais, perdendo para Bucks, Warriors e Sonics. Ainda chegou a cinco semifinais de conferência até a virada dos anos 80, quando começou a decair e entrou num período de altos e baixos.

Só não foi melhor porque tinha um rival de peso. Ainda que os tempos não fossem de tanta bonança como nos anos anteriores, o Boston ainda se manteve entre os mais competitivos. O craque, agora, era John Havlicek, sexto homem nos tempos de Russell, mas que tinha sido alçado à condição de ídolo com a mudança de geração.A parceria do ala-armador com Dave Dowens e Jo Jo White rendeu ao time verde dois títulos – ainda o maior número da década, junto com Lakers – e mais quatro finais de conferência, mais do que qualquer outra franquia dos anos 70.

Apesar do domínio – dentro de um cenário de equilíbrio total da época -, os dois times só se enfrentaram uma vez naqueles anos. Na final de conferência de 1975 deu Bullets, por 4 a 2. Nos demais anos, sempre um ou outro tropeçava em um rivais mais fraco no meio do caminho.

John Havlicek

A disputa entre os dois acabou não virando uma grande rivalidade porque a NBA não era das ligas mais populares dos EUA ainda (muito abaixo do baseball e futebol americano, além de contar com a concorrência com a ABA, outro campeonato de basquete da época). A passagem também fica esquecida na história porque precedeu um dos momentos mais marcantes da história do basquete, que foi a explosão do jogo nos anos 80.

Mas não dá pra negar, mesmo assim, que foi uma briga que teve sua importância na história. Por mais que todo mundo tenha todos os motivos para lembrar o mínimo possível dos anos 70, eles foram os mais marcantes da história para o confronto entre Boston e Washington, que terá um novo capítulo escrito nesta segunda-feira.

 

Camisas irreconhecíveis

Eu aposto que quem tem mais ou menos a mesma idade que eu, na faixa dos 30 anos, vai reconhecer esta passagem: era início da década de 90, eu estava começando a acompanhar futebol com alguma consciência. Torcendo pelo humilde Coritiba, que iria enfrentar uma fila sem títulos de uma década e que só voltaria à Primeira Divisão dali alguns anos, o que mais via na tevê era um imbatível Palmeiras dominando o futebol nacional. Campeão Brasileiro, Paulista, cheio dos maiores craques da época. Tudo isso vestido com uma camisa listrada de verde e branco.

Passaram algumas temporadas, o time ainda era bom, continuou na tevê, mas mudou o uniforme para uma camisa toda verde (com algumas variações infelizes na época), que na minha cabeça de criança, que não conhecia a história do time alheio, era estranha. Isso me marcou. Mesmo hoje, sabendo que a verdadeira camisa palmeirense seja toda verde e que as listras brancas sejam só uma exceção na história do time, inconscientemente ainda me pego estranhando o time jogar com a camiseta do uniforme só com uma cor.

Acho que por isso eu fico tão incomodado quando vejo os times da NBA jogando com uniformes alternativos nos playoffs. Que porra é essa de Houston Rockets jogando mais vezes de regata preta ou camisetas cinzas com manga ao invés das tradicionais ‘jersyes’ vermelhas e brancas? Ou do Washington Wizards abrir mão por completo dos seus uniformes principais para jogar todas as partidas do mata-mata com uma camisa alternativa que homenageia o exército americano? Sem falar nos pijamas que Spurs usou vez ou outra na pós-temporada e no uniforme preto de D-League que o Milwaukee Bucks entrou em quadra na série contra o Toronto Raptors.

Com toda a visibilidade que a liga ganha quando os playoffs chegam, acho triste que os times abram mão das suas identidades por alguma jogada de marketing. Certamente, é neste período que o maior número de pessoas passam a se interessar pelo jogo, começar a acompanhar as transmissões e conhecer os times. Não consigo engolir que valha a pena promover um determinado uniforme negando toda a história de uma franquia – ainda que muitos times mudem radicalmente suas identidades visuais ao longo dos anos, infelizmente.

É provável que uma porção considerável de pessoas estejam conhecendo o Houston Rockets agora com uma camisa que não tem nada a ver com nada, enquanto há dois anos o time lotava a sua arena na final de conferência com uma camiseta escrita RED NATION – exemplo do quanto a cor vermelha é importante para o time.

Entendo que os times façam isso por dois motivos e que eles não estão ligando muito para quem não gosta. O primeiro deles é comercial, dar uma super exposição para um conjunto de uniformes e “obrigar” o torcedor mais fanático comprar umas cinco camisas por ano – ainda que o próprio Wizards tenha falhado miseravelmente nessa estratégia, já que fez um lote muito pequeno de unidades deste modelo do mata-mata, as regatas se esgotaram e agora acha que não vale a pena confeccionar novas por causa da mudança de fornecedor de materiais da Adidas para Nike daqui dois meses.

O outro é a superstição. O time usa uma vez uma camisa diferente, ganha um jogo e cai na tentação de usá-la mais vezes já que “deu sorte”. Foi por isso que o Cleveland Cavaliers foi campeão com a praticamente irreconhecível camiseta preta com mangas no ano passado.

Não há nada que possa ser feito contra isso. A grana e essa suposta forcinha extra para ganhar são maiores do que a opinião de um punhado de torcedores resistentes às mudanças. Que joguem uma vez ou outra durante a temporada regular, que inventem histórinhas para justificar isso ao longo do ano. Tudo bem, até vai. Mas nos playoffs? Não é pra mim.

Basquete, porrada e bomba

Se fosse possível planejar o roteiro de um jogo de playoff perfeito ele teria que ter alguns elementos fundamentais. Primeiro, uma atuação épica, histórica, de um jogador que supera alguma adversidade e desconta todas as suas frustrações e limitações dentro de quadra. Seria disputado ponto a ponto, com reviravoltas no placar e, no final das contas, seria decidido na prorrogação. E, até como consequência de tudo isso, de um jogo pegado do início ao fim, os dois times dariam o sangue em quadra, se odiariam, e brigariam – literalmente – até o fim.

A série entre Boston Celtics e Washington Wizards ainda não se tornou uma das grandes disputas da história do mata-mata da NBA – talvez ainda esteja longe disso -, mas até o momento é a única que reúne todas as condições para tal: Isaiah Thomas já fez uma das maiores atuações dos playoffs nos últimos anos depois de perder a irmã em um acidente de carro e o dente numa cotovelada (não são coisas comparáveis, mas você entendeu…); a série está pau a pau, com duas viradas do Boston, um jogo decidido na prorrogação e uma vitória retumbante do Wizards; e, por fim, o grande diferencial da série perante os demais confrontos, os dois times estão se matando em quadra.

O saldo da briga até agora é considerável. Para começar, Thomas já ‘beijou’ o cotovelo de Otto Porter Jr e o chão do TD Garden. Na primeira, perdeu o dente da frente. Na segunda, não sei como não perdeu de volta – vai ver a ‘janela’ foi consertada com alguma coisa bem mais resistente do que um dente original.

Markieff Morris e Al Horford também vem trocando carícias: no primeiro jogo, Morris caiu sobre o pé de Horford e torceu o tornozelo em uma lesão feia de assistir. No jogo seguinte, o ala do Wizards se embolou e empurrou o pivô celta no meio dos fotógrafos e torcedores. Ainda que defensores mais malandros coloquem o pé propositalmente para lesionar os arremessadores quando caem no chão, o histórico de Horford faz crer que a jogada foi uma fatalidade. Já a fama de Morris, que estava ‘lutando MMA’ no primeiro round do mata-mata segundo Paul Millsap, não deixa dúvidas que ele empurrou Horford para fora da quadra na maldade mesmo.

O mesmo Morris e Thomas se encrencaram também. Se xingaram, trombaram, o Estatuto da Criança e Adolescente fez vista grossa e Thomas botou Markieff pra dançar.

Entre os coadjuvantes, teve treta também. Kelly Olynyk, que já mandou Kevin Love e Robin Lopez para o departamento médico em outros confrontos, e Kelly Oubre tentaram sair na mão – o que pode render uma suspensão até -, enquanto Brandon Jennings e Terry Rozier fingiram que também sairiam até que ambos fossem expulsos.

A confusão toda da série é o desenrolar de uma rivalidade pesada que já vinha das temporadas passadas. Mal dá pra saber se começou quando o antigo técnico do Wizards Randy Wittman xingou Jae Crowder da beira da quadra ou se quando Crowder ‘tocou no nariz’ de John Wall numa discussão mais acalorada após o final de um jogo neste ano. De lá para cá, Wall e Beal já desceram o cacete em Marcus Smart, que por sua vez quebrou o nariz de Beal. Porter falou que o time do Washington jogava sujo, a turma do Wizards combinou de ir vestida de preto pra partida para o ‘funeral do Celtics’ e por aí vai.

A tendência é que as coisas fiquem ainda mais feias. Se as partidas continuarem disputadas, acho ótimo. Muito melhor do que uma lavada como Warriors e Cavaliers estão aplicando sobre Jazz e Raptors. E talvez é o que esteja faltando na série entre Spurs e Rockets.

Por mais quatro jogos assim. Enquanto todos estiverem vivos, claro.

[Previsão dos Playoffs] Semifinal do Leste: Celtics x Wizards


Jogo 1 – Dom. Abril 30 Wizards @ Celtics, 14h
Jogo 2 – Ter. Maio 2 Wizards @ Celtics, 21h
Jogo 3  – Qui. Maio 4 Celtics @ Wizards, 21h
Jogo 4 – Dom. Maio 7 Celtics @ Wizards, 19h30
Jogo 5 – Qua. Maio 10 Wizards @ Celtics, se necessário
Jogo 6 – Sex. Maio 12 Celtics @ Wizards, se necessário
Jogo 7 – Seg. Maio 15 Wizards @ Celtics, se necessário

Confrontos na temporada regular: 2×2

Palpite: Wizards em 7

De longe a semifinal de conferência mais esperada por mim. Os dois times se odeiam desde que Marcus Smart deu uma machadada na cara de Bradley Beal durante o primeiro jogo entre os times na temporada regular e que quase desencadeou em uma pancadaria generalizada enquanto jogadores tiravam satisfação uns com os outros. Desde então, os dois times só fizeram mais questão de esquentar a treta com provocações, faltas forçadas e jogo duro.

Numa série de playoffs, então, é natural que esta disputa fique ainda mais apimentada. Neste caso, apesar de eu achar um time do Boston Celtics melhor montado e mais profundo, acho que o Washington Wizards tira vantagem de um confronto mais físico. Os jogadores do time da capital americana são maiores, mais fortes e mais sujos.

No backcourt, onde os dois times concentram seus maiores talentos, John Wall é anos-luz mais talentoso na defesa do que Isaiah Thomas – enquanto o armador do Wizards mostra ser capaz de segurar o rival, Thomas não dá conta de parar Wall. Isso carrega Marcus Smat e Avery Bradley, excelentes defensores, mas que também terão que tomar conta de Bradley Beal, o melhor arremessador em quadra e mais alto dos armadores da disputa, o que lhe dá alguma vantagem no duelo dos armadores.

Os jogadores de apoio do Wizards são piores do que os do Celtics, mas são caras que compensam suas deficiências na base da porrada – Marcin Gortat e Markieff Morris sabem brigar, enquanto Al Horford, apesar de ser disparado o mais técnico dos ‘big men’ da série, é conhecido por ser ‘polido’ demais no jogo.

Apesar de ver uma vantagem grande nestes aspectos para o Wizards, acho que o Boston tem boas chances de equilibrar as coisas com uma defesa organizada. Um bom exemplo foi a série contra o Bulls: quando o time não marcou bem, tomou na cabeça, quando encaixou lá atrás, sobrou.

Espero uma guerra. E torço por sete jogos.

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Leste

Agora vamos ao que interessa. Depois de seis meses de uma maratona quase que infinita de jogos, ‘o campeonato de verdade’ começa neste sábado. Confira aqui os dias dos jogos, os retrospectos dos confrontos ao longo da temporada e um breve palpite do que pode rolar ao longo da série:

1º Boston Celtics x 8º Chicago Bulls

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Chicago @ Boston, 20h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Chicago @ Boston, 20h
Jogo 3 – Sex.  Abril 21  Boston @ Chicago, 19h
Jogo 4 – Dom.  Abril 23  Boston @ Chicago, 19h30
Jogo 5 * Qua.  Abril 26  Chicago @ Boston, a definir
Jogo 6 * Sex.  Abril 28  Boston @ Chicago, a definir
Jogo 7 * Dom.  Abril 30  Chicago @ Boston, a definir

Confrontos na temporada regular: 2 x 2

Palpite: Celtics em 5 jogos

Os dois times vêm de temporadas absolutamente opostas: enquanto o Boston conseguiu ‘roubar’ a primeira posição do Cavs no Leste de maneira minimamente surpreendente (um segundo lugar era bem plausível, mas a liderança não era uma aposta segura), o Chicago enfrentou sérios problemas ao longo de todo o ano e só conseguiu a última vaga para os playoffs no desempate com o Miami Heat.

Ainda que estranhamente o Bulls tenha um retrospecto muito bom contra os melhores times da NBA – e o Celtics está neste grupo -, não imagino que possa acontecer uma zebra aqui. O Boston enfrentou suas maiores dificuldades contra times que contam com um garrafão forte ofensivamente, o que é praticamente a antítese do Chicago. Exceto Isaiah Thomas, o time verde tem alguns dos melhores marcadores de perímetro e tem boas chances de anular a única válvula de escape confiável do rival, Jimmy Butler.

Numa série de vários jogos seguidos, a capacidade do técnico tende a ficar mais evidente e até hoje não existe qualquer indício de que Fred Hoiberg tenha um talento comparável ao de Brad Stevens.

2º Cleveland Cavaliers x 7º Indiana Pacers

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Indiana @ Cleveland, 16h
Jogo 2 – Seg.  Abril 17  Indiana @ Cleveland, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Cleveland @ Indiana, 20h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Cleveland @ Indiana, 14h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Indiana @ Cleveland, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Cleveland @ Indiana, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Indiana @ Cleveland, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Cavaliers em 4

É verdade que provavelmente o Cavs está no seu pior momento da temporada e o Pacers em seu melhor. Verdade também que o Indiana tem talento bruto acima da sua posição da tabela. E, por último, também é real que Paul George é uma máquina que cresce em momentos de decisão. Mesmo assim, acho que o time de Nate McMillan não tem organização e defesa suficientes para parar o Cleveland.

Pelo que se viu ao longo dos últimos jogos da temporada regular, quando Lebron e companhia querem jogar de verdade, o time é outro, bem mais parecido com aquele dos playoffs passado do que com este que tem perdido uma pancada de jogos fáceis.

Já que não tem muita chance do Indiana passar, a expectativa fica por conta do duelo George x James, com o tempero das encheções de saco de Lance Stephenson.

3º Toronto Raptors x 6º Milwaukee Bucks

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Milwaukee @ Toronto, 18h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Toronto @ Milwaukee, 20h
Jogo 4 – Sab.  Abril 22  Toronto @ Milwaukee, 16h
Jogo 5 * Seg.  Abril 24  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Toronto @ Milwaukee, a definir
Jogo 7 * Sab.  Abril 29  Milwaukee @ Toronto,  a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Raptors em 7

Para falar bem a verdade, dizer que essa série vai para sete jogos é mais um desejo do que um chute. Acredito que o Raptors tem experiência e talento de sobra para superar o Bucks recheado de novatos na pós-temporada.

O grande trunfo do Milwaukee na temporada é que Giannis é muito difícil de se marcar. Mas o Toronto é uma equipe que está vacinada contra isso: tem excelentes defensores em todos os cantos da quadra, especialmente Kyle Lowry, PJ Tucker e Serge Ibaka.

O único problema que eu vejo no time canadense é a falta de tempo de jogo do seu quinteto mais talentoso, já que Tucker e Ibaka chegaram no meio da temporada, justamente quando Lowry se machucou. O time terá que se acertar com o pau comendo, o que é um risco.

4º Washington Wizards x 5º Atlanta Hawks

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Atlanta @ Washington, 14h
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Atlanta @ Washington, 20h
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Washington @ Atlanta, 18h30
Jogo 4 – Seg. Abril 24  Washington @ Atlanta, 21h
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Atlanta @ Washington, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Washington @ Atlanta, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Atlanta @ Washington, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Wizards em 6

Eu gosto do time do Atlanta, ainda confio em Dwight Howard e amo Paul Millsap, mas acho que o Washington demora no máximo seis partidas para nocautear Hawks. O Wizards encontrou uma formação muito eficiente para jogar contra times médios nesta temporada – que é o caso do Atlanta – e só deve enfrentar maiores dificuldades quando o rival estiver em uma noite atipicamente inspirada.

O maior problema pro time da Geórgia é que não tem como parar a dupla de armadores do Washington. Dennis Schroder não tem cacife para parar Wall ou Beal. Jose Calderson e Malcolm Delaney, seus reservsa, idem. Para isso, terá que abrir mão do poder de fogo e abusar de Thabo Sefolosha, Kent Bazemore e Taurean Prince, bons defensores. Enfim, a capacidade do Hawks para esse matchup é um lençol curto sem solução.

Por último, torço muito por um confronto entre Washington e Boston, uma das maiores rivalidades da NBA atual, na próxima fase.

Amanhã posto os palpites do Oeste!

Eles não precisam ser amigos

O Washington Wizards entrou na temporada regular cercado de dúvidas quanto ao seu real potencial. O time vinha de uma sequência estranha. Em 2014-2015, teve uma campanha animadora nos playoffs e, não fosse por uma lesão de Wall, tinha boas chances de alcançar uma final de conferência. Na temporada seguinte, a decepcionante décima colocação e não ida ao mata mata.

A história que era usada como álibi para a inconstância do time e sobretudo de John Wall e Bradley Beal, promissora dupla de armadores da franquia, era a de que os dois não se bicavam. De fato, frustrados com tudo que rolava na equipe, os dois trocaram alfinetadas públicas. Wall reclamou da baixa frequência de Beal, atormentado por lesões, no time. Beal, por sua vez, se incomodou com o domínio absoluto de Wall na posse da bola. Ficou famosa a frase que os dois tinham “tendência a não se gostar”. Como quase sempre acontece, a treta e os resultados ruins foram diretamente ligados.

Agora o time voltou a ganhar, emplacou a melhor sequência de vitórias em casa na temporada e já registra a melhor campanha da NBA desde janeiro. Não só está próximo de se garantir matematicamente nos playoffs, como é o time que atualmente mais ameaça o reinado do Cleveland Cavaliers na liderança do Leste. E, claro, muita gente tenta atribuir a uma suposta sintonia entre Beal e Wall fora da quadra.

Sinceramente não tenho como dizer se os dois são amigos, se não são. O meu ponto é que, dadas as declarações dos jogadores, dado o histórico de caras que declaradamente se odiavam mas jogavam muito, a amizade entre estrelas do mesmo time como receita do sucesso é uma balela. Apesar de ser muito bonito para os torcedores acreditarem naquilo e para a imprensa criar um enredo, é quase sempre irrelevante se jogadores dividem quarto, se jantam juntos, trocam mensagens ou se sequer se suportam.

Apesar do exemplo mais clássico disso ser a dupla Kobe Bryant e Shaquille Oneal, acho errado colocá-los no mesmo balaio. Ambos figuram possivelmente entre o top 10 da NBA em todos os tempos. Mesmo que um boicotasse o outro, as coisas dariam certo no Lakers. Mesmo no auge do ódio mutuo, o time foi tricampeão. Sem comparação.

Vou trabalhar com exemplos mais ‘terrenos’. Rajon Rondo e Ray Allen também não se gostavam. Um nunca foi muito fã do outro em quadra e, para completar, uma vez Allen disse que Doc Rivers e Danny Ainge não gostavam de Rondo e por isso iriam tentar trocar a dupla para Phoenix. Rondo não gostou, achou que Ray estava inventando alguma coisa para se livrar da negociação e a coisa melou de vez entre os dois. Mesmo assim, em quadra, em cinco anos de parceria, o Boston foi campeão uma vez, vice outra e chegou à final de conferência em mais uma. Rondo foi o jogador que mais deu assistências neste período e Ray Allen era o principal alvo dos seus passes.

Até ano passado, Kevin Durant e Russell Westbrook formavam a dupla mais talentosa da NBA. Por terem entrado na liga mais ou menos na mesma época, terem crescido como profissionais juntos e não terem muito mais colegas de qualidade ao redor, presumia-se que os dois eram muito próximos, quase irmãos. A revelação de que os dois nunca foram nada mais do que ‘colegas de trabalho’ se deu depois que Durant saiu do time. Muita gente achou absurdo que o ala ‘só’ mandou uma mensagem no celular de Russell avisando que deixaria o time, mas, apesar das rusgas ‘institucionais’ da separação, ambos confirmaram que nunca foram muito próximos fora da quadra. Mesmo assim, a parceria funcionou bem, no limite máximo dos seus talentos, independente deles serem super amigos ou só jogarem juntos.

Voltado ao Wizards, ao meu ver, é mais correto dizer que o time passou ganhar por outros motivos mais claros, como a habilidade do técnico Scott Brooks em transformar bons prospectos em jogadores de verdade, como Kelly Oubre e Otto Porter, e filtrar o elenco em uma rotação mais enxuta e eficiente. O time também passou a ter o ataque iniciado por mais jogadores, ao invés de concentrar todas as decisões em Wall – que, por outro lado, se tornou uma opção mais eficaz nos arremessos. A criatividade de Beal na armação do pick and roll, uma referência no fundamento entre os shooting guards, também passou a ser explorada com mais frequência. Com isso, a dupla alcançou o melhor momento da carreira individual e coletivamente – independente de serem amigos ou não.

Não é raro vermos a associação da melhora no rendimento a uma suposta amizade que estaria florescendo entre ambos. Eles não são bobos de negar, claro, mas o fato de Beal já ter reclamado que basicamente SÓ PERGUNTAM ISSO a ele é uma pista de que definitivamente não é a isso que eles creditam esta evolução.

Não digo que problemas de vestiário não influenciam na performance de um time. É claro que sim. Mas não ser amigo de alguém não é problema algum. Atletas jogam para ganhar, fazer seu trabalho, e não amar uns aos outros, amar uma camisa. Pouco importa com quem eles vão com a cara se jogarem tudo que sabem.

Beal, Wall, Shaq, Kobe, Rondo, Allen e companhia são as provas disso.

O povo não gosta de vencer, gosta é de comer de graça

Quem vê até pensa que os 20 mil torcedores que lotam a Quicken Loans Arena todos os jogos do Cleveland Cavaliers querem ver o Lebron James, Kyrie Irving e companhia defendendo o título da NBA. Nada disso. Isso está só no pacote. O que o povo realmente quer é comida de graça!

Durante esta semana, o Cavs recebeu o Hawks e levou o primeiro pau da temporada. Perdeu por 110 a 106 em casa. O time começou bem atrás no placar e nos minutos finais tentou buscar a vitória, sem sucesso. Apesar da recuperação ao longo da partida, o que realmente levou a turma ao delírio nas arquibancadas foi Dwight Howard errar dois lances-livres seguidos nos minutos finais do jogo – e não exatamente porque isso não faria o Atlanta abrir vantagem na contagem, mas por causa de uma promoção local garante uma porção de seis nuggets de graça para cada vez que um adversário perder os dois arremessos no quarto período.

goodman

A promoção é comum e acontece em vários ginásios com suas devidas adaptações. Ano passado, por exemplo, na corrida acirrada pelas últimas vagas nos playoffs, Wizards, Bulls e Jazz fizeram ações parecidas. Cada vez que um jogador errasse dois chutes seguidos da linha no quarto tempo, todos ganhariam sanduíches de graça.

A ideia é maravilhosa. Cada vez que um jogador adversário perde o primeiro chute, a torcida inteira fica completamente alucinada com a possibilidade de um segundo erro e, consequentemente, ganhar comida de graça.

Dá até um ânimo quando o time está atrás no placar. Quando geralmente a torcida já está mais afim de ir embora sem pegar muito trânsito, a promoção mantém na arquibancada o pessoal mais desvairado.

Depois deste jogo ai de cima, John Wall até falou que a torcida parece mais empolgada com a possibilidade do sanduíche de graça do que com a vitória do time sobre um rival que disputa uma vaga direta no mata-mata:

E parece que esta histeria coletiva ajuda o time em quadra – ou melhor, prejudica o rival. No ano passado, quando estes três times fizeram campanhas deste tipo, o aproveitamento dos adversários nos lances-livres caiu ligeiramente. Enquanto a média da liga é de 75% de aproveitamento, os rivais de Bulls, Jazz e Knicks acertaram 71%.

A diferença é pequena, mas todo mundo ganha – mesmo que o time perca em quadra.

Finalmente chegou o último dia de contrato de Gilbert Arenas

É hoje, 31 de outubro de 2016, que Gilbert Arenas recebe os últimos dólares do pior contrato multimilionário que uma franquia já fez em toda a história da NBA. Depois de idas e vindas, dispensas, trocas e renegociações, finalmente o armador encerra o seu vínculo com a liga.

O trambolho de 111 milhões de dólares foi assinado há oito anos. Arenas não joga uma partida profissional por qualquer time da liga há seis. Depois da canetada, jogou por três times, numa média de 30 partidas por temporada. Mas pior do que as lesões, se envolveu numa das tretas de vestiário mais cabulosas que se tem notícias. E só agora, finalmente, algum time vai parar de pagar Gilbert para ficar em casa.

Mas vamos com calma. O negócio não era tão cabeludo quando começou, lá em 2008. Ele piorou com o tempo. No começo, Arenas era uma estrela emergente, um pontuador nato, o símbolo de uma franquia em ascensão, o Washinton Wizards. Agent Zero era três vezes all star, uma delas como titular.

O único porém para que ele assinasse um contrato máximo, na época de 127 milhões, era que o armador tinha perdido quase toda a campanha de 2007-2008 por conta da recuperação de uma cirurgia no joelho. Foram só 13 partidas no sacrifício. Mas, depois de um ano inteiro de molho e mais um verão só para retomar a condição física, time e jogador chegaram a um acordo ‘bom para ambas as partes’: 111 milhões por seis temporadas.

O combinado parecia uma boa, já que dava alguma margem para a franquia contratar mais talentos e renovar com os colegas de Arenas, e dava um desconto ao jogador pela sua condição física duvidosa. “O que eu posso fazer com 127 milhões que eu não posso com 111 milhões?“, comemorou Gilbert na época.

Só que as coisas entraram num espiral sinistro a partir daí. A recuperação física do jogador não rolou conforme o previsto e Arenas já perdeu praticamente a primeira temporada inteira do novo vínculo. Entrou em quadra em apenas dois jogos, na tentativa de dar alguma esperança aos torcedores do time que na temporada seguinte, pelo menos, o time do Wizards estaria completo para disputar o torneio.

No ano seguinte, mais de 400 dias depois de ter renovado com o time, finalmente um Arenas inteiro entra em quadra. E, melhor de tudo, fazendo o que se esperava dele: era um dos cestinhas da temporada, com um punhado de jogos fazendo mais do que 30 pontos. Em dezembro, com a temporada em pleno vapor, Arenas anotou seu primeiro triple-double da carreira. Duas semanas mais tarde, meteu 45 pontos contra o Mavericks. Arenas tinha voltado à velha forma!

Justamente quando estava no auge da recuperação, vazou uma informação que enterraria a reputação e abalaria a carreira do jogador para sempre: por uma estupidez tremenda, Arenas mantinha armas no seu armário no seu vestiário em Washingston. Um dia, depois que o reserva Javaris Crittenton o cobrou uma aposta banal, Arenas sacou a arma e apontou para o colega dentro das dependências do clube.

Além de violar as regras do estado, Gilbert também quebrou o acordo dos atletas de que eles não poderiam portar armas de fogo em eventos da NBA – uma recomendação meio óbvia, mas que Arenas sabe-se lá por qual motivo não seguiu. Investigado pela liga, o jogador pegou uma suspensão de 50 partidas, que o tirou de ação para o restante da temporada.

A treta toda foi brutal para a carreira do jogador, que era um ‘Dwight Howard feliz’ – daqueles que estão fazendo piadas o tempo todo, midiático, super carismático a ponto de ninguém mais levar a sério. Ele até alegava que o incidente das armas era, no fundo, uma brincadeira incompreendida.

Arenas fazendo um gesto bem apropriado na entrada do jogo

Arenas fazendo um gesto bem apropriado na entrada do jogo

Depois da suspensão, ele voltou para a temporada seguinte, mas, completamente apático, e mais debilitado fisicamente, o jogador nunca mais foi o mesmo. Ele mudou seu número de 0 para 9 alegando que era um novo cara. Nas fotos da pré-temporada, Arenas não abriu um sorriso sequer.

Por conta da apatia e falta de clima para seguir na franquia, o jogador foi trocado para o Orlando Magic, que tinha alguma esperança de reabilitá-lo e queria se desfazer de outro contrato absurdo da época, os mais de 90 milhões de Rashard Lewis.

Não deu muito certo e Arenas foi dispensado ao final da temporada. Como negociação para o pagamento do que o jogador ainda tinha direito sob contrato, o Orlando decidiu fatiar os quase 40 milhões restantes em cinco anos ao invés de dois, fazendo com que Arenas recebesse uma aposentadoria de quase 12 milhões anuais de 2012 a 2016.

E hoje é o último dia deste contrato maravilhoso para ele e péssimo para seus empregados. Pelo menos ele fez um bom proveito disso (comprou seu próprio aquário para tubarões, paga 5 mil por mês para um caseiro cuidar da sua mansão de sete quartos e dez banheiros, entre outras coisas).

Agora, o tempo finalmente passou e a fonte secou. Boa sorte na busca de um novo emprego tão bom quanto o antigo.

[Previsão 16/17] Wizards: o limite do talento de Wall e Beal

No começo da temporada passada, John Wall e Bradbley Beal se autoproclamaram a melhor dupla de armadores da NBA – melhores do que Klay Thompson e Stephen Curry, por exemplo. E obviamente que, como acontece quase toda vez que alguém fala algo desse gênero e chama a responsabilidade para si, os dois falharam no objetivo primordial da dupla que era superar a campanha do ano anterior, quando foram eliminados na semifinal de conferência. O time não só falhou nisso, como fracassou na briga pelos playoffs, acabando em décimo na Conferência Leste. Fracasso total.

Para piorar as coisas, os dois passaram a se estranhar. Wall se frustrou com a baixa frequência do companheiro em quadra e Beal não curtiu o monopólio de Wall no domínio da bola e ações ofensivas do time.

Neste ano, mais do que devolver o time à briga pelos playoffs, Wall e Beal têm que resgatar a confiança da liga nos dois. O primeiro tem que mostrar que é ‘mais do que um excelente jogador’ e que é capaz de carregar o time, enquanto o segundo precisa provar que tem saúde para ser um dos melhores shooting guards da NBA.

O sucesso do Wizards depende inteiramente do talento de ambos.

Offseason
O verão em Washington não foi dos melhores. O time não foi capaz de fazer Kevin Durant sequer sentar para conversar com os executivos do time e não contratou nenhum reforço de peso. A maior novidade foi a contratação de Scott Brooks, um técnico muito mais competente que o ultrapassado Randy Wittman.

Dentro de quadra, a principal contratação foi o pivô Ian Mahinmi. Se isso é um reforço, eu já não tenho tanta certeza…

Time Provável
PG – John Wall / Trey Burke /
SG – Beadley Beal / Tomas Satoransky / Marcus Thornton
SF – Otto Porter / Kelly Oubre
PF – Markieff Morris / Andrew Nicholson
C – Marcin Gortat / Ian Mahinmi

Expectativa
Exceto por Gortat, o time é composto basicamente por jovens talentosos que devem, em um futuro próximo, colocar o Wizards nos playoffs por um bom tempo. A franquia até tem elenco para brigar por uma vaga no mata-mata deste ano, mas a incerteza sobre um plano de jogo bem definido desde o princípio da temporada pode fazer com que o time, mais uma vez, fique no ‘quase’. A falta de reservas um pouco mais confiáveis também pode melar os planos da franquia caso Beal volte a se machucar.

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